{"id":3014,"date":"2024-04-16T10:17:59","date_gmt":"2024-04-16T13:17:59","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3014"},"modified":"2024-04-19T10:13:49","modified_gmt":"2024-04-19T13:13:49","slug":"reflexoes-sobre-o-filme-meu-pai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/04\/16\/reflexoes-sobre-o-filme-meu-pai\/","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es sobre o filme <em>Meu pai<\/em>"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Reflex<\/strong><strong>\u00f5<\/strong><strong>es sobre o filme <\/strong><strong><em>Meu pai<\/em><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por<\/strong> <strong>Luciana Goulart Mannrich<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A escolha do filme <em>Meu pai<\/em> (Florian Zeller, 2020) para o primeiro Envelhecine do ano se justificou pelo tema estudado no Grupo de trabalho sobre o envelhecimento, que desde novembro do ano passado se debru\u00e7a sobre o livro <em>Dem<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncias, <\/em>de Delia Goldfarb. Depois de construirmos uma compreens\u00e3o acerca da import\u00e2ncia do trabalho de luto no processo de envelhecimento, nos pareceu importante mergulhar numa doen\u00e7a que, para a psican\u00e1lise, se abate sobre o sujeito justamente quando esse trabalho n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Delia Goldfarb afirma que, em aproximadamente 50% do total dos casos de dem\u00eancias, o processo \u201cse iniciava logo apo\u0301s um fato extremamente doloroso. Acontecimentos como a morte de um ente querido, a perda de uma fortuna ou ate\u0301 de um objeto sem muito valor real, pore\u0301m altamente significativo para a pessoa, pareciam n\u00e3o ter sido elaborados; n\u00e3o tinham submergido o sujeito na esperada depress\u00e3o elaborativa que lhe permitisse o trabalho de luto.\u201d (Goldfarb, p. 12)<\/p>\n<p>No filme <em>Meu pai<\/em>, parece ter havido um evento traum\u00e1tico que se imp\u00f4s a Anthony (personagem que d\u00e1 t\u00edtulo ao filme) e n\u00e3o p\u00f4de ser suportado por seu aparelho ps\u00edquico, desencadeando a Dem\u00eancia de tipo Alzheimer. A seguir, passearemos pelo filme, sublinhando algumas passagens que nos pareceram mais emblem\u00e1ticas para compreender esse tipo de dem\u00eancia e o modo como afeta o sujeito e todos \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p><em>&#8211; Qual o problema?<br \/>\n<\/em><em>&#8211; Eu n<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o sei o que fazer. N<\/em><em>\u00f3<\/em><em>s precisamos conversar, pai.<br \/>\n<\/em><em>&#8211; N<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o <\/em><em>\u00e9 <\/em><em>o que estamos fazendo?<br \/>\n<\/em><em>&#8211; N<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o, conversar a s<\/em><em>\u00e9<\/em><\/p>\n<p>Anne est\u00e1 cansada porque mais uma empregada foi embora, agredida verbalmente por seu pai. J\u00e1 existem sinais de que as coisas n\u00e3o v\u00e3o bem, mas seu pai contradiz sua percep\u00e7\u00e3o alegando que consegue se virar sozinho. A acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a empregada roubou seu rel\u00f3gio. Para tentar convenc\u00ea-lo de que est\u00e1 enganado, a filha pergunta se ele j\u00e1 procurou no esconderijo embaixo da banheira. Ele fica muito incomodado e parece se sentir invadido, saindo \u00e0s pressas.<\/p>\n<p>A c\u00e2mera volta para a filha, que est\u00e1 sentada na sala. Ao longo do filme, a pintura acima da lareira aparecer\u00e1 e desaparecer\u00e1, marcando a presen\u00e7a aus\u00eancia da pessoa que a executou. O espa\u00e7o f\u00edsico \u00e9 explorado de maneira genial nesse filme: os objetos da casa se modificam, sutilezas que nos fazem sentir confusos e duvidar de nossas percep\u00e7\u00f5es, exatamente como acontece a uma pessoa com Doen\u00e7a de Alzheimer. Exatamente o que est\u00e1 acontecendo com Anthony.<\/p>\n<p>Ele volta do quarto e senta-se numa poltrona. De longe, a filha v\u00ea o rel\u00f3gio em seu pulso e retoma a conversa sobre a empregada, mostrando que, afinal, ela n\u00e3o havia roubado seu rel\u00f3gio. <em>Mas apenas porque eu o escondi a tempo, caso contr<\/em><em>\u00e1<\/em><em>rio, eu estaria sentado aqui sem ter no<\/em><em>\u00e7\u00e3<\/em><em>o das horas.<\/em> A filha pergunta se ele tomou os rem\u00e9dios e ele responde, irritado, que sim. E pergunta a ela: <em>por que voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>se preocupa o tempo todo? Est<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>tudo bem, o mundo est<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>girando. Voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>sempre foi assim, preocupada. J<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>sua irm<\/em><em>\u00e3<\/em><em>&#8230; Aonde ela est<\/em><em>\u00e1<\/em><em>? Voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>tem not<\/em><em>\u00ed<\/em><em>cias dela?