{"id":1881,"date":"2022-09-15T18:10:18","date_gmt":"2022-09-15T21:10:18","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1881"},"modified":"2023-03-23T20:12:11","modified_gmt":"2023-03-23T23:12:11","slug":"psicanalistas-que-falam-para-alem-das-quatro-paredes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/09\/15\/psicanalistas-que-falam-para-alem-das-quatro-paredes\/","title":{"rendered":"Psicanalistas que falam \u2013 para al\u00e9m das quatro paredes"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Psicanalistas que falam \u2013 Para al\u00e9m das quatro paredes <\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por <strong>Quelany Vicente<\/strong><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>A psican\u00e1lise \u00e9 um of\u00edcio que costuma ocorrer entre quatro paredes, numa rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre analista e paciente e por isso de maneira bastante privada.<\/p>\n<p>Para que esse campo de conhecimento fosse desenvolvido, organizado e divulgado sempre foi necess\u00e1ria generosidade. Seja na pr\u00f3pria pr\u00e1tica de se abrir ao outro e escut\u00e1-lo da maneira mais aberta poss\u00edvel, at\u00e9 o compartilhar das experi\u00eancias e a elabora\u00e7\u00e3o em t\u00e9cnicas e m\u00e9todos.<\/p>\n<p>Estudar psican\u00e1lise \u00e9 ent\u00e3o quase um desvendar \u2013 de saberes consolidados ou do dia a dia da cl\u00ednica. E por isso a import\u00e2ncia de projetos de difus\u00e3o desse conhecimento.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o principal objetivo de <strong>Psicanalistas que Falam<\/strong>: democratizar o conhecimento da \u00e1rea. Em uma s\u00e9rie que traz, a cada epis\u00f3dio, um psicanalista falando em associa\u00e7\u00e3o livre sobre algo de seu desejo. Em geral s\u00e3o as pr\u00f3prias trajet\u00f3rias atravessadas pela psican\u00e1lise, resultando na apresenta\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise atravessada por essas trajet\u00f3rias.<\/p>\n<p>Um espa\u00e7o para estudantes e atuantes refletirem sobre o of\u00edcio, numa posi\u00e7\u00e3o irreverente, em que se ouve daqueles que justamente costumam ser apenas ouvintes. Aqui os ouvintes deles somos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Criada por <strong>Heidi Tabacof<\/strong> e <strong>L\u00facia Lima<\/strong> em 2016, a webs\u00e9rie conta atualmente com nove epis\u00f3dios, todos completamente abertos e acess\u00edveis (dispon\u00edveis em <a href=\"http:\/\/www.psisquefalam.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.psisquefalam.com<\/a>).<\/p>\n<p>Heidi, mesmo sem a presen\u00e7a da companheira L\u00facia (falecida em 2020), seguiu na dire\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do projeto, fazendo convite a pares com quem tivesse alguma transfer\u00eancia \u2013 parceiros de vida, de projetos, de espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Com eles forma-se um mosaico de diferentes psican\u00e1lises, abordagens, percursos.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos com <strong>Antonio Lancetti<\/strong> (epis\u00f3dio #1), experiente pelo trabalho em cl\u00ednicas, hospitais, iniciativas p\u00fablicas, que j\u00e1 questiona as possibilidades de <em>setting<\/em>:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso meter o p\u00e9 na lama, entrar onde ningu\u00e9m te chama, atravessar o limiar entre a liberdade e a demanda (&#8230;) Voc\u00ea pode criar dispositivos anal\u00edticos em qualquer lugar, porque \u00e9 s\u00f3 o cara ir l\u00e1 e ressignificar a sua hist\u00f3ria que voc\u00ea est\u00e1 fazendo an\u00e1lise\u201d.