{"id":3277,"date":"2024-09-19T22:36:11","date_gmt":"2024-09-20T01:36:11","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3277"},"modified":"2024-09-25T14:56:21","modified_gmt":"2024-09-25T17:56:21","slug":"deslocados-internos-em-razao-das-mudancas-climaticas-um-relato-in-loco-sobre-a-tragedia-de-sao-sebastiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/09\/19\/deslocados-internos-em-razao-das-mudancas-climaticas-um-relato-in-loco-sobre-a-tragedia-de-sao-sebastiao\/","title":{"rendered":"Deslocados internos em raz\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas: um relato in loco sobre a trag\u00e9dia de S\u00e3o Sebasti\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Deslocados internos em raz\u00e3o das mudan\u00e7<\/strong><strong>as <\/strong><strong>clim\u00e1ticas: um relato <\/strong><strong><em>in loco <\/em><\/strong><strong>sobre a trag<\/strong><strong>\u00e9<\/strong><strong>dia de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Doralice Marques da Costa Sander, Lu\u00ed<\/strong><strong>sa Cossermelli Vellutini, Maria Cristina Ara<\/strong><strong>\u00fajo de Marchi Gherini, Michel Nogueira Alves da Silva e Thais Alves Nascimento Lima<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Voc\u00ea lembra o que aconteceu em Fevereiro de 2023? Essa pergunta pode soar descontextualizada para todos que n\u00e3o viveram a trag\u00e9dia ocorrida na cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, litoral paulista, durante o carnaval daquele ano. Foram 683 mil\u00edmetros de chuva em 24 horas, gerando 65 mortes e deixando cerca de 3.000 pessoas desabrigadas. Neste artigo nos propomos a apresentar a perspectiva de um trabalho feito com os sobreviventes desse desastre e um relato <em>in loco<\/em> dos cen\u00e1rios territoriais e psicol\u00f3gicos que pudemos observar. Antes de entrarmos no relato em si, cabe a n\u00f3s elucidarmos alguns t\u00f3picos importantes sobre diferentes estudos correlatos a emerg\u00eancias clim\u00e1ticas, desastres e suas nomenclaturas quando tratamos sobre o \u00eaxodo de uma popula\u00e7\u00e3o ap\u00f3s uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial e do Escrit\u00f3rio da ONU (2010),\u00a0 destaca que 45% de todas as mortes no mundo nos \u00faltimos 50 anos foram em contextos de eventos extremos (desastres) e 91% dessas perdas ocorreram em pa\u00edses em desenvolvimento, como o Brasil. Tais dados v\u00eam de encontro com a pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios \u2013 CNM (2023) na qual consta que desastres naturais como tempestades, inunda\u00e7\u00f5es, enxurradas e alagamentos atingiram 5.199 (93%) dos munic\u00edpios do Brasil entre os anos de 2013 e 2022, afetando milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Emerg\u00eancias e desastres, segundo a publica\u00e7\u00e3o &#8220;Refer\u00eancias T\u00e9cnicas para atua\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logas(os) na Gest\u00e3o Integral de Riscos, Emerg\u00eancias e Desastres&#8221; do Conselho Federal de Psicologia (2021), s\u00e3o resultado do crescimento e da transforma\u00e7\u00e3o da sociedade sem um gerenciamento adequado de riscos que s\u00e3o constitu\u00eddos por uma rede complexa de fatores socioambientais, sociot\u00e9cnicos, econ\u00f4micos e culturais. Esses fatores est\u00e3o relacionados ao modo como se produzem vulnerabilidades e como se vivenciam as amea\u00e7as aos desastres. Trata-se de uma mudan\u00e7a de paradigma em rela\u00e7\u00e3o ao tema: da \u00eanfase nos efeitos desses acontecimentos para a \u00eanfase na multifatoriedade e complexidade de suas causas. Em suma, o fator humano se mostra determinante enquanto causador, direto ou indireto, de tais desastres.