{"id":1727,"date":"2022-06-01T16:17:33","date_gmt":"2022-06-01T19:17:33","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1727"},"modified":"2023-03-23T20:16:26","modified_gmt":"2023-03-23T23:16:26","slug":"sem-intermediacoes-paradoxos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/06\/01\/sem-intermediacoes-paradoxos\/","title":{"rendered":"Sem intermedia\u00e7\u00f5es: paradoxos"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Sem intermedia\u00e7\u00f5es: paradoxos<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por <strong>Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes (Dodora)<\/strong><a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Foi entre os anos de 1986 e 1989 que a psic\u00f3loga mineira Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, a Dodora, cursou Psican\u00e1lise no Instituto Sedes Sapientiae. Membro de primeira hora do nascente Departamento de Psican\u00e1lise, Dodora assumiu a diretoria do Instituto Sedes Sapientiae por 4 mandatos, de 3 anos de dura\u00e7\u00e3o cada um deles. Foi sempre diretora eleita pela comunidade, pelos per\u00edodos sequenciais de 2001 a 2003 e de 2004 a 2006 e, mais tarde, de 2016 a 2018 e de 2019 a 2021. Militante pol\u00edtica desde o ensino secundarista, Dodora se tornou reconhecida por sua contribui\u00e7\u00e3o aos Direitos Humanos em nosso pa\u00eds, tendo sido agraciada com diversos pr\u00eamios e ocupado a<\/em> <em>Coordenadoria-Geral de Combate \u00e0 Tortura, da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 2009 e 2010. Mestre em psicologia cl\u00ednica e doutora em ci\u00eancias sociais pela PUC-SP, teve seus trabalhos acad\u00eamicos respectivamente publicados nos livros <\/em>Pacto re-velado: psican\u00e1lise e clandestinidade pol\u00edtica<em> (Escuta, cole\u00e7\u00e3o Plethos, 1999) e <\/em>Tortura: testemunhos de um crime demasiadamente humano<em> (Casa do Psic\u00f3logo, 2013). \u00c9 ainda co-autora, com Maria Jos\u00e9 Femenias Vieira, de <\/em>Estresse<em> (Casa do Psic\u00f3logo, 2002) e co-organizadora, com Flavio Carvalho Ferraz, do livro <\/em>Ditadura civil-militar no Brasil: o que a psican\u00e1lise tem a dizer<em> (Escuta: Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, 2016). Por sua trajet\u00f3ria intelectual e pol\u00edtica, nossa calorosa homenagem.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1728 aligncenter\" src=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/b63_3a-286x300.jpg\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/b63_3a-286x300.jpg 286w, https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/b63_3a.jpg 380w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sem intermedia\u00e7\u00f5es: paradoxos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Na vida ps\u00edquica, nada do que uma vez se formou pode perecer.<br \/>\nFreud, S., <em>Mal-estar na cultura<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A principal sensa\u00e7\u00e3o que me atravessou ao iniciar uma visita a um pres\u00eddio feminino em Recife foi a sensa\u00e7\u00e3o, que se instalou imediatamente como convic\u00e7\u00e3o, de que o \u00faltimo lugar onde uma presa pode estar protegida \u00e9 a pris\u00e3o onde cumpre a pena.<\/p>\n<p>Sabemos todos que a pris\u00e3o n\u00e3o tem como proposta proteger o preso, mas sim, proteger a sociedade. A exclus\u00e3o social traz, na sua outra face, a inclus\u00e3o do preso no grupo dos exclu\u00eddos.<\/p>\n<p>Imagina-se que esta conviv\u00eancia compuls\u00f3ria, estabelecida e regulada pelas leis pr\u00f3prias da execu\u00e7\u00e3o penal, reeducar\u00e1 o preso\/presa para o retorno, um dia, \u00e0 comunidade dos homens e das mulheres livres.<\/p>\n<p>Esta visita da qual participei, no m\u00eas de abril deste ano, na condi\u00e7\u00e3o de Coordenadora-Geral de Combate \u00e0 Tortura, da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, me p\u00f4s frente a frente, e sem intermedia\u00e7\u00f5es, com a materialidade das rela\u00e7\u00f5es inclus\u00e3o-exclus\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o-desamparo e com as imposs\u00edveis rela\u00e7\u00f5es que uma presa mulher tem que enfrentar, na sua condi\u00e7\u00e3o feminina e, muitas vezes, na sua condi\u00e7\u00e3o de m\u00e3e.<\/p>\n<p>Neste mesmo pres\u00eddio iniciei a visita com um grupo de integrantes de institui\u00e7\u00f5es do governo local e da sociedade civil, representantes de combate \u00e0 tortura, conversando com as presas que amamentavam e que sabiam que podiam faz\u00ea-lo at\u00e9 seus beb\u00eas completarem 6 meses de vida; depois os filhos s\u00e3o entregues \u00e0 fam\u00edlia ou a institui\u00e7\u00f5es. Uma jovem presa, de pouco mais do que 19 anos, me disse que n\u00e3o iria mais ver o filho, preferia assim, para que ele n\u00e3o retornasse e n\u00e3o guardasse, pequenininho, &#8220;na retina dos olhos&#8221;, segundo sua express\u00e3o, a vis\u00e3o da m\u00e3e presa. Perguntei: e o leite? O leite, &#8220;eles d\u00e3o rem\u00e9dio para secar&#8221;. E o pai? O pai tamb\u00e9m \u00e9 um preso, noutro estado do pa\u00eds, n\u00e3o iriam se ver, e nem mesmo ele iria saber que o filho nasceu.