{"id":1895,"date":"2022-09-15T18:41:55","date_gmt":"2022-09-15T21:41:55","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1895"},"modified":"2023-03-23T20:07:17","modified_gmt":"2023-03-23T23:07:17","slug":"carta-a-myriam-uchitel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/09\/15\/carta-a-myriam-uchitel\/","title":{"rendered":"Carta \u00e0 Myriam Uchitel"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Carta \u00e0 Myriam Uchitel<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por <strong>Clarissa Motta<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>, \u00c9rica Otsubo<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>, Fl\u00e1via Steuer<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>, pelo grupo <em>Faces do traum\u00e1tico<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1898 size-full\" src=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/b64_11_b.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/b64_11_b.jpg 580w, https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/b64_11_b-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, 29 de agosto de 2022<\/p>\n<p>Cara Myriam,<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cQuero come\u00e7ar, mas n\u00e3o sei por onde, onde ser\u00e1 que o come\u00e7o se esconde?<br \/>\nSer\u00e1 que o mundo come\u00e7ou em janeiro?<br \/>\nSer\u00e1 que o amor come\u00e7ou com um beijo?<br \/>\nSer\u00e1 que a noite come\u00e7a no dia?<br \/>\nSer\u00e1 que a tristeza \u00e9 o fim da alegria?<br \/>\nSer\u00e1 que o mar termina na areia,<br \/>\nOu ali \u00e9 o come\u00e7o de uma vida inteira?<br \/>\nTa\u00ed o mist\u00e9rio que chegou at\u00e9 mim<br \/>\nSer\u00e1 que o mundo tem come\u00e7o, meio e fim?\u201d<br \/>\nGrupo Tiquequ\u00ea<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Frente \u00e0 tela em branco, antes dos dedos romperem o sil\u00eancio com suas fren\u00e9ticas batidas nas teclas do computador, os pensamentos vagueiam, brincam entre as mem\u00f3rias de tantos anos de hist\u00f3ria. Deixam-se levar e se afetar pelas intensidades vividas e agora rememoradas. Os l\u00e1bios cantarolam a m\u00fasica <em>Quero come\u00e7ar<\/em>, do grupo Tiquequ\u00ea, e, assim, iniciamos esta carta com um trecho da can\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma m\u00fasica infantil \u2013 nem por isso pouco profunda \u2013 que brinca com a curiosidade das crian\u00e7as sobre a origem das coisas. Falar de nosso fim \u2013 ser\u00e1? \u2013 \u00e9 voltar para o come\u00e7o. Mas onde essa hist\u00f3ria come\u00e7a?<\/p>\n<p>Quando pensamos em escrever um texto sobre voc\u00ea, Myriam, pareceu a todos do grupo <em>Faces do traum\u00e1tico<\/em> uma ideia \u201cfant\u00e1stica\u201d, \u201cincr\u00edvel\u201d, \u201cuma oportunidade que n\u00e3o poder\u00edamos perder!\u201d \u2013 se nos permite a brincadeira com suas express\u00f5es t\u00e3o marcantes. Depois de meses nos separando, elaborando sua sa\u00edda ainda em sua presen\u00e7a, aproveitando de sua energia e teimosia para concretizar o que j\u00e1 havia se comprometido a fazer antes de partir, foi hora de nos despedirmos. Apesar de termos iniciado 2022 sem voc\u00ea como coordenadora, ainda a t\u00ednhamos perto trabalhando arduamente para o evento <em>Abuso sexual: um transtorno individual e social em nosso tempo<\/em>, \u00a0e tamb\u00e9m como supervisora da <em>Cl\u00ednica do trauma<\/em>. Ap\u00f3s o evento, pensamos rapidamente nos caminhos a serem seguidos e, na sequ\u00eancia, nos despedimos tamb\u00e9m de voc\u00ea como supervisora. E, ent\u00e3o, o fim. Ser\u00e1?