{"id":2869,"date":"2023-11-17T16:32:48","date_gmt":"2023-11-17T19:32:48","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=2869"},"modified":"2023-11-17T16:33:39","modified_gmt":"2023-11-17T19:33:39","slug":"cem-vezes-mario-convite-a-leitura-de-um-legado-latinoamericano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2023\/11\/17\/cem-vezes-mario-convite-a-leitura-de-um-legado-latinoamericano\/","title":{"rendered":"Cem vezes Mario: convite \u00e0 leitura de um legado latinoamericano"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Cem vezes Mario: convite <\/strong><strong>\u00e0 <\/strong><strong>leitura de um legado latinoamericano<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por S<\/strong><strong>\u00ed<\/strong><strong>lvia Nogueira de Carvalho<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o raro a escrita come\u00e7a a partir da imagem. A mim \u00e9 particularmente a visualidade que me interpela, que me interpreta. Assim, aos 50 anos da morte de Salvador Allende, me ocorrem 3 imagens constru\u00eddas pelo artista chileno Alfredo Jaar \u2013uma instala\u00e7\u00e3o, um cartaz e um conjunto de fotografias\u2013 que, entre tantas, compuseram o <em>Lamento das imagens<\/em>, exposi\u00e7\u00e3o curada por Moacir dos Anjos no Sesc Pompeia por ocasi\u00e3o da 34a Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo, de 2021, <em>Faz escuro mas eu canto.<\/em><\/p>\n<p>Primeira imagem: A instala\u00e7\u00e3o <em>Claro-Escuro<\/em> desenhou, em verde neon sobre a parede, conhecida frase do pensador italiano Antonio Gramsci. Diz: \u201cO velho mundo est\u00e1 morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros\u201d. A inequ\u00edvoca enuncia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica aos fascismos e seus fasc\u00ednios me afeta na particularidade de sua cor. O neon de Jaar me leva imaginativamente a passear por noites que piscam de verde por causa de vagalumes. Pier Paolo Pasolini lan\u00e7ou m\u00e3o da imagem da nuvem de vagalumes em sua leitura reversa d&#8217;<em>A divina com<\/em><em>\u00e9<\/em><em>dia<\/em>, de Dante Alighieri, porque \u00e0s luzes do poder o cineasta preferiu as <em>lucciolas<\/em>, as pequenas luzes discretas dos resistentes que, nos anos 1940, continuavam a emitir seus sinais alternativos em tempos <em>claro-escuros <\/em>\u2013tempos do terror, t\u00e3o excessivamente iluminados quanto sombrios. Naqueles anos 1940 Mario Pablo Fuks nasceu, latinoamericano, na Argentina, transgeracionalmente marcado pela experi\u00eancia de migra\u00e7\u00e3o de seus antepassados judeus.<\/p>\n<p>Muitos anos depois, num livro que se chama <em>A sobreviv<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia dos vagalumes<\/em>, editado no Brasil em 2011, o fil\u00f3sofo da arte Georges Didi-Huberman recolheu a imagem da dan\u00e7a dos vagalumes \u2013que piscam para se atra\u00edrem uns aos outros\u2013 para abordar a dignidade civil de sua sobreviv\u00eancia como imagem pol\u00edtica. Ela figura os lampejos dos contrapoderes que dotam as coisas de valor coletivo e, por empr\u00e9stimo, faz aqui ressurgir a valorosa resist\u00eancia frente \u00e0 ditadura civil-militar que Mario assumiu em seu pa\u00eds natal junto de seus companheiros, assim como co-memora a sobreviv\u00eancia de cada um de n\u00f3s em meio \u00e0 constrangedora ocupa\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria que nos coube atravessar em recentes anos brasileiros.