{"id":3016,"date":"2024-04-16T10:21:13","date_gmt":"2024-04-16T13:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3016"},"modified":"2024-04-19T10:12:49","modified_gmt":"2024-04-19T13:12:49","slug":"conversa-ao-pe-do-fogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/04\/16\/conversa-ao-pe-do-fogo\/","title":{"rendered":"Conversa ao p\u00e9 do fogo"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Conversa ao p\u00e9 do fogo<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">A antrop\u00f3loga Nastassja Martin \u00e9 conhecida dos leitores brasileiros pela sua obra <em>Escute as Feras<\/em>, onde narrou seu encontro com um urso na floresta da Sib\u00e9ria. No seu novo livro <em>A Leste dos sonhos,<\/em> ela retoma suas pesquisas no Grande Norte e nos convida para um ch\u00e1 fumegante ao lado de D\u00e1ria, matriarca do povo ind\u00edgena even.<br \/>\n<strong>por D\u00e9<\/strong><strong>borah de Paula Souza<\/strong><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o povo even, as crian\u00e7as v\u00e3o aos sonhos como v\u00e3o \u00e0 escola, os adultos podem sonhar com animais que avisam onde est\u00e3o, oferecendo-se \u00e0 ca\u00e7a, \u00e0 pesca, ao sacrif\u00edcio. Na floresta gelada, n\u00e3o morre de fome quem segue o sonho, mesmo se os xam\u00e3s j\u00e1 tiverem partido. \u00c9 impressionante o sonho de D\u00e1ria com o cardume de trutas: numa temporada de comida escassa, ela acorda cedinho, vai at\u00e9 o rio e volta com uma cesta cheia de peixes para alimentar sua fam\u00edlia, pois as trutas avisaram exatamente onde estariam. E ela sabe, pelo sonho, que recebeu sua permiss\u00e3o para pesc\u00e1-las. Quando essa permiss\u00e3o n\u00e3o existe, o equil\u00edbrio se rompe. \u00c9 o que acontece quando o filho de D\u00e1ria vai atr\u00e1s das ovas do salm\u00e3o e pesca muitas f\u00eameas fora de hora \u2013 o caviar est\u00e1 com bom pre\u00e7o na cidade \u2013 e enfrenta uma s\u00e9rie de problemas por isso. Martin pontua que enquanto ela \u2013 branca, ocidental, intelectual \u2013 enxerga os problemas como fruto do capitalismo avan\u00e7ado, o cl\u00e3 de D\u00e1ria, embora n\u00e3o seja ing\u00eanuo em rela\u00e7\u00e3o ao contexto neoliberal (seu povo j\u00e1 foi expropriado de suas terras e rebanhos), permanece conectado aos animais e \u00e0s for\u00e7as que operam na natureza.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o animista dos povos origin\u00e1rios, tudo o que est\u00e1 vivo tem alma e os bichos praticam formas pr\u00f3prias de comunica\u00e7\u00e3o, participando dos acontecimentos, de modo a equilibrar a balan\u00e7a vital. Ali, a malha da interdepend\u00eancia entre os seres n\u00e3o tem nada de misticismo, apenas evidencia que uma vida depende da outra: \u00e9 mais f\u00e1cil de ver isso numa floresta do que numa grande cidade desalmada, em que essa malha se rompeu, at\u00e9 o la\u00e7o entre os humanos est\u00e1 por um fio e os bichos s\u00e3o vendidos a quilo no congelador.<\/p>\n<p>Em Kamtch\u00e1tka, onde se passa essa hist\u00f3ria, o volume de peixe e o tempo certo de extra\u00e7\u00e3o das ovas precisa ser controlado pelo pescador e isso n\u00e3o \u00e9 apenas uma exig\u00eancia legal, refere-se a leis ancestrais e acordos entre homens e bichos, selados no conv\u00edvio di\u00e1rio. Os sonhos exercem ali sua fun\u00e7\u00e3o radical: sonhar para se nutrir, para entrar em contato com o pr\u00f3prio alimento, para reafirmar a conex\u00e3o com outros seres e esp\u00edritos, sonhar para n\u00e3o morrer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O retorno \u00e0 floresta<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto