{"id":3590,"date":"2025-04-11T10:11:31","date_gmt":"2025-04-11T13:11:31","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3590"},"modified":"2025-04-15T14:09:34","modified_gmt":"2025-04-15T17:09:34","slug":"217-anos-no-1o-ano-2025-de-clinica-psicanalitica-conflito-e-sintoma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2025\/04\/11\/217-anos-no-1o-ano-2025-de-clinica-psicanalitica-conflito-e-sintoma\/","title":{"rendered":"217 anos no 1o ano 2025 de Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>217 anos no 1o ano 2025 de <em>Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma<\/em><\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><em><sup>[1]<\/sup><\/em><\/strong><\/a><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por S\u00edlvia Nogueira de Carvalho<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com muita alegria sa\u00fado este audit\u00f3rio, presencial e remotamente repleto de tanta gente que n\u00f3s, equipe do curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma, pudemos reconhecer em seu <em>desejo de psican\u00e1lise<\/em>, campo ao qual adentraram atrav\u00e9s de experi\u00eancias diversas: de an\u00e1lise pessoal, de estudo cr\u00edtico cultural e\/ou de alguma pr\u00e1xis cl\u00ednica. Somos um grupo de 12 psicanalistas professores, membros do Departamento de Psican\u00e1lise, aqui e acol\u00e1 representados pelo conjunto de colegas que dar\u00e3o vivacidade e eloqu\u00eancia \u00e0 transmiss\u00e3o cotidiana da psican\u00e1lise para este 1o ano \u2013na modalidade presencial: Ana Patitucci, Camila Munhoz, Cristina Barczinski, Gustavo Veiga, Silvio Hotimsky e Tide Setubal; na modalidade online: Christiana Freire\u2013 e pelas professoras coordenadoras do curso, Daniela Danesi e eu, S\u00edlvia Nogueira de Carvalho. Foi entrevistando cada uma e cada um de voc\u00eas que identificamos, por sua implica\u00e7\u00e3o com a psican\u00e1lise, o interesse comum em trabalharmos juntos neste 2025 que este encontro inaugura. <em>J\u00e1 estamos aqui<\/em>, sejam <em>bem-vindes<\/em>!<\/p>\n<p>Nesta recep\u00e7\u00e3o ao conjunto de estudantes do 1o ano se juntam duas das turmas de 2o ano, as que desde o \u00faltimo dia 06 s\u00e3o acompanhadas por mim e pela Dany, enquanto que as demais tr\u00eas turmas de 2o ano, acompanhadas por Iso Ghertman, Marta Azzolini e Rodrigo Blum, cederam seus lugares para que o espa\u00e7o deste audit\u00f3rio nos acomodasse razoavelmente bem. Elas ter\u00e3o posterior acesso ao conte\u00fado do que pretendemos transmitir-lhes.<\/p>\n<p>Este in\u00edcio da <em>29a turma<\/em> de Conflito e Sintoma marca, para n\u00f3s, a passagem da coordena\u00e7\u00e3o do curso que foi criado por Ana Maria Sigal<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> e Luc\u00eda Barbero Fuks<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, nossas queridas aqui presentes, e proposto, em setembro de 1996, \u00e0s duas inst\u00e2ncias decis\u00f3rias institucionais: a Diretoria do Sedes e o Conselho de Dire\u00e7\u00e3o do Departamento de Psican\u00e1lise, com a ci\u00eancia do Curso de Psican\u00e1lise ao qual elas pertencem desde os in\u00edcios. A carta proposta dizia assim:<\/p>\n<p><em>\u201c<\/em><em>Como resultado da discuss\u00e3o de um projeto que h\u00e1 alguns anos vem ocorrendo no Setor Cursos do Departamento de Psican\u00e1lise, e de encontro a uma inten\u00e7\u00e3o da Diretoria do Sedes de abrir novos caminhos de trabalho com a comunidade, estamos propondo para o pr<\/em><em>\u00f3<\/em><em>ximo ano a cria\u00e7\u00e3o de um curso que oferece uma via de entrada para aqueles que t\u00eam como interesse aproximar-se dos conceitos fundamentais da Psican\u00e1lise.<br \/>\n<\/em><em>Este curso, organizado em semin\u00e1rios, prop\u00f5e fornecer os instrumentos necess\u00e1rios para, numa abordagem inicial, pensar a cl\u00ed<\/em><em>nica psicanal<\/em><em>\u00edtica e sua implementa\u00e7\u00e3o em outras \u00e1reas.