<\/p>\n<p>Segundo as defini\u00e7\u00f5es da ACNUR (ag\u00eancia da ONU para refugiados), a defini\u00e7\u00e3o correta para pessoas que s\u00e3o obrigadas a sair de suas casas devido a cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas e buscar uma nova moradia dentro do mesmo territ\u00f3rio nacional \u00e9 \u201cdeslocados internos em raz\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d. O termo \u201crefugiados do clima\u201d ou \u201crefugiados clim\u00e1ticos\u201d \u00e9 frequentemente usado nesse contexto de maneira equivocada. De acordo com as defini\u00e7\u00f5es da ONU, esse \u00faltimo termo caracteriza-se apenas quando os sobreviventes se deslocam para buscar ref\u00fagio fora de seu pa\u00eds. Cabe, no entanto, ressaltar a poss\u00edvel necessidade dessas terminologias serem revisadas, visto que se baseiam na distante Conven\u00e7\u00e3o de Refugiados feita pela ONU em 1951. Sendo assim, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas se exime de quaisquer responsabilidades referentes a sobreviventes que n\u00e3o transp\u00f5em fronteiras internacionais. Todos sabemos, entretanto, que emiss\u00f5es de carbono, por exemplo, n\u00e3o respeitam fronteiras e que seus efeitos, independente da origem,\u00a0 podem ser sentidos ao redor de todo planeta.<\/p>\n<p>Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (2023) os desastres obrigaram mais de 4,2 milh\u00f5es de pessoas, que foram negligenciadas pelas pol\u00edticas p\u00fablicas, a buscarem alternativas de moradia nos \u00faltimos dez anos, no Brasil.<\/p>\n<p>A trag\u00e9dia ocorrida em 19 de fevereiro de 2023, na cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, localizada no estado de S\u00e3o Paulo, ilustra a combina\u00e7\u00e3o entre riscos, amea\u00e7as e vulnerabilidades que acarreta na ocorr\u00eancia de um desastre e na necessidade de deslocamento interno de uma parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atravessada pela neglig\u00eancia do poder p\u00fablico, houve uma conjun\u00e7\u00e3o entre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel, habita\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente e falta de pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o a desastres que ocasionou uma trag\u00e9dia irrepar\u00e1vel. Pessoas perderam as vidas, outros seus familiares, casas e pertences. Perderam suas hist\u00f3rias, sua identidade individual e coletiva e toda uma regi\u00e3o foi afetada e desfigurada, aumentando drasticamente a sensa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e desamparo. Gerou e, tamb\u00e9m, reabriu feridas emocionais ainda sem tratamento. Escancararam-se os riscos e a falta de preparo decorrentes das quest\u00f5es socioambientais, sociot\u00e9cnicas, econ\u00f4micas e culturais.<\/p>\n<p>Os sobreviventes foram abrigados, no primeiro momento, em escolas e locais cedidos pela comunidade para se manterem a salvo ap\u00f3s as chuvas e os deslizamentos de terra. J\u00e1 nesse momento psic\u00f3logos come\u00e7aram a se articular de forma independente para dar apoio aos sobreviventes dentro dos abrigos, nas ruas e onde mais fosse poss\u00edvel oferecer escuta e acolhimento de forma volunt\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os indiv\u00edduos afetados diretamente por um desastre, quando acolhidos em um abrigo, vivem uma condi\u00e7\u00e3o de desamparo absoluto &#8211; por conta n\u00e3o apenas das grandes perdas que sofreram, mas tamb\u00e9m por n\u00e3o saberem das condi\u00e7\u00f5es de vida que vir\u00e3o. Alguns dos abrigados tiveram que assumir responsabilidades sem nenhum preparo, atuando inclusive no reconhecimento dos corpos das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Em um abrigo ap\u00f3s desastre, as informa\u00e7\u00f5es correm fragmentadas e as orienta\u00e7\u00f5es s\u00e3o insuficientes. Sempre muitas perguntas e poucas respostas. Pouca aten\u00e7\u00e3o, suporte, cuidado e escuta. As decis\u00f5es e planejamento do futuro de quem est\u00e1 ali, chegam de fora e em cima da hora. N\u00e3o h\u00e1 um olhar individual e sim para a grande massa. Grandes decis\u00f5es devem ser tomadas sem informa\u00e7\u00f5es suficientes para isso. Como por exemplo: uma pessoa decidir entre receber uma passagem de \u00f4nibus para sua terra natal (e n\u00e3o ter direito a mais nenhuma repara\u00e7\u00e3o) ou ficar e esperar por aux\u00edlios que ainda n\u00e3o se tinha conhecimento quais seriam. Por n\u00e3o existir um plano de a\u00e7\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia no munic\u00edpio, \u00e9 na desorganiza\u00e7\u00e3o, urg\u00eancia e desespero que as condi\u00e7\u00f5es de vida p\u00f3s desastre v\u00e3o tomando forma.