{"id":1497,"date":"2022-04-12T00:28:36","date_gmt":"2022-04-12T03:28:36","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1497"},"modified":"2022-04-14T23:12:49","modified_gmt":"2022-04-15T02:12:49","slug":"apontador-azul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/04\/12\/apontador-azul\/","title":{"rendered":"Apontador azul"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Apontador azul<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por <strong>Anne Eg\u00eddio<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1498 aligncenter\" src=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/b62_11_01_mental-300x300.jpg\" alt=\"aula inaugural\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/b62_11_01_mental-300x300.jpg 300w, https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/b62_11_01_mental-150x150.jpg 150w, https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/b62_11_01_mental.jpg 313w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bem, boa noite a todas e todos!<\/p>\n<p>Gostaria de agradecer ao Departamento de Psicopedagogia e a todas e todos os seus integrantes por t\u00e3o honroso convite, que espero poder contribuir um pouquinho.<\/p>\n<p>Gostaria de dar as boas-vindas \u00e0s novas e aos novos alunas e alunos, obrigada e sejam bem-vindas e bem-vindos!<\/p>\n<p>Quando recebi o convite para falar nesta aula inaugural, o primeiro pensador que me ocorreu buscar apoio foi Paulo Freire.<\/p>\n<p>Por que Paulo Freire?<\/p>\n<p>Bem, sou formada em Letras e, apesar de nunca ter me inserido de forma formal no campo educacional, eu dei aulas como Alfabetizadora de Adultos em Canteiro de Obras, meu primeiro emprego como professora numa empresa de Engenharia Civil. N\u00e3o foi em uma universidade que tive a oportunidade de ler e estudar Paulo Freire, n\u00e3o sou especialista nisto, mas vou contar um pouco de como se deu esse encontro entre mim e a obra de Paulo Freire.<\/p>\n<p>Fui selecionada por uma empresa de engenharia civil para dar aula em canteiros de obras, eu n\u00e3o sabia quase nada sobre o projeto, mas tive uma professora na gradua\u00e7\u00e3o que dava aula em canteiros de obras e ela nos trazia not\u00edcias deste trabalho, a meu ver, muito legal.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga da empresa fez a sele\u00e7\u00e3o, ao final soubemos que havia duas obras e foram contratadas duas professoras \u2013 uma delas era eu. A psic\u00f3loga foi nossa coordenadora, vamos dizer assim, nos reun\u00edamos periodicamente no escrit\u00f3rio da empresa na Berrini, e l\u00e1 estud\u00e1vamos Paulo Freire. Isto foi em 1995 e nossa metodologia deu t\u00e3o certo que nossos alunos foram levados a fazer prova na Rede Oficial e todos foram aprovados. \u00a0\u00a0O objetivo principal, que era a constru\u00e7\u00e3o da cidadania desses profissionais, ajud\u00e1-los a se deslocarem do lugar de objeto para o de sujeito do processo, foi alcan\u00e7ado com \u00eaxito t\u00e3o grande que fomos demitidas, porque estes funcion\u00e1rios passaram a questionar acerca de seus direitos enquanto trabalhadores.<\/p>\n<p>Pensar atrav\u00e9s de Paulo Freire \u00e9 pensar em mudar de perspectiva: \u00e9 pensar em escuta; \u00e9 pensar em n\u00e3o produzir o silenciamento; \u00e9 perceber que tem um outro e mais outros. \u00c9, tamb\u00e9m, permitir o deslocamento de contextos que refor\u00e7am as estruturas perversas de nossa sociedade e possibilitar o pensamento decolonizado.<\/p>\n<p>Estou aqui, pensando com voc\u00eas, porque a hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o no Brasil corre em paralelo com a hist\u00f3ria do Brasil e elas s\u00e3o contadas como se fossem hist\u00f3rias desarticuladas uma da outra.