{"id":1480,"date":"2022-04-11T23:49:51","date_gmt":"2022-04-12T02:49:51","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1480"},"modified":"2023-03-23T20:53:35","modified_gmt":"2023-03-23T23:53:35","slug":"contornando-o-incontornavel-sobre-os-sonhos-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/04\/11\/contornando-o-incontornavel-sobre-os-sonhos-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Contornando o incontorn\u00e1vel: sobre os sonhos na pandemia"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Contornando o incontorn\u00e1vel: sobre os sonhos na pandemia<\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por<strong> Ines Loureiro<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>O Projeto: recolher relatos de sonhos ocorridos durante a pandemia. O convite: escrever sobre um ou mais desses relatos, sem dispor das associa\u00e7\u00f5es do\/a sonhador\/a, nem de quaisquer dados sobre ele\/a. Contente por ter sido convidada, pensei \u201co que mais escrever, se n\u00e3o um texto de fic\u00e7\u00e3o?\u201d \u00c9 como se fosse participar de uma oficina de escrita: dado um texto (sonho manifesto), um contexto (Covid no Brasil) e uma esp\u00e9cie de carta-programa do Projeto Oniricopandemia<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>,\u00a0 produza um ensaio psicanal\u00edtico.<\/p>\n<p>Era \u00f3bvio que est\u00e1vamos sendo instigados a transgredir o mandamento n\u00famero 1 de <em>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/em>: \u201cJamais interpretar\u00e1s sem as associa\u00e7\u00f5es do sonhador\u201d. No m\u00ednimo, o chamado era para uma travessura psicanal\u00edtica: \u201cisso n\u00e3o se faz, mas&#8230; vamos fazer?!\u201d.\u00a0 Freud, no entanto, j\u00e1 ensinara que o jogo infantil n\u00e3o \u00e9 desprovido de seriedade \u2013 muito o contr\u00e1rio. As mortes e sofrimentos advindos da pandemia, a viol\u00eancia com que fomos diariamente atingidos pelo criminoso governo do pa\u00eds, a indigna\u00e7\u00e3o exasperada ante a barb\u00e1rie, tudo isso conferia um \u201ctravo\u201d amargo ao desafio; a gravidade \u00edmpar da conjuntura haveria de ter reflexos sobre o mundo on\u00edrico, e isso est\u00e1 longe de ser brincadeira&#8230;<\/p>\n<p>\u201cPenei\u201d para escrever meu artigo, curios\u00edssima por saber como meus colegas estariam contornando o incontorn\u00e1vel obst\u00e1culo; quais malabarismos \u2013 te\u00f3ricos, cl\u00ednicos, sociol\u00f3gicos, liter\u00e1rios \u2013 estariam inventando?<\/p>\n<p>Ao receber o volume, com 22 textos, 36 autores e mais de 40 sonhos, dei-me conta da variedade e da riqueza das contribui\u00e7\u00f5es. Estava diante de um conjunto de ensaios denso e consistente, mas tamb\u00e9m atrativo e saboroso \u2013 uma esp\u00e9cie de \u201ccaixa de bombons\u201d a ser degustada aos poucos. Al\u00e9m disso, as guloseimas vinham embaladas num lindo pacote: uma edi\u00e7\u00e3o caprichada, com os relatos dos sonhos destacados sobre fundo preto e os cap\u00edtulos entremeados pelos desenhos delicados de Juliana Calheiros.<\/p>\n<p>Chamada a participar da <em>live <\/em>de lan\u00e7amento do livro, achei por bem comer todos os bombons de uma s\u00f3 vez.<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> A glutoneria valeu a pena, pois s\u00f3 ent\u00e3o compreendi a magnitude do Projeto. At\u00e9 esse momento, n\u00e3o havia percebido que o livro era um acontecimento cultural e editorial do qual tive a sorte de participar. Tenho agora a chance de compartilhar minhas impress\u00f5es como leitora (j\u00e1 antecipadas no referido evento <em>online<\/em>) \u2013 e vamos a elas.