{"id":1910,"date":"2022-09-15T19:06:30","date_gmt":"2022-09-15T22:06:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1910"},"modified":"2023-03-23T20:05:38","modified_gmt":"2023-03-23T23:05:38","slug":"um-relato-pessoal-coletivo-sobre-o-trabalho-da-comissao-de-reparacao-e-acoes-afirmativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/09\/15\/um-relato-pessoal-coletivo-sobre-o-trabalho-da-comissao-de-reparacao-e-acoes-afirmativas\/","title":{"rendered":"Um relato pessoal\/coletivo sobre o trabalho da Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Um relato pessoal\\coletivo sobre o trabalho<\/strong> <strong>da Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es<\/strong> <strong>Afirmativas<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por <strong>Daniela Danesi<\/strong><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Jochen Volz, diretor geral da Pinacoteca, na apresenta\u00e7\u00e3o que fez para o cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o de Grada Kilomba, <em>Desobedi\u00eancias po\u00e9ticas<\/em><a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a><em>, <\/em>conta-nos que esta exposi\u00e7\u00e3o foi concebida para ocupar o segundo andar da Pina Luz com a inten\u00e7\u00e3o, segundo suas palavras, \u201cde justapor, questionar e provocar novas interpreta\u00e7\u00f5es sobre a cole\u00e7\u00e3o de arte dos s\u00e9culos XIX e XX do museu, a hist\u00f3ria da arte que ela pretende contar e as hist\u00f3rias que permanecem invis\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>Estive recentemente na Pinacoteca para ver o acervo da cole\u00e7\u00e3o permanente que agora, sob curadoria de Jochen Volz, nos conta outra hist\u00f3ria que desobedientemente j\u00e1 n\u00e3o silencia, mas, ao contr\u00e1rio, procura lan\u00e7ar luz sobre as tantas narrativas que comp\u00f5em a complexa hist\u00f3ria brasileira. Eis que ali, lado a lado, a partir do olhar da arte encontramos o protagonismo dos povos origin\u00e1rios e dos negros na constru\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>Nesta ocasi\u00e3o tamb\u00e9m aproveitei para visitar a exposi\u00e7\u00e3o de Adriana Varej\u00e3o, <em>Suturas, fissuras, ru\u00ednas<\/em>. Ao me deparar com sua bela e intensa obra e, especialmente, diante de uma tela oval que retratava o cotidiano do Brasil Colonial em que aparecia, dentre outras situa\u00e7\u00f5es corriqueiras daquele tempo, uma cena de estupro protagonizada por um homem branco e uma mulher negra escravizada, vivi uma intensa experi\u00eancia corporal, uma vertigem que me desestabilizou.<\/p>\n<p>No meio da tela abria-se uma chaga, uma ferida aberta a nos lembrar das fissuras e ru\u00ednas que at\u00e9 hoje permanecem sem sutura em nossa sociedade, uma sociedade que insiste em n\u00e3o ver as viol\u00eancias que o racismo estrutural provoca ainda hoje em nosso Brasil Contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Retorno agora ao significante <em>desobedi\u00eancia<\/em> que tomo emprestado de Grada Kilomba enquanto uma ideia de subvers\u00e3o, de ruptura das narrativas hegem\u00f4nicas que ativamente provocam o apagamento e reproduzem as viol\u00eancias que incidem sobre pretos, pardos e ind\u00edgenas. \u00c9 importante destacar que este apagamento tamb\u00e9m recai sobre a riqueza da produ\u00e7\u00e3o cultural, religiosa e dos movimentos de resist\u00eancia e luta por direitos que certamente empobrece a todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Gostaria de apontar tamb\u00e9m que Grada Kilomba, com esta sua obra, provoca e convoca, n\u00f3s psicanalistas, a nos transformarmos, ampliando e enriquecendo nossa escuta, assumindo o que denegamos em nossa hist\u00f3ria, para, s\u00f3 ent\u00e3o, sermos, quem sabe, capazes de reformular radicalmente nossas teorias, buscando os sentidos profundos da incivilidade brasileira que se manifestam, como n\u00e3o poderia deixar de ser, tanto na teoria como na cl\u00ednica psicanal\u00edticas. \u00c9 assim que os mitos de Narciso e \u00c9dipo nos contam outra hist\u00f3ria: a das marcas traum\u00e1ticas das situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia perpetradas no campo do social.