A constituição do espaço ou campo psicanalítico

HOMERO VETTORAZZO FILHO

RESUMO: O autor discute a constituição do campo analítico sob o vértice da metapsicologia da prática analítica. Toma questões enfrentadas pela psicanálise no momento atual como ponto de reflexão, que pensado metapsicologicamente pode propiciar uma abertura no campo analítico em função de uma escuta mais eficaz ao sofrimento das subjetividades contemporâneas.

PALAVRAS-CHAVE: Campo analítico; Metapsicologia da técnica analítica; Técnica analítica; Escuta analítica; Prática analítica.

Uma reflexão sobre a constituição do campo analítico nos leva de imediato à questão da metapsicologia da prática analítica que, a nosso ver, é onde reside nosso campo de pesquisa e de contínuo levantamento de questões contemporâneas, a serem pensadas e desenvolvidas dentro da especificidade da psicanálise e da singularidade do seu objeto de estudo.

Penso ser somente nesse contexto que podemos prosseguir desenvolvendo a metapsicologia psicanalítica e manter a psicanálise viva dentro das atuais demandas do sofrimento humano na sociedade contemporânea.
A psicanálise, em função de um enclausuramento dogmático por parte dos analistas e das instituições psicanalíticas, tem perdido sua escuta séria e inquietante sobre o “estranho” que nos habita, deixando assim que o caráter revolucionário e inovador de sua origem se acomodasse num enrijecido sistema explicativo, que tem se mostrado fora de compasso, ineficiente e distante frente ao tipo de demanda, oriunda da forma imediatista que a cultura atual tem desenvolvido no sentido de se lidar com a dor, o prazer e o gozo. Não creio que a questão seja colocarmos uma roupa mais moderna no estilo das terapias que estejam tendo maior procura. Penso que a questão se trata mais de sairmos do lugar de um saber defensivo e somente interpretativo e voltarmos a pesquisar e nos interessarmos pelo o que está acontecendo conosco analistas e com nossa prática clínica. Podermos voltar a pensar, criar, fazer teoria e pesquisar a partir de nosso próprio trabalho clínico, tendo sempre em mente em nossa pesquisa o momento cultural em que estamos inseridos e que é gerador de sexualidade e de inconsciente. O encontro analítico é um ato vivo, pulsional e não uma conversa explicativa e dogmatizante.

Birman (1999), em O Mal-estar na atualidade, levanta questões muito interessantes nesse sentido, ao tratar da situação atual da psicanálise e dos psicanalistas. Diz ele que, apesar de termos crescido muito, tanto em número de analistas quanto de instituições psicanalíticas, parece ter se produzido “um vasto contingente de individualidades homogeneizadas, que não se apresentam com marcas singularizantes e estilo próprio de existência”. Esta homogeneidade, destruidora de singularidades, tem acarretado, na visão do autor, um grande prejuízo nas discussões entre os analistas, já que estas acabam se transformando em confrontos pasteurizados de diferenças de filiação teórica. Tal situação, além de muito pouco contribuir no desenvolvimento da teorização psicanalitica, colabora negativamente na dogmatização e engessamento de conceitos originalmente criativos e inspiradores.

O reflexo disso se faz de imediato presente também na clínica (e portanto na pesquisa clínica), onde o analisando corre o risco de ser doutrinado e também homogeneizado, dentro dos padrões conceituais analíticos, no protótipo do que seria uma pessoa analisada, portanto, reflexiva, que pensa antes de agir, mais introspectiva, menos angustiada, que considera e repara o objeto e conhece tudo sobre seu édipo, seu sadomasoquismo, sua inveja e sua culpa persecutória. Assim precisamos, segundo Birman (1999), considerar nossa responsabilidade quando, ao sermos hoje em dia procurados para uma análise, o pretendente já de saída nos advertir que deseja uma análise mais viva, efetiva e menos “ortodoxa”. Com tudo isso, notamos que estamos enfrentando uma situação onde a psicanálise como projeto não mais se coaduna com os imperativos sociais da atualidade.