<\/p>\n<p>O convite \u00e0 travessura psicanal\u00edtica gerou respostas bastante ousadas. Por exemplo, a montagem de um pseudo-sonho, isto \u00e9, uma cena cotidiana foi travestida de sonho (Laura Andreato). Teve tamb\u00e9m o sonho que virou foto, pois disparou a interven\u00e7\u00e3o sobre uma s\u00e9rie de imagens retiradas da obscena reuni\u00e3o ministerial ocorrida em abril de 2020 (Pio Figueiroa). Houve analistas que somaram seus pr\u00f3prios sonhos ao material recebido, como Renata Cromberg e Daniel Kupermann. Renata, ali\u00e1s, se entregou gostosamente \u00e0 \u201cassocia\u00e7\u00e3o livre com o sonho alheio\u201d. Mas ambos os autores desembocaram em quest\u00f5es te\u00f3ricas: a no\u00e7\u00e3o de subconsciente segundo Sabina Spielrein (Renata) e o conceito de recusa em tempos de negacionismo(s) (Daniel). Maria Manuela Moreno e Eug\u00eanio Dal Molin chegaram a inventar restos diurnos para o sonho que lhes coube (!), encaminhando a discuss\u00e3o para a ideia ferencziana de clivagem funcional.<\/p>\n<p>Eis uma amostra das criativas solu\u00e7\u00f5es oferecidas ao problema de interpretar sonhos na aus\u00eancia do sonhador. Outros artigos preferiram explicitar a estrat\u00e9gia de enfrentamento desse impasse metodol\u00f3gico. Renato Mezan, por exemplo, tomou o sonho como um conto escrito em primeira pessoa \u2013 o sonhador como voz narrativa; sobre este texto, a associatividade do int\u00e9rprete se prop\u00f5e a formular \u201cespecula\u00e7\u00f5es plaus\u00edveis\u201d, nos moldes do racioc\u00ednio cl\u00ednico. Lu\u00eds Claudio Figueiredo e Octavio Souza traduziram seu procedimento como \u201calargamento\u201d e \u201cexpans\u00e3o\u201d do conte\u00fado manifesto de sonho \u2013 as associa\u00e7\u00f5es do(s) int\u00e9rprete(s) resultando em interpreta\u00e7\u00f5es que prolongam a experi\u00eancia do sonhar.<\/p>\n<p>De algum modo, todos os ensaios do livro encampam a linha-mestra presente na \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o\u201d assinada pelos organizadores: o sonho possui uma fun\u00e7\u00e3o traumatol\u00edtica (Ferenczi), na medida em que tenta promover a \u201cliga\u00e7\u00e3o\u201d dos excessos traum\u00e1ticos ainda n\u00e3o metabolizados pelo aparelho ps\u00edquico; neste sentido (ou melhor, na busca de um sentido), o sonhar se reveste de um prop\u00f3sito curativo. Ao int\u00e9rprete que s\u00f3 disp\u00f5e dos relatos manifestos, cabe a tarefa do <em>co-sonhar<\/em>, na qual se (con)fundem sonhador e int\u00e9rprete, relato e associa\u00e7\u00e3o, individual e coletivo, experi\u00eancia e teoriza\u00e7\u00e3o, metapsicologia e contexto hist\u00f3rico. O que varia e particulariza cada texto \u00e9 a \u201ccalibragem\u201d sutil entre diferentes aspectos: o grau da associatividade mobilizada pelos autores, a maior ou menor presen\u00e7a de refer\u00eancias culturais nessas associa\u00e7\u00f5es, a concentra\u00e7\u00e3o ou dispers\u00e3o das tem\u00e1ticas desenvolvidas e\/ou dos conceitos trabalhados, as diferentes orienta\u00e7\u00f5es te\u00f3rico-cl\u00ednicas, a densidade metapsicol\u00f3gica, o vi\u00e9s predominante das abordagens (cl\u00ednico, hist\u00f3rico, pol\u00edtico-sociol\u00f3gico&#8230;)\u00a0 e assim por diante. Tendo em vista essas vari\u00e1veis, creio que \u00e9 poss\u00edvel discernir diferentes tipos de texto.