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da moradia se apresenta como a mais urgente neste contexto. E foi nesse cen\u00e1rio, que as fam\u00edlias faziam o cadastro com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de S\u00e3o Paulo) com informa\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o consolidadas e definitivas, recebendo informes que geravam inseguran\u00e7a e d\u00favidas sobre o seu futuro e perman\u00eancia na comunidade. As fam\u00edlias n\u00e3o sabiam se de fato receberiam um apartamento (Em qual local? Ter\u00e1 de ser pago?), se receberiam um aux\u00edlio moradia (Qual valor? A partir de quando?) ou se poderiam permanecer nos seus pr\u00f3prios im\u00f3veis, os quais foram categorizados em escalas de risco, podendo ser demolidos ou novamente habitados.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dias ajudando a localizar corpos soterrados e tentando resgatar itens pessoais, com dias mais calmos e a chuva mais branda, o Governo do Estado de S\u00e3o Paulo organizou uma parceria para acomodar cerca de 2.000 desabrigados, alojados em escolas: 1.000 em pousadas e cerca de 1.000 em 300 apartamentos da CDHU cedidos pelo munic\u00edpio de Bertioga, cidade vizinha de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. In\u00fameros \u00f4nibus chegaram aos abrigos para levar as fam\u00edlias sem aviso pr\u00e9vio ou qualquer di\u00e1logo com a popula\u00e7\u00e3o. Muitas fam\u00edlias, por conta da falta de informa\u00e7\u00e3o, se recusaram a embarcar nos \u00f4nibus. N\u00e3o houve o cuidado em manter as fam\u00edlias pr\u00f3ximas e muitas delas n\u00e3o quiseram mudar de bairro. O ex\u00e9rcito foi acionado e n\u00e3o houve outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o entrar for\u00e7adamente nos \u00f4nibus e seguir para os territ\u00f3rios determinados.Atravessados pelo luto e pela dor, os indiv\u00edduos dessas fam\u00edlias podem ser considerados <em>&#8220;deslocados internos em raz\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;.<\/em> Profundas feridas sociais j\u00e1 existentes se expuseram ainda mais: uma comunidade \u00e0 margem do bairro para servir \u00e0 outra popula\u00e7\u00e3o, essa flutuante, propriet\u00e1ria de im\u00f3veis luxuosos \u00e0 beira-mar. A divis\u00e3o social pode ser vista at\u00e9 mesmo na paisagem. Pontos importantes que tamb\u00e9m foram expostos no p\u00f3s desastre tratam dos perfis majorit\u00e1rios dos moradores estarem dentro de recortes minorizados da popula\u00e7\u00e3o nos quais o racismo ambiental se exemplifica nas rela\u00e7\u00f5es entre sujeito e ambiente. Pessoas pretas e pardas com pouco poder aquisitivo foram relegadas a \u00e1reas mais fr\u00e1geis e suscet\u00edveis a cat\u00e1strofes. Outras popula\u00e7\u00f5es inferiorizadas tais como LGBTQIA+, imigrantes, mulheres, crian\u00e7as, PCDs e idosos tamb\u00e9m est\u00e3o suscet\u00edveis a maiores danos psicol\u00f3gicos em situa\u00e7\u00f5es como essa.<\/p>\n<p>Aqueles que foram transferidos para os apartamentos em Bertioga instalaram-se com os pertences que puderam levar e doa\u00e7\u00f5es obtidas na comunidade. Muitos desses moradores continuaram a trabalhar, a levar seus filhos para a escola e a utilizar outros servi\u00e7os em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, como, por exemplo, dar continuidade em\u00a0 tratamentos m\u00e9dicos. Outros, escolheram voltar para suas casas localizadas em \u00e1reas de risco. Alguns ainda optaram por ficar em casa de parentes e amigos em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, deixando um dos respons\u00e1veis morando nos apartamentos para garantir futuramente as novas resid\u00eancias que seriam sorteadas, comprometendo a formata\u00e7\u00e3o e a rotina familiar. O vai e volta entre Bertioga e S\u00e3o Sebasti\u00e3o (um trajeto com cerca de 40 km de dist\u00e2ncia, levando mais de uma hora de transporte p\u00fablico) acontecia tamb\u00e9m para garantir que as casas pr\u00f3prias que estavam em risco continuassem cuidadas, na tentativa de que n\u00e3o fossem saqueadas ou demolidas de um dia para o outro sem aviso pr\u00e9vio. A falta de comunica\u00e7\u00e3o e de informa\u00e7\u00e3o trazia uma sensa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a constante para as pessoas deslocadas. N\u00e3o havia protocolo ou planejamento e cabia a cada um fazer o que estava ao seu alcance para garantir os seus direitos.