{"id":3588,"date":"2025-04-11T09:54:55","date_gmt":"2025-04-11T12:54:55","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3588"},"modified":"2025-04-11T09:54:55","modified_gmt":"2025-04-11T12:54:55","slug":"convite-a-uma-leitura-inquieta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2025\/04\/11\/convite-a-uma-leitura-inquieta\/","title":{"rendered":"Convite a uma leitura inquieta"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Convite a uma leitura inquieta<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <\/strong><strong>Daniela Danesi<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Antes de come\u00e7ar as considera\u00e7\u00f5es que pensei em trazer para voc\u00eas nesta noite, gostaria de tamb\u00e9m lhes dar as boas-vindas e falar do prazer de estar aqui junto \u00e0 S\u00edlvia, que divide comigo a coordena\u00e7\u00e3o a partir deste ano, e dos meus queridos colegas que comp\u00f5em o grupo de professores do primeiro ano.<\/p>\n<p>Recebemos tamb\u00e9m com muito prazer os alunos do segundo ano da minha turma e da turma da S\u00edlvia.<\/p>\n<p>Aproveito tamb\u00e9m para agradecer o imenso trabalho, dedica\u00e7\u00e3o e cuidado que Ana Maria Sigal e Luc\u00eda Barbero Fuks tiveram, ao longo desses anos todos, tanto ao pensar a programa\u00e7\u00e3o do curso quanto ao acompanhar e consolidar a constitui\u00e7\u00e3o desse corpo de professores.<\/p>\n<p>Junto ao respeito \u00e0s diferen\u00e7as de pensamento e ao estilo de coordena\u00e7\u00e3o dos semin\u00e1rios, nos caracterizamos por sermos um grupo de analistas que preza muito o trabalho compartilhado e as discuss\u00f5es coletivas. Sem d\u00favida carregamos as marcas que tanto caracterizaram a presen\u00e7a e a condu\u00e7\u00e3o do curso por essas queridas colegas que o fundaram.<\/p>\n<p>Passo agora a tecer algumas reflex\u00f5es a partir das reverbera\u00e7\u00f5es da escuta dos candidatos ao curso, durante as entrevistas de sele\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, das discuss\u00f5es surgidas em sala de aula ao longo desses tantos anos em que estou no curso.<\/p>\n<p>Renovo, aqui, uma pergunta que cada um de n\u00f3s j\u00e1 se fez em algum momento de sua trajet\u00f3ria formativa e, certamente, voc\u00eas tamb\u00e9m, ao decidirem iniciar o percurso de leitura proposto por este curso: Por que ainda ler Freud hoje em dia?\u00a0 E, como decorr\u00eancia desta, abrir outra importante quest\u00e3o: Como ler Freud hoje em dia?<\/p>\n<p>Iniciarei buscando responder \u00e0 primeira pergunta para, em seguida, fechar o meu pequeno texto com um convite a todos n\u00f3s para adentrarmos a leitura do texto freudiano a partir do que S\u00edlvia nomeou, ao final de seu texto, como uma pol\u00edtica de leitura.<\/p>\n<p>Neste primeiro ano voc\u00eas acompanhar\u00e3o o jovem neurologista Sigmund Freud \u00e0s voltas com a escuta de sintomatologias que acometiam o corpo de suas pacientes hist\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Esses sintomas n\u00e3o correspondiam a nenhuma descri\u00e7\u00e3o do corpo anat\u00f4mico dissecado e descrito nos livros cient\u00edficos de sua \u00e9poca. Nosso jovem m\u00e9dico come\u00e7ou a se perguntar sobre qual corpo, de fato, recaiam essas dores e, mais do que buscar suprimir o sintoma, compreendeu a import\u00e2ncia de convidar os pacientes a falarem o mais livremente poss\u00edvel para se acercar do sentido destes sintomas, sempre entrela\u00e7ado com as marcas da hist\u00f3ria de vida do sujeito e do tempo hist\u00f3rico-cultural que habitava.<\/p>\n<p>Eis que se desenhava, na teoriza\u00e7\u00e3o freudiana, um corpo mais al\u00e9m da anatomia: o corpo er\u00f3geno, imantado pela presen\u00e7a do outro e pelo campo da linguagem.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de suas manifesta\u00e7\u00f5es corporais, as hist\u00e9ricas lan\u00e7avam um desafio \u00e0 compreens\u00e3o m\u00e9dica da \u00e9poca, que buscava uma causalidade \u00fanica como explica\u00e7\u00e3o desses fen\u00f4menos.