<\/p>\n<p>Que a <em>desobedi\u00eancia po\u00e9tica<\/em> seja um convite, tanto na Pinacoteca como em nosso Departamento, a nos inspirar nas transforma\u00e7\u00f5es que se fazem necess\u00e1rias para que nossas institui\u00e7\u00f5es avancem junto a outras organiza\u00e7\u00f5es sociais e que colaborem nas lutas por mudan\u00e7as que construam uma sociedade verdadeiramente democr\u00e1tica e plural.<\/p>\n<p>Compreendo hoje que essa experi\u00eancia junto \u00e0s obras exibidas na exposi\u00e7\u00e3o da Pinacoteca s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel em fun\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia de di\u00e1logo e dos trabalhos desenvolvidos junto \u00e0 Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas. Ap\u00f3s essas reflex\u00f5es gostaria de contar, em nome desta Comiss\u00e3o, um pequeno hist\u00f3rico de sua instaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o foi institu\u00edda como um dos efeitos de movimentos inaugurais que abriram caminho, em nossa associa\u00e7\u00e3o de psicanalistas, para uma tem\u00e1tica absolutamente presente em nosso cotidiano e pouco nomeada, refletida e elaborada at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>O evento <em>O racismo e o negro no Brasil: Quest\u00f5es para a psican\u00e1lise,<\/em> ocorrido em 2012, seguido do lan\u00e7amento do livro de mesmo t\u00edtulo (2017), a cria\u00e7\u00e3o do grupo de trabalho e pesquisa <em>A cor do mal-estar: psican\u00e1lise e racismo \u2013 da invisibilidade do trauma ao letramento<\/em>, as suas parcerias com os trabalhos que ocorrem em outros Departamentos assim como as discuss\u00f5es que puderam levar para o todo da institui\u00e7\u00e3o Sedes nos possibilitaram olhar de frente para o racismo estrutural.<\/p>\n<p>Como todos sabemos, o racismo recorta a sociedade brasileira entre aqueles que t\u00eam acesso a lugares de privil\u00e9gio, s\u00e3o amparados por direitos legalmente institu\u00eddos e os outros que, pela cor de sua pele e mais de 400 anos de silenciamento sobre as viol\u00eancias sofridas, s\u00e3o constantemente retraumatizados e alijados do acesso a direitos b\u00e1sicos como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, sal\u00e1rios dignos, liberdade de ir e vir devido ao risco de pris\u00f5es arbitr\u00e1rias e assassinatos impunes recorrentes.<\/p>\n<p>Todos esses movimentos que ocorrem quotidianamente em nossa sociedade est\u00e3o constru\u00eddos e mantidos com o objetivo da sustenta\u00e7\u00e3o dos privil\u00e9gios de poucos, os brancos, e impossibilitam pretos, pardos e ind\u00edgenas a aceder aos lugares de poder, que desenham as pol\u00edticas p\u00fablicas e as pol\u00edticas institucionais.<\/p>\n<p>Desta forma cabe a cada institui\u00e7\u00e3o pensar o quanto reproduz essas mesmas l\u00f3gicas de exclus\u00e3o e se movimentar para quebr\u00e1-las.<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia desses movimentos que possibilitaram introduzir em nosso Departamento a discuss\u00e3o sobre o racismo estrutural come\u00e7amos a precisar e desejar nos responsabilizar pelo nosso racismo institucional.<\/p>\n<p>Nasceu, assim, esta Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas que iniciou os seus trabalhos em meados de fevereiro desse ano.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o inicial deu-se a partir de uma convocat\u00f3ria realizada pelo Conselho de Dire\u00e7\u00e3o 2021-2023 para que todos os grupos de trabalho e os cursos que comp\u00f5em o coletivo de nosso Departamento pudessem enviar um ou mais representantes para participar dos primeiros encontros. Estendeu-se o convite a todo e qualquer membro e aspirante a membro tanto quanto a externos ao Departamento que pudessem e desejassem contribuir com essa discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s alguns encontros configurou-se um grupo de trabalho est\u00e1vel que conta com a participa\u00e7\u00e3o de 28 pessoas que se re\u00fanem com uma frequ\u00eancia quinzenal. Conjuntamente \u00e0s discuss\u00f5es que surgem tanto de demandas institucionais relacionadas a essa tem\u00e1tica quanto de quest\u00f5es desencadeadas pela constru\u00e7\u00e3o dos caminhos iniciais para o desenho das pol\u00edticas de repara\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es afirmativas, vamos realizando o nosso processo de letramento.