<\/p>\n<p><strong>Suely Rolnik<\/strong> (epis\u00f3dio #8), com a for\u00e7a e irrever\u00eancia de saberes diversos \u2013 da esquizoan\u00e1lise, passando pela biologia, cultura ind\u00edgena, artes at\u00e9 a filosofia e a pol\u00edtica \u2013 tamb\u00e9m refor\u00e7a:<\/p>\n<p>\u201cA pot\u00eancia pol\u00edtica pr\u00f3pria do dispositivo psicanal\u00edtico \u2013 que \u00e9 uma pot\u00eancia micropol\u00edtica, porque \u00e9 nesse campo que ele interfere \u2013 ela nos fornece um dispositivo capaz de intervir nesse campo que vai muito al\u00e9m do consult\u00f3rio. E com isso eu n\u00e3o t\u00f4 querendo dizer do al\u00e9m do consult\u00f3rio com classe m\u00e9dia alta que serve tamb\u00e9m pra outras popula\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9 uma perspectiva de leitura e interven\u00e7\u00e3o na realidade em todos os planos da vida social\u201d.<\/p>\n<p>Por suas m\u00faltiplas viv\u00eancias, tanto como psicanalista quanto como escritora e com isso comunicadora da psican\u00e1lise, <strong>Maria Rita Kehl<\/strong> (epis\u00f3dio #3) tamb\u00e9m articula pensamentos particulares de suas experi\u00eancias (de consult\u00f3rio, trabalho em r\u00e1dio, em assentamento etc.): seja em um livro sobre <em>ressentimento<\/em> ou na observa\u00e7\u00e3o sobre sua participa\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o da Verdade:<\/p>\n<p>\u201cPor um lado, que bom que, finalmente, uma presidente, que foi torturada, conseguiu aprovar uma Comiss\u00e3o da Verdade. Mas, que pena que demorou (&#8230;) E que pena que n\u00f3s tivemos uma anistia pros dois lados (&#8230;) Mexer nesse vespeiro pro Brasil acostumado com o jeitinho, com o &#8220;deixa disso&#8221;, com &#8220;n\u00e3o vamos falar naquilo que incomoda&#8221;, foi t\u00e3o pesado que eu acho que n\u00e3o foi \u00e0 toa que nas passeatas contra a Dilma havia um ou outro \u2013 \u00e9 pouco, mas n\u00f3s, que somos psicanalistas, sabemos que os sintomas \u00e0s vezes se manifestam num detalhinho &#8211; pedindo interven\u00e7\u00e3o militar.\u201d<\/p>\n<p>Ao longo da s\u00e9rie vai ficando cada vez mais presente a ideia do sujeito ecoando no coletivo, por isso n\u00e3o \u00e9 apenas em <em>settings <\/em>com esse vi\u00e9s que o aspecto pol\u00edtico surge. <strong>Oswaldo Ferreira Leite Netto<\/strong> (epis\u00f3dio #7) traz lutas e particularidades numa narrativa de sutilezas, partindo de sua \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d m\u00e9dica de aten\u00e7\u00e3o ao outro:<\/p>\n<p>\u201cTalvez a minha trajet\u00f3ria, como pessoa, como homem, envolva a psican\u00e1lise bastante. E o que a psican\u00e1lise representa pra mim \u00e9 sempre no sentido de ampliar, abrir, conquistar espa\u00e7os, conquistar territ\u00f3rios. Liberdade, n\u00e9? E eu acho que a minha vida que se liga \u00e0 psican\u00e1lise vem desse processo que acho que \u00e9 de atravessar fronteiras\u201d. Fronteiras das portas e arm\u00e1rios que ele abriu, principalmente no campo das sexualidades: \u201cA gente n\u00e3o transa pra reproduzir. Quer dizer, temos essa quest\u00e3o do prazer, da busca, da necessidade e da imagina\u00e7\u00e3o, das fantasias. \u00c9 a\u00ed que eu acho que tem uma ruptura que \u00e9 fant\u00e1stica, \u00e9 fascinante e n\u00e3o pode ser ignorada. Ent\u00e3o eu combato muito qualquer normatiza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a patologiza\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea (&#8230;) Porque pra mim, a psican\u00e1lise \u00e9 revolu\u00e7\u00e3o, \u00e9 subvers\u00e3o, \u00e9 ruptura epistemol\u00f3gica com a medicina, com os princ\u00edpios da medicina\u201d.