<\/p>\n<p>Em uma situa\u00e7\u00e3o de desastre, os sistemas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e de infraestrutura colapsam. Bertioga estava preparada para atender a popula\u00e7\u00e3o local e n\u00e3o necessariamente tinha a possibilidade de amparar a demanda dos deslocados. Portanto, estas fam\u00edlias tiveram dificuldade em se inserir na cidade e utilizar os servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade do munic\u00edpio, bem como parte das pessoas n\u00e3o queria ser atendida em Bertioga, pois se sentiam pertencentes a S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Esta dificuldade fez com que as crian\u00e7as, por exemplo, viajassem todos os dias mais de um hora para ir e outra hora para voltar para as escolas em S\u00e3o Sebasti\u00e3o.<\/p>\n<p>Naquele momento, tanto na Vila Sahy quanto em Bertioga, foi implementado um programa para dar apoio psicol\u00f3gico \u00e0 popula\u00e7\u00e3o afetada. A pedido do Instituto Verdescola foi instaurado o \u201cProjeto Container\u201d, onde equipes de psic\u00f3logos puderam observar e trabalhar as din\u00e2micas e fen\u00f4menos socioemocionais estabelecidos nos conjuntos habitacionais, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>A sensa\u00e7\u00e3o de desamparo e amea\u00e7a que se manifestava a qualquer sinal de instabilidade quanto ao clima. Chuvas, vendavais e trov\u00f5es eram gatilhos para se instalar comportamentos de defesa e manifesta\u00e7\u00f5es de p\u00e2nico e ansiedade;<\/li>\n<li>O transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico, luto e sobreposi\u00e7\u00f5es de quest\u00f5es psicol\u00f3gicas anteriores;<\/li>\n<li>Demandas psicol\u00f3gicas relacionadas \u00e0s incertezas de futuro;<\/li>\n<li>A dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o e a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o pertencimento aos locais nos quais estavam instalados;<\/li>\n<li>O aumento do consumo de drogas l\u00edcitas e il\u00edcitas, viol\u00eancia dom\u00e9stica, falta de cuidado pessoal e para com o ambiente local;<\/li>\n<li>Dificuldades de aprendizagem e quest\u00f5es no desenvolvimento biopsicossocial e;<\/li>\n<li>Comportamentos autoagressivos e tentativas de suic\u00ed<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Projeto Container durou oito meses e realizou mais de 4.000 atendimentos em sess\u00f5es individuais de forma gratuita. Ap\u00f3s o t\u00e9rmino desses atendimentos, apoiados pelo edital Territ\u00f3rios Cl\u00ednicos da Funda\u00e7\u00e3o Tide Setubal, os psic\u00f3logos envolvidos fundaram a PIER &#8211; Psicologia Integrativa em Emerg\u00eancia e Resgate, visando a continuidade dos atendimentos psicol\u00f3gicos gratuitos, visto que os traumas de muitos sobreviventes permanecem ativos e causando ang\u00fastias das mais diversas ordens. Na data desta publica\u00e7\u00e3o, um ano e seis meses ap\u00f3s o desastre, ainda existe a necessidade de um atendimento psicol\u00f3gico o qual o munic\u00edpio n\u00e3o tem capacidade de absorver.<\/p>\n<p>Quando acontece um desastre como o ocorrido em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, com a\u00e7\u00f5es iniciais desarticuladas e poucas estrat\u00e9gias de conten\u00e7\u00e3o dos efeitos causados pelo evento, existe a necessidade de suporte psicol\u00f3gico n\u00e3o apenas no momento do desastre, mas tamb\u00e9m por um longo per\u00edodo. Reconstruir a vida, resgatar a identidade pessoal e da comunidade, ressignificando as perdas individuais e coletivas. Utiliza-se de muitos recursos psicoterap\u00eauticos para reduzir os danos causados por essa trag\u00e9dia. Partindo da premissa de que todo o desastre \u00e9 caracterizado pela falta de estrat\u00e9gias para lidar com o fato e de que as estruturas p\u00fablicas n\u00e3o est\u00e3o preparadas para assimilar a demanda causada pela situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 imprescind\u00edvel o apoio externo at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o de crise se amenize.