{"id":3177,"date":"2024-06-15T15:26:14","date_gmt":"2024-06-15T18:26:14","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3177"},"modified":"2024-06-17T15:09:10","modified_gmt":"2024-06-17T18:09:10","slug":"escutando-aqueles-que-vivem-a-tragedia-no-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/escutando-aqueles-que-vivem-a-tragedia-no-sul\/","title":{"rendered":"Escutando aqueles que vivem a trag\u00e9dia no Sul"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Escutando aqueles que vivem a trag\u00e9dia no Sul<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Yone Maria Rafaeli<\/strong><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cO que \u00e9 isso que aperta meu peito? Minha alma quer sair para o infinito ou<br \/>\n\u00e9 a alma do mundo que quer entrar em meu cora\u00e7\u00e3o?\u201d <em>Rabindranah Tagore<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nosso projeto de escuta e interven\u00e7\u00e3o vem sendo realizado desde abril de 2021 junto ao PIM<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> (Primeira Inf\u00e2ncia Melhor).\u00a0Neste momento este projeto sofre o impacto da trag\u00e9dia que assolou centenas de munic\u00edpios desse estado de forma devastadora. O PIM \u00e9 um programa de pol\u00edtica p\u00fablica intersetorial de desenvolvimento integral da primeira inf\u00e2ncia, do governo do Rio Grande do Sul. Ele est\u00e1 presente em 209 munic\u00edpios e n\u00f3s atuamos junto ao grupo do munic\u00edpio de Alvorada do Sul.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias benefici\u00e1rias desse programa recebem visitadores que interv\u00eam junto a fam\u00edlias com crian\u00e7as de 0 a 5 anos. Eles levam informa\u00e7\u00f5es importantes para a inclus\u00e3o das crian\u00e7as em programas de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o e promovem atividades recreativas com o objetivo de garantir o desenvolvimento f\u00edsico e mental.<\/p>\n<p>Algumas fam\u00edlias atendidas perderam suas casas e foram enviadas para abrigos. Aquelas que n\u00e3o perderam suas casas, sofreram o impacto de falta de \u00e1gua, luz e cestas b\u00e1sicas. Perderam tamb\u00e9m as poucas oportunidades de trabalho, que j\u00e1 eram prec\u00e1rias, por estarem impedidas de circularem pela cidade em consequ\u00eancia da enchente.<\/p>\n<p>Aos visitadores encarregados de atender essas fam\u00edlias, restou a ang\u00fastia e o desespero pela impossibilidade de sustentar o trabalho poss\u00edvel, pois algumas fam\u00edlias cadastradas no programa ficaram dispersas entre os desabrigados da enchente. As gestantes perderam suas consultas, assim como as crian\u00e7as que recebem atendimentos cl\u00ednicos deixaram de ser acompanhadas, correndo o risco de uma s\u00e9rie de agravamentos de sa\u00fade e desenvolvimento.<\/p>\n<p>Apontar poss\u00edveis pot\u00eancias nas fam\u00edlias atendidas pelos visitadores do PIM, passou a requerer ainda mais sustenta\u00e7\u00e3o junto a uma popula\u00e7\u00e3o que j\u00e1 vivia de forma prec\u00e1ria. O que se apresenta agora, \u00e9 mais precariedade ainda. Soma-se a essa trag\u00e9dia, a perda das casas sofrida pelos pr\u00f3prios visitadores, tornando-os tamb\u00e9m desamparados e desabrigados.<\/p>\n<p>A escuta desse desamparo e sofrimento causados pela trag\u00e9dia, desperta em n\u00f3s ang\u00fastias dif\u00edceis de conter. Somos inundados por um cen\u00e1rio desolador que bate na barreira da impot\u00eancia, sem encontrar sa\u00eddas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil transformar, de forma solid\u00e1ria, o caos em esperan\u00e7a de futuro. Como transmitir coragem para ultrapassar o desalento coletivo que comparece como ang\u00fastia em cada um de n\u00f3s? As dores das perdas s\u00e3o imensas e n\u00f3s, mesmo estando distantes geograficamente, somos afetados pela pot\u00eancia da cat\u00e1strofe.