<\/em><\/p>\n<p>Essa pergunta provoca claro inc\u00f4modo na filha. Para al\u00e9m do que saberemos depois, h\u00e1 algo na pergunta que confirma suas impress\u00f5es, aquelas que o pai tentava negar h\u00e1 pouco. Ela desvia da pergunta e avisa que ter\u00e1 de se mudar de cidade e j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 vir \u00e0 sua casa todos os dias. <em>Se eu entendi direito voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>est<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>me deixando. Voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>est<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>me abandonando. O que vai ser de mim?<\/em> A filha tenta argumentar com o pai, garante que voltar\u00e1 aos finais de semana, mas o pai j\u00e1 est\u00e1 afundando nesse abandono. Ela pede que ele entenda, mas como ele poderia?<\/p>\n<p>Ele a v\u00ea ir embora pela janela de um quarto que tem uma cama de solteiro. E ent\u00e3o estamos num quarto com cama de casal, dentro de um grande apartamento, talvez aquele da primeira cena do filme. Agora ele est\u00e1 na cozinha e por um tempo age normalmente, pegando objetos no arm\u00e1rio e ligando o r\u00e1dio. Mas quando olha para as compras em cima da mesa parece haver um estranhamento, como se ele n\u00e3o soubesse o que fazer com aquilo.<\/p>\n<p>Ouve um barulho e se desloca pela casa at\u00e9 se deparar com um homem sentado na sala de estar. Anthony o interpela de maneira agressiva, quem seria esse estranho dentro de seu apartamento? O homem, visivelmente incomodado, tenta se defender respondendo suas perguntas como se fossem \u00f3bvias. Quando diz que \u00e9 marido de sua filha, Anthony finge se lembrar. Vai ficando mais agressivo com esse homem que n\u00e3o reconhece e, no auge da agressividade, diz que ningu\u00e9m vai tir\u00e1-lo de seu apartamento. Paul diz que n\u00e3o \u00e9 seu apartamento, que ele se mudou para a casa deles porque n\u00e3o aceita nenhuma empregada. <em>Voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>est<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>me dizendo que esse <\/em><em>\u00e9 <\/em><em>o seu apartamento?<\/em> A filha entra em casa, o que poderia servir como um aparato para essa ang\u00fastia, mas Anthony n\u00e3o v\u00ea Anne e sim outra mulher, que n\u00e3o reconhece.<\/p>\n<p>Senta-se num canto da sala, como que fora desta, e segura a cabe\u00e7a. Parece tentar se organizar. A mulher que vem ao seu encontro tentar acolh\u00ea-lo n\u00e3o \u00e9 Anne, mas ela n\u00e3o sabe disso. Ela tenta se aproximar, se fazer familiar e pergunta a ele o que est\u00e1 acontecendo. Ele conta que estava na cozinha preparando um ch\u00e1, que estava sozinho na casa e ouviu um barulho. Que foi at\u00e9 a sala e viu seu marido. Ela pergunta: que marido? <em>Eu n<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o sou casada, me divorciei h<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>cinco anos. Voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>se lembra disso.<\/em> N\u00e3o, ele n\u00e3o se lembra. \u00c9 justamente essa a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Anthony vai at\u00e9 a cozinha procurar o homem e diz que ele estava ali at\u00e9 agora. Ela ri: <em>quem, o homem com o frango?<\/em> Ele est\u00e1 vivendo uma hist\u00f3ria de terror e ela n\u00e3o tem a menor ideia disso. Ele diz que h\u00e1 algo estranho acontecendo e ela diz que tudo vai ficar bem. Pergunta se ele tomou seus rem\u00e9dios e ele se irrita. De fato, o que tomar rem\u00e9dios pode ter a ver com essa realidade que n\u00e3o faz nenhum sentido?<\/p>\n<p>Agora temos o mesmo apartamento, que parece outro. A mesma cozinha, mas outra. A cuidadora vai entrar em cena e ficaremos sabendo que esse apartamento \u00e9 de Anne, que trouxe o pai para viver consigo quando ficou imposs\u00edvel manejar a vida dele \u00e0 dist\u00e2ncia. Saberemos que havia outra filha e que foi ela quem pintou o quadro em cima da lareira. Ele diz que era sua favorita. <em>\u00c9 <\/em><em>uma garota deslumbrante. N<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o entendo por que ela nunca entra em contato.<\/em><\/p>\n<p>Anthony \u00e9 extremamente gentil e sedutor com a cuidadora. Diz que foi dan\u00e7arino e sustenta isso mesmo quando a filha diz que foi engenheiro. Sapateia na frente dela e n\u00e3o tem a menor no\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 fazendo papel de bobo. E quando a cuidadora est\u00e1 relaxada, rindo dele, ele \u00e9 extremamente agressivo e muda o tom. Faz um discurso sobre o apartamento. Diz que o comprou h\u00e1 30 anos, que \u00e9 extremamente apegado a ele, mas que sua filha estaria interessada no apartamento e teria se mudado com a desculpa de que ele n\u00e3o sabe se cuidar para, em breve, mand\u00e1-lo para uma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Me desculpe te dizer querida, mas n<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o vou sair desse apartamento t<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o cedo. Vou viver mais tempo que voc<\/em><em>\u00ea<\/em><em>. Eu receberei a heran<\/em><em>\u00e7<\/em><em>a dela, n<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o o contr<\/em><em>\u00e1<\/em><em>rio. E no dia do funeral dela eu farei um discurso contando a todos como ela era manipuladora e insens<\/em><em>\u00ed<\/em><em>vel.