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 <strong>Maria L\u00facia da Silva<\/strong>, (epis\u00f3dio #6), que traz o tema da negritude, indissoci\u00e1vel de sua figura, de sua hist\u00f3ria e seu trabalho. Como ela mesma coloca: \u201cfalar de mim \u00e9 fundamentalmente falar da minha a\u00e7\u00e3o no mundo, do meu ativismo\u201d. E para isso a psicologia se tornou mais um instrumento:<\/p>\n<p>\u201cAmpliar a escuta \u00e9 uma tarefa de psic\u00f3logos, seja de qual pertencimento for, porque o sofrimento precisa ser reconhecido por todos. E mais do que isso, a minha quest\u00e3o era: \u2018Como \u00e9 poss\u00edvel eu n\u00e3o ser reconhecida na minha particularidade, se a psican\u00e1lise trabalha com isso, trabalha com o sujeito, o sujeito com a sua hist\u00f3ria e inserido numa hist\u00f3ria mais ampla, seja do seu pa\u00eds, seja do seu grupo \u00e9tnico\u2019&#8230; Ent\u00e3o essa sempre foi uma quest\u00e3o para mim\u201d.<\/p>\n<p><strong>Isildinha Baptista Nogueira<\/strong> (epis\u00f3dio #9) tamb\u00e9m fala da negritude, mas num vi\u00e9s completamente diferente. Com uma forma\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, fruto e semente de ideias profundas e sens\u00edveis, compartilha um pouco do seu percurso pessoal, acad\u00eamico e cl\u00ednico:<\/p>\n<p>\u201cFoi nessas coisas todas, nesse mergulho profundo em mim mesma que eu comecei a pensar, a pensar nessa g\u00eanese da forma\u00e7\u00e3o do inconsciente, como seria essa forma\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica do negro, de como ele nasceria. E eu entendi que a gente j\u00e1 nasce nesse lugar. J\u00e1 nasce de uma m\u00e3e e de um pai que desejam a brancura e n\u00f3s n\u00e3o correspondemos a isso. Eu acho que o corpo do beb\u00ea \u00e9 t\u00e3o negro quanto eles e, de repente, tamb\u00e9m \u00e9 uma frustra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o que eles n\u00e3o nos amassem, mas n\u00f3s n\u00e3o correspondemos a esse desejo, n\u00e9? A crian\u00e7a negra n\u00e3o corresponde a esse desejo. E acho que come\u00e7a a\u00ed, porque o desejo de toda crian\u00e7a \u00e9 ser branca, o desejo de todo adulto negro \u00e9 poder se livrar desse corpo negro que cerceia e que elimina, que mata\u201d.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias pessoais e profissionais, tamb\u00e9m levaram <strong>Christophe Dejours<\/strong> (epis\u00f3dio #5) a elaborar uma reflex\u00e3o para al\u00e9m do trabalho cl\u00ednico:<\/p>\n<p>\u201cA emancipa\u00e7\u00e3o continua sendo uma quest\u00e3o totalmente essencial, tanto do ponto de vista da psican\u00e1lise, ou seja, do ponto de vista do desenvolvimento ps\u00edquico individual, no fundo, de uma trajet\u00f3ria de vida. E, por outro lado, acho que a emancipa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma verdadeira quest\u00e3o\u201d. Para ele, isso pode se dar na quest\u00e3o da loucura e tentativa de fuga dessa condi\u00e7\u00e3o; na pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o do Eu, a rela\u00e7\u00e3o do beb\u00ea e seus cuidadores \u2013 \u201cEssa rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia n\u00e3o incompat\u00edvel com a capacidade da crian\u00e7a de se libertar, justamente de se emancipar dessa depend\u00eancia primeira em rela\u00e7\u00e3o ao adulto\u201d. Ou ainda na quest\u00e3o do trabalho como fator de emancipa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma centralidade do trabalho primeiramente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental. N\u00e3o h\u00e1 neutralidade do trabalho no tocante \u00e0 sa\u00fade. Se o trabalho pode gerar o pior hoje, ou seja, ele pode ser tamanha fonte de sofrimento nas condi\u00e7\u00f5es existentes, nas modalidades de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho, com a ado\u00e7\u00e3o do modelo gerencial, com os novos m\u00e9todos