{"id":1486,"date":"2022-04-12T00:03:44","date_gmt":"2022-04-12T03:03:44","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1486"},"modified":"2023-03-23T20:52:29","modified_gmt":"2023-03-23T23:52:29","slug":"sabina-spielrein-uma-pioneira-da-psicanalise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/04\/12\/sabina-spielrein-uma-pioneira-da-psicanalise\/","title":{"rendered":"Sabina Spielrein, uma pioneira da psican\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Sabina Spielrein, uma pioneira da psican\u00e1lise<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por <strong>Renata Udler Cromberg<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A atualidade da Guerra entre Ucr\u00e2nia e R\u00fassia, do crescimento do movimento nazista me faz querer come\u00e7ar apontando o quanto a situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-pol\u00edtica \u00e9 o maior fator que determina o destino do esquecimento de uma vida, de uma obra, de um trabalho. E afirmar que Sabina Spielrein, mulher, judia, russa vive atrav\u00e9s de seus escritos. Sabina escreveu sobre a guerra em <em>A destrui\u00e7\u00e3o como origem do devir <\/em>em 1912, aos 25 anos. Diz ela: \u201cA guerra \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o prop\u00edcia de eclos\u00e3o da neurose pela perturba\u00e7\u00e3o que traz \u00e0 vida sexual. A guerra provoca representa\u00e7\u00f5es de destrui\u00e7\u00e3o, pois as devasta\u00e7\u00f5es da guerra suscitam representa\u00e7\u00f5es do componente destrutivo da puls\u00e3o sexual. Se no homem normal a guerra apela representa\u00e7\u00f5es de futilidade da vida, no neur\u00f3tico, em quem as representa\u00e7\u00f5es de morte s\u00e3o mais importantes que as de vida, a guerra traz a ocasi\u00e3o de libera\u00e7\u00e3o dos fantasmas destrutivos.\u201d<\/p>\n<p>Eu digo que \u00e9 fato que os totalitarismos anulam vidas, a ci\u00eancia, as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais usando a mentira e o \u00f3dio mortal a um inimigo criado como bode expiat\u00f3rio, como instrumentos. De uma maneira psicanal\u00edtica \u00e9 necess\u00e1rio recordar para elaborar simbolicamente e transformar o infernal c\u00edrculo da repeti\u00e7\u00e3o. Para que a repeti\u00e7\u00e3o deixe de ser um gozo masoquista e se torne um diferencial simbolizante que permite sair de seu c\u00edrculo infernal sonhando e inventando novos devires. Assim, a hist\u00f3ria trouxe de volta uma vida que acabou violentamente e permitiu inventar um novo devir a ela, quando foi descoberto em 1977, o que eu denominei um achado arqueol\u00f3gico. Um bauzinho com as cartas de Sabina Spielrein a Freud e Jung e outros e deles a ela e seus di\u00e1rios, que permitiu a redescoberta dos seus ensaios vision\u00e1rios e pioneiros da segunda e terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX, in\u00edcio ainda deste novo campo de saber inaugurado por Freud, na primeira d\u00e9cada de XX, a psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>A morte de Sabina Spielrein exp\u00f5e antes de mais nada os fatos criminosos de dois totalitarismos. Ela morreu na cidade na qual nasceu, Rostov-sobre-o-Don, na fronteira com a Ucr\u00e2nia atual, mas na \u00e9poca unida a ela, assassinada aos 56 anos junto com suas filhas Irma Renata, de 28 e Eva, de 16, pelos nazistas, naquilo que ficou conhecido como o Holocausto das valas, onde os pr\u00f3prios prisioneiros cavavam as valas onde eles eram fuzilados, suas crian\u00e7as jogadas a eles e todos queimados para uma nova sequ\u00eancia de assassinatos. Estima-se que um milh\u00e3o e meio de judeus morreram na Ucr\u00e2nia junto com enorme quantidade de soldados sovi\u00e9ticos e de ciganos. Os alem\u00e3es foram vistos como libertadores, pois qualquer coisa parecia melhor do que a pol\u00edcia secreta de Stalin. Os ucranianos tinham muitas raz\u00f5es para odiar os russos e principalmente Stalin que, de 1931 a 1933, organizou uma pol\u00edtica