<br \/>\n<\/em><em>Freud ser\u00e1 o eixo te<\/em><em>\u00f3<\/em><em>rico.<br \/>\n<\/em><em>Para articular um campo t\u00e3o complexo como o da psican\u00e1lise enquanto m<\/em><em>\u00e9<\/em><em>todo, teoria e pr\u00e1tica, escolhemos o CONFLITO E O SINTOMA como via de acesso privilegiada.<br \/>\n<\/em><em>Reunimo-nos, Ana Maria Sigal e Luc\u00eda Barbero Fuks, para desenvolver o projeto, preparando um programa e coordenando um plano de trabalho.<br \/>\n<\/em><em>Para sua implementa\u00e7\u00e3o formamos uma equipe que conta majoritariamente com psicanalistas do <\/em><em>Departamento<\/em><em>, mantendo aberta a possibilidade de, quando necess\u00e1rio, convidar profissionais de outras \u00e1reas.<br \/>\n<\/em><em>\u00c9 nosso interesse criar novos espa\u00e7os que permitam a aproxima\u00e7\u00e3o de pessoas que queiram iniciar sua forma\u00e7\u00e3o mas n\u00e3o encontram no momento as possibilidades de acesso a uma inser\u00e7\u00e3o institucional, e tamb<\/em><em>\u00e9<\/em><em>m de profissionais que, atuando em outras \u00e1reas, busquem na teoria psicanal\u00edtica uma refer\u00eancia para sua pr\u00e1<\/em><em>tica.<br \/>\n<\/em><em>Entendemos que o Curso de Psican\u00e1lise mant<\/em><em>\u00e9<\/em><em>m, dentro do campo psicanal\u00edtico, um lugar reconhecido e caracterizado de altos estudos, destinado a colegas que v\u00eam percorrendo um bom tempo de forma\u00e7\u00e3o e com um desejo mais claro de se dedicar \u00e0 pr\u00e1<\/em><em>tica psicanal<\/em><em>\u00edtica. Faz-se portanto necess\u00e1rio criar este espa\u00e7<\/em><em>o que abrir<\/em><em>\u00e1 as portas a novos profissionais.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Portas abertas, a apresenta\u00e7\u00e3o de hoje tamb\u00e9m almeja convidar-lhes a se situarem nas tramas institucionais que nos d\u00e3o lugar: o <em>Sedes Sapientiae<\/em>, fundado como <em>Instituto<\/em> em 1977 pela sede de sabedoria da Madre Cristina (1916-1997), e que h\u00e1 <em>48 anos<\/em> tem constru\u00eddo um trabalho s\u00f3lido nas \u00e1reas da sa\u00fade mental, da educa\u00e7\u00e3o e da filosofia \u2013trabalho que veio contando com participa\u00e7\u00f5es inestim\u00e1veis tais como de Dodora Arantes<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>, que foi diretora eleita pela comunidade Sedes por quatro mandatos de tr\u00eas anos e cuja destacada contribui\u00e7\u00e3o aos Direitos Humanos em nosso pa\u00eds torna t\u00e3o honrosa para n\u00f3s sua presen\u00e7a hoje neste audit\u00f3rio. Pois bem, o Sedes \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o filantr\u00f3pica que sustenta solidariedade e justi\u00e7a social dentre seus princ\u00edpios e desenvolve seus trabalhos em di\u00e1logo com movimentos sociais em luta pelo reconhecimento da universalidade de direitos frente \u00e0s particularidades de viol\u00eancias hist\u00f3ricas que adv\u00eam do campo pol\u00edtico-social. Neste contexto, foi fundado h\u00e1 <em>40 anos<\/em> o <em>Departamento de Psican\u00e1lise<\/em> (1985) como associa\u00e7\u00e3o de psicanalistas em di\u00e1logo cr\u00edtico com nosso tempo hist\u00f3rico, inclu\u00eddo o di\u00e1logo com os demais \u00e2mbitos culturais que marcam a presen\u00e7a da psican\u00e1lise no mundo hoje, tais como a universidade e a m\u00eddia, \u00e2mbitos dos quais nos distinguimos.<\/p>\n<p>Assim, em sua especificidade no campo psicanal\u00edtico, nosso curso tem\u00e1tico de transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise se interessa pelo papel fundamental que, em sentido lato, a universidade tem no <em>trabalho da cultura<\/em> \u2013o de um lugar em que as pessoas v\u00e3o estudar, discutir, refletir e transmitir ideias e conhecimentos<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>\u2013, ao passo que se diferencia de seu sentido administrativo, abstendo-se de um recorte acad\u00eamico.