{"id":3018,"date":"2024-04-16T10:24:08","date_gmt":"2024-04-16T13:24:08","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3018"},"modified":"2024-04-19T10:12:20","modified_gmt":"2024-04-19T13:12:20","slug":"que-futuro-havera-para-criancas-e-adolescentes-submetidos-aos-estados-de-guerra-a-atualidade-de-deprivacao-e-delinquencia-de-donald-winnicott","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/04\/16\/que-futuro-havera-para-criancas-e-adolescentes-submetidos-aos-estados-de-guerra-a-atualidade-de-deprivacao-e-delinquencia-de-donald-winnicott\/","title":{"rendered":"Que futuro haver\u00e1 para crian\u00e7as e adolescentes submetidos aos estados de guerra? A atualidade de <em>Depriva\u00e7\u00e3o e delinqu\u00eancia<\/em>, de Donald Winnicott."},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Que futuro haver\u00e1 para crian\u00e7as e adolescentes submetidos aos estados de guerra? A atualidade de <\/strong><strong><em>Depriva\u00e7\u00e3<\/em><\/strong><strong><em>o e delinqu<\/em><\/strong><strong><em>\u00ea<\/em><\/strong><strong><em>ncia,<\/em><\/strong><strong> de Donald Winnicott<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por<\/strong> <strong>Fernanda Almeida<\/strong><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na noite de 24 de outubro de 2023, em parceria com o SESC 24 de Maio, a Editora Ubu organizou o lan\u00e7amento da nova edi\u00e7\u00e3o do livro <em>Depriva\u00e7\u00e3<\/em><em>o e delinqu<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia <\/em>do psicanalista e pediatra ingl\u00eas Donald Winnicott. Uma edi\u00e7\u00e3o caprichada que comp\u00f5e a cole\u00e7\u00e3o de relan\u00e7amento de obras do autor, e que neste volume conta com um texto de orelha muito bonito e sens\u00edvel da tamb\u00e9m psicanalista Noemi Moritz Kon.<\/p>\n<p>Para a apresenta\u00e7\u00e3o deste novo volume, a Editora e o SESC promoveram um bate papo muito interessante, no qual, a convite do Tales Ab\u2019S\u00e1ber, pude expor algumas considera\u00e7\u00f5es sobre o livro e, especialmente, sobre o contexto em que \u00e9 novamente publicado em l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p>A pergunta que ensejou o t\u00edtulo desse escrito foi mobilizadora da exposi\u00e7\u00e3o na noite de lan\u00e7amento, ela provavelmente n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita. Qualquer pessoa com um lampejo de sensibilidade j\u00e1 deve ter se indagado sobre os impactos \u2013 objetivos e subjetivos \u2013 dos conflitos armados para crian\u00e7as e adolescentes. Sendo bem objetiva, o livro <em>Depriva\u00e7\u00e3<\/em><em>o e delinqu<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia<\/em>, composto por uma colet\u00e2nea de ensaios, palestras, confer\u00eancias, planos de a\u00e7\u00e3o e outros textos, parece margear essa quest\u00e3o. Contudo, Winnicott n\u00e3o parte apenas da realidade imediata e brutal da Segunda Grande Guerra, ainda que esta tenha sido a natureza de suas preocupa\u00e7\u00f5es e da mobiliza\u00e7\u00e3o para a estrutura\u00e7\u00e3o deste livro. Ele vai buscar em sua cl\u00ednica, e sobretudo, na escuta e observa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e dos adolescentes, as bases de suas formula\u00e7\u00f5es, ou seja, ele parte de sua j\u00e1 consistente cl\u00ednica em termos metapsicol\u00f3gicos para ent\u00e3o construir a no\u00e7\u00e3o de <em>depriva\u00e7\u00e3o<\/em>, tendo sua impiedosa consequ\u00eancia (se nada for feito) na delinqu\u00eancia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 nesse volume que est\u00e3o sistematizados os textos de Winnicott sobre a forma\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia antissocial. Em 1956, em uma apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 Sociedade Brit\u00e2nica de Psican\u00e1lise, ele afirma que \u201c<em>a tend\u00eancia antissocial n\u00e3o \u00e9 um diagn\u00f3stico<\/em>\u201d, tal como a neurose ou a psicose, por exemplo. Ao buscar diferenci\u00e1-la da delinqu\u00eancia, ele eleva o sentido e as manifesta\u00e7\u00f5es anti sociais \u00e0 no\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a. Em suas palavras:<\/p>\n<p><em>A tend\u00eancia antissocial caracteriza-se por um elemento que compele o ambiente a tornar-se importante. O paciente, devido a impulsos inconscientes, obriga algu\u00e9m a encarregar-se de manej\u00e1-lo. A tarefa do terapeuta consiste em envolver-se com esse impulso inconsciente do paciente, e o trabalho \u00e9 realizado por meio de