<\/p>\n<p>Muito rapidamente fomos percebendo o quanto tratar do racismo \u00e9 tratar das dores e traumas que atravessam a sociedade brasileira e, portanto, cada um de n\u00f3s. S\u00e3o trocas essenciais a partir dos lugares que ocupamos nesta estrutura social: a branquitude e a negritude.<\/p>\n<p>Acreditamos que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel tratar desses temas e promover caminhos de mudan\u00e7a, s\u00f3 e somente s\u00f3, ocorrer uma abertura para a circula\u00e7\u00e3o dos afetos!<\/p>\n<p>De minha parte gostaria muito que, ao participar de uma oficina de Aquilombamento Afetivo, a vertigem que me acometeu na Pinacoteca encontrasse as palavras necess\u00e1rias \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o e ao compartilhamento para que a repeti\u00e7\u00e3o cristalizada da cegueira e da naturaliza\u00e7\u00e3o das exclus\u00f5es se movimente e nos transforme ao constatarmos o quanto todos perdemos e nos empobrecemos enquanto sociedade.<\/p>\n<p>Resultou, destas conversas inaugurais da Comiss\u00e3o, um mapeamento de quatro eixos de trabalho como um tra\u00e7ado inicial a ser ainda percorrido e aprofundado:<\/p>\n<ol>\n<li>Letramento da Comiss\u00e3o e do Departamento e Aquilombamento Afetivo, seguindo a proposta de trabalho do grupo A Cor do Mal-Estar: Psican\u00e1lise e Racismo \u2013 da invisibilidade do trauma ao letramento (GTACME)<\/li>\n<li>Cotas e suas interfaces com o Instituto. Cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de troca e reflex\u00e3o para pensar a sele\u00e7\u00e3o dos alunos para os tr\u00eas cursos do Departamento, no contexto da pol\u00edtica de repara\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o dos cotistas que engloba, al\u00e9m do curso, tamb\u00e9m an\u00e1lise pessoal e supervis\u00e3o. Ou seja, de que forma possibilitar a sustenta\u00e7\u00e3o do trip\u00e9 pensando em tr\u00eas eixos relacionados \u00e0 quest\u00e3o das cotas: acesso, perman\u00eancia e sustentabilidade<\/li>\n<li>Discuss\u00e3o sobre a utiliza\u00e7\u00e3o do Fundo criado no Departamento para as a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o. Reconhecimento da necessidade de implement\u00e1-lo e busca de caminhos dentre os quais a possibilidade de capta\u00e7\u00e3o de recursos externos ao Departamento.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir do desenho desses eixos iniciais de trabalho montamos, de forma tempor\u00e1ria, dois sub-grupos que se re\u00fanem em outros hor\u00e1rios para aprofundar e propor caminhos a serem discutidos com o coletivo do Departamento:<\/p>\n<ol>\n<li>Sub-grupo Fundo e A\u00e7\u00f5es Afirmativas<\/li>\n<li>Sub-grupo Letramento e Aquilombamento Afetivo<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abaixo seguem os textos de cada sub-grupo mostrando as reflex\u00f5es e propostas que puderam ser elaboradas at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Apresentar a Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas \u00e9 dar a conhecer ao coletivo do Departamento o trabalho realizado at\u00e9 aqui e tamb\u00e9m convocar cada um de n\u00f3s para o compromisso de abalar as estruturas vigentes em nossa institui\u00e7\u00e3o que fazem eco ao racismo que continua solapando a instaura\u00e7\u00e3o de uma verdadeira democracia em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>A\u00e7\u00f5es afirmativas, repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e ps\u00edquica<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">pela <strong>Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas<\/strong><a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os mais de quatro s\u00e9culos de escraviza\u00e7\u00e3o colonial e a falsa aboli\u00e7\u00e3o que vigora at\u00e9 os dias de hoje na necropol\u00edtica deste pa\u00eds alijou de direitos os pretos, pardos e ind\u00edgenas. Este \u00e9 um crime imprescrit\u00edvel contra a humanidade e seus dispositivos ainda est\u00e3o ativos em nossa pol\u00edtica de Estado.