{"id":1924,"date":"2022-09-15T19:29:18","date_gmt":"2022-09-15T22:29:18","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=1924"},"modified":"2022-09-20T17:10:57","modified_gmt":"2022-09-20T20:10:57","slug":"na-cidade-o-museu-de-uma-lingua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/09\/15\/na-cidade-o-museu-de-uma-lingua\/","title":{"rendered":"Na cidade, o museu de uma l\u00edngua"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Na cidade, o museu de uma l\u00edngua<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0por <strong>Miriam Chnaiderman<\/strong><a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Chegar ao Museu da L\u00edngua Portuguesa, em plena Esta\u00e7\u00e3o da Luz, em meio \u00e0 m\u00edtica Cracol\u00e2ndia \u00e9 uma grande aventura em que somos obrigados a entrar nas v\u00edsceras desse S\u00e3o Paulo abandonado e triste. \u00c9 preciso percorrer a Av. Duque de Caxias, passar pela pra\u00e7a Santa Isabel, onde acontecia todo o tr\u00e1fego do craque, ver os restos, o que sobrou desses amontoados esfomeados e esqu\u00e1lidos buscando um esgar de for\u00e7a. Depois, passar em frente \u00e0 atual imponente Sala S\u00e3o Paulo, cercada de cheiradores de cola, em meio a refugiados e imigrantes com suas roupas coloridas esgar\u00e7adas e muitas vezes at\u00e9 turbantes. Em seguida, a passagem pelo antigo Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social, onde aqueles que se insurgiram contra a ditadura nos anos 70 foram presos e torturados. Hoje abriga o Museu da Resist\u00eancia. Dali enxergamos o Parque da Luz e a Esta\u00e7\u00e3o da Luz. Na viradinha, v\u00e1rios mendigos, pessoas correndo com suas marmitas, falas e gritos desconexos e desesperados. A\u00ed, aliviados, chegamos \u00e0 avenida que, depois de passar pela Esta\u00e7\u00e3o da Luz, nos leva ao Museu da L\u00edngua Portuguesa e, do outro lado, \u00e0 Pinacoteca do Estado com suas colunas onde cartazes anunciam as exposi\u00e7\u00f5es. At\u00e9 a Pinacoteca, as grades que separam a cal\u00e7ada e o Parque da Luz.\u00a0 Grades cercando parques? O Museu da L\u00edngua Portuguesa \u00e9 como que um o\u00e1sis em meio a tanta dor. E a Pinacoteca tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>E no o\u00e1sis, o o\u00e1sis do sonho poss\u00edvel.<\/p>\n<p><em>Sonhei em portugu\u00eas<\/em> \u00e9 o lindo nome da exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria que hoje habita o primeiro andar do Museu da L\u00edngua Portuguesa. Qual \u00e9 a l\u00edngua do sonho? A l\u00edngua falada seria sempre um sonhar acordado. Pensar a l\u00edngua como sonho. O manifesto de infindas determina\u00e7\u00f5es das quais pouco sabemos. Na busca do que n\u00e3o sabemos e que se articula em nossa fala, essa exposi\u00e7\u00e3o homenageia as v\u00e1rias l\u00ednguas que nos habitam nesses e em outros tristes tempos em que popula\u00e7\u00f5es inteiras s\u00e3o obrigadas a deixar suas casas em busca da possibilidade de continuar vivendo. Vivendo e sonhando.<\/p>\n<p>Em uma das paredes da exposi\u00e7\u00e3o lemos:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como o bedu\u00edno, onde tem \u00e1gua ele vai\u201d.<\/p>\n<p>Bedu\u00ednos\u00a0s\u00e3o os povos n\u00f4mades habitantes das \u00e1reas desertas do Oriente m\u00e9dio e norte da \u00c1frica&#8230; \u00c9 um nome derivado das palavras \u00e1rabes <em>al bedu<\/em> (habitantes das terras abertas) ou <em>al beit<\/em> (povo da tenda). As terras abertas demandam tendas, espa\u00e7o de aconchego e descanso. O museu e a cidade.<\/p>\n<p>Essa exposi\u00e7\u00e3o procurou a obra n\u00f4made de cada um no seu cotidiano&#8230; A obra andarilha. A transitoriedade que nos habita.<\/p>\n<p>Rousseau j\u00e1 nos ensinou que \u00e9 preciso perambular para devanear. Para pensar criativamente. Para inventar.<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><strong>Os avessos reivindicam seus direitos<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das frases colocada em uma das vitrines onde objetos de imigrantes s\u00e3o expostos. Sim, para que uma l\u00edngua exista, o contato com o outro tem que estar presente. \u201cEu sou um outro\u201d, \u00e9 a contundente frase de Rimbaud, t\u00e3o cara a Lacan. O Outro como avesso de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Qualquer processo de identifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode se dar no reconhecimento da alteridade, e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar de identidade sem pensar em processos de identifica\u00e7\u00e3o. Todo processo de cria\u00e7\u00e3o de identidade \u00e9 um processo de reconhecimento da alteridade, Freud j\u00e1 introduzira a exist\u00eancia de uma alteridade na interioridade \u2013 somos muitos. O <em>Eu<\/em> \u00e9 definido como o conjunto de identifica\u00e7\u00f5es que cada sujeito vai fazendo no decorrer de sua vida. Ou seja, somos portadores de v\u00e1rias identifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 \u201cum olho m\u00edtico\u201d, onde vemos primeiramente nosso eu fora de n\u00f3s. \u00c9 o olhar de um outro que permite a constitui\u00e7\u00e3o de uma imagem unit\u00e1ria. Um <em>eu <\/em>sempre mediado pela rela\u00e7\u00e3o com um outro. O sujeito se v\u00ea como \u00e9 visto por seus semelhantes. \u00c9 essa a aliena\u00e7\u00e3o fundante do sujeito ps\u00edquico.