no Brasil os yanomami est\u00e3o segurando o c\u00e9u para que ele n\u00e3o caia completamente sobre a nossa cabe\u00e7a, e os garimpeiros deixam na Amaz\u00f4nia um rastro de sangue e merc\u00fario, no Alasca a invas\u00e3o \u00e9 das petroleiras e, na Sib\u00e9ria, nas terras onde vive o povo even, \u00e9 a extra\u00e7\u00e3o de n\u00edquel que faz a vida desmoronar. A escritora pensava em comparar os povos origin\u00e1rios dos dois lados do Estreito de Bering: o povo gwich\u2019in e o povo even. O povo gwich\u2019in vive do lado do Alasca, colonizados pelos EUA. Sua pesquisa com eles resultou no livro <em>As almas selvagens.<\/em><\/p>\n<p>Do outro lado, est\u00e1 a Sib\u00e9ria, coloniza\u00e7\u00e3o russa, para onde Martin viaja em 2014, e chega ao territ\u00f3rio \u00cdtcha. O trajeto daria um filme que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de natureza selvagem, mas tamb\u00e9m de fronteiras em que policiais vivem enjaulados em cont\u00eaineres de pl\u00e1stico, embriagados de vodka. A destrui\u00e7\u00e3o impera dentro do capitalismo e do comunismo e Martin evoca muita teoria antropol\u00f3gica para dar conta de sua ang\u00fastia, da dificuldade de abordar outros modos de exist\u00eancia sem mistific\u00e1-los, sem apaziguar a torrente de conflitos que envolve suas empreitadas.<\/p>\n<p>Seu objeto de estudo se definiu quando a autora confirmou que algumas fam\u00edlias, que haviam sido deslocadas de suas terras, voltaram \u00e0 floresta ap\u00f3s o colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, em 1989. \u00c9 no cl\u00e3 de D\u00e1ria que o livro se concentra. D\u00e1ria e seus filhos viviam ainda no vilarejo Esso, ela come\u00e7ara a ter sonhos recorrentes com a floresta, o rio, a fam\u00edlia origin\u00e1ria e os esp\u00edritos dos mortos. Sua m\u00e3e nunca se conformara que uma parte da fam\u00edlia tinha ido viver na cidade. \u201cUma vez fiquei um ano sem ver minha m\u00e3e. Dentro de mim, pensava que tinha morrido\u201d. Mas a volta nunca \u00e9 para o mesmo lugar. O povo even, que vive de ca\u00e7a, pesca e coleta, j\u00e1 havia perdido terras e rebanhos de rena. Antes, eram poucos animais, amigos das fam\u00edlias. Na coloniza\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica, os rebanhos foram confiscados pelo Estado e depois por acionistas, a cria\u00e7\u00e3o de renas se industrializou. O sofrimento causado por essas mudan\u00e7as estava coberto por uma capa de sil\u00eancio. \u201cEles n\u00e3o falam muito de problemas porque recusam a cat\u00e1strofe\u201d, acredita a autora. Existe uma disposi\u00e7\u00e3o otimista que est\u00e1 mais ligada ao que est\u00e1 por nascer do que ao que est\u00e1 morrendo. \u201cTudo desmoronou, \u00e9 verdade\u201d, diz D\u00e1ria, ao mencionar a queda do regime e o abandono dos colcozes antes tutelados pelo Estado. \u201cMas os esp\u00edritos voltaram durante a noite e n\u00f3s os seguimos. Porque se voc\u00ea n\u00e3o acredita no mundo, nada se oferece a voc\u00ea\u201d.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Martin, o retorno \u00e0 floresta \u00e9 uma das respostas do povo even \u00e0s cat\u00e1strofes contempor\u00e2neas: o agravamento da quest\u00e3o clim\u00e1tica e a coloniza\u00e7\u00e3o, que reduziu a cultura dos povos aut\u00f3ctones ao folclore para fins tur\u00edsticos e tornou sedent\u00e1rios (com terras demarcadas, sujeitas \u00e0s instabilidades pol\u00edticas) povos que antes eram n\u00f4mades. Ainda hoje, D\u00e1ria lembra: \u201cn\u00f3s somos n\u00f4mades\u201d. Ela se fixou na terra demarcada, mas guarda os valores de seus ancestrais. \u201cOs n\u00f4mades constitu\u00edam um coletivo onde quer que fossem\u201d(&#8230;) nunca preparavam a sequ\u00eancia da viagem, mas quando era preciso partir, iam sem olhar para tr\u00e1s\u201d, observa Martin.