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ano, as fam\u00edlias que ocuparam a CDHU de Bertioga foram realocadas de forma definitiva para os CDHUs dos bairros de Baleia Verde e de Maresias. Outras fam\u00edlias optaram por retornar e ocupar suas casas no local dos deslizamentos. Algumas estabeleceram resid\u00eancia em Bertioga e outras mudaram para diferentes cidades. Fam\u00edlias que faziam parte de uma comunidade e que hoje encontram-se fragmentadas de forma territorial, f\u00edsica e mental buscam uma reconstru\u00e7\u00e3o e ressignifica\u00e7\u00e3o das suas dores e perdas.<\/p>\n<p>Para serem atingidas as premissas que se encontram na publica\u00e7\u00e3o de 2021 do Conselho Federal de Psicologia &#8211; Brasil, intitulado \u201cRefer\u00eancias T\u00e9cnicas para atua\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logas (os) na Gest\u00e3o Integral de Riscos, Emerg\u00eancias e Desastres\u201d,\u00a0 fatores de sucesso no atendimento em situa\u00e7\u00f5es de crises, em termos de rapidez e precis\u00e3o, s\u00e3o resultados do bom planejamento de estrat\u00e9gias de resposta, treinamento, lideran\u00e7a, tecnologia adequada e, efetivamente, dos planos de respostas fact\u00edveis \u2013 tendo como base fundamental o envolvimento e o desenvolvimento de compet\u00eancias das organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, privadas e da sociedade civil. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante que haja a forma\u00e7\u00e3o de parcerias, buscando respostas satisfat\u00f3rias na assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas, procurando resguardar a comunidade atingida de maiores danos no futuro.<\/p>\n<p>Podemos nos perguntar quem s\u00e3o os reais respons\u00e1veis por trag\u00e9dias como esta. Produtora de caos, de perdas humanas e ambientais. Seria a falta de cuidado social, pol\u00edtico e ambiental em n\u00edvel local e\/ou global? Seria a resposta a um estilo de vida dado ao excesso de consumo das mais diversas ordens por conta de uma sociedade nunca satisfeita? Mas ainda outra pergunta ecoa &#8211; at\u00e9 quando permitiremos que isso se repita? Prevenir novos desastres decorrentes das emerg\u00eancias clim\u00e1ticas faz parte das nossas responsabilidades enquanto profissionais atuantes, sendo essencial a participa\u00e7\u00e3o e o fomento de pol\u00edticas p\u00fablicas necess\u00e1rias a este tema. Como profissionais de sa\u00fade, \u00e9 urgente contribuir para a elabora\u00e7\u00e3o de planos estrat\u00e9gicos de preven\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o em emerg\u00eancias e desastres, garantindo o direito \u00e0 sa\u00fade mental individual e coletiva das popula\u00e7\u00f5es afetadas, atrav\u00e9s de uma abordagem humanizada e fundamentada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>REFER<\/strong><strong>\u00caNCIAS<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ag\u00eancia da ONU para refugiados &#8211; ACNUR(2024).\u00a0 Mitos e fatos sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e deslocamento humano. <a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2024\/05\/10\/mitos-e-fatos-sobre-mudancas-climaticas-e-deslocamento-humano\/%2523:~:text=Fato%2525253A%25252520%252525E2%25252580%2525259CRefugiados%25252520clim%252525C3%252525A1ticos%252525E2%25252580%2525259D%25252520%252525C3%252525A9,oficialmente%25252520reconhecido%25252520no%25252520direito%25252520internacional\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2024\/05\/10\/mitos-e-fatos-sobre-mudancas-climaticas-e-deslocamento-humano\/#:~:text=Fato%3A%20%E2%80%9CRefugiados%20clim%C3%A1tios%E2%80%9D%20%C3%A9,oficialmente%20reconhecido%20no%20direito%20internacional<\/a>.<\/p>\n<p>Barbosa, L. A. S., Damasceno, R. S., &amp; Costa, M. S. A. (2023).\u00a0 Psicologia das Emerg\u00eancias e Desastres no Brasil: Uma Revis\u00e3o de Literatura. Revista de Psicologia Da IMED, 15(1), 134. Recuperado em 20\/02\/2024\u00a0 <a href=\"https:\/\/seer.atitus.edu.br\/index.php\/revistapsico\/article\/view\/4597\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/seer.atitus.edu.br\/index.php\/revistapsico\/article\/view\/4597<\/a><\/p>\n<p>Biasoto, L. G. A. P.et al. (2015). Interven\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas em emerg\u00eancias: a constru\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1xis. In Franco, M. H. P (org) A interven\u00e7\u00e3o Psicol\u00f3gica em Emerg\u00eancias: fundamentos para a pr\u00e1tica. S\u00e3o Paulo: Summus, 2015. P. 61-104. S.P.