<\/p>\n<p>Este contexto nos convoca a pensar na repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, uma luta pol\u00edtica dos movimentos negros afro-americanos e afro-brasileiros. Recentemente, universidades e institui\u00e7\u00f5es financeiras americanas v\u00eam assumindo suas responsabilidades, ao criar fundos reparat\u00f3rios ap\u00f3s reconhecerem seus la\u00e7os com a escravid\u00e3o. Na perspectiva reparat\u00f3ria no Brasil, s\u00f3 houve formalmente a extin\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e do racismo cient\u00edfico, mas seu significado simb\u00f3lico, social, econ\u00f4mico e pol\u00edtico ainda persiste. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil reconhecermos a reconstru\u00e7\u00e3o permanente do papel da escravid\u00e3o e do colonialismo na inven\u00e7\u00e3o do sujeito racial.<\/p>\n<p>Nestes movimentos pela repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, ser\u00e1 importante para n\u00f3s, psicanalistas brasileiros, nos perguntarmos a respeito de nossas origens e de nossa posi\u00e7\u00e3o. Sabermos ainda que o estado democr\u00e1tico de direito est\u00e1 atrelado \u00e0 hist\u00f3ria da psican\u00e1lise, e em parte garante a sobreviv\u00eancia desta. \u00c9 importante sabermos tamb\u00e9m que estamos numa encruzilhada: ou as institui\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas se abrem para a repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e ps\u00edquica, possibilitando a sustenta\u00e7\u00e3o de sua \u00e9tica na liberdade pol\u00edtica das diferentes falas, ou estaremos fadados \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 morte desta liberdade pol\u00edtica, alienados e indiferentes \u00e0s demandas sociais.<\/p>\n<p>O conceito de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica tem v\u00e1rias dimens\u00f5es. Traz nele aspectos pol\u00edticos, sociais, econ\u00f4micos, culturais, \u00e9ticos e ps\u00edquicos. Para Lima, 2017, no contexto da psican\u00e1lise, o conceito de repara\u00e7\u00e3o \u00e9 polif\u00f4nico, pois volta-se tanto a diferen\u00e7as de natureza e fun\u00e7\u00e3o do objeto, como a diferentes matrizes epist\u00eamicas e cl\u00ednicas. Uma das tarefas desta comiss\u00e3o e do letramento ser\u00e1 aprofundar essa quest\u00e3o da repara\u00e7\u00e3o, tanto do ponto de vista te\u00f3rico como experiencial.\u00a0 Na dire\u00e7\u00e3o de um ch\u00e3o ps\u00edquico e social reparado \u00e9 que a psican\u00e1lise brasileira poder\u00e1 fazer um acerto de contas com sua hist\u00f3ria e sua chegada neste pa\u00eds.<\/p>\n<p>Este subgrupo da Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o vem trabalhando com o entendimento amplo dos processos reparat\u00f3rios e das pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas, considerando o acesso, a perman\u00eancia e a sustenta\u00e7\u00e3o dos cotistas na forma\u00e7\u00e3o e o aprimoramento cl\u00ednico, as an\u00e1lises e as supervis\u00f5es.<\/p>\n<p>O subgrupo vem se reunindo e trocando experi\u00eancias sobre a implanta\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de a\u00e7\u00f5es afirmativas com outros institutos de forma\u00e7\u00e3o de psicanalistas na busca de levantar diferentes formas de lidar com os desafios jur\u00eddicos e as culturas espec\u00edficas das institui\u00e7\u00f5es e dos departamentos.<\/p>\n<p>A perman\u00eancia do cotista num processo de forma\u00e7\u00e3o implica, em primeiro lugar, no trabalho com a institui\u00e7\u00e3o, para que ela possa reconhecer, escutar e testemunhar as especificidades desta transfer\u00eancia. A abertura da estrutura institucional nos convoca a encontros e experi\u00eancias fecundas e transformadoras.<\/p>\n<p>Sabemos o quanto as institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o atravessadas pelas sutilezas do racismo institucional, do pessoal e dos seus efeitos.\u00a0 Diante disso, a agenda reparat\u00f3ria deve se dar neste complexo trabalho de mobiliza\u00e7\u00e3o, integrando a implanta\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es afirmativas com o letramento e o aquilombamento afetivo.