<\/em> N\u00e3o h\u00e1 qualquer tipo de censura: Anthony fala o que bem entende sobre a filha na frente de uma estranha, culpando-a pela situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 vivendo. O afrouxamento do recalque, que afasta o sujeito da realidade vivida por outras pessoas, pode fazer com que ele se sinta tra\u00eddo ao ter sua certeza contrariada. Como se fosse mais f\u00e1cil jogar no outro a culpa do que lidar com a dureza dos sintomas.<\/p>\n<p>A cena do jantar mostra com muita clareza o n\u00edvel de desgaste que as pessoas envolvidas no cuidado experimentam. O marido de Anne j\u00e1 n\u00e3o consegue disfar\u00e7ar o peso absurdo que Anthony representa. Diante da sugest\u00e3o de coloc\u00e1-lo numa institui\u00e7\u00e3o, Anne pergunta porque falar disso se a cuidadora come\u00e7ar\u00e1 no dia seguinte. <em>Voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>tem raz<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o. Talvez funcione muito bem com essa mo<\/em><em>\u00e7<\/em><em>a. Voc<\/em><em>\u00ea <\/em><em>parece confiante. Mas, acredite, a doutora tem raz<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o, vai chegar uma hora&#8230; E n<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o importa qu<\/em><em>\u00e3<\/em><em>o boa ela seja, ele est<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>doente, Anne.<\/em><\/p>\n<p>Como saber o momento de fazer mudan\u00e7as no cuidado de uma pessoa com dem\u00eancia \u00e9 uma d\u00favida que as fam\u00edlias enfrentam com muita ang\u00fastia. Principalmente porque \u00e9 muito comum a contraindica\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as, uma vez que uma pessoa com dem\u00eancia busca apoio ps\u00edquico nos objetos externos. Diante de uma carga libidinal excessiva, o sujeito vai buscar amparo nos objetos internos e externos que poderia auxiliar na elabora\u00e7\u00e3o da dor.<\/p>\n<p>Assim, voltamos ao apartamento personagem no qual Anthony busca suporte. Quando n\u00e3o encontra a pintura em cima da lareira e questiona sua filha, recebe como resposta que est\u00e1 confundindo os apartamentos, que nunca houve um quadro ali. Mas o que ele v\u00ea \u00e9 uma parede azul com a marca de um quadro que esteve pendurado ali. <em>Anne, veja. Est<\/em><em>\u00e1 <\/em><em>vendo?<\/em><\/p>\n<p>Quando os objetos externos falham em oferecer suporte, tornam a situa\u00e7\u00e3o vivida ainda mais traum\u00e1tica, levando o sujeito a tentar se proteger da ang\u00fastia atrav\u00e9s de mecanismos de defesa que se tornam cada vez mais danosos para o funcionamento do Eu. Anthony chama por Anne, mas quem aparece \u00e9 a cuidadora. Ele pede a ajuda dela, pede que ela confirme as mudan\u00e7as que percebe no apartamento. Como a filha p\u00f4de fazer mudan\u00e7as sem consult\u00e1-lo? <em>Quem sou eu exatamente?<\/em><\/p>\n<p><em>Meu pai <\/em>\u00e9 um filme capaz de nos transportar para o cotidiano de pessoas que experienciam a Dem\u00eancia de tipo Alzheimer. Podemos sentir na pele a d\u00favida da filha, o cansa\u00e7o do marido, o temor da cuidadora e a ang\u00fastia imensa do sujeito com dem\u00eancia, que tateia por um mundo outrora conhecido em busca de marcas que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o capazes de ajud\u00e1-lo a encontrar a si mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luciana Mannrich compartilha os estudos sobre o envelhecimento trazendo a presen\u00e7a da aus\u00eancia de quem precisa lidar com as dem\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[81],"tags":[145,83],"edicao":[249],"autor":[251],"class_list":["post-3014","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura","tag-cinema","tag-leituras","edicao-boletim-70","autor-luciana-goulart-mannrich","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3014","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3014"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3014\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3113,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3014\/revisions\/3113"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3014"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3014"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3014"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3014"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3014"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}