{"id":1921,"date":"2022-09-15T19:25:35","date_gmt":"2022-09-15T22:25:35","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1921"},"modified":"2023-03-23T20:03:47","modified_gmt":"2023-03-23T23:03:47","slug":"a-crueldade-e-a-louca-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/09\/15\/a-crueldade-e-a-louca-da-cidade\/","title":{"rendered":"A crueldade \u00e9 a louca da cidade"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>A crueldade \u00e9 a louca da cidade: sobre sa\u00fade mental e democracia<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por <strong>S\u00edlvia Nogueira de Carvalho<\/strong><a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_1922\" aria-describedby=\"caption-attachment-1922\" style=\"width: 580px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1922 size-full\" src=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/b64_3_a.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/b64_3_a.jpg 580w, https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/b64_3_a-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1922\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Ded\u00e9 Oliveira Ribeiro, dezembro 2021<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Julho de 2022. O convite a falar a uma jornalista sobre as rela\u00e7\u00f5es entre <em>sa\u00fade mental e elei\u00e7\u00f5es<\/em><a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> faz lembrar que per\u00edodo eleitoral e voto s\u00e3o tempo e ato pertencentes a um contexto mais largo, pois a import\u00e2ncia das elei\u00e7\u00f5es e do voto est\u00e1 no fato de fazerem parte de nossa vida cidad\u00e3. Melhor seria poder ent\u00e3o conversar sobre as rela\u00e7\u00f5es entre <em>sa\u00fade mental e democracia<\/em>, sendo elei\u00e7\u00f5es e voto apenas uma manifesta\u00e7\u00e3o da vida democr\u00e1tica, relacionada aos salutares direitos de ver e de ser visto, de falar e de ser escutado.<\/p>\n<p>O curioso, entretanto, \u00e9 que nos interesse abordar um servi\u00e7o especificamente criado em torno das elei\u00e7\u00f5es, no entreturnos eleitoral de 2018, e que perdura h\u00e1 4 anos. O Escuta Sedes foi criado por um grupo variado de trabalhadores da sa\u00fade mental, dentre os quais diversos psicanalistas, atentos ao retorno de um autoritarismo arcaico naquele cen\u00e1rio eleitoral e mobilizados \u00e0 conversa coletiva, tanto por suas pr\u00f3prias inquieta\u00e7\u00f5es quanto pela percep\u00e7\u00e3o, na cl\u00ednica cotidiana, de um significativo aumento da ang\u00fastia figurada em conflitos intersubjetivos \u2013 conflitos com a fam\u00edlia, com os colegas, com os amigos \u2013 e caracterizada pelo estranhamento de cren\u00e7as e posi\u00e7\u00f5es dos outros.<\/p>\n<p>N\u00e3o era dif\u00edcil perceber que a aceita\u00e7\u00e3o t\u00e1cita, pelo Congresso Nacional, de elogio \u00e0 tortura praticada por agente de Estado, tal como ocorreu em 2016, disseminara a <em>crueldade fora da lei<\/em> como discurso e a banalizara como mera \u201cmaldade favorita\u201d. At\u00e9 hoje isso segue, impregnado no corpo social e leg\u00edvel nas manchetes que anunciam, como contrapartida, \u201cpacotes de bondades\u201d. N\u00e3o nos encontr\u00e1vamos, portanto, apenas diante de uma situa\u00e7\u00e3o de polariza\u00e7\u00e3o, como desafortunadamente se costumou dizer, tampouco de uma ret\u00f3rica do insulto. Pois, se fosse o caso, teria sido poss\u00edvel revert\u00ea-la \u2013 como tentaram, por exemplo, os movimentos sociais reunidos em torno de dizeres feministas, tais como <em>Ele n\u00e3o<\/em>. Lembremos que a revers\u00e3o de um insulto \u00e9 praticada pela humanidade ao menos desde a Gr\u00e9cia Antiga, onde a palavra <em>democracia<\/em> foi originalmente o nome inventado pelos advers\u00e1rios dos democratas para insult\u00e1-los: por democratas eles designavam os pobres, as pessoas que n\u00e3o possuem nada, nenhum poder de domina\u00e7\u00e3o. Os democratas fizeram desse insulto um nome, adotando-o por sua convic\u00e7\u00e3o acerca da igualdade existente entre qualquer ser falante com qualquer ser falante. E a palavra democracia \u201cpegou\u201d, a despeito do \u00f3dio que contemporaneamente a experi\u00eancia democr\u00e1tica possa suscitar.