<\/p>\n<p>Ao escutarmos relatos de tanto desamparo, o traum\u00e1tico tamb\u00e9m nos atravessa.\u00a0O real tr\u00e1gico vivido pelos nossos parceiros do Sul, produziu ang\u00fastias que nos movimentaram na dire\u00e7\u00e3o de amenizar a dor das imensas perdas e buscar sa\u00eddas poss\u00edveis para esse cen\u00e1rio de sofrimento.<\/p>\n<p>As narrativas s\u00e3o carregadas de emo\u00e7\u00f5es, trazendo hist\u00f3rias de perdas que suscitam outras ang\u00fastias que se somam pela impot\u00eancia e pelo desamparo revisitado. Peda\u00e7os a serem juntados, buscando ombros para se apoiarem mesmo que o outro tamb\u00e9m esteja fr\u00e1gil e inseguro.<\/p>\n<p>Hoje o relato \u00e9 sobre eles, mas tudo isso tamb\u00e9m diz de n\u00f3s. Onde encontrar coragem e for\u00e7a para saber por onde seguir? Sonhos desfeitos e refeitos com fios de vida que sobraram. Como se manter vivo, capaz de resistir e insistir depois de tanto sofrer? De que mat\u00e9ria me fa\u00e7o para n\u00e3o me afogar e conseguir atravessar o caos?<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos realizando nossos encontros quinzenais com o grupo de trabalho do PIM desde o dia que as enchentes come\u00e7aram a afetar o Rio Grande do Sul. Falta de luz, dificuldades de conex\u00e3o da internet e urg\u00eancias vividas por eles impediram de manter nossos hor\u00e1rios. Criamos a disponibilidade de agendas alternativas e flex\u00edveis para manter minimamente a transfer\u00eancia de anos de trabalho, mas, mesmo assim, n\u00e3o conseguimos retomar ainda.<\/p>\n<p>Ao escutarmos o imenso desamparo e caos vividos, resolvemos iniciar um pedido de ajuda direta a esse grupo, por entendermos que as ajudas governamentais t\u00eam seu tempo para chegar e a fome e o desamparo t\u00eam urg\u00eancias. Essa a\u00e7\u00e3o rendeu valores que v\u00eam sendo administrados para alimentar as fam\u00edlias que n\u00e3o tiveram as suas casas alagadas e n\u00e3o est\u00e3o nos abrigos, mas sofrem as consequ\u00eancias da trag\u00e9dia por n\u00e3o estarem cadastradas para receber ajuda governamental, e por isso mesmo necessitam de ajuda humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Como escutar os efeitos da experi\u00eancia vivida na trag\u00e9dia e fazer a distin\u00e7\u00e3o entre o exerc\u00edcio da cidadania e a fun\u00e7\u00e3o da escuta do analista?<\/p>\n<p>Segue a transcri\u00e7\u00e3o autorizada de duas mensagens de voz por parte da gestora do PIM.<\/p>\n<p><strong>Primeira mensagem recebida no s\u00e1bado 11\/05\/2024:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cpassando para agradecer por tudo, tudo, tudo, por serem essa luz no meu caminho, que me direciona, como uma lanterna, l\u00e1 onde me perco, voc\u00eas s\u00e3o aquele farol onde est\u00e1 tudo escuro. Muito obrigada. Quero dizer que ontem eu acordei gigante e t\u00f4 aqui agora dentro do meu carro, que estou de banho tomado e meu celtinha est\u00e1 at\u00e9 de rodas baixas de tanto alimento, que minha equipe est\u00e1 trabalhando direto junto comigo e quem tem carro tamb\u00e9m, levando sacolas e kits de higiene, porque aquela doa\u00e7\u00e3o inicial, j\u00e1 mudou o quadro e tamb\u00e9m voltou a \u00e1gua de madrugada, bem escura. J\u00e1 voltou o sol. Mas s\u00f3 o sol simb\u00f3lico, que est\u00e1 come\u00e7ando a brilhar no sentido de \u00e2nimo e for\u00e7a. Eu sei que a caminhada \u00e9 muito longa, mas a gente tamb\u00e9m est\u00e1 conhecendo novos projetos para depois da enchente, para pessoas que perderam tudo. Eu j\u00e1 inscrevi minhas visitadoras que perderam suas casas. A partir daquela primeira conversa com voc\u00eas, que abri meu bico e comecei a falar, criei \u00e2nimo, eu me desenlouqueci um pouco, a dor ficou suport\u00e1vel, porque a dor estava insuport\u00e1vel. E eu t\u00f4 aqui com g\u00e1s, t\u00f4 seguindo em frente. Eu conversei com as meninas, e elas ainda n\u00e3o est\u00e3o prontas para conversarem, n\u00e3o tem luz, n\u00e3o tem internet, n\u00e3o tem nada, estamos correndo. Mas assim que der eu entro em contato com voc\u00eas para conversarmos todos juntos com os visitadores.