da fome, o <em>Holodomor<\/em>, que matou quatro milh\u00f5es e meio de v\u00edtimas estimadas na Ucr\u00e2nia e mais de tr\u00eas milh\u00f5es nas demais regi\u00f5es sovi\u00e9ticas. O <em>Holodomor <\/em>\u00e9 considerado um genoc\u00eddio pois \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o deliberada de exterm\u00ednio, pela fome, do povo ucraniano enquanto entidade \u00e9tnica social. Sabina havia perdido seus tr\u00eas irm\u00e3os assassinados em 1937 e 1938 pelo Grande Terror de 1934 a 1939, como ficaram conhecidos os grandes expurgos stalinistas com centenas de milhares de assassinatos e desterros. Seu pai e marido tamb\u00e9m pereceram de causa natural nesta \u00e9poca, embora o pai tenha sido preso antes.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do trabalho pioneiro de Spielrein e seu esquecimento pela hist\u00f3ria deve-se sobretudo ao desaparecimento e proibi\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica de 1931 a 1989. Eram as raz\u00f5es pol\u00edticas que orientavam a cr\u00edtica \u00e0s teorias a serem condenadas e proibidas. Ser publicamente identificado como te\u00f3rico ou pesquisador que n\u00e3o estivesse trabalhando dentro do paradigma estabelecido pelo partido era um bilhete para o completo esquecimento profissional ou ainda para possibilidades mais amea\u00e7adoras. \u00c9, portanto, a import\u00e2ncia da obra pioneira de Sabina Spielrein que eu pretendi destacar publicando-a em portugu\u00eas, terceira l\u00edngua em que ela aparece, depois do alem\u00e3o e russo.<\/p>\n<p>A autoria de Sabina Spielrein foi efeito do fim de sua an\u00e1lise com Carl Gustav Jung. Sigmund Freud interferiu na rela\u00e7\u00e3o entre Jung e Sabina de uma forma que lhe permitiu transferir seu desejo er\u00f3tico para a escrita de sua pr\u00f3pria <em>poesie<\/em>, sua obra. Esta era a met\u00e1fora que adotava quando queria falar de seus encontros amorosos e de interc\u00e2mbio intelectual com Jung. Ap\u00f3s sua an\u00e1lise, tornou-se m\u00e9dica, psicanalista, membro da Sociedade Psicanal\u00edtica de Viena e depois da Sociedade Psicanal\u00edtica de Moscou, pesquisadora e escritora de 1910 a 1931. Em meu trabalho de reflex\u00e3o, a hist\u00f3ria de vida de Sabina Spielrein em seu percurso ps\u00edquico, emocional, profissional e social, e as condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, sociais, institucionais e culturais de seu tempo que contribu\u00edram para o esquecimento de sua obra e de sua import\u00e2ncia para a psican\u00e1lise proporcionaram a moldura daquilo que pretendo destacar: <em>a import\u00e2ncia de sua obra pioneira.<\/em><\/p>\n<p>O primeiro volume das obras completas traz os tr\u00eas primeiros ensaios de Spielrein e uma carta. Nesse primeiro per\u00edodo, seu lugar de pioneira surgiu ao formular: 1) em \u201cSobre o conte\u00fado psicol\u00f3gico de um caso de esquizofrenia<em>\u201d<\/em>, de 1911, por meio da an\u00e1lise do discurso de uma paciente esquizofr\u00eanica, que seu conte\u00fado tinha um sentido afetivo sexual. Com isso, tornava-se parte da Psiquiatria Nova, psiquiatria din\u00e2mica influenciada pela psican\u00e1lise e que tinha em Eugen Bleuler seu principal expoente. 2) em \u201cA destrui\u00e7\u00e3o como origem do Devir<em>\u201d<\/em>, de 1912, a exist\u00eancia do componente destrutivo da puls\u00e3o sexual, afirmando, 9 anos antes de Freud, a exist\u00eancia de uma puls\u00e3o de morte que produzia dinamicamente a transforma\u00e7\u00e3o, o devir e, estaticamente, o masoquismo prim\u00e1rio, o gozo na dor. 3) Em \u201cA sogra<em>\u201d<\/em>, de 1913, uma formula\u00e7\u00e3o sobre o masculino e o feminino e a empatia materna. 4) Na carta a Jung de 20 de dezembro de 1917, uma metapsicologia psicanal\u00edtica pr\u00f3pria, baseada principalmente em Freud.