<\/p>\n<p>Nesta \u00e1rea do pres\u00eddio, que abriga as m\u00e3es com beb\u00eas, havia cerca de 10 m\u00e3es. Os ber\u00e7os estavam bem arrumados, com roupas de cama ainda com as dobras de loja, cortinados e ursinhos dentro da cama, quase um brinquedo para as m\u00e3es. Depois que os beb\u00eas se v\u00e3o, as camas permanecem arrumadas para os que vierem; as roupas s\u00e3o doa\u00e7\u00f5es para a cadeia.<\/p>\n<p>Fui em seguida ao p\u00e1tio onde estavam as demais presas, num total de quase setecentas mulheres, algumas permaneceram dentro das celas abertas. A capacidade total do pres\u00eddio \u00e9 de at\u00e9 180 abrigadas! O pr\u00e9dio, bastante antigo, foi um convento de freiras, cedido para se tornar o pres\u00eddio feminino do estado de Pernambuco, nos anos 70, quando recebeu cerca de 30 presas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Nas pequen\u00edssimas celas que visitei, havia 20 mulheres-presas em cada uma, que se espremiam entre 2 camas beliches totalizando quatro leitos, que s\u00e3o ao mesmo tempo seus arm\u00e1rios, suas camas, seus esconderijos, protegidos com as cortinas de tecidos coloridos. N\u00e3o consegui entender como se distribu\u00edam \u00e0 noite: tr\u00eas em cada leito, e as outras, no ch\u00e3o. Preferem n\u00e3o usar os colchonetes empilhados num canto, \u00famidos e cheios de estranhos insetos que entram e saem dos tecidos j\u00e1 sem cor. A pior situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a das que ficam perto da parede do chamado &#8220;banheiro&#8221; \u2013 uma fossa de onde \u00e0 noite sobem os insetos e outros bichos que circulam pelas celas em busca de alimento.<\/p>\n<p>A fronteira entre os corpos, as vidas, os calores, os humores, completamente eclipsada. A sensa\u00e7\u00e3o se materializava quando uma delas come\u00e7ava a falar e outra continuava, sem espa\u00e7o na frase que se completava, sem pausas, querendo aproveitar ao m\u00e1ximo nossa presen\u00e7a: falavam de comida ruim e estragada, de banheiros entupidos, de insetos noturnos que passeiam sobre seus rostos e seus corpos embolados na mesma cama e no espa\u00e7o do ch\u00e3o convertido em leito; falavam ininterruptamente sobre a higiene, os castigos, sobre incertezas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 progress\u00e3o de suas penas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a visita, conversamos com a dire\u00e7\u00e3o do pres\u00eddio, demos entrevistas \u00e0 imprensa e articulamos outras a\u00e7\u00f5es que sempre decorrem destas visitas, para encaminhamento imediato.<\/p>\n<p>Voltei para casa, menor, e com uma sensa\u00e7\u00e3o de opacidade &#8220;na retina dos meus olhos&#8221;; um travo ins\u00f3lito, f\u00edsico e ps\u00edquico, uma sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia frente \u00e0 devassa do que se imagina como civiliza\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre os humanos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei exatamente se a forma\u00e7\u00e3o como psicanalista diminui ou aumenta a sensibilidade neste mergulho nos espa\u00e7os onde o humano deixou seus piores vest\u00edgios, materializado na situa\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o onde esta visita foi apenas uma experi\u00eancia, entre outras que se repetiram. De qualquer forma, pensei que a pris\u00e3o e as cadeias s\u00e3o uma reserva do que a civiliza\u00e7\u00e3o tem de pior, n\u00e3o pela hist\u00f3ria individual do preso que ali cumpre sua pena e tenta pagar a d\u00edvida que contraiu com a sociedade, mas pelas condi\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a desta d\u00edvida.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga, a psicanalista, a cidad\u00e3, e nesta visita, a mulher, se misturaram em mim, e prevaleceu a dor do feminino encurralado e uma vontade de abra\u00e7ar a cada uma das jovens m\u00e3es, e das mulheres mais velhas, das que estavam revoltadas, das que falavam ao mesmo tempo, tentando aprisionar a reserva de esperan\u00e7a que aquela visita podia lhes trazer.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma parte do trabalho que fui convidada a fazer dentro da Secretaria de Direitos Humanos que tem, no Ministro Paulo Vannuchi, o principal fiador das a\u00e7\u00f5es de defesa dos direitos humanos, levadas \u00e0 frente por um determinado e incans\u00e1vel grupo de cidad\u00e3os e cidad\u00e3s que apostam que o Brasil pode avan\u00e7ar muito mais na busca de mudan\u00e7as nesta \u00e1rea. Entendo minha participa\u00e7\u00e3o nesta fun\u00e7\u00e3o como um fragmento, do tamanho e com as possibilidades de um fragmento: nem maior e nem menor, mas essencial, neste que \u00e9 designado como o lugar onde o enfrentamento da viol\u00eancia e da tortura nas pris\u00f5es e nos locais de priva\u00e7\u00e3o de liberdade \u00e9 o principal trabalho a ser realizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Bras\u00edlia, 22 de agosto de 2010.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para saber mais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Acervo <em>on line<\/em> de escritos de Dodora Arantes em publica\u00e7\u00f5es do Departamento de Psican\u00e1lise:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/revistapercurso.com.br\/pdfs\/p18_leitura07.