<\/p>\n<p>Para D\u00e1ria, o mais importante \u00e9 que que seu cl\u00e3 permaneceu unido e ela conseguiu retornar ao lugar onde nasceu. A escritora tamb\u00e9m voltou ao territ\u00f3rio even, depois de ter sido atacada por um urso. Com o rosto ainda inchado p\u00f3s-cirurgia, ela reencontrou Appa, filho de um xam\u00e3 que j\u00e1 morreu. Ele n\u00e3o \u00e9 otimista sobre os destinos do mundo. Vive retirado numa montanha e perguntou se ela estava com dor de dente. Ao ouvir sobre a mordida da fera, Appa fez um gesto af\u00e1vel e ponderou que os ursos s\u00e3o pessoas formid\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Chama acesa<\/strong><\/p>\n<p>Quando D\u00e1ria senta-se com Martin perto do fog\u00e3o ou da fogueira, ela n\u00e3o conversa apenas com a escritora, mas tamb\u00e9m com o fogo. Por\u00e9m, quando se dirige a ele, a partitura muda, o tom \u00e9 quase inaud\u00edvel, ela recita algumas formula\u00e7\u00f5es diante das chamas, no dialeto even. Em muitas situa\u00e7\u00f5es, as respostas que ela e os membros da fam\u00edlia d\u00e3o \u00e0s perguntas da antrop\u00f3loga sobre esse assunto s\u00e3o vagas. A autora presume que eles n\u00e3o concebem como algu\u00e9m poderia n\u00e3o falar com o fogo, consideram que isso \u00e9 \u201c\u00f3bvio\u201d, embora os mais jovens n\u00e3o se lembrem mais das palavras e dos gestos dirigidos ao fogo, acham que \u00e9 coisa dos antigos. Seja como for, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil respeitar o fogo no frio rigoroso da Sib\u00e9ria. A fam\u00edlia vive \u00e0s margens do rio \u00cdtcha e passa per\u00edodos de isolamento por causa das chuvas ou tempestades de neve. A morte da m\u00e3e de D\u00e1ria foi precedida de uma profecia dom\u00e9stica, as brasas da fogueira avisaram.<\/p>\n<p>Invento aqui um di\u00e1logo que n\u00e3o existe no livro, na tentativa de resumir a tem\u00e1tica da comunica\u00e7\u00e3o dos even com os elementos e recuperar o esp\u00edrito das conversas entre Martin e D\u00e1ria, que j\u00e1 duram anos. Nessa inven\u00e7\u00e3o, retomo palavras e express\u00e3o delas, com a permiss\u00e3o de G. Agamben, citado no livro: \u201cToda narrativa \u2013toda literatura\u2014\u00e9, em certo sentido, mem\u00f3ria da perda do fogo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Martin: Quem \u00e9 para voc\u00eas o fogo?<br \/>\nD\u00e1ria: Depende do fogo! De qual fogo voc\u00ea quer saber?<br \/>\nM: Sei l\u00e1, de todos.<br \/>\nD: Cada um tem um nome. O fogo primeiro se chama <em>tore<\/em>; o pequeno fogo que guardamos em casa \u00e9 <em>ulekit<\/em>. As brasas s\u00e3o <em>torelakakan.<br \/>\n<\/em>M<em>: <\/em>Falam com as brasas tamb\u00e9m?<br \/>\nD: N\u00f3s observamos os sinais. Se as brasas ca\u00edrem de p\u00e9, algu\u00e9m vai chegar, partir ou morrer. Ent\u00e3o, quando o fogo se apaga, colocamos as cinzas sobre as brasas que deram o aviso, para que o viajante fa\u00e7a boa viagem.<br \/>\nM: Por que voc\u00eas falam com o fogo?<br \/>\nD: Para agradecer. Cantamos para o rio e falamos com o fogo porque sem eles n\u00e3o poder\u00edamos viver. Em casa, na hora de comer, a primeira colherada \u00e9 sempre do fogo, mesmo que seja sopa. Ningu\u00e9m se atreve a pegar a comida sem servi-lo primeiro.<br \/>\nM: Al\u00e9m de agradecer, o que voc\u00ea diz a ele todos os dias, D\u00e1ria?