<\/p>\n<p>Por exemplo, em uma aula para forma\u00e7\u00e3o de professores recebi uma imagem de <em>power point<\/em>, referindo-se \u00e0 uma Lei de Diretrizes e Bases de 1827 (qui\u00e7\u00e1 a primeira); dentre outros tantos <em>slides<\/em>, gostaria de destacar este, a lei:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cDETERMINA QUE EM TODAS AS VILAS, CIDADES E LUGARES MAIS POPULOSOS DEVE HAVER UMA ESCOLA DE PRIMEIRAS LETRAS;<\/li>\n<li>DEFINE M\u00c9TODO DE ENSINO E FORMAS DE CONTRATA\u00c7\u00c3O DE PROFESSORES;<\/li>\n<li>DETERMINA MODELOS PARA OS EDIF\u00cdCIOS ESCOLARES.\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A professora, no exemplo acima, n\u00e3o contextualiza a popula\u00e7\u00e3o escravizada, que ficou de fora das escolas por muito tempo por serem proibidas de ter acesso a ela.<\/p>\n<p>Este <em>modus operandi <\/em>de ensinar \u00e9 o que Paulo Freire ir\u00e1 problematizar em <em>Pedagogia do Oprimido; <\/em>ele discorrer\u00e1 acerca de como se produzem ou se mant\u00eam, a meu ver, essas <em>criptas<\/em>, os n\u00e3o-ditos na pr\u00f3pria hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o brasileira e na sociedade como um todo.<\/p>\n<p>Antes, por\u00e9m, gostaria de contar uma hist\u00f3ria para voc\u00eas.<\/p>\n<p><em>Uma garotinha negra de cerca de 8 anos de idade, moradora da periferia de S\u00e3o Paulo, l\u00e1 pelos idos de 1968, 80 anos do p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Aluna de escola p\u00fablica, naquele dia, feliz da vida porque sua m\u00e3e conseguira comprar o restante de seu material escolar. Dentre eles havia um objeto muito importante para aquela menininha que, ao chegar \u00e0 sala de aula, coloca sobre a carteira seu caderno, l\u00e1pis e um apontador, lindo: quando fechado era uma bola azul e com suporte para res\u00edduos, de modo que ela n\u00e3o precisaria se levantar e ir at\u00e9 a frente para apontar seu l\u00e1pis \u2013 a menininha sentia um inc\u00f4modo neste simples ato, de modo que o apontador era uma esp\u00e9cie de met\u00e1fora para \u201cprote\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>O objeto atrai a curiosidade da coleguinha de tr\u00e1s, uma menina branca, de fam\u00edlia importante no bairro, adulada pelos professores, que pede para ver o apontador e n\u00e3o quer devolv\u00ea-lo. Ent\u00e3o a menininha pretinha se vira e tenta arrancar seu apontador das m\u00e3os da coleguinha. Momento em que a professora se vira da lousa e diz \u00e0 aluna negra:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cDevolve o apontador para ela, seu moleque do morro.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Antes de prosseguir com a hist\u00f3ria, vamos recordar o que \u00e9 educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria:<\/p>\n<p>Paulo Freire define a <em>educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria<\/em> como <em>\u201cum ato de depositar, em que os educandos s\u00e3o os deposit\u00e1rios e o educador, o depositante\u201d<\/em> (Freire, 2017, p. 80). Na concep\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria de educa\u00e7\u00e3o, o saber \u00e9 uma doa\u00e7\u00e3o, uma transmiss\u00e3o de conhecimento, em que os alunos recebem o dep\u00f3sito do conte\u00fado. Diante disso, n\u00e3o h\u00e1 reflex\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 criatividade, n\u00e3o h\u00e1 transforma\u00e7\u00e3o e n\u00e3o h\u00e1 saber.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o professor det\u00e9m o saber e o conhecimento e somente transmite para o aluno, que ent\u00e3o passa a det\u00ea-lo tamb\u00e9m. O aluno n\u00e3o interage com o professor e n\u00e3o tem conhecimento pr\u00e9vio sobre o tema a ser estudado. A educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria nega a educa\u00e7\u00e3o como um processo de busca pelo conhecimento.<\/p>\n<p>Nas palavras do educador, a educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria <em>\u201c\u00e9 o ato de depositar, de transferir, de transmitir valores e conhecimentos<\/em>\u201d (Freire, 2017, p. 82). N\u00e3o se reflete sobre a sociedade em que se vive. O aluno \u00e9 meramente um dep\u00f3sito, bem como ocorre na atividade banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>Voltando a hist\u00f3ria do apontador azul, o que restou a garotinha negra de 8 anos fazer?