<\/p>\n<p>Mais al\u00e9m do insulto, por\u00e9m, em 2018 nos encontr\u00e1vamos diante de uma descontinuidade da promessa civilizat\u00f3ria que tanto pro\u00edbe o assassinato do outro, do \u201cestrangeiro\u201d, quanto o desfrute abusivo do \u201cfamiliar\u201d. Que deste modo estavam em jogo importantes riscos para as singularidades e as sociabilidades foi talvez mais imediatamente sentido, no cotidiano, pelos sujeitos experientes na vulnerabilidade devida a seu ativismo pol\u00edtico ou a seu pertencimento a grupos minorizados \u2013 velhos, gays, pretos, mulheres, adolescentes face a face com os \u201cpodres poderes\u201d que Caetano Veloso cantava em 1984. Ansiosos, eles vieram massivamente para as rodas, de in\u00edcio realizadas diariamente, \u00e0s vezes mais de uma vez ao dia, assim como vieram professores, cientistas sociais, jornalistas, estudantes e profissionais da cultura, das artes e of\u00edcios, do direito, da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o, habituados \u00e0 lida com essas quest\u00f5es, da qual eventualmente decorre alguma lucidez pol\u00edtica.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito se diz que \u201ca fantasia \u00e9 a louca da casa\u201d. E \u00e9: a fantasia como perda da fun\u00e7\u00e3o da realidade, segundo Freud. Isso significa que o sofrimento ps\u00edquico deriva de conflitivas entre o Eu e seus fantasmas, ou seja, as marcas inconscientes, do erotismo e dos lutos vividos ao longo de nossa constitui\u00e7\u00e3o subjetiva, que nos assombram. Mas, se a fantasia \u00e9 a louca da casa, <em>a crueldade \u00e9 a louca da cidade<\/em>. Quer dizer que tamb\u00e9m somos submetidos a embates ps\u00edquicos entre o Eu e o real da viol\u00eancia que vem do campo pol\u00edtico e social. Portanto, mesmo depois que somos crescidos, podem produzir-se marcas desestruturantes de nossa subjetividade, ou seja, podemos ser sobrepassados por s\u00fabitas experi\u00eancias in\u00e9ditas, cujo silenciamento dificulta a vida e a vivacidade. \u00c9 um crit\u00e9rio cl\u00ednico elementar o da presta\u00e7\u00e3o de imediato socorro diante desse tipo de ocorr\u00eancia potencialmente traum\u00e1tica, em que se imp\u00f5e o reconhecimento de danos f\u00edsicos, morais e ps\u00edquicos, para que os impulsos destrutivos n\u00e3o se voltem contra a pr\u00f3pria pessoa e a indigna\u00e7\u00e3o possa se tornar a\u00e7\u00e3o refletida. Em contextos assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ir se acostumando, como pretenderam alguns. Como ir se acostumando a sobressaltos paranoicos, a alergias de contato, a inapet\u00eancias, a ins\u00f4nias ou pesadelos, a isolamentos melanc\u00f3licos?<\/p>\n<p>Por estarem em jogo determina\u00e7\u00f5es coletivas dessas afec\u00e7\u00f5es, era preciso inventar uma forma coletiva de favorecer suas elabora\u00e7\u00f5es. Tratar de uma mis\u00e9ria social comum, necessariamente compartilh\u00e1vel. Dar cabimento a uma palavra sem destino. Assim lan\u00e7amos nosso convite, formulado a partir do que v\u00ednhamos escutando nos ambientes p\u00fablicos ou privados nos quais trabalh\u00e1vamos:<\/p>\n<p><em>A situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica atual tem mexido com voc\u00ea? Com suas rela\u00e7\u00f5es familiares e de amizade? Voc\u00ea se sente desamparado(a), amea\u00e7ado(a), preocupado(a)? Tem tido pesadelos ou perdeu o sono? Venha participar das Rodas de Conversa &#8211; Escuta Sedes, lugar de acolhimento e troca de experi\u00eancias.<\/em><\/p>\n<p>Esse acolhimento se dava ent\u00e3o atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o do dispositivo cl\u00ednico que designamos <em>rodas de conversas<\/em> \u2013 um espa\u00e7o aberto, n\u00e3o partid\u00e1rio e gratuito, que favorecia o reconhecimento das quest\u00f5es comuns: n\u00e3o se destacavam tanto as identidades nesses agrupamentos heterog\u00eaneos, relativas \u00e0s diferen\u00e7as culturais, raciais, de classe econ\u00f4mica, g\u00eanero ou idade dos participantes, e sim a identifica\u00e7\u00e3o do que trouxe cada um para a roda do dia. Esse <em>reconhecimento<\/em> se tornou, para muitos, um <em>pertencimento<\/em>. Acolhimento \u2013 reconhecimento \u2013 pertencimento foram as formas de uma l\u00f3gica da hospitalidade, entre a rua e o div\u00e3, em resposta \u00e0 crescente hostilidade no campo social. De fato, houve usu\u00e1rios que estiveram conosco por muitas rodas, por semanas, por meses, por anos. Outros que vieram uma \u00fanica vez, a fim de encontrar sua express\u00e3o num espa\u00e7o de palavra livre para o reposicionamento em seus v\u00ednculos. Como aconteceu ao homem pacato e amoroso que trouxe para a roda a experi\u00eancia de haver convidado sua m\u00e3e octagen\u00e1ria a encerrar a visita que ela lhe fazia, ao tornar-se intoler\u00e1vel a inten\u00e7\u00e3o de voto por ela declarada. Ele veio a uma roda simplesmente para narrar isso, encontrar lugar para testemunhar seu pesar, dizer do que lhe aconteceu.