{"id":342,"date":"2022-01-21T09:46:01","date_gmt":"2022-01-21T12:46:01","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=342"},"modified":"2023-03-23T21:10:43","modified_gmt":"2023-03-24T00:10:43","slug":"letramento-em-tres-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/01\/21\/letramento-em-tres-tempos\/","title":{"rendered":"Letramento em tr\u00eas tempos"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Letramento em tr\u00eas tempos<\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">por <strong>Anne Eg\u00eddio <a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cContar as nossas hist\u00f3rias \u00e9 o que possibilita a autorecupera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">bellhooks<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A express\u00e3o <em>letramento racial,<\/em> t\u00e3o em voga neste momento, me leva a recuar um pouco em minha temporalidade, para pensar no termo <em>letramento<\/em> que usamos no<em> GTACME &#8211;<\/em> <em>Grupo de Trabalho (estudo, pesquisa e interven\u00e7\u00e3o) A Cor do Mal-Estar: da invisibilidade do trauma ao letramento <\/em><a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> e, para tanto, faz-se necess\u00e1rio discorrer sobre como nasceu em mim um desejo primordial de me aproximar da psican\u00e1lise, num primeiro momento, e como esta aproxima\u00e7\u00e3o ensejou o desejo de ser psicanalista &#8211; mais explicitamente, tornar-me uma psicanalista negra &#8211; e dos processos subjetivos e intersubjetivos envolvidos neste processo.<\/p>\n<p>A palavra <em>letramento,<\/em> pelo seu aspecto poliss\u00eamico, corresponde a diferentes conceitos; oriundo do campo da pedagogia, o termo pode corresponder a diferentes concep\u00e7\u00f5es, a partir da abordagem disciplinar que pode ser lingu\u00edstica, antropol\u00f3gica, sociol\u00f3gica, psicol\u00f3gica, psicanal\u00edtica etc.<\/p>\n<p>A palavra e o conceito<em> letramento,<\/em> pensado pelo GTACME, \u00e9 um conceito em constru\u00e7\u00e3o e tem a ver com percurso, na vida, na psican\u00e1lise e na institui\u00e7\u00e3o \u2013 neste caso, especificamente, no Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p>Considero importante dizer o que me levou a buscar a psican\u00e1lise, primeiro, como analisanda, foi por pura curiosidade, j\u00e1 que havia passado por outros tipos de psicoterapia e fiquei curiosa para perceber se havia diferen\u00e7a na abordagem; posteriormente, no processo de forma\u00e7\u00e3o, fui buscar na teoria psicanal\u00edtica um caminho poss\u00edvel para poder pensar o sofrimento ps\u00edquico decorrente do racismo. Depois de algum tempo comecei a sacar que sim, havia um desejo em me tornar psicanalista.<\/p>\n<p>A primeira vez que entrei em contato com a teoria freudiana foi durante uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <em>lato sensu <\/em>em S\u00f3cio-psicologia, na Funda\u00e7\u00e3o Escola de Sociologia e Pol\u00edtica, atrav\u00e9s da disciplina Psican\u00e1lise. Este curso foi tamb\u00e9m o lugar onde pude me aprimorar acerca do pensamento social brasileiro, permeado pela quest\u00e3o do negro no Brasil; esta forma\u00e7\u00e3o me levou a desenvolver trabalhos que envolviam o debate da quest\u00e3o racial em diversos espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Minha inquieta\u00e7\u00e3o ocorre ao desenvolver um trabalho junto \u00e0 extinta Coordenadoria de Assuntos da Popula\u00e7\u00e3o Negra, junto \u00e0 Secretaria Municipal de Participa\u00e7\u00e3o e Parceria, cujo prop\u00f3sito era, a partir de Oficinas com os alunos e na Forma\u00e7\u00e3o de Professores, implementar a forma\u00e7\u00e3o de curr\u00edculo com base na Lei n. 10639\/03 <a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional para incluir no curr\u00edculo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da tem\u00e1tica <em>Hist\u00f3ria e Cultura Afro-brasileira<\/em>.