<\/p>\n<p>Neste sentido, \u00e9 particularmente relevante para n\u00f3s participar da interlocu\u00e7\u00e3o que nosso Departamento estabelece com entidades psicanal\u00edticas diversas, tais como aquelas que conosco comp\u00f5em o Movimento Articula\u00e7\u00e3o das Entidades Psicanal\u00edticas Brasileiras<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>, movimento que desde o ano 2.000 objetiva sustentar o discurso psicanal\u00edtico tomando a n\u00e3o-regulamenta\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise como princ\u00edpio fundamental, uma vez que n\u00e3o cabe submeter nossa pr\u00e1xis a nenhum controle de Estado, pela pr\u00f3pria ess\u00eancia e \u00e9tica que a constituem. Poderemos vir a conversar e a atualizar nosso conhecimento em torno disso ao longo de nossos estudos, com a contribui\u00e7\u00e3o direta de nossa colega Ana Claudia Patitucci<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, que \u00e9 uma das atuais representantes do Departamento nesse movimento.<\/p>\n<p>Igualmente significativo para n\u00f3s \u00e9 o trabalho de pensamento oportunizado pelo pertencimento do Departamento de Psican\u00e1lise \u00e0 FLAPPSIP, a Federa\u00e7\u00e3o Latino-Americana de Associa\u00e7\u00f5es de Psicoterapia Psicanal\u00edtica e Psican\u00e1lise<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>, que re\u00fane institui\u00e7\u00f5es argentinas, brasileiras, chilenas, peruanas e uruguaias. Essa atual perten\u00e7a solicita nossa aten\u00e7\u00e3o \u00e0 valorosa hist\u00f3ria do movimento psicanal\u00edtico na Am\u00e9rica Latina, mobilizando-nos a sustentar sua voca\u00e7\u00e3o emancipat\u00f3ria, na perspectiva engajada que incluiu atua\u00e7\u00f5es pioneiras de psicanalistas que migraram da Europa escapando do fascismo, tais como da austr\u00edaca Marie Langer \u2013a Mimi da luta feminista da Viena dos anos 1920, do enfrentamento da regra de neutralidade pol\u00edtica implantada na Sociedade Psicanal\u00edtica da Viena dos anos 1930, da cofunda\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Psicanal\u00edtica Argentina nos anos 1940, da cocria\u00e7\u00e3o do Movimento Plataforma no final dos anos 1960 e da consequente den\u00fancia da participa\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico candidato \u00e0 Sociedade Psicanal\u00edtica do Rio de Janeiro Am\u00edlcar Lobo na tortura de presos pol\u00edticos no Brasil dos anos 1970<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>, testemunhada por Helena Besserman Vianna no livro <em>N\u00e3o conte a ningu\u00e9m<\/em><a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><em><sup>[11]<\/sup><\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p>Tal voca\u00e7\u00e3o coletiva foi capaz de promover, nas palavras de Fernando Urribarri, \u201cum movimento anal\u00edtico freudiano, heterodoxo, cosmopolita, aberto, notavelmente criativo e comprometido\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>, renovando-se na di\u00e1spora psicanal\u00edtica produzida em nosso continente a partir dos ex\u00edlios impostos pelos terrorismos de Estado. Na bibliografia de nosso curso, o convite \u00e0 prioridade dessa psican\u00e1lise instituinte se encontra desde logo na indica\u00e7\u00e3o da saborosa biografia <em>Sigmund Freud<\/em><em>: o s\u00e9culo da psican\u00e1lise<\/em><em> 1895-1995<\/em><em>, <\/em>elaborada pelo psicanalista argentino Emilio Rodrigu\u00e9 (1923-2008) que em 1974 se instalou na Bahia, estabelecendo pontes entre diversas culturas do continente latinoamericano, como se l\u00ea no verbete &#8220;Brasil&#8221; do <em>Dicion\u00e1rio de