<\/p>\n<p>Bruck, N. R. V.\u00a0 (2007). A psicologia das emerg\u00eancias: um estudo sobre ang\u00fastia p\u00fablica e o dram\u00e1tico cotidiano do trauma. Tese de Doutorado em Psicologia, Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul, RG.<\/p>\n<p>Cabral, V. K., &amp; Simoni, A. C. R. (2013). Fazendo a gest\u00e3o no olho do furac\u00e3o. <em>Entrelinhas<\/em>,<em>62<\/em>, 8-9. Recuperado em 20 dezembro, 20123 de <a href=\"http:\/\/www.crprs.org.br\/upload\/edicao\/arquivo57.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.crprs.org.br\/upload\/edicao\/arquivo57.pdf<\/a>.<\/p>\n<p>Carvalho, C. (2023). Desabrigados do Litoral Norte de SP s\u00e3o transferidos para hot\u00e9is, pousadas e unidades de conjunto habitacional. O Globo. Recuperado em 28 de agosto de 2024. <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/03\/desabrigados-do-litoral-norte-de-sp-sao-transferidos-para-hoteis-pousadas-e-unidades-de-conjunto-habitacional.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/03\/desabrigados-do-litoral-norte-de-sp-sao-transferidos-para-hoteis-pousadas-e-unidades-de-conjunto-habitacional.ghtml<\/a><\/p>\n<p>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (2023).\u00a0 Desastres obrigam mais de 4,2 milh\u00f5es de pessoas que foram negligenciadas pelas pol\u00edticas p\u00fablicas a buscarem alternativas de moradia nos \u00faltimos dez anos. Recuperado em 10 de mar\u00e7o de 2024 em <a href=\"https:\/\/cnm.org.br\/storage\/biblioteca\/2023\/Estudos_tecnicos\/202307_ET_HABIT_Estudo_Habitacao_Desastre_revisado_area_publicacao.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cnm.org.br\/storage\/biblioteca\/2023\/Estudos_tecnicos\/202307_ET_HABIT_Estudo_Habitacao_Desastre_revisado_area_publicacao.pdf<\/a> .<\/p>\n<p>Conselho Federal de Psicologia (Brasil). Refer\u00eancias t\u00e9cnicas para atua\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logas (os) na gest\u00e3o integral de riscos, emerg\u00eancias e desastres \/ Conselho Federal de Psicologia, Conselhos Regionais de Psicologia, Centro de Refer\u00eancia T\u00e9cnica em Psicologia e Pol\u00edticas P\u00fablicas. \u2014 1. ed. \u2014 Bras\u00edlia : CFP , 2O21. Recuperado em 10 de mar\u00e7o de 2024.<\/p>\n<p>Da Silva, B.G. A.; Da Silva, I. R.; Barufi, L. F. (2023). O papel do psic\u00f3logo frente a situa\u00e7\u00f5es de desastres. (2023).\u00a0Revista Psicologia, Diversidade E Sa\u00fade,\u00a012, recuperado em 20 fevereiro, 2024 <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.17267\/2317-3394rpds.2023.e4755\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.17267\/2317-3394rpds.2023.e4755<\/a><\/p>\n<p>Dion\u00edsio, G. H. (2021). Cat\u00e1strofe e luto, trauma e arte: imagens da pandemia. Revista espa\u00e7o acad\u00eamico- Ed. Especial. <em>Revista Espa<\/em><em>\u00e7o Acad\u00ea<\/em><em>mico,<\/em> 20, 39-49.\u00a0 Recuperado em 01 de fevereiro de 2024, em <a href=\"https:\/\/periodicos.uem.br\/ojs\/index.php\/EspacoAcademico\/article\/view\/57084\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/periodicos.uem.br\/ojs\/index.php\/EspacoAcademico\/article\/view\/57084<\/a><\/p>\n<p>Dumke Cascaes, C. (2022). Reflex\u00e3o acerca dos impactos das representa\u00e7\u00f5es sociais de desastres e emerg\u00eancias na identidade dos indiv\u00edduos.. Sa\u011fl\u0131k Akademisi Kastamonu, 7(Special Issue), 31-32. Recuperado em : <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.25279\/sak.1135636\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.25279\/sak.1135636<\/a><\/p>\n<p>Franco, M. H. P. (2005). <em>Atendimento psicol<\/em><em>\u00f3<\/em><em>gico para emerg\u00eancias em avia\u00e7\u00e3o: a teoria revista na pr\u00e1<\/em><em>tica.<\/em> <em>Estudos de Psicologia<\/em>,<em>10<\/em>(2), 177-180. Recuperado em 01 de fevereiro de 2024 em <a href=\"http:\/\/doi.org\/10.1590\/S1413-294X2005000200003\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/doi.org\/10.1590\/S1413-294X2005000200003<\/a><\/p>\n<p>Franco, M. H. P. (2015). <em>Interven\u00e7\u00e3<\/em><em>o psicol<\/em><em>\u00f3<\/em><em>gica em emerg\u00eancias: fundamentos para a pr\u00e1<\/em><em>tica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Summus.