<\/p>\n<p>Outros narraram sua hist\u00f3ria de luta vital, mais ou menos breve, mais ou menos longa, encontrando lugar para coexistir e para referenciar novas buscas de recursos cidad\u00e3os com os quais contar \u2013 recursos por interm\u00e9dio dos quais pudessem iniciar um trabalho terap\u00eautico em sentido estrito, ou acessar equipamentos de defesa de direitos ou de aten\u00e7\u00e3o psicossocial, ou reencontrar os termos da insist\u00eancia de seu ativismo, ou ainda intensificar sua experi\u00eancia cultural. Pois o car\u00e1ter imaginativo dos objetos de arte e de cultura consente com nossa pr\u00f3pria reconstru\u00e7\u00e3o autobiogr\u00e1fica, num aprofundamento das verdades efetivamente vividas atrav\u00e9s do encontro de figuras de linguagem. Por isso a arte chegou mesmo a nos reunir em rodas especiais, nas quais um filme de cinema foi tomado como objeto mediador de conversas que tematizaram rela\u00e7\u00f5es com dist\u00f3picas cren\u00e7as (<em>Divino amor<\/em>, 2019, de Gabriel Mascaro) ou com documentais ansiedades do trabalho (<em>Estou me guardando pra quando o carnaval chegar<\/em>, 2019, de Marcelo Gomes).<\/p>\n<p>A pandemia de Covid-19 como fato pol\u00edtico que atualizava as viol\u00eancias intensificou o estado de mal-estar social. Novas experi\u00eancias de indiferen\u00e7a e de exclus\u00e3o no meio social trouxeram o predom\u00ednio do luto e \u00e0s vezes da melancolia a muitas conversas. Neste contexto, a viabilidade das rodas <em>on line<\/em> tamb\u00e9m trouxe consigo o inesperado ganho de acesso em termos geogr\u00e1ficos e a percep\u00e7\u00e3o ampliada de que valem os novos la\u00e7os tecidos na partilha do desamparo, tratado coletivamente como afeto que faz a roda girar.<\/p>\n<p>O trabalho elucidou, por fim, a necessidade de ritualizar perdas sofridas para que novas palavras vigorem, protegendo a cultura contra a barb\u00e1rie. Alguma ocupa\u00e7\u00e3o da via p\u00fablica, da rua, afinal j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel a quem se guardou esperando nova elei\u00e7\u00e3o chegar. O direito fundamental \u00e0 sustenta\u00e7\u00e3o da palavra, institucionalmente assegurado, pode ser o resultado comum, prosaico, desse trabalho compartilhado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Originalmente publicado em Psicanalistas pela democracia, especial de 16 de julho de 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/psicanalisedemocracia.com.br\/2022\/07\/a-crueldade-e-a-louca-da-cidade-sobre-saude-mental-e-democracia-por-silvia-nogueira-de-carvalho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/psicanalisedemocracia.com.br\/2022\/07\/a-crueldade-e-a-louca-da-cidade-sobre-saude-mental-e-democracia-por-silvia-nogueira-de-carvalho\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Psic\u00f3loga, analista institucional, psicanalista. Membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, editora deste boletim <span style=\"color: #990000;\">on<\/span>line, professora no curso <em>Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma <\/em>e articuladora da \u00c1rea de Publica\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00e3o no Conselho de Dire\u00e7\u00e3o 2021-2023. Integrante do coletivo <em>Escuta Sedes.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Rodas de conversas ajudam eleitores a manter a sa\u00fade mental nas elei\u00e7\u00f5es In\u00a0<em>Folha de S\u00e3o Paulo<\/em>, domingo, 11 de setembro de 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2022\/09\/rodas-de-conversa-ajudam-eleitores-a-manter-a-saude-mental-nas-eleicoes.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2022\/09\/rodas-de-conversa-ajudam-eleitores-a-manter-a-saude-mental-nas-eleicoes.shtml<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobre sa\u00fade mental e democracia: da casa \u00e0 cidade, a sustenta\u00e7\u00e3o da palavra. Por S\u00edlvia Nogueira de Carvalho.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[166,126,43],"edicao":[143],"autor":[133],"class_list":["post-1921","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-psicanalise-e-politica","tag-democracia","tag-psicanalise-e-politica","tag-saude-mental","edicao-boletim-64","autor-silvia-nogueira-de-carvalho","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1921"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1921\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2319,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1921\/revisions\/2319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1921"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=1921"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}