Psican\u00e1lise<\/em><a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13<\/sup><sup>]<\/sup><\/a>. Registros desse amplo legado tamb\u00e9m se encontram na variedade de artigos, entrevistas e testemunhos que ao longo do tempo foram publicados em nossos peri\u00f3dicos pelos colegas argentinos que vieram viver em S\u00e3o Paulo e, ao lado de Regina Schnaiderman (1923-1985) e de tantos outros, cofundaram nosso Departamento, como se detalha no livro <em>Hist\u00f3ria do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae<\/em><a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>, eletronicamente dispon\u00edvel em nosso <em>site<\/em><a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>. Nossa apropria\u00e7\u00e3o dessa heran\u00e7a solicita permanente aten\u00e7\u00e3o para distinguirmos entre a fundamental atitude \u00e9tica da abstin\u00eancia cl\u00ednica e uma pretensa neutralidade pol\u00edtica<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> \u2013pois a psican\u00e1lise \u00e9 profundamente solid\u00e1ria dos espa\u00e7os democr\u00e1ticos de circula\u00e7\u00e3o da palavra, cuja sustenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre entregue \u00e0 const\u00e2ncia de nossos pr\u00f3prios atos<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>. A fim de tomarmos &#8220;o pulso atual da psican\u00e1lise\u201d, estejam desde j\u00e1 convidadas e convidados a participarem conosco do XIII Congresso FLAPPSIP, que em outubro deste ano se realizar\u00e1 na cidade de Lima, Peru, sob o tema <em>Eros, alteridade e criatividade em tempos de assombro <\/em>e a secretaria cient\u00edfica de Silvia Leonor Alonso. Estejam tamb\u00e9m cientes de que o XIV Congresso se realizar\u00e1 em 2027 sediado por n\u00f3s, aqui em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m acompanhamos discuss\u00f5es de interesse para nosso campo atrav\u00e9s das conversas com diversos amigos do Departamento, seja por interm\u00e9dio de publica\u00e7\u00f5es e de eventos tais como os da s\u00e9rie <em>Entretantos convida<\/em><a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> 2022-2023, seja no uso consequente que procuramos fazer dos meios digitais, uso que problematiza atuais tend\u00eancias de difus\u00e3o ligeira e de simplifica\u00e7\u00e3o panor\u00e2mica do saber psicanal\u00edtico.<\/p>\n<p>O interesse de nosso curso \u00e9 mais bem o de oferecer um percurso atrav\u00e9s dos pilares conceituais freudianos em di\u00e1logo aberto com os marcadores sociais \u2013de g\u00eanero, classe,\u00a0 ra\u00e7a\u2013 que atravessam nossa atualidade. Para isso, nossas turmas re\u00fanem profissionais da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancias sociais, direito, artes e comunica\u00e7\u00f5es cujas pr\u00e1ticas demandam lidar com fen\u00f4menos ps\u00edquicos, com conflitos e com sintomas, assim como quem se inicia na forma\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica e deseja conosco estudar seriamente a teoria no contexto de pequenos grupos coordenados por professores psicanalistas, os quais se servem de seu inconsciente durante a transmiss\u00e3o, dispon\u00edveis a encontrar e criar sempre algo de novo nessa experi\u00eancia<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>. Para as pessoas que atendam aos requisitos necess\u00e1rios, esse trajeto pode incluir a articula\u00e7\u00e3o entre nosso estudo te\u00f3rico, sua an\u00e1lise pessoal de livre escolha e o atendimento psicanal\u00edtico na Cl\u00ednica social do Sedes com\u00a0 suporte da supervis\u00e3o grupal oferecida pelo curso, sob a atual responsabilidade de Camila Munhoz, Rodrigo Blum e Tide Setubal. Sobre as condi\u00e7\u00f5es para se candidatarem a esse Aprimoramento, teremos em junho a ocasi\u00e3o de conversar extensamente numa reuni\u00e3o espec\u00edfica a ser acompanhada pelo professor Iso Ghertman, que assume a fun\u00e7\u00e3o de representante do nosso curso junto \u00e0 Cl\u00ednica do Sedes.