<\/p>\n<p>Ao devolver o saber \u00e0s suas pacientes, escutando as suas palavras, Freud acercou-se da complexidade dos fen\u00f4menos ps\u00edquicos, tecidos em uma rede multicausal e sobredeterminada. Encontramos em seu conceito de <em>s<\/em><em>\u00e9<\/em><em>ries complementares<\/em> a ruptura com a ideia simplista das dicotomias: exterior-interior; natureza-cultura; biol\u00f3gico-ps\u00edquico, realidade material-fantasia, dentre outras.<\/p>\n<p>Conforme podemos ver em seu texto escrito com Joseph Breuer, &#8220;Estudos sobre a histeria&#8221; (1895), as situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas descritas ali eram de mulheres que, com suas paralisias, cegueiras, mutismos, etc., denunciavam o lugar subalternizado ao qual estavam condenadas naquela sociedade que silenciava os seus desejos e as impedia de acederem a uma verdadeira\u00a0 autonomia.<\/p>\n<p>Freud come\u00e7ou a se aperceber da import\u00e2ncia da sexualidade adulta para a etiologia das neuroses, enquanto fonte dos sofrimentos que essas pacientes apresentavam na cl\u00ednica. A no\u00e7\u00e3o de conflito entre o desejo e a defesa passou a ser um componente fundamental de seu pensamento sobre a forma\u00e7\u00e3o dos sintomas.<\/p>\n<p>Em seguida a estas descobertas te\u00f3ricas iniciais, Freud cada vez mais retrocedeu no tempo ao escutar de seus pacientes relatos de acontecimentos sexuais vividos na inf\u00e2ncia, a partir da sedu\u00e7\u00e3o imposta por um adulto. Desenvolveu a <em>Teoria da sedu\u00e7\u00e3<\/em><em>o<\/em>, com o seu componente traum\u00e1tico, que logo seria abandonada em 1897, com a descoberta da import\u00e2ncia do que denominou como <em>realidade ps<\/em><em>\u00ed<\/em><em>quica<\/em> e do mundo da <em>fantasia<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c9 importante considerar que a ideia de trauma n\u00e3o seria totalmente abandonada e, sim, deslocada para a ideia de que a sexualidade humana, mais abrangente do que a tardia genitalidade, \u00e9 sempre excessiva para o psiquismo, demandando-lhe um trabalho de enlace e deriva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos nos esquecer tamb\u00e9m que a no\u00e7\u00e3o de trauma retornaria ao pensamento freudiano quando, em 1920, nosso autor conceitualizou a <em>p<\/em><em>uls<\/em><em>\u00e3o de morte<\/em>. Mas esse caminho me afastaria muito das considera\u00e7\u00f5es que gostaria de fazer neste texto.<\/p>\n<p>Vou, ent\u00e3o, retomar o percurso freudiano no momento em que inaugurou a ideia de <em>realidade ps<\/em><em>\u00ed<\/em><em>quica<\/em>. Esta virada conceitual permitiu a Freud articular o campo da sexualidade com o do inconsciente, que passou a ser pensado por ele enquanto uma inst\u00e2ncia ps\u00edquica que abriga as representa\u00e7\u00f5es recalcadas.<\/p>\n<p>Sonhos, atos falhos, chistes e sintomas passaram a ser pensados enquanto forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, mensagens cifradas que buscam abrir caminhos para que os desejos recalcados cheguem \u00e0 consci\u00eancia, sempre de forma disfar\u00e7ada.<\/p>\n<p>Aproximamo-nos aqui de um aspecto fundamental da \u00e9tica da psican\u00e1lise que o pensamento freudiano inaugura, ao nos convocar a nos responsabilizarmos pelos efeitos desta outra inst\u00e2ncia que nos constitui<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>O fato de n\u00e3o termos livre acesso aos conte\u00fados do inconsciente, \u00e0s representa\u00e7\u00f5es recalcadas e tamb\u00e9m, por mais que busquemos nos acercar destes conte\u00fados, sabermos que sempre vai sobrar um resto irrepresent\u00e1vel, n\u00e3o significa que devemos nos omitir diante do enigma dos nossos desejos.<\/p>\n<p>Neste sentido, em conformidade com o pensamento freudiano, podemos dizer que o trabalho de uma an\u00e1lise n\u00e3o busca o equil\u00edbrio, pois sempre inalcan\u00e7\u00e1vel, muito menos a conformidade a ideais performativos culturalmente valorizados. Tamb\u00e9m n\u00e3o busca anestesiar toda e qualquer dor ps\u00edquica, reduzindo a experi\u00eancia humana a uma atividade cerebral.