Retomo, nesse sentido, outras considerações feitas por Birman (1998), em que discute o crescente desinteresse das pessoas na atualidade pela realização de análise, ao lado de um interesse significativo por outras modalidades de psicoterapias e tratamento com psicofármacos. Está existindo, no dizer do autor, uma busca preferencial das subjetividades em sofrimento no “mercado de bens de salvação”, seja ele representado pela religião propriamente dita, mas também por formas de psicoterapias que prometem a cura rápida. Grande ainda é o alívio procurado na droga adição. Isto parece ir ao encontro do que se observa na sociedade contemporânea, onde os valores individuais têm se figurado no culto ao narcisismo e os valores sociais numa cultura de espetáculo. O importante dessa situação nos parece ser a proposta-conclusão de Birman: “Estas novas modalidades de inserção das subjetividades no mundo da
atualidade impõem que repensemos, com urgência, os fundamentos de nossa leitura das subjetividades.”

Fica claro que a psicanálise precisa deixar-se penetrar pelo momento social que vivemos, para encontrar, na especificidade de seus fundamentos, ressonâncias que permitam transformações e desenvolvimentos em sua metapsicologia, tanto no que diz respeito a sua conceitualização teórica como na metapsicologia de sua prática clínica. O que percebemos hoje em nossos consultórios é que temos cada vez mais nos defrontado com um sofrimento que não pode ser pensado. Não parece ser o caso de ficarmos classificando estas subjetividades como não-analisáveis, mas sim de procurarmos, dentro da metapsicologia, fundamentos para pensarmos a questão. Birman (1999), de certa forma, aborda o problema, quando alerta para o esquecimento progressivo na prática clínica da presença do corpo na experiência do sujeito. Assim, diz ele, esqueceu-se de que a subjetividade tem um corpo e que é justamente neste que a dor literalmente se enraíza. Ressalta, ainda, que este campo na atualidade foi entregue pelos analistas e, por outro lado, assumido pela medicina, pela psiquiatria e pelas terapias corporais. Isso na prática clínica psicanalítica traz consequências imediatas; primeiro denuncia a surdez em relação ao corpo entre nós analistas e consequentemente grande parte do mal-estar na atualidade ficaria fora da modalidade psicanalítica de escuta.

Outra consequência disto, no que diz respeito à constituição do campo analítico, é que com efeito conferir ao corpo e ao afeto um lugar crucial na leitura da subjetividade, é também considerar que a prática analítica não é apenas uma escuta do psiquismo, mas uma modalidade de ação – o que Freud já tinha denominado, no início de sua obra, de ato psicanalítico.

A cura psicanalítica implica, portanto, numa teoria de ação (não de atuação), com a necessidade de se retomar e desenvolver uma articulação metapsicológica entre a ação analítica e o estatuto corpo-sujeito em psicanálise. Na verdade esta proposta resume-se no que, a nosso ver, no trabalho clínico figuraria a constituição de um campo analítico.

O analista no encontro com o analisando ocupa um lugar onde sua intuição analítica, fruto de sua apropriação da teoria psicanalítica e de sua própria experiência de análise pessoal e de intimidade com sua turbulência pulsional, torna-o mais suscetível de ser penetrado e contaminado pela fala do analisando, podendo assim experimentá-la como “palavra encarnada”. A intuição analítica, utilizada a serviço de um saber pré-estabelecido sobre o analisando, pode repelir defensivamente qualquer penetração pela fala deste (dita ou não dita) e com isto cooperar para uma homogeneidade e burocratização do campo.

Propomos nos atermos então a alguns desenvolvimentos teóricos, que pensamos terem contribuído na direção acima proposta, proporcionando importantes implicações clínicas na constituição do campo analítico.
Retomamos neste sentido a origem da sexualidade humana como advinda do encontro com um Outro. Do apoio nos cuidados autoconservativos se constitui a sexualidade humana e a erotização de um corpo, que sempre será um corpo erógeno pulsional e jamais um corpo biológico. Sobre a existência desse último com suas funções não discordamos, mas que toda sua representação seja sempre pulsional ou erógena parece inevitável, pois a representação é a tradução ou o registro psíquico da pulsão.