manejo, toler\u00e2ncia e compreens\u00e3o. A tend\u00eancia antissocial implica esperan\u00e7a. A falta de esperan\u00e7a \u00e9 a caracter\u00edstica central da crian\u00e7a deprivada que, obviamente, n\u00e3o \u00e9 antissocial o tempo todo. Nos momentos de esperan\u00e7a a crian\u00e7a manifesta a tend\u00eancia antissocial. Isso pode ser desconfort\u00e1vel para a sociedade, e tamb\u00e9m para voc\u00ea caso a bicicleta roubada seja a sua, mas aqueles que n\u00e3o est\u00e3o pessoalmente envolvidos podem ver a esperan\u00e7a subjacente \u00e0 compuls\u00e3o de roubar. Quem sabe uma das raz\u00f5es pelas quais preferimos deixar a terapia de delinquentes para terceiros seja o fato de que n\u00e3o gostamos de ser roubados&#8230; <\/em>(p. 161)<\/p>\n<p>Por esse \u00e2ngulo, a tend\u00eancia ou comportamento antissocial \u00e9 um \u201cgrito de socorro\u201d das crian\u00e7as e adolescentes, uma agressividade que busca \u201cdenunciar\u201d aquilo que foi perdido ou destitu\u00eddo, uma tentativa de recuperar o ambiente e a experi\u00eancia boa antes vivenciada. Nessa dire\u00e7\u00e3o cabe aos \u201cadultos\u201d se perguntarem, quem est\u00e1 roubando quem?<\/p>\n<p><em>Por tr\u00e1s da tend\u00eancia antissocial h\u00e1 sempre uma hist\u00f3ria de alguma sa\u00fade e, depois, uma interrup\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a qual as coisas nunca mais voltaram a ser as mesmas. A crian\u00e7a antissocial est\u00e1 procurando, de um modo ou de outro, violenta ou brandamente, levar o mundo a reconhecer sua d\u00edvida para com ela, est\u00e1 tentando fazer com que o mundo reconstitua a estrutura que se desmantelou. Na raiz da tend\u00eancia antissocial est\u00e1 a depriva\u00e7\u00e3o. <\/em>(p. 198)<\/p>\n<p>Desse modo, em <em>Depriva\u00e7\u00e3<\/em><em>o e delinqu<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia<\/em> est\u00e3o as bases da teoria e da cl\u00ednica winnicottiana, ao mesmo tempo que se constitui uma obra \u00e9tica e socialmente posicionada. Ou seja, \u00e9 um livro que interessa aos psicanalistas, mas n\u00e3o s\u00f3. \u00c9 um livro, no melhor sentido do termo, interdisciplinar.<\/p>\n<p>O enlace entre a psican\u00e1lise, o servi\u00e7o social e a psiquiatria \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Tanto o pref\u00e1cio quanto a introdu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de outros textos, t\u00eam a assinatura da Clare Winnicott, que se apresentava como assistente social psiqui\u00e1trica. Ela foi respons\u00e1vel por administrar cinco lares para crian\u00e7as evacuadas. J\u00e1 na introdu\u00e7\u00e3o do livro ela demonstra seu alinhamento te\u00f3rico-cl\u00ednico com a produ\u00e7\u00e3o de Winnicott. Sua abordagem \u00e9 muit\u00edssimo sofisticada em termos metodol\u00f3gicos e pr\u00e1ticos, como ela busca demonstrar no cap\u00edtulo \u201cManejo residencial como tratamento para crian\u00e7as dif\u00edceis\u201d.<\/p>\n<p>Como explicitado, o contexto de toda elabora\u00e7\u00e3o cl\u00ednico-pol\u00edtica \u00e9 o da Segunda Grande Guerra, a partir do atendimento psiqui\u00e1trico e social das crian\u00e7as evacuadas na Inglaterra. O que nos interessa das experi\u00eancias e da cl\u00ednica winnicottiana nesse contexto?<\/p>\n<p>Lamentavelmente,\u00a0 relat\u00f3rios recentes da UNICEF descrevem os mesmos sintomas<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> tanto em crian\u00e7as ucranianas quanto em palestinas. Um impacto inestim\u00e1vel para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. O site da UNICEF alerta: <em>\u201c<\/em><em>Os primeiros cem dias de guerra na Ucr\u00e2nia deixaram 5,2 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes precisando de assist\u00eancia humanit\u00e1ria. Pelo menos 262 meninos e meninas morreram e 415 ficaram feridos em ataques desde o \u00faltimo dia 24 de fevereiro.\u201d<\/em><\/p>\n<p>E, ainda, <em>\u201ccrian\u00e7as comp\u00f5em quase metade da popula\u00e7\u00e3o de 2,3 milh\u00f5es de pessoas em Gaza, vivendo sob quase constante bombardeio, com muitas aglomeradas em abrigos tempor\u00e1rios em escolas administradas pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) ap\u00f3s fugirem das suas casas, com pouca comida ou \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<p>Aqui no Brasil &#8220;as guerras urbanas e no campo&#8221; (assim mesmo, com letras min\u00fasculas) seguem matando e produzindo muito sofrimento, sobretudo para as crian\u00e7as pretas e perif\u00e9ricas. A \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d, em especial no Rio de Janeiro, desde 2007 at\u00e9 agora registrou a morte de 101 crian\u00e7as a tiros. Segundo o CENSO RUA 2022, na cidade de S\u00e3o Paulo existem 3759 crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de rua, destas 609 est\u00e3o em SAICAS, ou seja, institucionalizadas. (n\u00fameros que parecem subnotificados).