<\/p>\n<p>De imediato, ser\u00e1 poss\u00edvel ainda saber mais a respeito de nossas pesquisas e produ\u00e7\u00f5es por interm\u00e9dio das 3 publica\u00e7\u00f5es com que hoje presenteamos voc\u00eas, gesto que conta com a articula\u00e7\u00e3o de Daniela Athuil na \u00e1rea de Publica\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00e3o do Conselho de Dire\u00e7\u00e3o: o <em>Guia do Departamento de Psican\u00e1lise<\/em>, cuja mais recente edi\u00e7\u00e3o se encontra acess\u00edvel em nosso site<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>; um exemplar de nossa prestigiosa revista Percurso e outro exemplar de algum de nossos livros de produ\u00e7\u00e3o interna: o volume <em>A cl\u00ednica conta hist\u00f3rias<\/em>, que integra a cole\u00e7\u00e3o de debates do Curso de Psican\u00e1lise ou o volume <em>Interlocu\u00e7\u00f5es sobre o feminino: na cl\u00ednica, na teoria, na cultura<\/em>, da cole\u00e7\u00e3o do grupo de forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua O feminino e o imagin\u00e1rio cultural contempor\u00e2neo, ou ainda o volume <em>Ditadura civil-militar no Brasil: o que a psican\u00e1lise tem a <\/em><em>dizer, <\/em>produzido a partir de significativo evento realizado pelo Departamento no ano de 2014. Tamb\u00e9m ser\u00e1 poss\u00edvel conhecer-nos atrav\u00e9s do conv\u00edvio que advir\u00e1 das conversas de corredor, dos encontros de lanchonete, dos sil\u00eancios de nossa biblioteca p\u00fablica, da frequenta\u00e7\u00e3o de nossos futuros eventos, do convite \u00e0 leitura e \u00e0 escrita do <em>Boletim <\/em><span style=\"color: #990000;\"><em>on<\/em><\/span><em>line<\/em>, jornal digital de membros, alunos, ex-alunos e amigos do Departamento em p\u00e1gina aberta na <em>web<\/em><a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\"><sup>[21]<\/sup><\/a>, da oportunidade de assinatura da revista Percurso<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\"><sup>[22]<\/sup><\/a> a pre\u00e7os de estudante e de leitura digital de seu acervo, da recep\u00e7\u00e3o informada das postagens em nossas redes sociais: Blog<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\"><sup>[23]<\/sup><\/a>, Facebook<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\"><sup>[24]<\/sup><\/a>, Instagram<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\"><sup>[25]<\/sup><\/a> e dos canais do Departamento no YouTube<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\"><sup>[26]<\/sup><\/a> e no WhatsApp<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\"><sup>[27]<\/sup><\/a>. A curiosidade de voc\u00eas em torno de nossa vida cotidiana incidir\u00e1, deste modo, na renova\u00e7\u00e3o de nossa vida comum.<\/p>\n<p>No marco dos <em>100<\/em> <em>anos<\/em> da publica\u00e7\u00e3o do Estudo autobiogr\u00e1fico de Sigmund Freud, escrito pelo qual iniciam-se os semin\u00e1rios do primeiro ano, queremos reafirmar a vig\u00eancia e a pot\u00eancia de um conhecimento que partilha uma vis\u00e3o de mundo cient\u00edfica ao \u201cestender o trabalho de investiga\u00e7\u00e3o \u00e0 esfera ps\u00edquica\u201d<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\"><sup>[28]<\/sup><\/a> e ao \u201cdistinguir cuidadosamente entre o saber do inconsciente e as ilus\u00f5es decorrentes de singulares exig\u00eancias afetivas\u201d<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\"><sup>[29]<\/sup><\/a>; uma teoria e uma pr\u00e1tica que dizem respeito a uma \u201cabordagem \u00e9tica sobre a problem\u00e1tica que envolve o sujeito e suas rela\u00e7\u00f5es sociais, assim como em sua rela\u00e7\u00e3o com sua incompletude\u201d<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\"><sup>[30]<\/sup><\/a>; um m\u00e9todo de pesquisa que, de acordo com Freud, articula subjetividade e objetividade, singularidade e hist\u00f3ria<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\"><sup>[31]<\/sup><\/a>. Eis o motivo pelo qual a psican\u00e1lise que fazemos participa da interlocu\u00e7\u00e3o com os campos conexos da arte e da literatura, a fim de procurar se colocar \u00e0 altura da contemporaneidade \u2013sempre antevista pelo artista\u2013, assim como assume rec\u00edproca interpela\u00e7\u00e3o com a filosofia.