{"id":2495,"date":"2023-06-14T18:49:11","date_gmt":"2023-06-14T21:49:11","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=2495"},"modified":"2023-06-14T18:49:11","modified_gmt":"2023-06-14T21:49:11","slug":"pedacos-de-sonho-seguidos-de-consideracoes-tecidas-pelo-urso-siberiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2023\/06\/14\/pedacos-de-sonho-seguidos-de-consideracoes-tecidas-pelo-urso-siberiano\/","title":{"rendered":"Peda\u00e7os de sonho, seguidos de considera\u00e7\u00f5es tecidas pelo Urso siberiano"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Peda\u00e7os<\/strong> <strong>de<\/strong> <strong>sonho,<\/strong> <strong>seguidos<\/strong> <strong>de<\/strong> <strong>considera\u00e7\u00f5es tecidas pelo<\/strong> <strong>Urso<\/strong> <strong>siberiano<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>por Ana Paula Pacheco<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cAs atividades ps\u00edquicas que est\u00e3o despertas mais<br \/>\nintensamente s\u00e3o as que dormem mais profundamente\u201d.<br \/>\n(Freud)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eu estava parada no meio do asfalto e n\u00e3o podia acreditar no que via: meu pai tinha acabado de soltar do zool\u00f3gico um urso marrom, um cachorro do mato e um pangolim. Corriam pelo asfalto na rua X, causando uma particular agita\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo, enquanto meu pai e eu observ\u00e1vamos a cena com alguma dist\u00e2ncia. Na vida desperta ele era menos ousado, engolia os problemas com a fuma\u00e7a do cigarro e nunca chegava ao ponto de soltar os cachorros em ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>No dia seguinte n\u00e3o pude tirar da cabe\u00e7a as feras. Por que aquelas e n\u00e3o outras, e por que o pangolim fazia parte da turma que meu pai quis livrar das grades? A mais mort\u00edfera das criaturas d\u00f3ceis ultrapassava o urso e o lobo, acelerando no asfalto com as patinhas transformando-se em rolim\u00e3s.<\/p>\n<p>H\u00e1 anos eu me preocupava com a sa\u00fade de meu pai, que sofria de bronquite e quase punha os pulm\u00f5es para fora na hora de se deitar para dormir. Provavelmente, <em>eu<\/em> o fizera soltar as feras das grades para que o pangolim n\u00e3o ficasse preso conosco no apartamento e n\u00e3o o matasse. No sonho meu querido pai estava multiplicado, assim como eu, ao seu lado e unida a ele pelo que as imagens diziam de mim. Sim, eu sei, voc\u00ea j\u00e1 me disse que todos os outros do sonho s\u00e3o tamb\u00e9m eu.<\/p>\n<p>Desde quando comecei a chamar meu pai de cachorr\u00e3o? N\u00e3o sei bem, acho que desde que fui morar noutra casa. Meu pai era um quase-lobo, administrado pelo trabalho. E tamb\u00e9m sabia fazer as vezes do pangolim, fumando dois ma\u00e7os de cigarro por dia e trazendo a morte para dentro dos pulm\u00f5es. Mas o que haveria de meu nas feras e no bicho comest\u00edvel?<\/p>\n<p>Me lembrei, por\u00e9m, de ter lido que nos sonhos o mais importante se desloca. Talvez n\u00e3o fosse um sonho de pandemia. Em sua escrita secreta, o centro pode estar nas bordas, nas frinchas, nos fossos \u2014 nas f\u00edmbrias do esquecido, diria meu quase-lobo. Por que o rebuli\u00e7o se dava em frente \u00e0 Bolsa de Valores? Sim, sempre me preocupei com as responsabilidades financeiras do meu pai, carregando, aparentemente sozinho, <em>n\u00e3o um urso, mas um le\u00e3o<\/em>. Todos os dias, ao chegar em casa, ele fazia a sua cena. Abria a porta do apartamento 111 onde mor\u00e1vamos, na zona oeste da cidade, as costas um pouco curvas, os bra\u00e7os largados ao longo do tronco, o conjunto equilibrando de um lado um ar de v\u00edtima, de outro, uma voz de piadista; ent\u00e3o olhava para n\u00f3s, minha m\u00e3e e eu, dando tapinhas com a m\u00e3o