Laplanche (1993) desenvolve uma interessante metapsicologia do processo analítico a partir dessa dissimetria onde o sexual, o pulsional nasce do apoio no autoconservativo diferenciando-se, entretanto, totalmente desse último. Na clínica trabalha essa questão em termos do adaptativo e do sexual presentes e se “constituindo” no encontro analítico.
O autor vai marcar pontos dessa dissimetria original, a serem retomados na clínica, que muitas vezes se encontram, a seu ver, sobrepostos nas postulações freudianas. Marca, também, a discriminação de autoerotismo e narcisismo, às vezes sobrepostos por Freud, cuja diferenciação tem importância já que se apresentam como distintas formas de expressão e de figuração do sexual que se constitui no encontro analítico.

Isso nos parece importante no sentido de se reintroduzir, na sessão, a escuta do corpo e da palavra encarnada. Laplanche (1993) postula metapsicologicamente o encontro analítico segundo o modelo da Tina[1], onde toma a Tina dentro do modelo de produção de sonhos e transferências e, portanto, produção de um sexual com necessidade de traduções.

Esse modelo da Tina é para Laplanche uma maneira de realçar os pontos de tangência entre o sexual e o autoconservativo, de onde se produziu o sexual. Com isto, o autor alerta para o erro epistemológico que pode acontecer na sobreposição dos dois planos; onde o sexual poderia ser tratado numa sessão analítica como o “modo de se falar”, perdendo-se totalmente de vista a relação de articulação e gênese dos dois planos. O sexual não reveste ou dá cor ao adaptativo, forma-se em seu apoio mas gera um outro campo totalmente distinto – o da pulsão.

  1. Laplanche postula a origem do sexual e do inconsciente no encontro com o outro humano sexualizado, que ao cuidar também sexualiza. Através do modelo da Tina propõe que, no encontro analítico, a reprodução da situação originária se dá em cada sessão, onde um campo sexual é gerado, a partir de sua derivação tangencial no adaptativo presente no setting e na fala manifesta do analisando. O campo sexual, reprodução desse originário com seus significantes enigmáticos e constituído novamente a cada encontro, procura continuamente traduções através das transferências.

Isto abre caminho para importantes questões a serem tratadas na constituição do espaço analítico, as quais faremos apenas breves considerações; a saber a relação entre informação e comunicação.
Bleichmar (2000) enfatiza que qualquer informação não pode ser considerada a não ser no contexto de informação libidinal, já que todo ato de representação é co-extensivo a um ato de catexização, e que todo ato de catexização se origina na tendência psíquica de preservar ou reencontrar uma experiência de prazer. Isso traz à tona a questão de que estamos continuamente condenados a investir (e, portanto, a gerar inconsciente); mas mais do que investir estamos condenados a representar nossos investimentos. Nisso reside o traumático da sexualidade constituída no encontro com o Outro, onde o montante de excitação gerado não se acompanha de uma possibilidade equivalente de traduções ou derivações representacionais. Entretanto, é também nesse “condenado a representar” que o indivíduo vai poder engendrar novas representações e possibilidades de traduções pulsionais. Fica claro que precisamos não sobrepor o pulsional da informação ao conteúdo intelectual da comunicação, ou ainda, dito de outra forma, no ato analítico existe um “in-forme” que não é linguagem comunicacional.

Abriríamos, ainda por associação, duas outras questões: a da significância contida na fala do analisando e sua possibilidade de figuração a partir da escuta analítica; e a condição interpretante do analista em lugar de uma postura interpretativa ou de interprete decifrador.

É nesse sentido que, no encontro analítico, a abertura do campo guarda relação com a possibilidade de, através de pontes ou aproximações simbólicas, colocarmos a fala do analisando (dita ou não) em ressonância com os signos ou elementos significantes nela contidos, permitindo-nos assim transformarmos estes signos em mensagens a serem significadas e enunciadas. Em íntima relação com o acima exposto encontramos importantes desenvolvimentos metapsicológicos como a função do holding trabalhada por Winnicott (1990), e a conceituação do rêverie, desenvolvida por Bion (1988).