<\/p>\n<p><em>A crian\u00e7a assustada deixa o apontador com a colega e, ao chegar em casa, relata \u00e0 sua m\u00e3e o ocorrido.\u00a0 A m\u00e3e escuta sua filha e no dia seguinte vai \u00e0 escola, para garantir que o objeto era de sua filha, que este lhe fosse devolvido e que sua filha n\u00e3o era ladra.<\/em><\/p>\n<p><em>A garotinha, s\u00f3 observando sua m\u00e3e e a sua professora dialogando. A m\u00e3e, ao indicar a liberdade de sua filha (ela n\u00e3o \u00e9 ladra e n\u00e3o ser\u00e1 e estou aqui para reconhecer a viol\u00eancia de seu ato dirigido \u00e0 uma crian\u00e7a e tamb\u00e9m a sua omiss\u00e3o diante da outra crian\u00e7a que se apossou de algo que n\u00e3o lhe pertencia, apenas porque uma crian\u00e7a \u00e9 negra e a outra, branca), pode ter produzido na professora essa invers\u00e3o, em que o opressor se converte no oprimido. Como no dizer de Freire, que nos conta:<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>\u201cMas o que ocorre, ainda quando a supera\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o se fa\u00e7a em termos aut\u00eanticos, com a instala\u00e7\u00e3o de uma nova situa\u00e7\u00e3o concreta, de uma nova realidade inaugurada pelos oprimidos que se libertam, \u00e9 que os opressores de ontem n\u00e3o se reconhe\u00e7am em liberta\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, v\u00e3o sentir-se como se realmente estivessem sendo oprimidos. \u00c9 que, para eles, \u201cformados\u201d na experi\u00eancia de opressores, tudo o que n\u00e3o seja o seu direito antigo de oprimir significa opress\u00e3o a eles. V\u00e3o sentir-se, agora, na nova situa\u00e7\u00e3o, como oprimidos porque, se antes podiam comer, vestir, cal\u00e7ar, educar-se, passear, ouvir Beethoven, enquanto milh\u00f5es n\u00e3o comiam, n\u00e3o cal\u00e7avam, n\u00e3o vestiam, n\u00e3o estudavam nem tampouco passeavam, quanto mais podiam ouvir Beethoven, qualquer restri\u00e7\u00e3o a tudo isto, em nome do direito de todos, lhes parece uma profunda viol\u00eancia a seu direito de pessoa\u201d. (Freire, 2017, p. 61).<\/p>\n<p>J\u00e1 a <em>educa\u00e7\u00e3o libertadora<\/em> ou <em>problematizadora<\/em> estimula o aluno a participar ativamente na hora de aprender e principalmente a questionar a realidade. Na pr\u00e1tica, o professor promove di\u00e1logo, debate e aproxima o mundo te\u00f3rico do dia a dia dos alunos. \u00c9 a chamada <em>educa\u00e7\u00e3o ativa<\/em>.<\/p>\n<p>Dentro do Departamento de Psican\u00e1lise, departamento ao qual estou vinculada, foi criado, em 2018, um grupo chamado Grupo de Trabalho (estudo, pesquisa e interven\u00e7\u00e3o) A Cor do Mal-Estar: da invisibilidade do trauma ao letramento. Este Grupo emergiu a partir da inquieta\u00e7\u00e3o de uma aluna negra com a aus\u00eancia de negros no processo de forma\u00e7\u00e3o, tanto como alunos ou alunas como tamb\u00e9m da aus\u00eancia de professores negros na forma\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>E mais, a aus\u00eancia de quest\u00f5es acerca da viol\u00eancia fundante da na\u00e7\u00e3o, que foi a escravid\u00e3o e o genoc\u00eddio dos povos origin\u00e1rios. O encontro desta aluna com uma supervisora que n\u00e3o s\u00f3 escutou a ang\u00fastia desta aluna, mas que se colocou na posi\u00e7\u00e3o, no dizer de Freire, de romper \u201ccom esquemas verticais da educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, superando a contradi\u00e7\u00e3o educador e educando\u201d, viabilizando o di\u00e1logo com sua supervisionanda e desta com a institui\u00e7\u00e3o, colaborou para produzir processos importantes nos elementos do grupo e do grupo com a institui\u00e7\u00e3o, o que estamos tentando conceituar como <em>letramento<\/em>.