Um agradecimento e um convite – por Emir Tomazelli

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Caros colegas!
Como coordenador da Comissão de Projeto e Pesquisa –  a ComProPes  – queria encerrar o ano com um agradecimento e um convite.
Aqui o agradecimento:
Agradeço, a todos os que estiveram conosco, pela participação na jornada que organizamos neste ano para dar forma e vazão a nossa fé de construir uma psicanálise sem escolas e um campo sem guerras, só conceitos. O que já basta, não?
Como o departamento não está concebido como um curso, cabe a ele aproveitar a liberdade que isto permite e tentar construir um espaço de pós formação que tenha a psicanálise como pano de fundo, de tal forma que se possa destacar, na cena principal, tudo aquilo que circunda a psicanálise, e toma-lo como se este fosse o primordial.
Assim fizemos.
Artes plásticas/música, neurociência, religião, filosofia, literatura e subjetividade, hoje têm um pequeno espaço conquistado no âmbito do Departamento. Este são os grupos de fomento que compõem a ComProPes. É deles que partimos com nossos lampiões que alumiam o caminho que pretendemos percorrer. Hoje os grupos estão aí estabelecidos, e a espera de outros participantes.
Agora o convite:
Os grupos de fomento estão abertos, como abertas estão as duas reuniões da ComProPes, que ocorrem mensalmente, de quinze em quinze dias, às 17:30h, na sala 90. Aproximem-se.
Em uma das reuniões recebemos Luís Henrique Amaral e Silva, doutor pela USP com uma tese defendida sobre Paul Auster e a problemática do trauma e da cura através da escrita, e que nos ensina Heidegger, Lévinas e Derrida naquilo que concerne ao tema da hospitalidade.
E uma outra reunião de estudos, na que nos dedicamos a compreender as vertentes intelectuais do ambiente que queremos construir. Nosso eixo: hospitalidade/acolhimento, nossa nova meta a nudez. Nesse estudo buscamos recursos para lutar contra aquilo que denominamos de ‘HOSPITILIDADE’, e que sempre aparece encoberta por discursos que transformam teorias psicanalíticas em uniformes de esquadra para homens lutarem como se fossem galos em uma rinha.
Essa não é a nossa praia. E, exatamente por não ser nossa praia, neste ano que segue vamos ter, além do norte da hospitalidade e do acolhimento, uma outra referência de direção, e que consiste em aproximar nudez e aprendizado/transmissão em psicanálise.
Aqui fica o convite e também o chamado à responsabilidade.
Com isto encerramos o ano, em franco processo de trabalho, e concentrados em mais trabalho.
O que tínhamos nos proposto a fazer, assim o fizemos. Foi pouquinho e, é claro, ainda engatinha e certamente é bem frágil. Mas foi uma centelha para a construção de um fogo acolhedor ao redor do qual sentar.
Os dois eventos que falaram sobre a concepção de gênero em cada escola de psicanálise trouxeram a problemática da dificuldade de concepção do teorema principal para todos nós.
Mas não deixaram de aproximar melhor as ideias sobre o que cada autor pensa sobre o assunto. Ouvimos um pouquinho de Lacan, pela voz do José Carlos Garcia, ouvimos um pouquinho de Bion e escola inglesa pela voz da Marina Ribeiro. Na sequência ouvimos pela voz da Suzana Alves Viana a problemática posição da mulher/feminino como elemento estruturante e, na minha voz, o levantamento das questões que a escola freudiana propõe e o que a escola kleiniana repropõe.
E, por fim, realizamos o evento ‘Voz Própria: o complexo é de piano!’. Tocando, em todos os sentidos da palavra, de modo delicado, na questão do cuidado pelo ambiente e no cuidado pelo e com o outro que está nesse ambiente, que era, e ainda é, a nossa maior preocupação.
Acheguem-se!
É isso aí!
Bom 2017 para todos
Att
Emir Tomazelli

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