na omoplata esquerda, lan\u00e7ava suas chamas: \u201cTudo aqui, \u00f3, nas minhas costas. Carrego um le\u00e3o por dia\u201d. Depois me olhava para trocarmos um sorriso gaiato. No sonho ele usava um traje engra\u00e7ado, como aqueles domadores de circo dos quadros de Seraut, mas n\u00e3o procurava domar nenhum dos bichos: nem as feras, nem a si mesmo, nem o bicho escamoso que eu s\u00f3 tinha visto antes numa foto do mercado de Wuhan, na China, quando ocorrera a algu\u00e9m associar o progresso recente do capitalismo asi\u00e1tico (cujo est\u00f4mago n\u00e3o poupava os bichos silvestres) \u00e0 pandemia da COVID. \u201cSe a culpa \u00e9 dos chineses\u201d, disse de dentro do sonho o pangolim, apertando os olhos por causa do flash dos celulares, \u201cSe a culpa \u00e9 deles, n\u00e3o pode ser minha\u201d.<\/p>\n<p>Na alucina\u00e7\u00e3o exata do sonho eu livrava meu pai das responsabilidades financeiras que o deixavam doente? Afinal a culpa de morar neste pa\u00eds n\u00e3o era dele, mas tamb\u00e9m n\u00e3o podia ser minha.<\/p>\n<p>O urso tinha sido mandado ao zool\u00f3gico depois de arrancar um peda\u00e7o da mand\u00edbula de uma etn\u00f3grafa parisiense em expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Sib\u00e9ria, embora a v\u00edtima tivesse se posicionado contra toda e qualquer puni\u00e7\u00e3o que buscasse responsabiliz\u00e1-lo pelo fato de ser um urso. Da plan\u00edcie russa ao zool\u00f3gico municipal de S\u00e3o Paulo! Era um urso, tanto quanto eu era agora uma etn\u00f3grafa curiosa, quase morta pela curiosidade ao chegar perto demais. Ao mover as patas ele arrastava grossas ra\u00edzes. Um urso radical, imagino, por colocar \u00e0 prova dos dentes e das garras a carne que adentrasse seu territ\u00f3rio voraz. Isso era tudo que havia a dizer. Ela (eu), por\u00e9m, tinha muito mais a dizer e, ao ver-se de fora, coberta de sangue, com alguns tufos de pelo marrom colados ao rosto, declarou que aquilo era um nascimento, pois claramente n\u00e3o era uma morte. Horas depois do ataque do urso, ela escreveu nas p\u00e1ginas do livro em que relatou o acontecido, que sua pulsa\u00e7\u00e3o ainda era a de um sonho: \u201cconseguir sobreviver apesar do que ficou perdido no corpo do outro; conseguir viver com aquilo que nele foi depositado\u201d.<\/p>\n<p>Na noite seguinte, meu sonho parecia continuar seu trabalho. Eu corria solit\u00e1ria pela plan\u00edcie russa cercada por vulc\u00f5es, celebrando a liberdade num outro tipo de aprisionamento. Troquei as barras de ferro do c\u00e1rcere pela fermenta\u00e7\u00e3o inexor\u00e1vel dos vulc\u00f5es. Escuto como a fera. Eu sou a fera.<\/p>\n<p>Olho novamente a cena na qual eu corro e s\u00f3 agora vejo: corro como quem voa; mas n\u00e3o sozinha, como h\u00e1 um segundo atr\u00e1s. Estou de m\u00e3os dadas com o urso; agarro com a minha m\u00e3o sua enorme pata que me leva por uma paisagem selvagem, sem interdi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 tola a ponto de achar que este urso tem patas como qualquer outro. Ele tem m\u00e3os enormes e voc\u00eas est\u00e3o enla\u00e7ados. Olho novamente e outro segundo depois uma regra foi terrivelmente desrespeitada, \u201cVoc\u00ea passou dos limites\u201d, a boca vermelha de lava me diz, enquanto nos lan\u00e7a da estepe, de volta para o zool\u00f3gico, onde estamos presos numa cela sem janelas e somos alimentados por uma abertura na porta, rente ao ch\u00e3o. Acordo dentro do sonho para dar um fim ao fim do prazer. O sonho dentro do sonho s\u00f3 pode ser falso, penso \u2014 a que desejo poderia corresponder a respira\u00e7\u00e3o curta que nos resta nesta cela?