<\/p>\n<p>Segunda imagem: Cartazes empilhados no ch\u00e3o do Sesc Pompeia e tamb\u00e9m da Bienal, dispostos \u00e0 coleta do p\u00fablico, portavam um simples dizer: &#8220;Outras pessoas pensam\u201d, em alus\u00e3o \u00e0 edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue que Alfredo Jaar fez do contempor\u00e2neo texto do jovem John Cage \u2013por sua atualidade, dizemos ser nosso contempor\u00e2neo o texto redigido pelo m\u00fasico em 1927, e pelo qual foi premiado aos 15 anos de idade num concurso de orat\u00f3ria na Calif\u00f3rnia. A vers\u00e3o brasileira deste livro, <em>Outros pensam<\/em>, espanhol-portugu\u00eas, brinca com o leitor que, num mundo <em>patas arriba<\/em>, <em>upside down<\/em>, precisa virar o volume de ponta-cabe\u00e7a para transitar de um idioma ao outro, em aceita\u00e7\u00e3o do convite ao m\u00fatuo reconhecimento entre os povos. Esse tr\u00e2nsito idiom\u00e1tico, castelhano-portugu\u00eas, \u00e9 parte expressiva do trabalho que envolveu tantos de n\u00f3s na elabora\u00e7\u00e3o e na edi\u00e7\u00e3o do livro que hoje festejamos.<\/p>\n<p>Terceira imagem: No conjunto fotogr\u00e1fico <em>Cem vezes Nguyen<\/em>, Alfredo Jaar multiplicou as 5 fotos que fez do rosto da menina que, em 1994, o seguiu em sua visita ao Centro de deten\u00e7\u00e3o de refugiados vietnamitas, amea\u00e7ados de repatria\u00e7\u00e3o em Hong Kong. A composi\u00e7\u00e3o de Jaar sugere que \u00e9 preciso olhar cem vezes algu\u00e9m para come\u00e7ar a pens\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Olho outra vez o par de retratos de Mario no \u00faltimo de seus churrascos de anivers\u00e1rio de que participei, em outubro de 2019. Subexpostas e fora de foco, em preto-e-branco, com pontinhos luminosos em meio \u00e0s folhagens, s\u00e3o fotos lindas, feitas por Carlos Carvalho, que ent\u00e3o me acompanhava, e igualmente se encontram na referida edi\u00e7\u00e3o 67 do <em>boletim.<\/em><\/p>\n<p>Com genu\u00edna curiosidade me ocorre ent\u00e3o que foi justo \u00e0 suspens\u00e3o da visibilidade que correspondeu minha infantil apreens\u00e3o do que seria a morte: velado em casa, sobre o m\u00f3vel entre leito e sof\u00e1 que era chamado <em>marquesa<\/em> \u2013uma esp\u00e9cie antiga de div\u00e3\u2013, estava meu av\u00f4 paterno. Em meio \u00e0 fam\u00edlia numerosa, me encontrava, menina de 7 anos, sossegada. Cinco anos mais velho, o primo guardi\u00e3o quis desse sossego certificar-se e por suas carinhosas perguntas levou-me a formular que sim sabia o que acontecera: nosso av\u00f4 tinha morrido e isso queria dizer que nunca mais o ver\u00edamos.<\/p>\n<p>Pois bem: \u00e9 uma alegria extraordin\u00e1ria estar aqui com voc\u00eas no dia seguinte ao do natal\u00edcio de Mario \u2013hoje \u00e9 dia 20, Mario nasceu num 19 de outubro\u2013, a fim de relan\u00e7ar meu olhar para o corpo dos escritos em que ele investiu o pensamento aceso que sempre lhe correspondeu. Lamento sua falta, vagueio entre seus vest\u00edgios, penso a partir de suas palavras e hoje, muitas vezes mais velha, imersa nas reconfortantes figuras da luz discreta e do sil\u00eancio dos retratos, olho seu rosto na paisagem interna que ficou. Em l\u00facida subvers\u00e3o do texto freudiano, ano passado Mario chegou mesmo a nos dizer numa reuni\u00e3o do boletim <span style=\"color: #ff0000;\">on<\/span>line que era mais a <em>eternidade <\/em>do que a <em>transitoriedade <\/em>que ent\u00e3o o interessava.