<br \/>\nD: Que ele n\u00e3o devore tudo, que se contenha, n\u00e3o perca o controle de si mesmo. \u00c9 como se eu dissesse para voc\u00ea: fique no seu lugar! N\u00e3o imploda nem se espalhe, pois voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 sozinha, voc\u00ea est\u00e1 conosco. O fogo nos faz viver, mas tamb\u00e9m pode nos matar.<br \/>\nM: E voc\u00ea acha que ele te escuta?<br \/>\nD: Claro que sim! N\u00e3o tem orelhas, mas escuta de outro modo. (Ela d\u00e1 gargalhadas).<br \/>\nM: Voc\u00ea o considera um esp\u00edrito ou algum tipo de deus?<br \/>\nD: O fogo n\u00e3o \u00e9 deus. \u00c9 um princ\u00edpio. Ele ilumina, esquenta, atravessa os corpos. Sem ele n\u00e3o existiria vida, mas ele tamb\u00e9m \u00e9 a morte.<br \/>\nM: Um princ\u00edpio de transforma\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o?<br \/>\nD: Sim, de certa forma \u00e9 isso. No centro da nossa casa, colocamos a vida e a morte juntas. Alimentar o fogo, manter um fogo corretamente \u00e9 segurar a vida pelas duas pontas.<br \/>\nM:\u00a0 No centro da iurta est\u00e1 o fog\u00e3o. Voc\u00eas sempre constroem a cabana a partir dele?<br \/>\nD: Sim, o primeiro lugar \u00e9 o lugar do fogo. N\u00f3s vivemos ao seu redor. O fogo \u00e9 o sol dos humanos. Colocamos o sol no centro da casa, assim como colocamos o sol no cora\u00e7\u00e3o. E voc\u00ea ainda me pergunta se falo com ele? \u00c9 claro que eu falo! Vol\u00f3dia me disse que voc\u00ea fez essas perguntas a ele tamb\u00e9m.<br \/>\nM: Fiz e ele me achou burra. Est\u00e1vamos nos deslocando na mata e eu perguntei por que ele colocou uma vara sobre a nossa fogueira apagada. E ele me disse&#8230; que era \u00f3bvio! Que se eu quiser informa\u00e7\u00f5es sobre o mundo devo olhar para o fogo e seu rastro.<br \/>\nD: \u00c9 verdade, se outros humanos passarem pela mata, \u00e9 \u00f3bvio que olhar\u00e3o para o fogo ou para as sobras da fogueira. A vara indica a dire\u00e7\u00e3o em que voc\u00eas seguiram.<br \/>\nM: Vol\u00f3dia me contou sobre a ca\u00e7a. Ele disse que o fogo muda a natureza de sua presa e \u00e9 o \u00fanico que sabe fazer isso. A \u00e1gua dissolve ou mistura, a terra decomp\u00f5e, mas s\u00f3 o fogo transforma radicalmente e de modo muito r\u00e1pido. At\u00e9 a\u00ed eu entendi.<br \/>\nD: O que foi que voc\u00ea n\u00e3o entendeu?<br \/>\nM: Ele disse que n\u00f3s queremos nos parecer com o fogo.<br \/>\nD: Sim, queremos ser a transforma\u00e7\u00e3o, a vida e a morte ao mesmo tempo, como \u00e9 o fogo. Mas n\u00e3o sabemos. Mas sabemos cham\u00e1-lo, acendemos o fogo todos os dias. N\u00e3o cansamos de olhar. Ele j\u00e1 existia antes e vai existir depois de n\u00f3s.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, colaboradora deste Boletim <span style=\"color: #ff0000;\">on<\/span>line.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que nos falam os sonhos, o fogo e a floresta sobre outras formas de coexistir no mundo? Um chamado \u00e0 leitura, por D\u00e9borah de Paula Souza.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[81],"tags":[83,44],"edicao":[249],"autor":[139],"class_list":["post-3016","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura","tag-leituras","tag-sonhos","edicao-boletim-70","autor-deborah-de-paula-souza","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3016"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3016\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3112,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3016\/revisions\/3112"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3016"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3016"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}