<\/p>\n<p>Um conjunto de artigos toma o sonho manifesto como ponto de partida para explorar uma tem\u00e1tica espec\u00edfica \u2013 seus autores aproveitaram a onda da pandemia e \u201csurfaram\u201d nos relatos rumo \u00e0s praias tem\u00e1ticas de sua prefer\u00eancia. Situo nesse conjunto os trabalhos de Patr\u00edcia Getlinger e N\u00e9lson Coelho Jr (corpo e inscri\u00e7\u00e3o corporal da mem\u00f3ria), Luciana Pires (espa\u00e7o p\u00fablico das cidades), Adela Stoppel de Gueller e Julieta Jerusalinsky (sonhos de jovens e a complexa situa\u00e7\u00e3o dos adolescentes isolados) e o meu pr\u00f3prio (papel da arte na assimila\u00e7\u00e3o dos impactos pand\u00eamicos).<\/p>\n<p>Um outro grupo de artigos, util\u00edssimo, aborda a literatura psicanal\u00edtica de um ponto de vista hist\u00f3rico. A hist\u00f3ria das teoriza\u00e7\u00f5es sobre os sonhos, sobretudo na escola inglesa, foi tra\u00e7ada com detalhes por Marina Ribeiro, Elisa Cintra e Carla Penna. J\u00e1 Ada Morgenstern nos trouxe o desenvolvimento das pesquisas acerca dos sonhos infantis, incluindo a\u00ed algumas publica\u00e7\u00f5es recentes situadas nas adjac\u00eancias do campo psicanal\u00edtico.<\/p>\n<p>Dentre os v\u00e1rios textos mais densos do ponto de vista te\u00f3rico e metapsicol\u00f3gico, encontramos dois de inspira\u00e7\u00e3o laplancheana. Com base na teoria da sedu\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria, Paulo Carvalho Ribeiro e Maria Teresa Carvalho afirmaram que, mesmo quando ausente dos relatos, a dimens\u00e3o da sexualidade permanece indispens\u00e1vel para a compreens\u00e3o dos sonhos. F\u00e1bio Belo tamb\u00e9m se apoiou na teoriza\u00e7\u00e3o sobre os significantes enigm\u00e1ticos para se debru\u00e7ar sobre a no\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Naquele que talvez seja o cap\u00edtulo mais lacaniano do livro, Raul Pacheco Filho, Clarissa Metzger e Pedro Ambra entenderam que no campo da \u201cpsican\u00e1lise em extens\u00e3o\u201d \u00e9 preciso identificar e articular os elementos estruturais presentes no relato manifesto. A partir dessa posi\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica, percorreram os meandros da neurose e das diferentes figuras paternas.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do mal e da maldade foi o ponto de partida de Wilson Klain em sua incurs\u00e3o pelas paragens da puls\u00e3o de morte e tamb\u00e9m da puls\u00e3o anarquista, que remete aos potenciais efeitos \u201cliberadores\u201d de T\u00e2natos. J\u00e1 Paula Peron e Ricardo Bueno adotaram Piera Aulagnier e Radmila Zygouris como importantes refer\u00eancias te\u00f3ricas para analisar os efeitos da cat\u00e1strofe pand\u00eamica sobre o eu e os processos de pensamento.<\/p>\n<p>Todos os ensaios contidos no livro t\u00eam por base s\u00f3lidos \u201ccolch\u00f5es\u201d ou \u201ccamas\u201d te\u00f3ricas \u2013 nas palavras dos organizadores. Mas alguns se destacam por recorrer tamb\u00e9m a um espesso \u201cacolchoado\u201d de refer\u00eancias culturais. Tal \u201cedredom associativo\u201d vem recheado de alus\u00f5es \u00e0 filosofia, literatura, antropologia, assim como a s\u00e9ries de TV, hist\u00f3rias em quadrinhos, cinema, m\u00fasica e dan\u00e7a.<\/p>\n<p>O ensaio de Adriana Barbosa e Gustavo Dion\u00edsio situa-se na fronteira entre os textos cerradamente te\u00f3ricos e aqueles que se nutrem na cultura. Partindo de Jacques Ranci\u00e8re e Didi-Huberman, consideraram o sonho como uma experi\u00eancia est\u00e9tica e enveredaram pelo conceito de figurabilidade. As instigantes met\u00e1foras que foram evocadas por J\u00f4 Gondar n\u00e3o deixam de ser belas figura\u00e7\u00f5es de nossa realidade: em tempos de terror coletivo, vividos como nevoeiro ou sombras brancas (Jos\u00e9 Gil), os sonhos s\u00e3o sism\u00f3grafos (Walter Benjamin) que produzem tamb\u00e9m um efeito imunizante, tal como as autovacinas.