<\/p>\n<p>Encontro-me razoavelmente sossegada em meio a esta esp\u00e9cie de comunidade de destino, em que contamos com a presen\u00e7a das mulheres da gera\u00e7\u00e3o de Mario, companheiras suas de uma vida de amor e de trabalho te\u00f3rico, cl\u00ednico, \u00e9tico e pol\u00edtico \u2013al\u00e9m de Luc\u00eda Barbero Fuks, Ana Maria Sigal e Silvia Leonor Alonso\u2013, de mulheres e homens das gera\u00e7\u00f5es seguintes \u2013aqui Miriam Chnaiderman, ali Flavio Ferraz, e tamb\u00e9m Marcia de Mello Franco\u2013, assim como das nossas companheiras de jornal, atuais e pregressas, dentre as quais Camila Flaborea que, na noite seguinte \u00e0 homenagem ao Mario, sonhou que estava em Buenos Aires e havia uma urg\u00eancia de vida!<\/p>\n<p>Localizo no texto da fil\u00f3sofa Vinciane Despret (do livro <em>Um brinde aos mortos <\/em>\u2013<em> hist\u00f3<\/em><em>rias daqueles que ficam<\/em>), o mote que consente que o sonho de Camila nos interpele. Cito:<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o cuidarmos dos mortos, eles morrem de fato (\u2026) A n\u00f3s cabe a tarefa de oferecer-lhes \u2018mais\u2019 exist\u00eancia. Esse \u2018mais&#8217; deve ser entendido, na verdade, no sentido de um suplemento biogr\u00e1fico, de um prolongamento de presen\u00e7a, e, principalmente, no sentido de <em>outra <\/em>exist\u00eancia\u201d (Despret, 2023, p. 14).<\/p>\n<p>Na forma como o entendo, tal prolongamento de presen\u00e7a \u00e9 <strong><em>hoje instaurado <\/em><\/strong>por este agrupamento de pessoas interessadas em se encontrar e conversar entre si e em abra\u00e7ar sua pr\u00f3pria colet\u00e2nea de 17 artigos redigidos e escolhidos pelo Mario, al\u00e9m dos ap\u00eandices inclu\u00eddos, em lev\u00e1-la pra casa, dar-lhe um lugar na cabeceira, depois na estante, frequent\u00e1-la, aprender com ela.<\/p>\n<p>Considero que a exist\u00eancia do livro que temos em m\u00e3os decorre de dois escritos que Mario fez publicar na revista Percurso, nos anos 1988 e 2005. S\u00e3o eles: &#8220;Por uma hist\u00f3ria do curso de psican\u00e1lise&#8221; e &#8220;Um caminho percorrido, uma hist\u00f3ria para contar&#8221;, respectivamente nos n\u00fameros 1 e 35 da revista. Desde esse lugar origin\u00e1rio, no curso ao qual veio se somar em sua chegada ao Brasil e ao Instituto Sedes Sapientiae, Mario inscreveu seu nome na transmiss\u00e3o de uma psican\u00e1lise vivaz, atenta \u00e0s ancestralidades, \u00e0s singularidades e, mais, ainda, \u00e0s particularidades dos determinantes sociais do sofrimento ps\u00edquico. Caminho percorrido, p\u00f4de se ocupar tamb\u00e9m do curso que lhe vinha \u00e0 luz, <em>Psicopatologia psicanal<\/em><em>\u00ed<\/em><em>tica e cl<\/em><em>\u00ed<\/em><em>nica contempor<\/em><em>\u00e2<\/em><em>nea<\/em>, ao lado de seus companheiros, rumo a uma metapsicologia sociopol\u00edtica dos processos de subjetiva\u00e7\u00e3o contempor\u00e2neos. Ao lan\u00e7ar m\u00e3o do m\u00e9todo dial\u00e9tico para ler e reler a obra freudiana, debru\u00e7ou-se sobre a cl\u00ednica psicanal\u00edtica e seus dispositivos, a teoria psicanal\u00edtica e sua complexidade e o movimento psicanal\u00edtico e sua deselitiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 algo disso que aqui encontramos editado.<\/p>\n<p>Quando se l\u00ea o conjunto de trabalhos, preservada sua ordem de apresenta\u00e7\u00e3o no livro \u2013o que tive a oportunidade de come\u00e7ar a fazer\u2013, \u00e9 not\u00e1vel como o trabalho de Mario <em>prosseguia<\/em>, ao mesmo tempo que <em>passava para outra coisa<\/em>: de Freud a Freud, mas tamb\u00e9m de Freud a Winnicott, do retorno do que foi recalcado \u00e0 anterioridade da cis\u00e3o e da recusa, e da\u00ed \u00e0 sublima\u00e7\u00e3o e \u00e0 brincadeira, ou seja, \u00e0 experi\u00eancia cultural. Da escuta da estranheza dos processos autom\u00e1ticos que se ocultam por detr\u00e1s da figura do inerte \u00e0 das familiares figuras humanas das explos\u00f5es, de epilepsia