<\/p>\n<p>Outro aspecto fundamental da pol\u00edtica de cotas \u00e9 criar condi\u00e7\u00f5es para que o cotista possa experimentar e sustentar sua an\u00e1lise pessoal, suas supervis\u00f5es e suas atividades grupais variadas implicadas nesse processo. Sabemos o quanto a forma\u00e7\u00e3o de um analista \u00e9 custosa e demanda o enfrentamento de in\u00fameros obst\u00e1culos, tanto do ponto de vista social como ps\u00edquico.<\/p>\n<p>Primeiramente, consideramos fundamental que o cotista tenha a oportunidade de participar do Aprimoramento na Cl\u00ednica social do <em>Instituto Sedes Sapientiae<\/em>. Experi\u00eancia de trabalho em equipe e atua\u00e7\u00e3o, segundo os fundamentos da psican\u00e1lise, em uma cl\u00ednica ampliada e inserida no contexto da sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Nesse sentido, \u00e9 importante que o Departamento de Psican\u00e1lise reivindique junto ao <em>Instituto Sedes Sapientiae<\/em> a extens\u00e3o das cotas ao aprimoramento tanto para os alunos do Curso Conflito e Sintoma como para os alunos do Curso de Psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Propomos tamb\u00e9m que parte do fundo arrecadado com as anuidades pagas pelos membros deste Departamento possa ser destinada a garantir algum apoio financeiro de an\u00e1lise e supervis\u00e3o aos cotistas em forma\u00e7\u00e3o. Assim, ser\u00e1 poss\u00edvel ao cotista escolher supervisor e analista com autonomia, sem tutela e indica\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Consideramos imprescind\u00edvel pensarmos em formas alternativas do aumento desse fundo reparat\u00f3rio, sendo necess\u00e1ria a contrata\u00e7\u00e3o de um consultor para conversar sobre capta\u00e7\u00e3o de recursos.<\/p>\n<p>Outro aspecto a considerar \u00e9 o hor\u00e1rio dos cursos oferecidos pelo Departamento a fim de possibilitar que pessoas com trabalhos menos flex\u00edveis em termos de carga hor\u00e1ria possam participar de nossa institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><strong>Proposta de <em>Aquilombamento afetivo<\/em> \u2013 oficinas de letramento<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">pela <strong>Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas<\/strong><a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, aprovada na \u00faltima Assembleia desse Departamento, em dezembro de 2021, e implementada em 19\/02\/2022, inspirando-se na proposta de <em>Aquilombamento afetivo<\/em> apresentada ao CD pelo Grupo de Trabalho A Cor do Mal-Estar: Psican\u00e1lise e Racismo \u2013 da invisibilidade do trauma ao letramento (GTACME)<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a> em agosto de 2021, publicada no boletim online no. 61, com o t\u00edtulo Proposi\u00e7\u00e3o de <em>Aquilombamento afetivo<\/em><a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>, vem propor a esta Assembleia: <em>Aquilombamento afetivo<\/em> \u2013 oficinas de letramento, como parte do processo de letramento racial do Departamento de Psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Interessante pontuar que nosso ponto de partida para pensar esse projeto foi o questionamento de nossa aliena\u00e7\u00e3o, em diferentes inst\u00e2ncias \u2013 institucional, departamental, como psicanalistas \u2013 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es de preconceito racial que nos atravessam e nos estruturam enquanto sujeitos.<\/p>\n<p>O <em>Aquilombamento<\/em> \u00e9 uma proposta sociopol\u00edtica, &#8220;elaborada desde o ponto de vista da popula\u00e7\u00e3o afrodescendente&#8221;<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>, que se prop\u00f5e a combater e transformar estruturas racistas, por meio do compartilhamento, problematiza\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o do racismo estrutural, institucional e cotidiano. O <em>Quilombismo<\/em><a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a> parte do pressuposto filos\u00f3fico de que o conflito \u00e9 inerente ao conv\u00edvio humano, e o desafio em um contexto de enfrentamento do racismo estrutural-institucional est\u00e1 na gest\u00e3o dos