<\/p>\n<p>O volume 2 traz a contribui\u00e7\u00e3o pioneira de Sabina Spielrein no campo da origem da linguagem, do pensamento e da imagem corporal e visual na constitui\u00e7\u00e3o do processo de simboliza\u00e7\u00e3o e no campo da psican\u00e1lise com crian\u00e7a. S\u00e3o 31 escritos que completam a publica\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas da obra de Sabina Spielrein, cujos textos foram todos publicados nas principais revistas de psican\u00e1lise e psicologia de sua \u00e9poca. Eles s\u00e3o acompanhados de ensaios que situam o ambiente em que foram escritos, sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica no trajeto da sua hist\u00f3ria pessoal e familiar, bem como da hist\u00f3ria das institui\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas, educacionais e de sa\u00fade nas quais trabalhou em Berlim, Lausanne, Genebra, Moscou e Rostov-sobre-o-Don, e a hist\u00f3ria pol\u00edtica do per\u00edodo que abrange sua vida como psicanalista e m\u00e9dica, durante a qual escreveu. Ao final do volume, s\u00e3o apresentadas minhas reflex\u00f5es sobre a contribui\u00e7\u00e3o pioneira de Sabina Spielrein.<\/p>\n<p>O texto de 1912, \u201cContribui\u00e7\u00f5es para o conhecimento da alma infantil\u201d, faz de Sabina a pioneira em psican\u00e1lise com crian\u00e7a. J\u00e1 os textos entre 1922 e 23, \u201cA origem das palavras infantis \u2018mam\u00e3e\u2019 e \u2018papai\u2019. Algumas considera\u00e7\u00f5es sobre os diferentes est\u00e1gios do desenvolvimento da linguagem\u2019; \u201dO tempo na vida subliminar da alma\u201d e\u00a0 \u201cAlgumas analogias entre o pensamento da crian\u00e7a, o dos af\u00e1sicos e o pensamento subconsciente\u201d s\u00e3o tamb\u00e9m in\u00e9ditos.<\/p>\n<p>Eles mostram Spielrein pensando no papel das linguagens n\u00e3o verbais \u2014 o ritmo e a melodia como precursores da linguagem verbal e sempre presentes junto das linguagens visual, t\u00e1til e gestual, al\u00e9m do papel importante da arte e da m\u00fasica para as pessoas e os povos. Ela elabora uma teoria in\u00e9dita e vision\u00e1ria sobre a constru\u00e7\u00e3o da linguagem e do significado do aleitamento e do ato de sugar no desenvolvimento da crian\u00e7a, al\u00e9m de diferenciar as linguagens que n\u00e3o t\u00eam por objetivo a comunica\u00e7\u00e3o com outras pessoas, autistas e m\u00e1gicas, daquelas que visam \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, as linguagens sociais. Al\u00e9m disso, ela postula pela primeira vez o surgimento da linguagem infantil a partir da rela\u00e7\u00e3o entre a m\u00e3e e o beb\u00ea e seu projeto investigativo psicanal\u00edtico te\u00f3rico sobre a forma\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos por meio das reflex\u00f5es sobre a origem da linguagem.<\/p>\n<p>Ela foi a primeira psicanalista a fazer a liga\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise e lingu\u00edstica, a partir dos textos de Freud, e a formular suas pr\u00f3prias ideias sobre a linguagem. Seus principais trabalhos te\u00f3ricos escritos no per\u00edodo de Genebra demonstram uma consci\u00eancia impl\u00edcita da absoluta necessidade de inserir a teoria psicanal\u00edtica nas novas descobertas da psicologia do desenvolvimento e da lingu\u00edstica. Com a sua partida para a R\u00fassia em 1923, a importante tarefa que ela apenas come\u00e7ara s\u00f3 viria a ser retomada d\u00e9cadas depois no campo psicanal\u00edtico. H\u00e1 tamb\u00e9m as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as de seu pensamento com Lev Vigotsky e Piaget, pioneiros do estudo do pensamento e da linguagem infantil, apontando a sua import\u00e2ncia no inconsciente liter\u00e1rio desses pensadores por terem participado da transmiss\u00e3o do seu saber psicanal\u00edtico antes da elabora\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias ideias. O seu \u00faltimo artigo publicado na <em>Imago<\/em>, em 1931, \u00e9 \u201cDesenhos infantis de olhos abertos e fechados. Estudo sobre as representa\u00e7\u00f5es cinest\u00e9sicas subliminares\u201d<strong>. <\/strong>Ele