de organiza\u00e7\u00e3o introduzidos pelos gestores, chegamos agora at\u00e9 o suic\u00eddio no local de trabalho. O trabalho pode gerar o melhor do ponto de vista da sa\u00fade mental, pela raz\u00e3o muito precisa de que se pode identificar, gra\u00e7as ao qual, pelo trabalho, consigo entrar num processo de autorrealiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O que vai ficando mais marcado no somat\u00f3rio dessas narrativas \u00e9 a postura do analista, de como aproveitam distintas forma\u00e7\u00f5es e conhecimentos para se abrirem ao outro. Caso de <strong>Chaim Katz (<\/strong>epis\u00f3dio #2), que reconhece sua intelectualidade n\u00f4made e deslizante, que vai da experi\u00eancia da resist\u00eancia em tempos de golpe militar, passando por aulas em cursos e universidades at\u00e9 sua viv\u00eancia cl\u00ednica:<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 hoje eu atento pra aquilo que o outro \u00e9 (&#8230;) esse outro que me incomoda dentro de mim, eu converso com ele o tempo todo e eu o atendo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Fabio Landa<\/strong> (epis\u00f3dio #4), que al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica robusta, a vida em institui\u00e7\u00f5es e de uma pr\u00e1tica intensa em <em>settings <\/em>diversos, acrescenta:<\/p>\n<p>\u201cA psican\u00e1lise n\u00e3o vive de provas. As provas em psican\u00e1lise elas s\u00e3o efetivamente um estorvo, porque elas n\u00e3o provam nada, elas apenas interrompem uma conversa. Aquilo que conta pra psican\u00e1lise \u00e9 o testemunho. (&#8230;) Aquilo que conta \u00e9 o choque e o encontro: eu e uma pessoa na minha frente, que vem me dizer alguma coisa com princ\u00edpio e que a princ\u00edpio eu n\u00e3o entendo absolutamente nada. E esse choque de n\u00e3o entender nada estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de humildade, de mod\u00e9stia, de medo diante daquilo que est\u00e1 acontecendo\u201d.<\/p>\n<p>Por isso que a escuta desses psicanalistas que falam tamb\u00e9m \u00e9 um encontro, uma forma de presenciar psicanalistas virando protagonistas, sujeitos virando hist\u00f3ria \u2013 a hist\u00f3ria da psican\u00e1lise brasileira.<\/p>\n<p>Psicanalistas sempre falar\u00e3o e que oportunidade poder ouvi-los!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Cineasta e estudante de psican\u00e1lise, aluna do 2\u00ba ano do curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma, Quelany Vicente \u00e9 tamb\u00e9m integrante da equipe de <em>Psicanalistas que falam<\/em> e espectadora ass\u00eddua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quelany Vicente apresenta a s\u00e9rie que alcan\u00e7a seu 9\u00ba epis\u00f3dio: a psican\u00e1lise atravessada pela trajet\u00f3ria de colegas em associa\u00e7\u00e3o livre. <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[90],"tags":[145],"edicao":[143],"autor":[146],"class_list":["post-1881","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-do-campo-psicanalitico","tag-cinema","edicao-boletim-64","autor-quelany-vicente","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1881","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1881"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1881\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2333,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1881\/revisions\/2333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1881"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1881"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1881"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=1881"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1881"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}