<\/p>\n<p>Ver e olhar passam a ser movimentos intensivos constituintes da subjetividade.<\/p>\n<p>Ver \u00e9 ver o mundo que est\u00e1 diante de n\u00f3s. \u00c9 no campo da vis\u00e3o que emerge o olhar.<\/p>\n<p>O eu se constitui a partir da imagem percebida.\u00a0 O eu \u00e9 a imagem percebida.<\/p>\n<p>\u00c9 no espa\u00e7o do Outro que se situa o ponto de onde o sujeito se olha.<\/p>\n<p>O olhar \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o, o olhar fisga.\u00a0 O olhar produz imagens que pouco t\u00eam a ver com o percebido, com a vis\u00e3o.<\/p>\n<p>O olhar \u00e9 esse lampejo que fascina e desmonta petrifica\u00e7\u00f5es estancadas de um mundo sem paisagem.<\/p>\n<p>Na exposi\u00e7\u00e3o <em>Sonhei em portugu\u00eas<\/em> \u00e9 a pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o da l\u00edngua portuguesa que fica tematizada. A exist\u00eancia de outros reafirmando uma exist\u00eancia sempre m\u00faltipla.<\/p>\n<p><strong>O olhar das bordas \u2013 o estrangeiro<\/strong><\/p>\n<p>Vernant, no livro <em>Com a morte nos olhos<\/em>,<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a> conta-nos de Art\u00eamis, a deusa dos confins, das zonas lim\u00edtrofes, das fronteiras onde a alteridade se manifesta no contato que, com ela, temos permanentemente. Art\u00eamis \u00e9 fronteira entre o selvagem e o civilizado, perme\u00e1veis e ao mesmo tempo distintos, sendo atrav\u00e9s dela que os homens conseguem domar sua selvageria. O mundo de Art\u00eamis n\u00e3o \u00e9 fechado em si mesmo, fechado em sua alteridade. Ele se abre, diferenciado. \u00c9 a divindade das margens.<\/p>\n<p>Art\u00eamis e Dion\u00edsio s\u00e3o deuses vindos de fora, s\u00e3o estrangeiros. Quando Art\u00eamis estrangeira se faz grega, ela passa a traduzir a capacidade que tem a cultura de integrar nela o que lhe \u00e9 estrangeiro&#8230; O Mesmo se define na multiplicidade dos outros. No Mesmo n\u00e3o h\u00e1 pensamento poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Vernant relata que se o olhar de um mortal cruzar com o olhar de G\u00f3rgona, seu olhar ficar\u00e1 preso \u00e0 m\u00e1scara de G\u00f3rgona. G\u00f3rgona \u00e9 o radicalmente outro especular, uma imagem em espelho que, em lugar de remeter \u00e0 apar\u00eancia, funde-se a quem nela se mira, levando-o a tornar-se pedra. G\u00f3rgona \u00e9 o olho que \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o do olhar.<\/p>\n<p>Em nosso mundo, o contato com a fome e a desigualdade vem nos deixando \u201cmedusados\u201d. H\u00e1 bordas em pleno centro, bordas interiores da cidade vivida, cotidiana, atravessada, investida&#8230; Que Art\u00eamis nos ilumine, pois \u00e9 preciso transformar as margens em possibilidade de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Para pensar um museu de uma l\u00edngua \u2013 Sonhar em portugu\u00eas<\/strong><\/p>\n<p>Em que l\u00edngua sonhamos? O sonho tem nacionalidade?<\/p>\n<p>Marielle Mac\u00e9<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a> nos conta que siderar vem do latim, <em>sidus, sideris<\/em>, a estrela: trata-se de sofrer a influ\u00eancia nefasta dos astros, de ser acometido de estupor. Tem a ver com todos os verbos da imobiliza\u00e7\u00e3o no espet\u00e1culo do terror: medusar, aterrar, petrificar&#8230; Mas havia tamb\u00e9m desiderare, desejar, querer intensamente&#8230; E havia cosiderare que nomeava a contempla\u00e7\u00e3o dos astros, uma vez que os astros devem ser olhados com intensidade, escr\u00fapulo, pot\u00eancia. Designa essa disposi\u00e7\u00e3o em que se conjugam o olhar (o exame pelos olhos ou pelo pensamento) e o respeito, o acolhimento s\u00e9rio daquilo que devemos fazer esfor\u00e7o para manter sob os olhos&#8230;<\/p>\n<p>Diante de acontecimentos t\u00e3o violentos quanto aqueles que vislumbramos no percurso at\u00e9 o Museu da L\u00edngua Portuguesa, a rea\u00e7\u00e3o mais imediata \u00e9 deixar-se siderar. O museu introduz a possibilidade da considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Trazer a quest\u00e3o da migra\u00e7\u00e3o para suas salas de exposi\u00e7\u00e3o, dando dignidade a hist\u00f3rias de ex\u00edlio, implica trabalhar considerando e n\u00e3o siderando.