conflitos e tens\u00f5es que emergem nesse processo, a partir do reconhecimento dos mesmos. Assim \u00e9 fundamental permitir e legitimar espa\u00e7os de troca que possibilitem e acolham todos os afetos que se manifestam quando se tematiza um problema atual, fruto de uma hist\u00f3ria traum\u00e1tica constru\u00edda sobre alicerces de viol\u00eancia, opress\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o, os quais pretendemos desconstruir e transformar. Ou seja, faz-se necess\u00e1rio sustentar e tentar elaborar os afetos emergentes para que potencializem e propiciem as mudan\u00e7as desejadas. O <em>Aquilombamento afetivo<\/em> \u2013 oficinas de letramento tem, portanto, o objetivo de combater o racismo estrutural-institucional-individual, em um trabalho desenvolvido em pequenos grupos.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia vivida pelo grupo A Cor do Mal-Estar: Psican\u00e1lise e Racismo &#8211; da invisibilidade do trauma ao letramento, neste Departamento, nos parece um exemplo de <em>Aquilombamento afetivo<\/em> em processo. O <em>Aquilombamento afetivo<\/em> \u2013 oficinas de letramento \u00e9 dirigido aos integrantes do Departamento de Psican\u00e1lise; seus membros, aspirantes a membro, grupos de trabalho e pesquisa, incluindo os participantes externos, grupos de publica\u00e7\u00e3o, colegas em forma\u00e7\u00e3o e j\u00e1 formados pelo GTEP (discutir se vamos ter oficinas online e presenciais) *, e tamb\u00e9m aos funcion\u00e1rios e aos alunos (dos tr\u00eas cursos do Departamento de Psican\u00e1lise) do Instituto Sedes Sapientiae. O objetivo \u00e9 incluir todas\/os\/es aqueles que de algum modo participam da vida de nosso Departamento.<\/p>\n<p>Pretendemos, assim, convid\u00e1-los a encampar esse desafio conosco!<\/p>\n<p>No desenho deste projeto, que est\u00e1 ainda em constru\u00e7\u00e3o, nos baseamos na proposta<\/p>\n<p>metodol\u00f3gica experimental de letramento racial feita pelo GTACME no artigo Proposi\u00e7\u00f5es de <em>Aquilombamento afetivo<\/em><a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>, com algumas poucas altera\u00e7\u00f5es. Destacamos os seguintes pontos dessa metodologia:<\/p>\n<p>a) Propomos um espa\u00e7o para a circula\u00e7\u00e3o da palavra, por meio de rodas de conversa, onde pretendemos compartilhar quest\u00f5es, mem\u00f3rias, saberes e dores<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a> ligados ao racismo estrutural de nossa sociedade.<br \/>\nb) Pretendemos sensibilizar os participantes em rela\u00e7\u00e3o ao tema do racismo, a partir do uso de diversos disparadores e mediadores, art\u00edsticos e conceituais, tais como um texto, filme, poesia e <em>Fotolinguagem<\/em>.<br \/>\nc) Pensamos em grupos com 2 ou 3 coordenadores, para at\u00e9 15 pessoas, organizados a partir das inscri\u00e7\u00f5es realizadas previamente.<br \/>\nd) Para o projeto piloto estabelecemos* 6 encontros que podem se estender para no m\u00e1ximo 8, de acordo com o ritmo do grupo. Como temos d\u00favida se esse n\u00famero de encontros ser\u00e1 interessante, pretendemos fazer alguns ajustes a partir da experi\u00eancia inaugural*.<\/p>\n<p>Os seguintes pontos ser\u00e3o desenvolvidos nas oficinas:<\/p>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol>\n<li>Apresenta\u00e7\u00e3o de cada participante, breve hist\u00f3rico e motiva\u00e7\u00e3o para participar do <em>Aquilombamento afetivo<\/em> \u2013 oficinas de letramento.<\/li>\n<li>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria dos quilombos e da escraviza\u00e7\u00e3o, por meio de textos, filmes, imagens, com intuito de ativar a imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/li>\n<li>Discuss\u00e3o do racismo estrutural, da mis\u00e9ria ps\u00edquica produzida diante da aliena\u00e7\u00e3o, da animaliza\u00e7\u00e3o do outro, a\u00ed inclu\u00eddos todos n\u00f3s, negros, \u00edndios e brancos.<\/li>\n<li>Racismo institucional e transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise.<\/li>\n<li>Racismo cotidiano e as pr\u00e1ticas antirracistas.<\/li>\n<li>Saberes afrobrasileiros e amer\u00edndios.