<\/p>\n<p>Pois bem, neste cen\u00e1rio, em uma das rodas de conversa com os professores de uma determinada escola, comecei a sentir uma inquieta\u00e7\u00e3o ante um mal-estar que emergia naqueles encontros semanais. O grupo era composto por professores brancos, em sua maioria, e negros. Saquei que a sociologia n\u00e3o estava dando conta daquela coisa que me inquietava e que talvez a psican\u00e1lise pudesse me ajudar a pensar sobre a ang\u00fastia que sentia naquelas rodas de conversa.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, 2010, eu j\u00e1 fazia an\u00e1lise, e no ano de 2011 me inscrevi para o curso Conflito e Sintoma do Departamento de Psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Meu objetivo era pensar a psican\u00e1lise e o racismo, pensar o mal-estar vivido por aqueles professores e o meu pr\u00f3prio&#8230; No entanto, adentrar a institui\u00e7\u00e3o foi um choque: n\u00e3o havia negros naquele espa\u00e7o e falar sobre psican\u00e1lise e racismo parecia surreal. Enfrentar caras e bocas de colegas e sustentar o meu objetivo de pensar o sofrimento oriundo da viol\u00eancia do racismo pelo vi\u00e9s da psican\u00e1lise, nos dois anos do Conflito e Sintoma, al\u00e9m de insistir com meu analista branco para que levasse em conta a minha ang\u00fastia e minha percep\u00e7\u00e3o de n\u00e3o-lugar naquele espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o (e no mundo), resultou positivo em algum momento e isso me ajudou no sentido de detectar que sim, havia um desejo de me tornar psicanalista e, mais ainda, a sustentar tal desejo.<\/p>\n<p>Em 2015, adentro a forma\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica do Departamento de Psican\u00e1lise, obviamente, levando comigo meu <em>leitmotiv, <\/em>que era e continua sendo entender a raz\u00e3o de a psican\u00e1lise no Brasil n\u00e3o se implicar com a funda\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o a partir de uma brutal viol\u00eancia, que foi a escraviza\u00e7\u00e3o e dizima\u00e7\u00e3o de povos origin\u00e1rios, viol\u00eancia esta que prossegue, assim como prossegue a viol\u00eancia perpetrada por uma aboli\u00e7\u00e3o inconclusa. No primeiro, segundo ano da forma\u00e7\u00e3o havia somente o mal-estar que era marcado por um sil\u00eancio estrondoso&#8230; a partir do terceiro ano j\u00e1 foi poss\u00edvel perceber uma certa implica\u00e7\u00e3o por parte de alguns colegas e uma tentativa de sustenta\u00e7\u00e3o de um mal-estar, viabilizando um poss\u00edvel debate. Mas a grande quest\u00e3o permanecia: O que a psican\u00e1lise tem a dizer sobre o racismo, o traum\u00e1tico da escravid\u00e3o, o exterm\u00ednio de povos origin\u00e1rios? O que a psican\u00e1lise tem a dizer sobre a viol\u00eancia fundante do Brasil?<\/p>\n<p>Estar ali desde o Conflito e Sintoma e dar in\u00edcio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, me posicionando a partir da margem, no sentido descrito por Grada Kilomba, citando bell hooks e Heidi Safia Mirza, em <em>Mem\u00f3rias da Planta\u00e7\u00e3o <\/em><a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><em>:<\/em> \u201c[&#8230;] a margem n\u00e3o deve ser vista apenas como um espa\u00e7o perif\u00e9rico, um espa\u00e7o de perda e priva\u00e7\u00e3o, mas sim como um espa\u00e7o de resist\u00eancia e possibilidade. A margem se configura como \u2018espa\u00e7o de abertura radical\u2019 (hooks, 1989, p.149) e criatividade, onde novos discursos cr\u00edticos se d\u00e3o. \u00c9 aqui que as fronteiras opressivas estabelecidas por categorias como \u2018ra\u00e7a\u2019, g\u00eanero, sexualidade e domina\u00e7\u00e3o de classe ser\u00e3o questionadas, desafiadas e descontru\u00eddas. Nesse espa\u00e7o cr\u00edtico, \u2018podemos imaginar perguntas que n\u00e3o poderiam ter sido imaginadas antes\u2019 (Mirza, 1997, p.4), perguntas que desafiam a autoridade colonial dentro do centro e os discursos hegem\u00f4nicos dentro dele.