<\/p>\n<p>Franco, M. H. C. (2013). S<em>a\u00fade mental em emerg\u00eancias e desastres: contribui\u00e7\u00f5<\/em><em>es <\/em><em>\u00e0 pr\u00e1tica do psic<\/em><em>\u00f3<\/em><em>logo<\/em>. Monografia de gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.<\/p>\n<p>Kock, J., Nascimento B. de A. M., &amp; Mendon\u00e7a, D. das G. S. M. P. (2023). Notas Introdut\u00f3rias sobre a atua\u00e7\u00e3o do psic\u00f3logo frente \u00e0s emerg\u00eancias e desastres coletivos. \u00a0<em>Pretextos &#8211; Revista Da Gradua\u00e7\u00e3o Em Psicologia Da PUC Minas<\/em>,\u00a0<em>7<\/em>(13), 257-264. Recuperado em 01 de fevereiro 2024 de <a href=\"https:\/\/periodicos.pucminas.br\/index.php\/pretextos\/article\/view\/26001\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/periodicos.pucminas.br\/index.php\/pretextos\/article\/view\/26001<\/a><\/p>\n<p>Maguen, S. et al. (2009). \u201c<em>Depression and prolongues grief in the wake of disasters<\/em>\u201d. In Neria, Y.; Galea, S.; Norris , F. H.(orgs.). Mental Helth and disasters. Canbridge University Press, 2009, p. 116-30.<\/p>\n<p>Marinho, J. da R., &amp; Zappe, J. Gon\u00e7alves. (2021). Organiza\u00e7\u00e3o da rede de aten\u00e7\u00e3o psicossocial em situa\u00e7\u00e3o de desastre: experi\u00eancia de psic\u00f3logas que atuaram ap\u00f3s o inc\u00eandio da boate kiss.\u00a0<em>Contextos Cl\u00ednicos<\/em>,\u00a0<em>14<\/em>(2), 609-631.\u00a0 <a href=\"https:\/\/dx.doi.org\/10.4013\/ctc.2021.142.11\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/dx.doi.org\/10.4013\/ctc.2021.142.11<\/a><\/p>\n<p><em>M<\/em><em>\u00f3<\/em><em>dulo de forma\u00e7\u00e3<\/em><em>o: no<\/em><em>\u00e7\u00f5<\/em><em>es b<\/em><em>\u00e1sicas em prote\u00e7\u00e3o e defesa civil e em gest\u00e3o de riscos: livro base.<\/em> Bras\u00edlia: Autor. Recuperado em 12 mar\u00e7o, 2024, de <a href=\"http:\/\/mi.gov.br\/documents\/3958478\/0\/I+-+Gestao+de+Risco+-+Livro+Base.pdf\/7f00f4ac-14ba-4813-b3d3-561a703d62a7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/mi.gov.br\/documents\/3958478\/0\/I+-+Gestao+de+Risco+-+Livro+Base.pdf\/7f00f4ac-14ba-4813-b3d3-561a703d62a7<\/a>.<\/p>\n<p>O Globo. (2023).\u00a0 Um ano ap\u00f3s trag\u00e9dia, 518 moradias s\u00e3o entregues para v\u00edtimas de chuva em S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Recuperado em 26 de agosto de 2024.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/vale-do-paraiba-regiao\/noticia\/2024\/02\/19\/um-ano-apos-tragedia-518-moradias-sao-entregues-para-vitimas-de-chuva-em-sao-sebastiao.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/g1.globo.com\/sp\/vale-do-paraiba-regiao\/noticia\/2024\/02\/19\/um-ano-apos-tragedia-518-moradias-sao-entregues-para-vitimas-de-chuva-em-sao-sebastiao.ghtml<\/a><\/p>\n<p>O Tempo. Site. (2023). Desabrigados de S\u00e3o Sebasti\u00e3o ir\u00e3o ocupar 300 im\u00f3veis prontos <strong>em <\/strong>Bertioga. Recuperado em 26 de agosto de 2024. <a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/brasil\/desabrigados-de-sao-sebastiao-irao-ocupar-300-imoveis-prontos-em-bertioga-1.2823485\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.otempo.com.br\/brasil\/desabrigados-de-sao-sebastiao-irao-ocupar-300-imoveis-prontos-em-bertioga-1.2823485<\/a><\/p>\n<p>Oliveira, S. R. (2014). <em>\u00c9 <\/em><em>poss<\/em><em>\u00edvel dizer adeus? Repercuss\u00f5<\/em><em>es de M<\/em><em>\u00faltiplas Perdas e o desaparecimento de pessoas em contextos de desastres<\/em>. Tese de Doutorado em Psicologia Cl\u00ednica, Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro, R.J.<\/p>\n<p>ONU \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Recuperado em 01 de mar\u00e7o de 2024 em <a href=\"http:\/\/www.unisdr.org\/campaingn\/resilientcities\/documents\/city-list.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.unisdr.org\/campaingn\/resilientcities\/documents\/city-list.pdf<\/a>.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial e do Escrit\u00f3rio da ONU. Recuperado em 01 de fevereiro de 2024 em: htpps:\/\/bit.ly\/47szNQI.