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>Os pontos assinalados com asterisco * se referem a pontos em que ficamos em d\u00favida ou de que nem chegamos a conversar, ainda.<\/li>\n<li>Sobre o item 2, material para detalhamento: Discutir a rela\u00e7\u00e3o do apagamento, da nega\u00e7\u00e3o e deturpa\u00e7\u00e3o dessa hist\u00f3ria com os interesses hegem\u00f4nicos vigentes at\u00e9 os dias atuais. Apontar as pr\u00e1ticas criminosas ao longo dessa hist\u00f3ria ainda atual, que, no entanto, nunca foram criminalizadas, nem punidas e, portanto, permanecem sem a exig\u00eancia moral e objetiva de uma repara\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Sobre o item 4, material para detalhamento: Desejamos uma psican\u00e1lise e vida institucional* mais arejadas e entendemos que para isso \u00e9 preciso romper com o ideal da branquitude, desconstruir o que os brancos nomearam como sendo ruim a partir de seu preconceito racial, trazer para primeiro plano as ancestralidades que nos constituem.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise, professora no curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma, interlocutora do grupo Generidades e integrante da Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Grada Kilomba: desobedi\u00eancias po\u00e9ticas\\curadoria Jochen Volz e Val\u00e9ria Piccoli; S\u00e3o Paulo: Pinacoteca de S\u00e3o Paulo, 2019.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Apresentado \u00e0 Assembleia do Departamento de Psican\u00e1lise por Ana Lucia Marques em 02\/07\/2022.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Apresentado \u00e0 Assembleia do Departamento de Psican\u00e1lise por Marisa Correa em 02\/07\/2022.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a>\u00a0 O Grupo de Trabalho A Cor do Mal-Estar: Psican\u00e1lise e Racismo \u2013 da invisibilidade do trauma ao letramento\u00a0 \u00e9 um grupo de trabalho do Departamento de Psican\u00e1lise que existe desde 2018, inter-racial, de estudo e pesquisa, que se prop\u00f5e, tamb\u00e9m, e principalmente, a transformar estruturas e combater o racismo institucional (estrutural).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/01\/26\/proposicao-de-aquilombamento-afetivo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/01\/26\/proposicao-de-aquilombamento-afetivo\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a>\u00a0 Nascimento, Abdias. <em>O Quilombismo &#8211; Documentos de uma milit\u00e2ncia Pan-Africanista<\/em>. S\u00e3o Paulo: Perspectiva; Ipeafro, 2019, 3\u00aa ed. revisada, p.27.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Margens Cl\u00ednicas. Forma\u00e7\u00e3o aberta: Aquilombamento nas Margens: 16\u00ba encontro com Renato Noguera. In: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=fewDiAETLNI&amp;t=5s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=fewDiAETLNI&amp;t=5s<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Ibid. cit. boletim <span style=\"color: #ff0000;\">on<\/span>line no. 61, do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> In: Almeida, Maril\u00e9a de. <em>Devir Quilomba: antiracismo, afeto e pol\u00edtica nas pr\u00e1ticas de mulheres quilombolas<\/em>. S\u00e3o Paulo: Elefante, 2022.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00e7\u00f5es afirmativas, repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e ps\u00edquica e a proposta de Aquilombamento afetivo \u2013 oficinas de letramento.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[140],"tags":[51,57],"edicao":[143],"autor":[162,161],"class_list":["post-1910","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-do-departamento-1","tag-aquilombamento","tag-politica-de-reparacao","edicao-boletim-64","autor-comissao-de-reparacao","autor-daniela-danesi","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1910"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1910\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2323,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1910\/revisions\/2323"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1910"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=1910"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}