<\/p>\n<p>Para a comunidade Sedes Sapientiae, o <em>Faces do traum\u00e1tico<\/em> come\u00e7ou oficialmente em 2014. Para n\u00f3s, o grupo acabou e se refez em 2015 ap\u00f3s a sa\u00edda de participantes e entrada de novos. Com o in\u00edcio do projeto <em>Cl\u00ednica do trauma<\/em> em 2018, passou de Grupo de estudos para Grupo de trabalho e pesquisa e, desde 2020, conta, ainda, com a frente Projeto social. Vale lembrar, Myriam, de sua insist\u00eancia em pensar o grupo n\u00e3o como algo dado, que se iniciou e pronto, mas como um corpo vivo que morre e se refaz a cada encontro. Foram textos produzidos, discuss\u00f5es calorosas, eventos organizados, projetos. E como produzimos nesses quase 9 anos!<\/p>\n<p>Em 2015, fomos a Altamira escutar os efeitos traum\u00e1ticos e dessubjetivantes na popula\u00e7\u00e3o durante o processo de constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte, o que resultou em relat\u00f3rios-den\u00fancias enviados para o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) e CFP (Conselho Federal de Psicologia). No ano seguinte, participamos do <em>entretantos \u2013 Psican\u00e1lise e pol\u00edtica<\/em>, com o texto: <a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/arquivos_comunicacao\/Trabalhos%20apresentados\/Faces%20do%20Traum\u00e1tico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Trauma como interrup\u00e7\u00e3o e \u00e9tica psicanal\u00edtica como enlace<\/em><\/a>. J\u00e1 em 2018, criamos a <em>Cl\u00ednica do trauma<\/em> ligada \u00e0 Cl\u00ednica Psicol\u00f3gica do Instituto Sedes Sapientiae com atendimentos individuais. Tamb\u00e9m desenvolvemos um trabalho com jovens do projeto Chef Aprendiz na periferia de S\u00e3o\u00a0Paulo e buscamos a ferramenta <em>Fotolinguagem<\/em> e o dispositivo de grupo. Em 2020 veio a pandemia e n\u00e3o pudemos ficar inertes diante do cen\u00e1rio catastr\u00f3fico e potencialmente traum\u00e1tico. Desenvolvemos v\u00e1rios projetos de atendimento grupal com p\u00fablicos diferentes: estudantes e supervisores de uma faculdade de medicina, lideran\u00e7as comunit\u00e1rias de povoados ribeirinhos da Amaz\u00f4nia, equipe de uma ONG, profissionais da sa\u00fade de um hospital estadual. Compusemos um grupo de discuss\u00e3o cl\u00ednica para psic\u00f3logos volunt\u00e1rios do projeto Rede de Apoio Psicol\u00f3gico, criado para o atendimento de profissionais da sa\u00fade na linha de frente no combate \u00e0 COVID-19. Ainda na esteira da pandemia, em parceria com a Unifesp, atendemos familiares de enlutados nos modelos individual e grupal. Em 2021, iniciamos o Projeto Morada, em colabora\u00e7\u00e3o com a Defensoria P\u00fablica, encarando o desafio de escutar os familiares dos adolescentes mortos num baile funk em Parais\u00f3polis ap\u00f3s uma interven\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar em 2019.<\/p>\n<p>Nesse percurso, mergulhamos tamb\u00e9m em leituras de autores contempor\u00e2neos e sugerimos traduzir para o portugu\u00eas dois livros que nos foram preciosos. Em 2019, fizemos o evento <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NAxLGShvN9U\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Testemunho e experi\u00eancia traum\u00e1tica<\/em><\/a>, em torno de nossos estudos relativos \u00e0 publica\u00e7\u00e3o, no Brasil, do livro <em>O trabalho da testemunha: testemunho e experi\u00eancia traum\u00e1tica<\/em><em>,<\/em> de Mariana Wikinski (Annablume), no qual pudemos promover a reflex\u00e3o sobre o trauma na intersec\u00e7\u00e3o com o campo sociopol\u00edtico, psicanal\u00edtico, jur\u00eddico e liter\u00e1rio. Nosso segundo evento, derivado de nossos estudos de uma publica\u00e7\u00e3o, aconteceu em 2021, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uA868DsXNrI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Abuso sexual: um transtorno individual e social em nosso tempo<\/em><\/a>, com a participa\u00e7\u00e3o de Susana Toporosi e seu valioso livro <em>Em carne viva \u2013 abuso sexual de crian\u00e7as e adolescentes <\/em>(Blucher)<em>. <\/em>Novamente tivemos convidados de diferentes \u00e1reas buscando fortalecer la\u00e7os e pontes imprescind\u00edveis para compreens\u00e3o do trauma, dentre elas, a justi\u00e7a restaurativa. Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, nosso derradeiro projeto juntos com voc\u00ea, Myriam, \u00e9 a publica\u00e7\u00e3o dos textos elaborados para o evento <em>Testemunho e experi\u00eancia traum\u00e1tica<\/em> (2019), ainda em gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para toda essa produ\u00e7\u00e3o foi necess\u00e1rio sustentar a organicidade do grupo, o que voc\u00ea regeu com maestria. Foi com voc\u00ea tamb\u00e9m que aprendemos a necessidade de cuidar dos fios que tecem a trama do <em>Faces<\/em>, enfrentando olhar para o que poderia, inclusive, romper nosso tear, mesmo que isso nos causasse inc\u00f4modo ou dor, mas que, no fim, fortaleceria a todos. O grupo, assim, n\u00e3o teve um \u00fanico come\u00e7o e, apesar de ter flertado com isto algumas vezes, gra\u00e7as a tanto afeto e cuidado, est\u00e1 longe do fim.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser poss\u00edvel falar de um in\u00edcio para o grupo, podemos pensar que a hist\u00f3ria do <em>Faces<\/em> se iniciou muito antes de 2014, quando voc\u00ea, Myriam, uma psicanalista uruguaia, brasileira de cora\u00e7\u00e3o, desassossegada frente aos fen\u00f4menos da cl\u00ednica, inconformada com uma forma\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica centrada no recalque e na interpreta\u00e7\u00e3o, resolveu fazer mestrado. Foi a\u00ed que voc\u00ea corajosamente iniciou seu trabalho na \u00e1rea da n\u00e3o representa\u00e7\u00e3o, da compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o, do inconsciente constitu\u00eddo por material n\u00e3o-recalcado, da t\u00e9cnica psicanal\u00edtica que exige olhar para <em>Al\u00e9m dos limites da interpreta\u00e7\u00e3o<\/em> (Artes\u00e3). Ou seja, voc\u00ea mergulhou no campo do trauma.<\/p>\n<p>Se \u00e9 dif\u00edcil definir onde essa hist\u00f3ria come\u00e7a, mais dif\u00edcil ainda \u00e9 pensar em como ela termina. Se fazemos esse retorno ao come\u00e7o e ao meio, \u00e9 tamb\u00e9m para escapar da ang\u00fastia do fim. Como lidar com a perda, com a finitude das coisas, com as incertezas do futuro?<\/p>\n<p>No meio de 2021, receber a not\u00edcia de que voc\u00ea sairia do grupo foi impactante. A inesperada novidade provocou um choque (potencialmente traum\u00e1tico, pois sem a antecipa\u00e7\u00e3o da ang\u00fastia sinal!), tristeza e incertezas \u2013 o pesar da perda. Para muitos, ocorreram pensamentos como: \u201cacabou o <em>Faces<\/em>? Justamente esse grupo t\u00e3o rico, vivaz, exigente e tamb\u00e9m acolhedor, de pessoas queridas, de sentimento de perten\u00e7a? Conseguiremos seguir sem voc\u00ea?\u201d. E, mais uma vez, voc\u00ea estava l\u00e1, encorajando-nos a seguir, nos lembrando de nossa pot\u00eancia e for\u00e7a, que muitas vezes n\u00e3o fomos capazes de identificar. E, aos poucos, fomos nos rearranjando, acreditando no seguimento do grupo, reconhecendo a responsabilidade desse legado.