Em associação ao rêverie, lembramos que rêve vem do francês significando sonho, apontando para a questão da capacidade de sonho do analista durante o encontro analítico. Entenda-se esse sonhar no sentido metapsicológico do sonho, e não como uma anátise “zen”. O sonhar, na sessão, diz respeito à constituição do espaço analítico, onde o sexual pulsional produzido no encontro procura, como no sonho, a possibilidade de derivações e transferências. Assim, o sonhar na sessão estaria a serviço da recuperação da significância das palavras, encarnando-as, e de fornecer “ao vivo” pontes simbólicas que permitam ao analisando significar a vivência emocional (sexual) em curso. Neste sentido, ressaltamos a condição do analista mais como interpretante, possibilitador de uma trama simbólica a ser constituída pelo analisando, do que como a de um interprete de significados. Não que esta função tenha se perdido, mas deve se ter cuidado para não se obturar o campo analítico através dela. Piera Aulagnier (1990) figura esta questão com extrema sutileza ao nomear dois de seus livros de Um intérprete em busca de sentidos, ou seja, se o analista os busca é porque ele não os tem e precisa constituí-los.

Pensamos já poder introduzir outra contribuição significativa no que diz respeito à escuta analítica e à constituição do espaço analítico, que é trazida por Fédida (1998) e que guarda ressonâncias com a questão do sonhar do analista na sessão que, por sua vez, associa-se à atenção flutuante proposta por Freud (1912/1969).

Fédida (1988) trabalha metapsicologicamente sua proposição partindo da retomada da significância da palavra. Para isso, afirma o autor, que a epistemologia própria à teoria psicanalítica não é de forma alguma dissociável da experiência de análise e, neste sentido, de sua técnica, ou seja, da condição de linguagem do trabalho analítico.

Fédida propõe uma ampliação no campo de escuta da fala, considerando-a para além do tempo da narrativa dos acontecimentos, ressaltando um tempo interno da fala, ou seja, o da memória da língua. Este é o terreno metapsicológico que o autor nos propõe, e que na prática clínica traduz-se pela ênfase que coloca nas ressonâncias provocadas pela fala do analisando no analista e vice-versa durante o ato analítico. A memória da língua seria assim outra condição do sonhar do analista.

Ainda no sentido de propiciar a condição de sonho, pensado no sentido metapsicológico, Fédida (1992) reforça a importância da negativação da pessoa do analista, que saindo do campo perceptivo imediato do analisando, permite a projeção do sonho. Ressalta, ainda, a dificuldade na escuta de pacientes que insistentemente fazem referência à “pessoa” do analista, voltando a atenção deste para sua realidade material.

Lembramos, neste sentido da presentificação, que as transferências, apesar de atuais no espaço analítico, não são com a “pessoa” do analista, erro comum quando ao se chamar a transferência para “si” no “aqui agora” da sessão acaba-se por esvaziá-la e por atribuir-lhe, assim, estatuto de realidade externa e não de “insight”. Esta presentificação pode estar sendo atuada não só pelo analisando. Neste sentido Laplanche (1993) alerta para o perigo do uso do setting pelo analista, que se sentindo dono dele pode sacralizá-lo ou manipulá-lo. Lembra ainda aos analistas para o abandono das representações, meta de sua escuta, ou seja, abandonar assim o desejo de cura, de perseguir sintomas; portanto, de uma desaprendizagem do adaptativo.

Estas considerações nos levam a outra reflexão que é o descentramento das subjetividades numa perspectiva de uma abertura da escuta analítica. Estamos aí frente a um ponto delicado a ser considerado. Freud propôs pelo menos dois grandes descentramentos das subjetividades: inicialmente o da consciência (e, portanto, do ego) em relação ao inconsciente e do sujeito em relação ao seu mundo pulsional, que é constituído no encontro com o Outro. Este último descentramento original foi minimizado e mesmo esquecido por certos movimentos psicanalíticos, nos quais se defendeu uma separação muito precisa entre mundo interno e externo, colocando-se onde temos um limite borrado e impreciso (o lugar do originário da pulsão), um limite pretensamente nítido (interno-externo; eu-outro; subjetividade-cultura). Esta situação foi levada ao extremo pela tradição americana da psicologia do ego e análise do ego, tendência que cooperou para o enrijecimento e a burocratização da prática analítica, pelo exercício de uma psicanálise aplicada com suas nefastas consequências tanto para a pesquisa clínica como para a perda da singularidade da análise.