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. (2014). <em>Desastres Naturais e Sa\u00fade no Brasil<\/em>(S\u00e9rie Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Sa\u00fade, 2). Bras\u00edlia: Autor. Recuperado em 12 fevereiro de 2024, em:\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1513-desastres-naturais-e-saude-no-brasil-3&amp;category_slug=saudereve-e-ambiente-707&amp;Itemid=965\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=1513-desastres-naturais-e-saude-no-brasil-3&amp;category_slug=saudereve-e-ambiente-707&amp;Itemid=965<\/a>.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, War Trauma Foundation, Vis\u00e3o Global internacional. (2015). <em>Primeiros Cuidados Psicol<\/em><em>\u00f3<\/em><em>gicos: guia para trabalhadores de campo<\/em>. Genebra: OMS. Recuperado em 1 de janeiro de 2024, em\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.paho.org\/bra...\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;category_slug=prevencaoreven%252525C3%252525A7%252525C3%252525A3o-e-cont-doencas-e-desenv-sustentavel-071&amp;alias=1517-primeiros-cuidados-psicologicos-um-guia-para-trabalhadores-campo-7&amp;Itemid=965\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.paho.org\/bra&#8230;\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;category_slug=prevencaoreven\u00e7\u00e3o-e-cont-doencas-e-desenv-sustentavel-071&amp;alias=1517-primeiros-cuidados-psicologicos-um-guia-para-trabalhadores-campo-7&amp;Itemid=965<\/a>.<\/p>\n<p>Reis da Luz, R., Gonzaga Silva, Ramos V. . D. J., &amp; de Souza Magalh\u00e3es, K. (2023). Compreendendo o atendimento psicol\u00f3gico \u00e0s v\u00edtimas de desastres naturais no Brasil. BRASIL.\u00a0Pretextos &#8211; Revista Da Gradua\u00e7\u00e3o Em Psicologia Da PUC Minas,\u00a07(14), 132-150. Recuperado em 20 de mar\u00e7o 2024 de <a href=\"https:\/\/periodicos.pucminas.br\/index.php\/pretextos\/article\/view\/26094\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/periodicos.pucminas.br\/index.php\/pretextos\/article\/view\/26094<\/a><\/p>\n<p>Ribeiro, M. P. &amp; Freitas, J. de Lucas. (2020). Atua\u00e7\u00e3o do Psic\u00f3logo na Gest\u00e3o Integral de Riscos e Desastres: Uma Revis\u00e3o Sistem\u00e1tica da Literatura.\u00a0<em>Gerais : Revista Interinstitucional de Psicologia<\/em>,\u00a0<em>13<\/em>(2), 1-20. Recuperado em 01 fevereiro de 2024. \u00a0<a href=\"https:\/\/dx.doi.org\/10.36298\/gerais202013e14794\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/dx.doi.org\/10.36298\/gerais202013e14794<\/a><\/p>\n<p>Secretaria Nacional de Defesa Civil, Departamento de Preven\u00e7\u00e3o e Prepara\u00e7\u00e3o, Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional. (2017). Atua\u00e7\u00e3o do Psic\u00f3logo na Gest\u00e3o Integral de Riscos e Desastres <em>Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, 13<\/em>(2), 2020, e14794 e\u00a0 Plano Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil e do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es e Monitoramento de Desastres. Recuperado em 12 de mar\u00e7o de 2024 em\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdr\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/protecao-e-defesa-civil-sedec\/relatorio_acordos_2020_atualizado.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.gov.br\/mdr\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/protecao-e-defesa-civil-sedec\/relatorio_acordos_2020_atualizado.pdf<\/a>.<\/p>\n<p>Stroebe, M.S, &amp; Schut, H. (2001). Cria\u00e7\u00e3o de significado no modelo de processo dual de enfrentamento do luto. Em RA Neimeyer (Ed.), <em>Reconstru\u00e7\u00e3o do significado e a experi\u00eancia da perda<\/em> (pp. 55\u201373). Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psicologia. Recuperado em 1 de mar\u00e7o de 2024 <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1037\/10397-003\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1037\/10397-003<\/a><\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Fundadores e psic\u00f3logos atuantes na PIER &#8211; Psicologia Integrativa em Emerg\u00eancia e Resgate &#8211; OSC &#8211; que atua na Regi\u00e3o de S\u00e3o Sebasti\u00e3o desde 2023, na trag\u00e9dia ocasionada pelas chuvas em fevereiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A insustentabilidade do sofrimento clim\u00e1tico. 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