Encontro da Comissão de Projeto e Pesquisa com Luis Henrique Amaral e Silva

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Quando construímos um ambiente baseado em uma teoria que aposta na distinção absoluta entre o sujeito e o objeto, apostamos mais na fenda que no laço!

Apostamos mais nas distinções, e distanciamentos e na solução solitária que assola a soldariedade. Ou seja assola a outridade que nos define como reféns de antecipações e de previsões impossíveis, criando assim o estranhamento e o confinamento no eu como forma de convier. Por essa razão estudamos o campo da hospitalidade e do acolhimento e por isso preferimos ler Monique Schneider falando sobre o ser próximo em Freud.

Citamos um pequena amostra da autora:
“Por mais vertiginosa que seja a aproximação, não é certo que a vontade de se proteger a qualquer preço contra o abismo que se abre ‘ao lado de’ si constitua a via permitindo reencontrar o caminho para a descoberta desse ‘pulmão no fundo de si’.Considerando o preço pago por Freud para dotar da máxima impermeabilidade o muro entre o outro e si – é o outro que sofre, que morre, não sou eu – podemos avaliar que a tentativa de realizar uma ablação, ou pelo menos uma estabilização, da vulnerabilidade, leva a uma MUTILAÇÃO DE SI, mais do que a uma proteção; as duas dimensões podendo, aliás, coexistir.” p. 88“A proximidade em Lévinas e o Nebenmensch freudiano”

Artigo publicado no Cadernos de Subjetividade, São Paulo, 5 (1): 71-90, dezembro 1993[Publicação ligada ao Núcleo de Estudos e Pesquisa da Subjetividade Programa de Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP – vol.1 – n.1 (1993) – São Paulo – 1993
Tradução Martha Gambini.
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