<\/p>\n<p>In\u00fameras refer\u00eancias culturais compuseram os fios da colorida malha associativa tecida por Cristina Dias, Marta Cerruti, Paulo Rona e Tatiana Filinto. Personagens t\u00e3o variados como Guimar\u00e3es Rosa e Mano Brown, Ant\u00f4nio C\u00e2ndido e Krenak\/Kopenawa se cruzaram num pensamento associativo aparentado do sonho (que, lembremos, \u00e9 tamb\u00e9m uma modalidade do pensar).<\/p>\n<p>Em virtude dessa impressionante diversidade de refer\u00eancias te\u00f3ricas e culturais \u00e9 prov\u00e1vel que o interesse pelo livro ultrapasse em muito os limites dos c\u00edrculos psicanal\u00edticos. Al\u00e9m de ampliar nossa vis\u00e3o sobre os sonhos, ele oferece ao leitor o contato com uma outra dimens\u00e3o do horror sanit\u00e1rio e pol\u00edtico: a contamina\u00e7\u00e3o de nossa intimidade at\u00e9 os rec\u00f4nditos do mundo on\u00edrico. Nessa medida, \u00e9 uma leitura pra l\u00e1 de inquietante&#8230;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a imers\u00e3o na colet\u00e2nea tamb\u00e9m me trouxe uma boa sensa\u00e7\u00e3o \u2013 a de fazer parte de um esfor\u00e7o coletivo em prol do pensamento cr\u00edtico. Senti um alento ao me perceber ladeada por pessoas que compartilham ideais pol\u00edticos, \u00e9ticos e po\u00e9ticos, e que com isso tentam se opor ao descalabro vigente. O artigo de Ana Loffredo cont\u00e9m uma formula\u00e7\u00e3o exemplar desse sentimento \u2013 o de pertencer a uma cadeia de produ\u00e7\u00e3o de elos\/produ\u00e7\u00e3o de Eros. Encantada com o projeto Oniricopandemia e compreendendo de imediato suas implica\u00e7\u00f5es, Loffredo constatou aliviada: \u201cevidentemente, eu n\u00e3o estava s\u00f3\u201d. \u00c9 disto que o livro nos assegura \u2013 seguimos acompanhados, apesar do desalento.<\/p>\n<p>Robusto documento de nossa \u00e9poca, esse volume bem poderia ser anexado a um pedido de <em>impeachment<\/em> de Bolsonaro e seus asseclas, pois comprova como a brutalidade invadiu os quartos, contagiou os sonhos e infiltrou-se no inconsciente de cada cidad\u00e3o. Al\u00e9m das constantes agress\u00f5es externas, somos continuamente atacados tamb\u00e9m a partir <em>de dentro. <\/em>O adoecimento nos foi implantado na alma.<\/p>\n<p>Bem, pelo menos podemos contar com iniciativas como a do projeto Oniricopandemia, que ajudam a oxigenar nossos corpos e mentes. O trabalho coletivo tem em comum com a fun\u00e7\u00e3o on\u00edrica uma propriedade muito salutar: ambos nos auxiliam a figurar o terror e sustentar o desejo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Doutora em Psicologia Cl\u00ednica (PUC-SP), professora do Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Teoria Psicanal\u00edtica (COGEAE\/PUC-SP).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> O artigo de Adriana Barbosa Pereira, \u201cDa dor ao sonho: sobre a Cole\u00e7\u00e3o Oniricopandemia\u201d, foi retrabalhado em parceria com Nelson Coelho Jr.; essa vers\u00e3o modificada consta agora como \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o\u201d do livro.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Live promovida pelo LIPSIC e dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=w8wgPfmMA5s&amp;t=3293s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=w8wgPfmMA5s&amp;t=3293s<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ines Loureiro resenha o livro <em>Sonhar: figurar o terror, sustentar o desejo<\/em>. 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