<\/p>\n<p>Desde sua descoberta do inconsciente e da inven\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise, Freud interpelou notadamente a filosofia do sujeito origin\u00e1rio, aquele sujeito que estaria inscrito no campo da consci\u00eancia e seria enunciado no registro do Eu<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\"><sup>[32]<\/sup><\/a>. Assim, asseverou que a psican\u00e1lise feria uma pretensiosa imagem narc\u00edsica humana, ao notar que &#8220;o Eu n\u00e3o \u00e9 nem mesmo senhor de sua pr\u00f3pria casa&#8221;<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\"><sup>[33]<\/sup><\/a><em>, <\/em>pois Eu \u00e9 movido por for\u00e7as que desconhece. Como ironiza o Sanches inventado por Fernando Pessoa no <em>Livro do desassossego<\/em> de 1914, \u201cNem sei se nada sei\u201d<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\"><sup>[34]<\/sup><\/a>. Na obra freudiana, esse descentramento do sujeito desloca nossa aten\u00e7\u00e3o flutuante, da consci\u00eancia para o inconsciente \u2013assunto a ser estudado no decorrer do primeiro ano do curso\u2013, assim como nos desloca do Eu para o Outro; e da consci\u00eancia, do Eu e do inconsciente para as puls\u00f5es \u2013descentramentos abordados ao longo dos estudos do segundo ano do curso.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise \u00e9 impens\u00e1vel sem o <em>conflito<\/em>, que se define em termos intraps\u00edquicos, no jogo entre for\u00e7as pulsionais e for\u00e7as defensivas. Como abordagem inicial, nosso tema de trabalho privilegia a cl\u00ednica das neuroses, pois alude ao recalque dos desejos que retornam nos <em>sintomas,<\/em> nos sonhos e em outras forma\u00e7\u00f5es do inconsciente. Voc\u00eas talvez se lembrem da can\u00e7\u00e3o de Milton Nascimento que come\u00e7a por dizer: <em>Agora n\u00e3o pergunto mais aonde vai a estrada \/ agora n\u00e3o espero mais aquela madrugada \/ vai ser vai ser vai ter de ser vai ser faca amolada<\/em><a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\"><sup>[35]<\/sup><\/a><em>\u2026<\/em> Ent\u00e3o\u2026 Nossa faca amolada foi afiada na particularidade da transmiss\u00e3o conceitual do sintoma, mas n\u00e3o deixar\u00e1 de apontar para o outro sentido contido nessa can\u00e7\u00e3o: a amola\u00e7\u00e3o produzida por aquilo que foi infernizado e atacado desde a realidade, e que nos permite identificar a fun\u00e7\u00e3o dessubjetivante de traumatismos cujos restos retornam em afec\u00e7\u00f5es psicossom\u00e1ticas, em atos e em compuls\u00f5es.<\/p>\n<p>No contexto sociopol\u00edtico vigente, de acentuado <em>brutalismo<\/em>, de predom\u00ednio das pr\u00e1ticas pol\u00edticas de demoli\u00e7\u00e3o, quebra, apedrejamento, pilhagem e esmagamento, somos interpelados pela reflex\u00e3o do fil\u00f3sofo camaron\u00eas Achille Mbembe sobre o devir africano do mundo, que denuncia o curso de um vasto empreendimento de ocupa\u00e7\u00e3o territorial, de dom\u00ednio sobre os corpos e os imagin\u00e1rios, que em toda parte conduz a extensos e permanentes estados de emerg\u00eancia ou de exce\u00e7\u00e3o. Sublinho que tais estados concernem ao modo como os corpos singulares e os corpos coletivos s\u00e3o tocados, e cito:<\/p>\n<p><em>\u201cos corpos vivos [se encontram] expostos ao esgotamento f\u00edsico e aos mais