\u201d (Kilomba, 2019, p. 68). Este foi e tem sido um posicionamento pol\u00edtico cujo objetivo me parece ser a possibilidade de se produzir alteridade para poder pensar o que nos impede de entrar em contato com o lado sombrio de nosso passado e romper com o silenciamento em torno das raz\u00f5es que destinam ao n\u00e3o-lugar os negros na sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Acho que este foi o primeiro tempo daquilo que chamei, posteriormente, de<em> letramento.<\/em> O segundo tempo deu-se concomitantemente com o primeiro, quando em 2016 acho, Heidi Tabacof, de quem fui supervisionanda, sabedora ou escutadora de minha inquieta\u00e7\u00e3o, me falou sobre a Incubadora de Ideias e me convidou a conhecer o espa\u00e7o e quem sabe pensar algum grupo de trabalho poss\u00edvel para pensar a psican\u00e1lise e o racismo \u2013 este encontro foi a pedra angular para aquilo que veio a ser o GTACME.<\/p>\n<p>Momento muito dif\u00edcil de ser sustentado; apesar do acolhimento recebido ali, houve momentos bem dif\u00edceis, j\u00e1 que a Incubadora de Ideias \u00e9 um espa\u00e7o aberto onde h\u00e1 a circula\u00e7\u00e3o de diversos membros e aspirantes a membro do Departamento e muitas vezes me senti permeada por sensa\u00e7\u00f5es estranhas que podem ter a ver com \u201ca ansiedade com que a sociedade contempor\u00e2nea descarta o racismo, substituindo o reconhecimento dele por evoca\u00e7\u00f5es de pluralismo e diversidade que mascaram ainda mais a realidade, \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o ao terror. Isso tamb\u00e9m se tornou uma forma de perpetuar o terror concedendo-lhe um disfarce, um esconderijo.\u201d <a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> (hooks, 2019, p. 313).<\/p>\n<p>O processo pelo qual fui sendo permeada na Incubadora, at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do Grupo, deu-se em quatro etapas bem subjetivas, a saber:<\/p>\n<ol>\n<li>Pensar o objeto e buril\u00e1-lo.<\/li>\n<li>Criar um Grupo para estudar, pesquisar e intervir sobre o traum\u00e1tico do racismo, dando-lhe visibilidade atrav\u00e9s do processo de letramento<\/li>\n<li>Pensar o grupo de um outro lugar (como psicanalista)<\/li>\n<li>Do ponto de vista institucional, deslocar-me do local de algu\u00e9m que recebe (p.ex.: a forma\u00e7\u00e3o) para passar a contribuir como psicanalista.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A etapa I foi um processo interno visceral, transpor em palavras a experi\u00eancia de ser a negra \u00fanica e bater insistentemente na tecla de pensar o racismo pelo vi\u00e9s psicanal\u00edtico, era essa a ang\u00fastia levada \u00e0 Incubadora, nos primeiros encontros.<\/p>\n<p>A etapa II ganhou corpo quando conheci Maria Aparecida Miranda, em 2017, outra mulher negra que estava a uma turma de forma\u00e7\u00e3o antes da minha. Fiquei muito feliz de poder ver outra negra na forma\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s dela conheci Marisa Correa, e as convidei para fazer parte do projeto. Marisa topou e foi assuntar na Incubadora, passou pelo processo de se tornar membro do Departamento e come\u00e7amos a elaborar o projeto Grupo A Cor do Mal-Estar. Em 2018, Miranda passa a circular conosco, na Incubadora de Ideias, passando a colaborar com nosso projeto.<\/p>\n<p>A etapa III foi se consolidando \u00e0 medida que organiz\u00e1vamos o evento que inauguraria o Grupo. J\u00e1 a etapa IV foi se consolidando nos processos de <em>letramento <\/em>experienciados de forma coletiva com o GTACME, nas ocupa\u00e7\u00f5es que o Grupo fez nas reuni\u00f5es, no evento interdepartamental do ISS de setembro de 2020, com a composi\u00e7\u00e3o e leitura coletiva do Manifesto do Grupo A Cor do Mal-Estar e na Assembleia de 05 de dezembro de 2020.<\/p>\n<p>Ou seja, o processo de incuba\u00e7\u00e3o daquilo que viria a ser o GTACME foi tamb\u00e9m um processo de letramento.