<\/p>\n<p>Relendo Paulo Freire, e sua <em>Pedagogia do oprimido<\/em>, comecei a pensar que o movimento por ele proposto a partir da educa\u00e7\u00e3o libertadora e problematizadora, que tem como eixo principal o di\u00e1logo, est\u00e1 contido naquilo que, enquanto psicanalistas, nos propusemos dentro do grupo A Cor do Mal-Estar, que \u00e9 a sustenta\u00e7\u00e3o do mal-estar, do negro ou do branco: tentar sustentar o di\u00e1logo para lidar com o negativo, sempre que ele emergir, exercitar a alteridade.<\/p>\n<p>Temos que trabalhar em todas as frentes na desconstru\u00e7\u00e3o de uma estrutura educacional que fomenta a opress\u00e3o, que pode ser a base do racismo estrutural, que pode ter sido patrocinado por uma educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria que destitui aqueles que n\u00e3o possam ser leg\u00edtimos representantes de um <em>status quo<\/em>, fortemente marcado por um pensamento colonizador e escravocrata. Machismo, sexismo e tantos outros \u201cismos\u201d s\u00e3o fomentados por este modelo ou m\u00e9todo educacional.<\/p>\n<p>Para Freire, este m\u00e9todo \u00e9 necr\u00f3filo, porque \u00e9 est\u00e1tico e carrega um grau enorme de opress\u00e3o. Quem quer que esteja na posi\u00e7\u00e3o de educar ou de transmitir conhecimento a quem quer que seja, e incluo nisso a transmiss\u00e3o psicanal\u00edtica, por mais progressista que se possa acreditar, h\u00e1 que abrir espa\u00e7o para poder dialogar. No entanto, seria bacana ficarmos com estas reflex\u00f5es de Paulo Freire acerca do di\u00e1logo:<\/p>\n<p><em>N\u00e3o h\u00e1, por outro lado, di\u00e1logo, se n\u00e3o h\u00e1 humildade. A pron\u00fancia do mundo, com que os homens o recriam permanentemente, n\u00e3o pode ser um ato arrogante.<\/em><\/p>\n<p><em>O di\u00e1logo, como encontro dos homens para a tarefa comum de saber agir, se rompe, se seus polos (ou um deles) perdem a humildade.<\/em><\/p>\n<p><em>Como posso dialogar, se alieno a ignor\u00e2ncia, isto \u00e9, se a vejo sempre no outro, nunca em mim?<\/em><\/p>\n<p><em>Como posso dialogar, se me admito como um homem diferente, virtuoso por heran\u00e7a, diante dos outros, meros \u201cisto\u201d, em quem n\u00e3o reconhe\u00e7o outros eu? <\/em><\/p>\n<p><em>Como posso dialogar, se me sinto participante de um gueto de homens puros, donos da verdade e do saber, para quem todos os que est\u00e3o fora s\u00e3o \u201cessa gente\u201d, ou s\u00e3o \u201cnativos inferiores\u201d?<\/em><\/p>\n<p><em>Como posso dialogar, se parto de que a pron\u00fancia do mundo \u00e9 tarefa de homens seletos e que a presen\u00e7a das massas na hist\u00f3ria \u00e9 sinal de sua deteriora\u00e7\u00e3o que devo evitar? Como posso dialogar, se me fecho \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o dos outros, que jamais reconhe\u00e7o, e at\u00e9 me sinto ofendido com ela? Como posso dialogar se temo a supera\u00e7\u00e3o e se, s\u00f3 em pensar nela, sofro e definho?<\/em> (Freire, 2017, pp. 111-112).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica:<\/p>\n<p>Freire, Paulo. <em>Pedagogia do oprimido<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, integrante do GTACME. Mestranda em Psicologia Cl\u00ednica pela PUC-SP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos dois tempos do trauma aos dois tempos da escuta: apontamentos sobre o desejo de superar a educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. Por Anne Eg\u00eddio.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1562,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[98],"tags":[56,40],"edicao":[74],"autor":[68],"class_list":["post-1497","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-do-sedes","tag-educacao","tag-negritude","edicao-boletim-62","autor-anne-egidio","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1497"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1497\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1577,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1497\/revisions\/1577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1562"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1497"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=1497"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}