<\/p>\n<p>E o que dizer sobre esse legado? Podemos contar que a sua transmiss\u00e3o vai muito al\u00e9m de seu conhecimento em psican\u00e1lise e se encarna na conviv\u00eancia cotidiana, nos detalhes, nos impasses, nos confrontos, nas constru\u00e7\u00f5es de coisas novas e desconhecidas. Voc\u00ea nos incentivou a ler criticamente os autores e a n\u00e3o nos deixarmos contentar com a falta de respostas para nossas perguntas. Pelo contr\u00e1rio, sempre nos incitou a construir nossas pr\u00f3prias. Defendeu que falsas dicotomias apenas enrijecem o pensar e a cl\u00ednica. E que \u00e9 preciso escutar tanto as v\u00edtimas quanto os algozes, complexificando nosso trabalho para n\u00e3o cairmos na individualiza\u00e7\u00e3o de problemas com diversas etiologias. Aprendemos a ouvir o trauma em n\u00f3s, em nossa realidade social, em nossos pacientes. E que precisamos nos posicionar frente \u00e0 barb\u00e1rie, ocupar um lugar de psicanalista-cidad\u00e3o pautado por uma \u00e9tica-pol\u00edtica frente ao sofrimento, que \u00e9 tanto individual quanto coletivo. Constantemente nos lembrou que, se acreditamos termos algo a dizer, precisamos colocar nossa voz no mundo para sermos ouvidos e nos implicar como parte dos processos de transforma\u00e7\u00e3o que desejamos. Ao escolhermos trabalhar com as diversas faces do trauma, aprendemos, ainda, que pouco conseguimos conquistar sozinhos, e que articula\u00e7\u00f5es e parcerias dentro de um campo interdisciplinar s\u00e3o necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Lembramos Freud que, apoiado na literatura, cita a fant\u00e1stica frase de Goethe: &#8220;Aquilo que herdaste dos teus pais, conquista-o para fazer-te teu&#8221;. \u00c9 esse nosso desafio. N\u00f3s do grupo <em>Faces do traum\u00e1tico<\/em>, conhecidos como \u201co pessoal do trauma\u201d, sob sua firme e generosa coordena\u00e7\u00e3o, pudemos, ao longo de 9 anos, selecionar as sementes que seriam plantadas e cuidadas. J\u00e1 colhemos muitos frutos em nosso percurso, inicialmente idealizado por voc\u00ea. Nossos caminhos, a partir de agora, seguem distintos, mas com a promessa e o desejo de se cruzarem, mesmo que pontualmente. E, assim, ao elaborarmos esse fim \u2013 que nos exigiu sair do susto e do traum\u00e1tico da perda, transformando a amea\u00e7a de abandono em separa\u00e7\u00e3o \u2013, recolhemos essa derradeira li\u00e7\u00e3o como mais um peda\u00e7o corajoso seu, e o integramos como parte de n\u00f3s e da nossa hist\u00f3ria. Seguimos confiantes por saber que n\u00e3o h\u00e1 fim para o que vivemos juntos, pois n\u00e3o h\u00e1 fim para o que de voc\u00ea segue em n\u00f3s e de n\u00f3s em voc\u00ea. Seguiremos juntos, sempre!<\/p>\n<p>Certos de que haveria mais a dizer, deixamos aqui um breve testemunho de nossa hist\u00f3ria, Myriam, e finalizamos com um muito obrigado!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Psicanalista, aspirante a membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, integrante do grupo Faces do traum\u00e1tico.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Psicanalista, aspirante a membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, integrante do grupo Faces do traum\u00e1tico.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, co-coordenadora com Camila Munhoz do grupo Faces do traum\u00e1tico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo Faces do traum\u00e1tico partilha amorosa despedida em presen\u00e7a. <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[141],"tags":[128],"edicao":[143],"autor":[155,156,157],"class_list":["post-1895","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-do-departamento-2","tag-homenagem","edicao-boletim-64","autor-clarissa-motta","autor-erica-otsubo","autor-flavia-steuer","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1895","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1895"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1895\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2326,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1895\/revisions\/2326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1895"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=1895"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}