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O encontro das \u00e1guas<\/a> \u2013 Percurso 18, 1\u00ba semestre 1997<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/revistapercurso.com.br\/pdfs\/p22_leitura01.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O tamanho do div\u00e3<\/a> \u2013 Percurso 22, 1\u00ba semestre 1999<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/revistapercurso.com.br\/pdfs\/p23_leitura01.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vest\u00edgios que fa\u00e7am sonhar<\/a> \u2013 Percurso 23, 2\u00ba semestre 1999<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/revistapercurso.com.br\/pdfs\/p24_texto06.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Flores brancas para Efig\u00eania<\/a> \u2013 Percurso 24, 1\u00ba semestre 2000<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/revistapercurso.com.br\/index.php?apg=artigo_view&amp;ida=319&amp;ori=edicao&amp;id_edicao=35\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um copo de H2O<\/a> \u2013 Percurso 35, 2\u00ba semestre 2005<\/p>\n<p>Ra\u00edzes e interfaces \u2013 boletim online 03, dezembro de 2007<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=06&amp;ordem=14&amp;origem=abertas&amp;itema=23\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pelo fim absoluto da tortura em qualquer circunst\u00e2ncia<\/a> \u2013 boletim online 06, outubro 2008<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=11&amp;ordem=7&amp;origem=ppag\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Crimes contra a humanidade: reflex\u00f5es a partir de Nathalie Zaltzman<\/a> \u2013 boletim online 11, novembro 2009<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=20&amp;ordem=2&amp;origem=ppag\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Configura\u00e7\u00f5es do racismo no Brasil s\u00e3o quest\u00f5es para a psican\u00e1lise?<\/a> \u2013 boletim online 20, abril 2012<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=21&amp;ordem=3&amp;origem=ppag\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tortura: testemunhos de um crime demasiadamente humano<\/a> \u2013 boletim online 21, junho 2012<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=26&amp;ordem=11&amp;origem=abertas&amp;itema=23\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anistia 1979-2013: o que falta?<\/a> \u2013 boletim online 26, setembro 2013<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=30&amp;ordem=3&amp;origem=abertas&amp;itema=23\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ditadura civil-militar no Brasil: o que a psican\u00e1lise tem a dizer?<\/a> \u2013 boletim online 30, setembro 2014<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=38&amp;ordem=2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Psicanalistas pela sustenta\u00e7\u00e3o e apoio incondicional \u00e0 democracia no Brasil<\/a> \u2013 boletim online 38, junho 2016<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/arquivos_comunicacao\/Clandestinidade%20pol%C3%ADtica.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clandestinidade pol\u00edtica: impasses. Meu nome \u00e9 Ningu\u00e9m!<\/a> \u2013 site do Departamento de Psican\u00e1lise, entretantos 2, 2016<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=40&amp;ordem=3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Recolhendo palavras<\/a> (entretantos 2) \u2013 boletim online 40, novembro 2016<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=48&amp;ordem=14&amp;origem=ppag\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Transformar o sofrimento em for\u00e7a<\/a> \u2013 boletim online 48, novembro 2018<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?apg=b_visor&amp;pub=57&amp;ordem=2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clandestinidade pol\u00edtica: um ladrilho para incluir<\/a> \u2013 boletim online 57, novembro 2020<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Originalmente publicado no boletim online 14, de setembro de 2010.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Maria Auxiliadora Almeida Cunha Arantes \u00e9 psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae desde 1985. Foi Coordenadora-Geral de Combate \u00e0 Tortura, da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, quando da publica\u00e7\u00e3o deste artigo. Foi diretora eleita do Instituto Sedes Sapientiae por 4 mandatos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O boletim <font color=\"#990000\">on<\/font>line destaca escrito de Dodora Arantes quando coordenadora-geral de Combate \u00e0 Tortura na Secretaria Geral de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[109],"tags":[138,131,128],"edicao":[114],"autor":[137],"class_list":["post-1727","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-homenagem","tag-direitos-humanos","tag-feminino","tag-homenagem","edicao-boletim-63","autor-maria-auxiliadora-de-almeida-cunha-arantes-dodora","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1727"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1727\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2338,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1727\/revisions\/2338"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1727"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=1727"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}