<\/p>\n<p>Broch, citado por Renato Mezan<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>, fala do poder tranquilizador dos museus. \u201c&#8230; o museu, com sua disposi\u00e7\u00e3o tranquilizante, em que as obras coexistem umas ao lado das outras, protegidas do p\u00fablico por suas molduras e cord\u00f5es de isolamento, pode ser igualmente visto como o lugar em que a arte \u00e9 neutralizada&#8230;\u201d. O poder desestabilizador do que exposto fica anulado.<\/p>\n<p>Mas, e quando o que \u00e9 exposto \u00e9 a l\u00edngua portuguesa?\u00a0 Fica transposto para o espa\u00e7o do museu algo que cerca nossos caminhares onde o olhar fica obnubilado por nossa cegueira cotidiana. O museu passa a produzir o efeito de resgatar a perplexidade, de propor a passagem da vis\u00e3o para o olhar. Art\u00eamis resgata seu poder de deusa das margens. Passamos da sidera\u00e7\u00e3o para a considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sonhar em portugu\u00eas fala da uma pertin\u00eancia conquistada mas nunca finalizada. \u00c9 preciso um esfor\u00e7o para sonhar em portugu\u00eas. Mas, o sonho leva \u00e0 possibilidade de transformar uma hist\u00f3ria dolorida em projeto de vida.<\/p>\n<p>Situado num lugar de passagem, sendo parte da esta\u00e7\u00e3o de trem, o Museu da L\u00edngua Portuguesa aponta para outros mundos e caminhares poss\u00edveis, para movimentos desejantes.\u00a0 O museu passa a ser lugar de bordas e hist\u00f3rias, mostrando formas de vida que driblam o institu\u00eddo e sobrevivem, fabricando formas de uso do espa\u00e7o que s\u00e3o alternativos&#8230; S\u00e3o essas hist\u00f3rias que nos s\u00e3o contadas nos v\u00eddeos e objetos na exposi\u00e7\u00e3o <em>Sonhei em portugu\u00eas<\/em>&#8230; O que est\u00e1 em jogo \u00e9 uma apropria\u00e7\u00e3o ou uma reapropria\u00e7\u00e3o da l\u00edngua por locutores. T\u00e1ticas m\u00faltiplas.<\/p>\n<p>Instaurando um olhar, caminhando pelo museu, somos surpreendidos e desestabilizados. E resgatamos a perplexidade e horror diante de um mundo onde a resposta para os avatares da modernidade tem sido o racismo e exclus\u00e3o. Da\u00ed a imensa import\u00e2ncia de sonhar em portugu\u00eas. Ou em \u00e1rabe, ou em \u00eddiche, ou em senegal\u00eas&#8230; Afinal, como lemos em uma das vitrines da exposi\u00e7\u00e3o, \u201ca terra \u00e9 aqui dentro\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Este texto surgiu de uma palestra no Museu da L\u00edngua Portuguesa, em dezembro de 2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, onde \u00e9 professora no Curso de Psican\u00e1lise.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> J. J. Rousseau. <em>Os devaneios do caminhante solit\u00e1rio. <\/em>Editora Universidade de Bras\u00edlia\/ HUCITEC, 1986 (tradu\u00e7\u00e3o de F\u00falvia Maria Luiza Moretto).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Jean-Pierre Vernant. <em>A morte nos olhos, figura\u00e7\u00f5es do outro na Gr\u00e9cia Antiga<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991 (tradu\u00e7\u00e3o Cl\u00f3vis Marques).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Marielle Mac\u00e9. <em>Siderar, Considerar.<\/em> Belo Horizonte: Bazar do tempo, 2018 (tradu\u00e7\u00e3o Marcelo Marques de Moraes).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Renato Mezan, <em>Freud pensador da cultura. <\/em>S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 1985 (s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o, 2005, p. 40).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miriam Chnaiderman nos pega pela m\u00e3o e leva a passear pelas contradi\u00e7\u00f5es do centro de SP. Para sonhar em portugu\u00eas e em tantas l\u00ednguas quanto poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[138,44],"edicao":[143],"autor":[167],"class_list":["post-1924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-escritos","tag-direitos-humanos","tag-sonhos","edicao-boletim-64","autor-miriam-chnaiderman","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1924"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1924\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1997,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1924\/revisions\/1997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1924"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=1924"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=1924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}