<\/p>\n<p>Gostaria de poder dizer que se trata de um livro &#8220;datado&#8221;, mas infelizmente estamos bem longe disso. De toda maneira, Winnicott aposta na <em>esperan<\/em><em>\u00e7a <\/em>e eleva a cl\u00ednica psicanal\u00edtica a um ensaio de pol\u00edtica p\u00fablica.<\/p>\n<p>O que se espera dos convidados palestrantes no lan\u00e7amento de um livro \u00e9 que eles construam um convite \u00e0 leitura da obra. Segue feito o convite!<\/p>\n<p>Aproveito o ensejo para lembrar que toda guerra \u00e9 insana do ponto de vista humanit\u00e1rio, ainda que existam explica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas. J\u00falian Fuks, em artigo publicado em 23\/10\/2023<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> \u2013 \u201cPor um pacifismo radical, recusa de toda guerra e toda forma de viol\u00eancia\u201d \u2013, fez uma convoca\u00e7\u00e3o \u00e0 sensatez, quando afirmou:<\/p>\n<p><em>O m\u00ednimo que se pode dizer sobre a guerra, sobre qualquer guerra, \u00e9 <\/em><em>que <\/em><em>\u00e9 um enorme desatino, um ato coletivo de insanidade. A guerra choca porque \u00e9 devastadora e cruel, porque dizima vidas como se nada fossem, como se n\u00e3o importassem, como se houvesse causas que a justificassem. Devia chocar tamb\u00e9m por ser absolutamente irracional, grave insensatez da humanidade. N\u00e3<\/em><em>o h<\/em><em>\u00e1 causas justas para a viol\u00eancia extrema porque combater a viol\u00ea<\/em><em>ncia extrema <\/em><em>\u00e9 a mais justa das causas. <\/em><\/p>\n<p>Por essa, aparente e (n\u00e3o t\u00e3o) simples explica\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso um imediato cessar fogo! Pelo fim de todas as guerras.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a> Psicanalista, assistente social e professora\u00a0de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Trabalha na Rede P\u00fablica de Sa\u00fade (SUS) em um Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial \u00c1lcool e Drogas (CAPS-AD). Membro aspirante do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, integrante da equipe editorial do Boletim <span style=\"color: #ff0000;\">on<\/span>line e da Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o Racial e A\u00e7\u00f5es Afirmativas do Departamento. Integra o projeto Territ\u00f3rios Cl\u00ednicos da Funda\u00e7\u00e3o Tide Setubal.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> \u201cAs crian\u00e7as (\u2026) come\u00e7aram a desenvolver sintomas s\u00e9rios de trauma, como convuls\u00f5es, molhar a cama, medo, comportamento agressivo, nervosismo e n\u00e3o sair de perto dos pais\u201d, disse o psiquiatra de Gaza Fadel Abu Heen. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/internacional\/criancas-de-gaza-estao-traumatizadas-por-bombardeios-com-incursao-terrestre-prestes-a-comecar\/\">https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/internacional\/criancas-de-gaza-estao-traumatizadas-por-bombardeios-com-incursao-terrestre-prestes-a-comecar\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Artigo dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/ecoa\/colunas\/julian-fuks\/2023\/10\/21\/por-um-pacifismo-radical-recusa-de-toda-guerra-e-toda-forma-de-violencia.htm\">https:\/\/www.uol.com.br\/ecoa\/colunas\/julian-fuks\/2023\/10\/21\/por-um-pacifismo-radical-recusa-de-toda-guerra-e-toda-forma-de-violencia.htm<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fernanda Almeida.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[81],"tags":[83],"edicao":[249],"autor":[71],"class_list":["post-3018","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura","tag-leituras","edicao-boletim-70","autor-fernanda-almeida","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3018"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3018\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3111,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3018\/revisions\/3111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3018"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3018"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}