\u201d<\/p>\n<p><strong>Mensagem recebida em 24\/05\/2024, ap\u00f3s a falta da gestora em um hor\u00e1<\/strong><strong>rio que t<\/strong><strong>\u00ednhamos marcado na quinta feira.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cBoa tarde, Yone. Tudo bem? Ontem e hoje tamb\u00e9m, n\u00f3s tivemos um grande, grande volume de \u00e1gua. Teve lugares que n\u00e3o haviam sido alagados e foram alagados e uma coisa nova assim que aconteceu: as fam\u00edlias tinham come\u00e7ado a retornar para suas casas, tinha se criado uma esperan\u00e7a, tinham come\u00e7ado a limpar, algumas fam\u00edlias, n\u00e3o todas, mas tinha feito um calor fora do normal e a\u00ed veio essa chuva t\u00e3o forte, t\u00e3o forte, depois de um calor de 31 graus, ent\u00e3o meio que secou um pouco as coisas e da\u00ed veio uma chuva imensa, com muita for\u00e7a e tudo, tudo que j\u00e1 tinha secado, voltou a ser\u00a0alagado, voltou e n\u00e3o pode ter aulas em lugar algum e as pessoas por j\u00e1 estarem avisadas e o governador tamb\u00e9m, ent\u00e3o n\u00e3o tivemos v\u00edtimas, mas as nossas fam\u00edlias voltaram para os abrigos e teve abrigos que tamb\u00e9m encheu de \u00e1gua, ent\u00e3o foi bem perturbador. S\u00f3 queria te contar ontem como foi, e por isso eu n\u00e3o pude entrar para falar com voc\u00eas, pois eu tinha que dar um suporte para o meu grupo. Queria te contar que a gente fez uma compra de alimentos e de fraldas, que tudo tinha acabado, e com as novas doa\u00e7\u00f5es que voc\u00eas fizeram hoje, mesmo com a chuva, alguns visitadores que estiveram aqui j\u00e1 foram separando e levando para as fam\u00edlias que est\u00e3o em suas casas. A gente est\u00e1 numa situa\u00e7\u00e3o, que eu nem sei como te explicar: de guerra, como se tivesse tido uma guerra no RS. A gente acompanhou nossa visitadora que perdeu a casa, e n\u00e3o teve quem n\u00e3o chorasse junto. Ela chegando e a gente v\u00ea, pessoas que perderam tudo, voltando para suas casas, enfim \u00e9 bastante doloroso e onde as pessoas v\u00e3o ficar? Tem lugares que o cheiro de podre, com muitos animais mortos. \u00c9 muito inexplic\u00e1vel, meio ca\u00f3tico, e a quest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, o tr\u00e2nsito, as pessoas aqui na secretaria, est\u00e1 caindo tudo. O telhado \u00e9 de gesso, a gente tem que deixar tudo meio protegido. Hoje quando eu estava vindo, cheguei bem atrasada, porque os fios estavam ca\u00eddos, pois as carretas que vem do Brasil todo e tiveram que mudar as rotas e passam por aqui e arrebentam tudo. Arrebentam internet, fio de luz, ent\u00e3o \u00e9 ca\u00f3tico. A gente olha e d\u00e1 meio que uma desesperan\u00e7a. \u2026. e tamb\u00e9m te contar que eu comecei a conseguir comer direitinho. Ent\u00e3o eu vou ter que me economizar, mesmo estando com os p\u00e9s agasalhados e essa quest\u00e3o do frio, vou ter que me economizar mesmo. Ontem a noite acabei n\u00e3o indo para os abrigos e nem buscar pessoas na \u00e1gua, ent\u00e3o me resguardar para auxiliar essas pessoas daqui de dentro. Desculpa o \u00e1udio comprido e quero agradecer essa ajuda financeira que voc\u00eas enviaram para n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<p>Ontem, ap\u00f3s o evento de lan\u00e7amento do livro <em>Tempos pand\u00eamicos<\/em><a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, me deparei com o texto de nossa querida e saudosa M\u00e1rcia Arantes de 11 de maio de 2020: &#8220;O psicanalista na pandemia: Alguns riscos&#8221;.