<\/p>\n<p>Em segredo o urso me conta que, ao se livrar das grades do zool\u00f3gico, conseguiu sair tamb\u00e9m do sonho. E agora voc\u00ea est\u00e1 aqui, ou melhor, eu estou aqui, deitada para que me ou\u00e7a. Reencontro-o na vizinhan\u00e7a do deserto, de onde nunca deveria ter sa\u00eddo \u2014 o rosto que n\u00e3o \u00e9 meu tem muitas costuras e um maxilar reconstru\u00eddo. Noto que me faltam as palavras para dizer \u201camor\u201d, e que estou sem as amarras que no c\u00e1rcere nos uniram como a distantes estrelas de uma constela\u00e7\u00e3o apagada.<\/p>\n<p><strong>O Urso<\/strong><\/p>\n<p>Eu devorei parte da mand\u00edbula da humana quando ela me meteu um ferro na cabe\u00e7a, achei justo. Se fosse pra valer eu a teria atravessado com os dentes, como j\u00e1 fiz com uma frigideira usada pelos rapazes do acampamento de etn\u00f3grafos para a mesma finalidade (a saber, me p\u00f4r pra correr em minha pr\u00f3pria casa), assustados que estavam com a minha presen\u00e7a em seu campo de trabalho. N\u00e3o tinha interesse em estra\u00e7alh\u00e1-la. A mo\u00e7a se atracou comigo, perdeu a mand\u00edbula no <em>affair <\/em>e, naturalmente, n\u00e3o deixou mais de pensar em mim. Depois escreveu um livro e, pelo que ou\u00e7o do que voc\u00ea acaba de me relatar, isso mexeu com outras f\u00eameas. Sou um urso. Um urso que a decifra.<\/p>\n<p>Na plan\u00edcie, poucos meses antes, a etn\u00f3grafa chega. Pensa que eu sou o sonho de uma vida toda, como se algum ser pudesse suportar tamanha carga. Por\u00e9m n\u00e3o se decepciona. Chega mais perto e com um s\u00f3 gesto levanta o corta-vento, o <em>fleece<\/em> e a blusa t\u00e9rmica; me mostra os peitos como se eu n\u00e3o vivesse em pelos. Ou, pelo contr\u00e1rio, tentando encurtar dist\u00e2ncias. Subitamente, por\u00e9m, quando tamb\u00e9m me aproximo (porque seu cheiro \u00e9 doce e minhas narinas gostam), ela levanta a barra de ferro. Experimento a mordida na dire\u00e7\u00e3o do seu desejo, mas ela corre, me lan\u00e7ando ao ch\u00e3o. Ao beijar sua boca, suas palavras ficaram em mim. Estudei para compreender sua mente povoada por monstros. A dela, a sua, a dos que se aproximam e se deitam aos meus p\u00e9s para que eu os ou\u00e7a. No decorrer dos mil\u00eanios nosso encontro ser\u00e1 esquecido. Por isso tomo notas, para que a ferida n\u00e3o feche levando tudo consigo sem explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sonho que voc\u00ea me trouxe emerge dessa cadeia inexplic\u00e1vel de verdades. Existe no breve lapso abrindo o espa\u00e7o onde a realidade finalmente pouco importa. Apenas pe\u00e7o que n\u00e3o despreze os limites, bem como os la\u00e7os, com a vida desperta: desde que seu pai libertou as feras ca\u00ed na vida, corri at\u00e9 o limiar do sono e atravessei-o. Os vulc\u00f5es s\u00e3o os meus cachorros, farejam quando voc\u00eas se aproximam na \u00e2nsia de acabar com tudo que outrora foi chamado de natureza.<\/p>\n<p>Enquanto isso lhe devolvo o que me trouxe, registrando por escrito para que n\u00e3o nos ou\u00e7am. Gostaria de pontuar algumas coisas sobre o sonho a mim confiado:<\/p>\n<p>Primeiramente, at\u00e9 onde me informei, na Bolsa os valores oscilam. Seu sobe e desce (n\u00e3o somos tolos) lembra n\u00e3o s\u00f3 o fluxo do dinheiro, como o movimento dos quadris. Assim como o seu pangolim talvez gostasse de ser chamado pelo nome infantil, quando o \u201ca\u201d d\u00e1 lugar a outro \u201ci\u201d. Pingolim. Esse peda\u00e7o parece condensar valor, sexo e amea\u00e7a de morte.