sequer foi publicado originalmente em russo, nessa \u00e9poca de constru\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica e proibi\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise, e foi o \u00faltimo artigo de psican\u00e1lise a sair da URSS. Esse artigo cont\u00e9m a elabora\u00e7\u00e3o final das reflex\u00f5es de Spielrein sobre a origem do pensamento e do s\u00edmbolo e permite, <em>a posteriori<\/em>, retomar, a partir dele, as etapas anteriores de sua elabora\u00e7\u00e3o, uma poss\u00edvel teoria sobre a forma\u00e7\u00e3o do s\u00edmbolo que ela nunca escreveu como tal, apesar de anunci\u00e1-la desde 1920. Seu pensamento te\u00f3rico-cl\u00ednico fundamenta e antecipa conceitos que aparecer\u00e3o alguns anos mais tarde no campo da psican\u00e1lise como integra\u00e7\u00e3o somato-ps\u00edquica, imagem inconsciente corporal e mentaliza\u00e7\u00e3o. A atualidade do ensaio e da reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do cinest\u00e9sico e do visual, e da fun\u00e7\u00e3o de ensinar as crian\u00e7as a verem se sobressai quando pensamos no contexto atual em que h\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, com a internet, computadores e celulares, que trouxe a quest\u00e3o da imagem virtual \u2013 e os riscos de desconex\u00e3o com a vis\u00e3o do mundo externo e da diminui\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o com o outro n\u00e3o virtual <em>&#8211; ao primeiro plano<\/em>, trazendo \u00e0 tona a discuss\u00e3o da mudan\u00e7a do modo de pensar, do pensamento por imagens e a discuss\u00e3o do qu\u00e3o regressivo ou progressivo seriam esse fen\u00f4meno e suas consequ\u00eancias, quando o visual se sobrep\u00f5e \u00e0s intera\u00e7\u00f5es em presen\u00e7a, em que se sente o pr\u00f3prio corpo e a presen\u00e7a corporal do outro.<\/p>\n<p>Sabina Spielrein nos deixa um devir pela maneira com que foi for\u00e7a instituinte, guerreira quatro vezes de maneira transdisciplinar com a psiquiatria, com a educa\u00e7\u00e3o, com a lingu\u00edstica e com a neuroci\u00eancia, campos nascentes que ela p\u00f4s em contato de maneira in\u00e9dita, preservando a psican\u00e1lise como a for\u00e7a imanente central dos desdobramentos de suas cria\u00e7\u00f5es, trazendo compreens\u00f5es in\u00e9ditas da loucura, da linguagem e do pensamento infantil, formulando uma teoria da simboliza\u00e7\u00e3o entre o corpo e o pensamento para torn\u00e1-lo vivo, simultaneamente singular e universal, inventando formas terap\u00eauticas, criando na atualidade renascida e renovada de sua obra, novos devires.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Originalmente apresentado por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento online dos volumes 1 e 2 do livro de mesmo t\u00edtulo, que contou com as participa\u00e7\u00f5es de Flavio Ferraz, Renato Mezan, Silvia Alonso, Adela Gueller e Eugenio Dal Molin. Dispon\u00edvel em\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZqDEAVRqhnQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZqDEAVRqhnQ<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dizer de Silvia Alonso, eis aqui menos uma mulher silenciada: quem tem medo de Sabina Spielrein? <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1468,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[90],"tags":[92],"edicao":[74],"autor":[91],"class_list":["post-1486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-do-campo-psicanalitico","tag-historia-da-psicanalise","edicao-boletim-62","autor-renata-cromberg","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1486"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2359,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1486\/revisions\/2359"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1468"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1486"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=1486"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}