<\/p>\n<p>\u201c&#8230;quando lidamos com pessoas socialmente desfavorecidas, que sofrem priva\u00e7\u00f5es gritantes, os limites de nossa possibilidade de atua\u00e7\u00e3o podem soar estreitos, nosso trabalho pode parecer pequeno. Sentimo-nos, como cidad\u00e3os, convocados a contribuir para a diminui\u00e7\u00e3o dessas priva\u00e7\u00f5es. \u00c9 um momento em que se faz necess\u00e1ria a distin\u00e7\u00e3o entre o exerc\u00edcio da cidadania e a fun\u00e7\u00e3o do psicanalista. para que o lugar do suposto saber se mantenha, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o que a a\u00e7\u00e3o concreta na vida do paciente seja suspensa, que o analista aceite essa limita\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 como conciliar ambas as vertentes, uma vez que, uma das fun\u00e7\u00f5es da an\u00e1lise, entre outras, ser\u00e1 desvendar os caminhos da satisfa\u00e7\u00e3o pulsional aos quais o paciente est\u00e1 atrelado, e que limita sua possibilidade de atuar para solucionar os impasses da pr\u00f3pria vida.\u201d<\/p>\n<p>O que sei hoje escutando o relato dessa trag\u00e9dia, \u00e9 que nosso lugar de suposto saber escoa como as \u00e1guas do Sul e pode levar tempo para reencontrarmos nosso lugar na escuta e nossa fun\u00e7\u00e3o de psicanalistas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s escutar esses relatos t\u00e3o perturbadores, o lugar de cidad\u00e3o falou mais alto, criando uma ruptura que pode parecer inc\u00f4moda nesse momento, entre o suposto saber e a disposi\u00e7\u00e3o cidad\u00e3. Mas n\u00e3o acomoda a ang\u00fastia dos sonhos produzidos ap\u00f3s receber essas mensagens: sonho que preciso de coragem para atravessar uma enchente na escurid\u00e3o, que depois se abre para o mar. Fico aguardando a clareza e o brilho do Sol para nos reposicionarmos!<\/p>\n<p>O GT Da gesta\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira inf\u00e2ncia, do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, iniciou a escuta do grupo do PIM em abril de 2021 com Marcia Arantes e Anna Mehoudar. Depois Marcia Arantes e Yone Maria Rafaeli coordenaram o trabalho com o PIM at\u00e9 outubro de 2023 quando M\u00e1rcia veio a falecer. Atualmente o trabalho segue a cada quinze dias com Yone Maria Rafaeli e Anna Mehoudar.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, 26 de maio de 2024<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Integrantes do GT da gesta\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira inf\u00e2ncia: Anna Mehoudar, Claudia Justi Monti Schonberger, Daniela Athuil, Eva Wongtschowski, Gisela Haddad, Gisele Senne de Moraes, Patricia El Id Kanhouche, Silvia Inglese Ribes\u00a0e\u00a0Yone\u00a0Maria Rafaeli.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Arantes, M. (2024) O psicanalista na pandemia: alguns riscos. in <em>Tempos pand\u00eamicos<\/em>: textos selecionados do blog do departamento de psican\u00e1lise do Sedes. Gisela Haddad et all.. 1.ed. S\u00e3o Paulo: Zagodoni, 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transformando a ang\u00fastia em esperan\u00e7a de futuro: uma interven\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica diante do testemunho da cat\u00e1strofe no Rio Grande do Sul. Por Yone Rafaeli.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[42,278],"edicao":[263],"autor":[238],"class_list":["post-3177","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-psicanalise-e-politica","tag-mal-estar-na-cidade","tag-primeira-infancia","edicao-boletim-71","autor-yone-maria-rafaeli","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3177"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3177\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3242,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3177\/revisions\/3242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3177"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3177"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}