<\/p>\n<p>Concluo, ent\u00e3o, esta primeira parte das minhas reflex\u00f5es afirmando, em conson\u00e2ncia com Joel Birman<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> que \u00e9 preciso continuar a ler Freud hoje em dia, dentre outros motivos, porque o discurso que inaugura nos permite fazer resist\u00eancia aos discursos biologizantes e comportamentalistas que imperam hoje em dia e que visam anestesiar e neutralizar toda a pot\u00eancia disruptiva que o nosso inconsciente carrega, enquanto manancial de sonhos e reservat\u00f3rio pulsional.<\/p>\n<p>Devemos nos perguntar a partir das reflex\u00f5es de Nelson da Silva Junior<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>: A quem interessa o apagamento da condi\u00e7\u00e3o de sujeito nestes tempos de acirramento da empreitada neoliberal, em que cada ser humano \u00e9 reduzido a ser um empreendedor de si, a partir da ilus\u00e3o da meritocracia, que procura apagar todas as marcas hist\u00f3ricas de viol\u00eancia e exclus\u00e3o de muitos em benef\u00edcio da manuten\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios sociais e maximiza\u00e7\u00e3o dos lucros, na m\u00e3o de poucos?<\/p>\n<p>Deparamo-nos aqui, enquanto psicanalistas, com um dever \u00e9tico de tamb\u00e9m escutar em nossa cl\u00ednica as marcas ps\u00edquicas derivadas de nosso tempo hist\u00f3rico a partir de marcadores de exclus\u00e3o tal como: ra\u00e7a, g\u00eanero, classe, sexualidade, territ\u00f3rio, dentre outros.<\/p>\n<p>Afinal, justamente aprendemos com Freud que a psicologia individual \u00e9 indissoci\u00e1vel da psicologia social.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise, j\u00e1 desde os seus in\u00edcios, ao dar voz ao sofrimento das mulheres em final de s\u00e9culo XIX, aponta para a contram\u00e3o dos discursos hegem\u00f4nicos. Estas mulheres j\u00e1 n\u00e3o seriam ent\u00e3o consideradas loucas ou simuladoras e, sim, portadoras de um corpo desejante que buscava denunciar, com os seus sintomas, os silenciamentos e viol\u00eancias aos quais era submetido.<\/p>\n<p>Podemos dizer que o discurso freudiano, ainda hoje, nos permite considerar a experi\u00eancia humana em sua condi\u00e7\u00e3o de <em>pathos<\/em> constitu\u00edda a partir da singularidade do sujeito implicada, sempre, em sua rela\u00e7\u00e3o com os outros e na rede conflitiva das rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Quero finalizar o meu texto com um convite \u00e0 leitura do texto freudiano que de certa forma seja muito freudiana!<\/p>\n<p>Ou seja, que sustente uma leitura inquieta, atenta \u00e0s tens\u00f5es, constru\u00e7\u00f5es, desconstru\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o estilo e a \u00e9tica de um autor que produziu uma obra muito extensa e que nunca se negou a reformular as suas teorias fechando-as em verdades absolutas.<\/p>\n<p>Uma leitura que n\u00e3o seja sacralizada mas que fuja do senso comum e do raso enquadramento em cr\u00edticas superficiais a partir das etiquetas t\u00e3o em voga nos tempos que correm, que nos impedem leituras aprofundadas e a coloca\u00e7\u00e3o em trabalho dos conceitos \u00e0 luz das problematiza\u00e7\u00f5es com as quais nos deparamos na contemporaneidade.<\/p>\n<p>Encerro com as lindas palavras de Gilson Iannini (2024):<\/p>\n<p>\u201c<em>A obra de Freud <\/em><em>\u00e9 <\/em><em>uma biblioteca inteira, feita de livros, de mapas, de instant<\/em><em>\u00e2<\/em><em>neos, de infiltra\u00e7\u00f5<\/em><em>es, de ba<\/em><em>\u00fa<\/em><em>s, de velharias, de tesouros escondidos, de correntes subterr<\/em><em>\u00e2<\/em><em>neas mais ou menos ocultadas sob superf<\/em><em>\u00ed<\/em><em>cies est<\/em><em>\u00e1<\/em><em>veis. Tem tralhas num canto ou noutro, um cadeado sem chave, muitas janelas, nem sempre abertas ou arejadas. Mas tem tamb<\/em><em>\u00e9<\/em><em>m muita poeira, algumas quinquilharias, tra<\/em><em>\u00e7<\/em><em>as. Muitos leitores transitam pelas estantes, leem os livros, abrem uma janela ou outra. Tem gente que se fixa nas velharias, para apontar os buracos deixados por uma infiltra\u00e7\u00e3o, por um trope<\/em><em>\u00e7<\/em><em>o, por