ou de loucura. Do pensamento da duplica\u00e7\u00e3o do Eu como defesa contra sua desapari\u00e7\u00e3o ao dos movimentos de indaga\u00e7\u00e3o a serem compartilhados com os outros. Da localiza\u00e7\u00e3o do contexto s\u00f3cio-hist\u00f3rico da modernidade, em que o infamiliar emerge na experi\u00eancia do horror que o humano \u00e9 capaz de viver diante do estranho, \u00e0 do valor dos objetos intermedi\u00e1rios atrav\u00e9s dos quais podemos nos ligar. Este livro \u00e9 talvez um objeto dessa esp\u00e9cie. Que nos sirva de liga\u00e7\u00e3o. Afinal, a qualquer tempo, tal como na defini\u00e7\u00e3o de Jean Allouch, <em>a sa<\/em><em>\u00fa<\/em><em>de <\/em><em>\u00e9 <\/em><em>passar para outra coisa<\/em> (Allouch, 2007, p. 9).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para concluir, conto dois acontecimentos recentes que, ao envolverem outros sujeitos, me ajudam a traduzir a dimens\u00e3o do afeto como movimento pulsante em busca de uma forma. O primeiro se deu m\u00eas passado: aula de Conflito e Sintoma 2 no Sedes e uma jovem estudante de psican\u00e1lise discorria sobre as identifica\u00e7\u00f5es, a partir da leitura do cap\u00edtulo 7 de &#8220;Psicologia de massas e an\u00e1lise do Eu&#8221;, o texto freudiano de 1921. A leitura complementar que ofereci \u00e0 turma era a do cap\u00edtulo 15 deste livro do Mario, \u201cWilhelm Reich e a rela\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise e pol\u00edtica&#8221;. A eloquente colega ent\u00e3o se emociona e nos diz ter apreciado tanto o escrito de Mario que sobretudo precisava lamentar n\u00e3o t\u00ea-lo conhecido; bonito testemunho de uma transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise n\u00e3o apenas intelectual, mas tamb\u00e9m afetiva, assim como da origem dos sentimentos sociais, baseados em ideais compartilhados. Noite passada ela contou que, por isso que se passou diante de n\u00f3s, para perlabor\u00e1-lo, est\u00e1 escrevendo sua monografia sob o tema das identifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na outra cena, segunda-feira dessa semana, ao final da reuni\u00e3o <em>online<\/em> de pauta do boletim, uma colega perguntou: &#8220;Nos vemos todas no Mario?&#8221; Ent\u00e3o flagrou-se, num sorriso irradiado no rosto de nossa interlocutora. E rimos todas juntas: \u201cSim, no Mario!\u201d. \u201cNo Mario\u201d \u00e9 aqui, gente. Comemoro tamb\u00e9m com voc\u00eas essas Julias e Fernandas e Danis com as quais sigo aprendendo, deixando feito o meu convite \u00e0 leitura desse legado latinoamericano. Cem vezes Mario! Viva!<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">20 de outubro de 2023<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>Allouch, J. <em>A cl<\/em><em>\u00ed<\/em><em>nica do escrito.<\/em> Rio de Janeiro: Cia de Freud, 2007.<\/p>\n<p>Cage, J. <em>Outros pensam \/ Otros piensan<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ikrek edi\u00e7\u00f5es, 2015.<\/p>\n<p>Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae. <em>Boletim online<\/em> 67, junho 2023: <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/edicao\/boletim-67\/\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/edicao\/boletim-67\/<\/a><\/p>\n<p>Despret, V. <em>Um brinde aos mortos &#8211; hist<\/em><em>\u00f3<\/em><em>rias daqueles que ficam. S<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o Paulo:<\/em> n-1, 2023.<\/p>\n<p>Didi-Huberman, G. <em>A sobreviv<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia dos vagalumes<\/em>. Belo Horizonte: UFMG, 2011.