<\/p>\n<p>O terceiro tempo do letramento foi ocorrendo com os integrantes do grupo. No primeiro momento n\u00e3o parecia haver conflito, havia uma tend\u00eancia de o debate, ainda que o tema a ser estudado fosse branquitude, evocar a viol\u00eancia do racismo pela perspectiva do negro.<\/p>\n<p>Um dia, ao estudarmos o livro<em> Mem\u00f3rias da Planta\u00e7\u00e3o, <\/em>de Grada Kilomba<em>,<\/em> a branquitude foi questionada no sentido de exprimir seus pensamentos relativos a uma situa\u00e7\u00e3o em que Grada relata uma experi\u00eancia racista por parte de seu m\u00e9dico. Neste momento tivemos nosso primeiro entrevero, o negativo emergiu e a partir da\u00ed o trabalho grupal consiste em sustentar o mal-estar, ser continente a ele, movimento que se pode observar no GTACME em suas atua\u00e7\u00f5es na institui\u00e7\u00e3o. O grupo escuta falas e posicionamentos que, inconscientemente, reproduzem a viol\u00eancia do racismo e imediatamente h\u00e1 uma interven\u00e7\u00e3o por um de seus integrantes, quer seja ela\/e branca\/o ou negra\/o.<\/p>\n<p>Concluo com bell hooks <a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, citando Gayatri Spivak: \u201co que estamos pedindo \u00e9 para que os discursos hegem\u00f4nicos, e os portadores dos discursos hegem\u00f4nicos, tornem suas posi\u00e7\u00f5es n\u00e3o hegem\u00f4nicas e aprendam a ocupar a posi\u00e7\u00e3o de sujeito do outro\u2019. [&#8230;] Como interven\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, isto permite o reconhecimento de que o pensamento branco progressista que \u00e9 antirracista pode ser capaz de compreender a forma como suas pr\u00e1ticas culturais refor\u00e7am a supremacia branca sem promover uma culpa paralisante ou nega\u00e7\u00e3o\u201d (hooks, 2019, p. 315), sendo isto algo muito semelhante ao que pode se aproximar do entendimento do processo de letramento que o GTACME, com suas interven\u00e7\u00f5es, vem produzindo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<pre><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Psicanalista, aspirante a membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.\r\n\r\n<a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Para saber detalhes sobre o Grupo <em>A Cor do Mal-estar<\/em>, acesso o link <a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?mpg=03.00.01\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php?mpg=03.00.01<\/a>\r\n\r\n<a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.639.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.639.htm<\/a>\r\n\r\n<a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Kilomba, Grada. <em>Mem\u00f3rias da Planta\u00e7\u00e3o - Epis\u00f3dios de racismo cotidiano<\/em>. Rio de Janeiro: Cobog\u00f3, 2019.\r\n\r\n<a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> hooks, bell. <em>Olhares negros: ra\u00e7a e representa\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Elefante, 2019.\r\n\r\n<a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> hooks, bell. op. cit\r\n\r\n\r\n<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A margem como espa\u00e7o de resist\u00eancia e possibilidade. Um testemunho de Anne Eg\u00eddio.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":343,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[45,40],"edicao":[13],"autor":[68],"class_list":["post-342","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicanalise-e-politica","tag-letramento-racial","tag-negritude","edicao-boletim-61","autor-anne-egidio","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=342"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/342\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2367,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/342\/revisions\/2367"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media\/343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=342"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=342"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}