A vitalização da psicanálise está, a nosso ver, em retomarmos nossa experiência clínica como viva, pulsional, não adaptativa. Fédida (1992), neste sentido, enfatiza que psicanálise não é humanismo, marcando o risco da “familiaridade” poder tomar conta do encontro analítico quando este se estabelece sob a égide dos sentimentos de compreensão humanitária. O autor ressalta, em contraposição à “familiaridade”, que a possibilidade da escuta do “estrangeiro”, do “não-familiar”, do “informe” é o que propicia o acesso ao “íntimo”, e alerta assim, como numa análise a “familiaridade” pode opor-se à “intimidade”. Estas são questões a serem consideradas no sentido do analista poder ampliar sua escuta, para permitir a identificação e a nomeação do pulsional, que não pode ser identificado, pois não encontra lugar de expressão no sistema interpretativo que o ego constituiu de si mesmo. Para encerrar, julgamos necessário fazer breves comentários sobre a implicação do analista na constituição do espaço analítico.

A questão da formação do analista, de sua análise pessoal e da análise de supervisão postulada por Fédida (1992), numa inspiração ferencziana, são condições propiciadoras da escuta analítica.

A experiência da própria análise é fundamental, especialmente se essa não é vivida como “normatizante”, mas ao contrário como propiciadora de uma escuta íntima da própria turbulência pulsional que nos habita, pois aí também reside nossa singularidade e vitalidade. A turbulência pede tradução, figuração, transferências, mas tem que ser identificada como o pulsional a procura de representação. Nesse sentido, a cura psicanalítica difere muito das psicoterapias de ego, das terapias breves ou da cura psiquiátrica, mas, nem por isso é menos viva e exitosa ou vai menos de encontro ao que o paciente procura. Cabe a nós podermos ouvir o sexual-pulsional na demanda manifesta.

Ainda em relação à possibilidade de escuta e, portanto, de constituição do campo analítico, ao lado da formação institucional e da análise pessoal, preconiza-se a higiene mental do analista que deve proporcionar a si mesmo experiências em outras áreas: da estética, literatura, das ciências, etc., que forneçam elementos (restos diurnos) que o ajude em sua escuta, possibilitando a tessitura de pontes simbólicas para o pulsional (capacidade de sonho) que constitui o campo analítico.

The constitution of the analytical field


ABSTRACT: The author discusses the constitution of the analytical field through the metapsychology of the anlytical practice. He deals with issues currently faced by Psychoanalysis as a point of reflection. The fact of thinking of that in a metapsychological way can allow the analytical field to be broadened by listening to the suffering of the contemporary subjectivities more effective

KEYWORDS: Analytical field; Metapsychology of the analytical technic; Analytical technic; Analytical listening and practice.

REFERÊNCIAS
AULAGNIER, P. Um intérprete em busca de sentido. São Paulo: Escuta, 1990.
BION, W. R. Estudos psicanalít icos revisados. Rio de Janeiro: Imago, 1988.
BIRMAN, J. Mal-estar na atualidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.
BLEICHMAR, S. Clínica psicanalítica e neogénesis. Buenos Aires: Amorrorcu,
2000.
FÉDIDA, P. A clínica psicanalítica. São Paulo: Escuta, 1988.
__ . Nome, figura e memória. São Paulo: Escuta, 1992.
FREUD, S. Obras Completas de Sigmund Freud. Buenos Aires: Amorrortu, 1969.
(1912) Recomendações aos médicos que exercem psicanálise, v.12.
LAPLANCHE, J. (1987) A Tina. A transcedênda da transferência. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
WINNICOTT , D. W (1960) O ambiente e os processos de maturação. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1990.

Homero Vettorazzo Filho
Foi médico, psicanalista, professor e supervisor, cuja presença
abrilhantou o curso do Departamento Formação em Psicanálise do
Instituto Sedes Sapientiae. Deixou enorme saudade. (1950 – 2011).

Artigo publicado originalmente na Revista Boletim Vol.21 – Nº 01  – Janeiro Dezembro 2013  

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