um exagero. Outros s<\/em><em>\u00f3 <\/em><em>consideram verdadeiros os exageros. H\u00e1 ainda quem se concentre na poeira. Aspirador de p<\/em><em>\u00f3 <\/em><em>em punho, come<\/em><em>\u00e7<\/em><em>a a limpeza. H<\/em><em>\u00e1 aqueles que preferem o tribunal, a inquisi\u00e7\u00e3o e a fogueira. Fazem sucesso. Outros preferem o altar. Tanto a fogueira quanto o altar respondem <\/em><em>\u00e0 l\u00f3gica sacrificial. H<\/em><em>\u00e1 ainda aqueles que roubam folhas amarelecidas para escrever cartas de amor, formando novos palimpsestos. H\u00e1 quem se perca nesses labirintos, especialmente quando estes se multiplicam. Freud <\/em><em>\u00e9 <\/em><em>muitos.<\/em><em>\u201d.<\/em><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><em><sup><strong>[6]<\/strong><\/sup><\/em><\/a><\/p>\n<p>Boa leitura!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p>Birman, J. Discurso freudiano e contemporaneidade. In: <em>Por que Freud hoje?<\/em>; organizador: Daniel Kupermann. S\u00e3o Paulo: Zagodoni, 2017.<\/p>\n<p>Freud, S. <em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras completas (E.S.B.)<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, 1974.<\/p>\n<p>Freud, S. (1892-1899) <em>Extratos dos documentos dirigidos a Fliess, Carta 69 (21 de setembro de 1897)<\/em>. In: <em>E.S.B.,<\/em> v. I.<\/p>\n<p>Freud, S. (1893-1895) <em>Estudos sobre a histeria. <\/em>In: <em>E.S.B.<\/em>, v. II.<\/p>\n<p>Freud, S. (1910) <em>Cinco li\u00e7\u00f5es de psican\u00e1lise, Li\u00e7\u00e3o 3<\/em>. In: <em>E.S.B.<\/em>, v. XI.<\/p>\n<p>Freud, S. (1915) <em>Os instintos e suas vicissitudes<\/em>. In: E.S.B., v. XIV.<\/p>\n<p>Freud, S. (1916-1917) <em>Confer\u00eancias introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise, <\/em>confer\u00eancia XXIII. O sentido dos sintomas. In: <em>E.S.B.<\/em>, v. XVI.<\/p>\n<p>Iannini, G. <em>Freud no s\u00e9culo XXI, volume 1: O que \u00e9 psican\u00e1lise? <\/em>Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2024,.<\/p>\n<p>Khel, M. R. Tr\u00eas motivos (pelo menos) para se ler Freud, hoje. In: <em>Por que Freud hoje?<\/em>, organizador: Daniel Kupermann. S\u00e3o Paulo: Zagodoni, 2017.<\/p>\n<p>Silva Jr., N. \u201cPacto ed\u00edpico, pacto social\u201d: o Brasil da barb\u00e1rie \u00e0 desumaniza\u00e7\u00e3o em quarenta anos. Revista Poder&amp;Cultura. Rio de Janeiro, v. 7, n.13, jan\\jun 2020.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Apresentado como aula inaugural de Conflito e Sintoma 2025.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Psic\u00f3loga, psicanalista. Membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, professora coordenadora do curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma. Integrante da Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas e do Grupo de trabalho e pesquisa Generidades, ambos do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Khel 2017, p. 19.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Birman 2017, p. 41.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Silva Junior 2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Iannini, 2024, p. 37.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao apostar num certo tensionamento, aula inaugural marca posi\u00e7\u00e3o \u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o a uma pol\u00edtica de leitura. Por Daniela Danesi.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[262],"tags":[53],"edicao":[301],"autor":[161],"class_list":["post-3588","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-conflito-e-sintoma","tag-conflito-e-sintoma","edicao-boletim-74","autor-daniela-danesi","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3588"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3588\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3589,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3588\/revisions\/3589"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3588"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3588"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}