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, voc\u00ea n\u00e3o parece ter dado bastante import\u00e2ncia \u00e0 fala do pangolim: \u201cSe a culpa \u00e9 deles, n\u00e3o pode ser minha\u201d. N\u00e3o me parece veross\u00edmil que, na sua cadeia de sonhos, a liberta\u00e7\u00e3o dos bichos pudesse gerar culpa, exceto&#8230; Exceto se a liberta\u00e7\u00e3o fosse na verdade um aprisionamento, que a fizesse escolher ficar sempre ao lado de seu pai, o lobo guardado, em vez de escolher outro parceiro. Mesmo que esse outro parceiro fosse eu. Pode n\u00e3o parecer, mas \u00e9 um sinal de que esta an\u00e1lise est\u00e1 funcionando. H\u00e1 transfer\u00eancia. A condensa\u00e7\u00e3o dos seus pensamentos on\u00edricos \u2014 que costuram com uma linha vermelha o apelido de seu pai ao medo da morte desse primeiro amor \u2014, se une ao deslocamento de sentido: a liberta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do zool\u00f3gico pode dar numa rua sem sa\u00edda, ou numa cela sem janelas, se voc\u00ea n\u00e3o souber compreender o recado das imagens. O sonho dentro do sonho deseja o que n\u00e3o poderia acontecer, mas tamb\u00e9m aponta para o princ\u00edpio de realidade, um contorno que restringe, libertando. O caminho que volta ao ponto de origem foi feito por \u00c9dipo muito antes de voc\u00ea. Voc\u00ea bem sabe, e talvez por isso, pela pequena abertura na cela por onde fomos alimentados, leva seu corpo rente ao ch\u00e3o. Estaria <em>caindo na real<\/em>? O sonho diz que h\u00e1 uma encruzilhada. Diante dela voc\u00ea talvez possa escolher entre jamais esquecer o urso ou deixar-me fora disso e simplesmente escrever, no encal\u00e7o do sonho de ser escritora, como Nastassja Martin<em>,<\/em> autora de <em>Escute as feras<\/em>, a qual, como se v\u00ea, perdeu a mand\u00edbula mas te trouxe algumas palavras-chaves.<\/p>\n<p>Dito isso, o Urso contraiu o ventre, e com o dorso um pouco curvado, encerrou a sess\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2014 Grrrrrrrrrrrrr! Paramos hoje por aqui.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>BECKETT, Samuel. <em>Disjecta<\/em>. Trad. F\u00e1bio de Souza Andrade. S\u00e3o Paulo, Biblioteca Azul, 2022.<\/p>\n<p>FREUD, Sigmund. <em>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/em> (volume 1). In <em>Obras completas<\/em>, vol. IV. Rio de Janeiro, Ed. Imago, 1972.<\/p>\n<p>GORNICK, Vivian. <em>Afetos ferozes<\/em>. Trad. Helo\u00edsa Jahn. S\u00e3o Paulo, Ed. Todavia, 2019.<\/p>\n<p>SCHNITZLER, Arthur. <em>Breve romance de sonho<\/em>. Trad. S\u00e9rgio Tellaroli. S\u00e3o Paulo, Companhia das letras, 2008.<\/p>\n<p>___. \u201cO di\u00e1rio de Redegonda\u201d. In <em>Contos de amor e morte<\/em>. Trad. George Sperber. S\u00e3o Paulo, Companhia das Letras, 1987.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Este texto foi publicado na revista do IEB\/USP, n\u00famero 84 (2023).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Ana Paula Pacheco \u00e9 escritora, professora de teoria liter\u00e1ria e literatura comparada na USP e aluna do 2o ano do curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma. Autora, entre outros, do volume de contos <em>A casa deles<\/em> (Nankin, 2009) e do romance <em>Pandora<\/em> (F\u00f3sforo, 2023).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pagolins, ursos e outros bichos. A narrativa on\u00edrica de Ana Paula Pacheco, di\u00e1logo entre realidade e fantasia.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[85],"tags":[53,88],"edicao":[202],"autor":[183],"class_list":["post-2495","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura","tag-conflito-e-sintoma","tag-literatura","edicao-boletim-67","autor-ana-paula-pacheco","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2495"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2495\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2496,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2495\/revisions\/2496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2495"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=2495"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=2495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}