<\/p>\n<p>Fuks, M. P. Por uma hist\u00f3ria do curso de psican\u00e1lise. Percurso 1. Ano I, 2o semestre 1988: <a href=\"https:\/\/revistapercurso.com.br\/pdfs\/p01_texto01.pdf\">https:\/\/revistapercurso.com.br\/pdfs\/p01_texto01.pdf<\/a><\/p>\n<p>Fuks, M. P. Um caminho percorrido, uma hist\u00f3ria para contar. <em>Percurso 35<\/em>. Ano XVIII, 2o semestre 2005: <a href=\"https:\/\/revistapercurso.com.br\/index.php?apg=artigo_view&amp;ida=289&amp;ori=edicao&amp;id_edicao=35\">https:\/\/revistapercurso.com.br\/index.php?apg=artigo_view&amp;ida=289&amp;ori=edicao&amp;id_edicao=35<\/a><\/p>\n<p>Fuks, M. P. <em>Psicopatologia psicanal<\/em><em>\u00ed<\/em><em>tica e subjetividade contempor<\/em><em>\u00e2<\/em><em>nea.<\/em> S\u00e3o Paulo: Blucher, 2023.<\/p>\n<p>Jaar, A. <em>Cem vezes Nguyen<\/em>. 34a Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo: <em>Faz escuro mas eu canto<\/em>: <a href=\"http:\/\/www.34.bienal.org.br\/artistas\/7343\">http:\/\/www.34.bienal.org.br\/artistas\/7343<\/a><\/p>\n<p>Jaar, A. <em>Lamento das imagens<\/em>. Sesc Pompeia \/ 34a Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo: <em>Faz escuro mas eu canto<\/em>: <a href=\"http:\/\/34.bienal.org.br\/exposicoes\/7455\">http:\/\/34.bienal.org.br\/exposicoes\/7455<\/a><\/p>\n<p>Nogueira de Carvalho, S. Mem\u00f3rias da mais recente hospitalidade. <em>Boletim online <\/em>66, abril 2023: <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2023\/04\/13\/memorias-da-mais-recente-hospitalidade\/\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2023\/04\/13\/memorias-da-mais-recente-hospitalidade\/<\/a><\/p>\n<p>Nogueira de Carvalho, S. \/ Equipe editorial do <em>Boletim online.<\/em> Em mem\u00f3ria de Mario Pablo Fuks. <em>Boletim online <\/em>67, junho de 2023: <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2023\/06\/14\/em-memoria-de-mario-pablo-fuks-2\/\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2023\/06\/14\/em-memoria-de-mario-pablo-fuks-2\/<\/a><\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Interven\u00e7\u00e3o realizada por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento do livro <em>Psicopatologia psicanal<\/em><em>\u00ed<\/em><em>tica e subjetividade contempor<\/em><em>\u00e2<\/em><em>nea<\/em>, de Mario Pablo Fuks (Blucher, 2023), realizado na Livraria da Vila Madalena em 20 de outubro de 2023, em mesa de bate-papo com o escritor Juli\u00e1n Fuks e a psicanalista Miriam Chnaiderman.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, professora no curso <em>Cl<\/em><em>\u00ed<\/em><em>nica psicanal<\/em><em>\u00ed<\/em><em>tica: conflito e sintoma<\/em> e editora do jornal digital boletim online.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0s luzes da poesia, da arte e dos vagalumes, S\u00edlvia Nogueira de Carvalho homenageia vida, obra e transmiss\u00e3o de um amigo para sempre presente. <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[109],"tags":[179,83],"edicao":[226],"autor":[133],"class_list":["post-2869","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-homenagem","tag-in-memoriam","tag-leituras","edicao-boletim-69","autor-silvia-nogueira-de-carvalho","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2869","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2869"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2869\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2871,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2869\/revisions\/2871"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2869"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=2869"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=2869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}