variados\u00a0 tipos de riscos biol<\/em><em>\u00f3<\/em><em>gicos, n\u00e3<\/em><em>o raro invis<\/em><em>\u00edveis (intoxica\u00e7\u00f5<\/em><em>es agudas, c<\/em><em>\u00e2nceres, anomalias cong\u00eanitas, dist\u00fa<\/em><em>rbios neurol\u00f3<\/em><em>gicos, altera\u00e7\u00f5es hormonais). Reduzida a uma fina camada e a uma superf\u00edcie, \u00e9 a totalidade da mat<\/em><em>\u00e9<\/em><em>ria viva <\/em><em>que est\u00e1 sujeita a amea\u00e7<\/em><em>as s<\/em><em>\u00edsmicas. A dial<\/em><em>\u00e9<\/em><em>tica da demoli<\/em><em>\u00e7\u00e3<\/em><em>o e da <\/em><em>&#8216;cria\u00e7\u00e3o destrutiva\u2019, <\/em><em>na<\/em><em> medida em que tem por alvo os corpos, os nervos, o sangue e o c<\/em><em>\u00e9<\/em><em>rebro dos humanos, assim como as entranhas do tempo e da Terra, est\u00e1 no cerne dos reflexos que se seguem.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\"><sup>[36]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Seja como psicanalistas, seja como amigos da psican\u00e1lise, esses estados e esses reflexos nos dizem respeito, pois a decorrente experi\u00eancia de acelera\u00e7\u00e3o infinita arrefece a sensibilidade, a capacidade comum de \u201ccompreender o que n\u00e3o pode ser dito em palavras, de compreender intuitivamente o <em>continuum <\/em>da vida que n\u00e3o pode ser traduzido em simples signos\u201d<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\"><sup>[37]<\/sup><\/a> e faz desaparecer a <em>generosidade<\/em>, pensada pelo fil\u00f3sofo <em>Bifo<\/em> Berardi como consci\u00eancia emp\u00e1tica de pertencimento ao g\u00eanero<a href=\"#_ftn38\" name=\"_ftnref38\"><sup>[38]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Mais al\u00e9m dessa generosidade fundamental, escutar\u00edamos as feras no encontro ancestral entre esp\u00e9cies, tal como havido entre uma antrop\u00f3loga e um urso na narrativa liter\u00e1ria de Natassja Martin<a href=\"#_ftn39\" name=\"_ftnref39\"><sup>[39]<\/sup><\/a> para, de volta a Mbembe, nos dispormos favor\u00e1veis a uma nova consci\u00eancia planet\u00e1ria e \u00e0 ut\u00f3pica refunda\u00e7\u00e3o de uma comunidade de seres humanos em solidariedade com todos os seres vivos<a href=\"#_ftn40\" name=\"_ftnref40\"><sup>[40]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 a esse horizonte que somos particularmente movidos, em nosso trabalho compartilhado, pela presen\u00e7a heterog\u00eanea de pessoas diversas em cada uma das turmas que compusemos para este ano. No desejo expresso desde a carta que lhes endere\u00e7amos quando se candidataram ao nosso curso, tomara seja cada vez mais <em>di-verso<\/em> nosso p\u00fablico. Hoje, passamos a contar com voc\u00eas como nossos estudantes, profissionais atuantes nos mais diferentes campos, numa esp\u00e9cie de reserva de tempo e espa\u00e7o para dar aten\u00e7\u00e3o a si mesmo e entender algo a respeito do outro. Pois, no recente dizer de Ana Sigal,<\/p>\n<p><em>\u201ca <\/em><em>teoria psicanal<\/em><em>\u00edtica se refere \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de ideias e conceitos que se articulam tanto em processos individuais como de socializa\u00e7\u00e3o. Aborda o indiv\u00edduo mas tamb<\/em><em>\u00e9<\/em><em>m o la\u00e7o social, e esta <\/em><em>\u00e9 <\/em><em>uma raz\u00e3o expressiva para o papel importante que t\u00eam as institui\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o. A psican\u00e1lise se pensa levando em conta as institui\u00e7\u00f5es que sustentam sua transmiss\u00e3<\/em><em>o. Pol<\/em><em>\u00edtica institucional, pol\u00edtica na teoria e pol\u00edtica na cidadania. O m<\/em><em>\u00e9<\/em><em>todo psicanal<\/em><em>\u00ed<\/em><em>tico imbrica indiv<\/em><em>\u00edduo e sociedade e os textos sociais de Freud tamb<\/em><em>\u00e9<\/em><em>m nos mostram os processos incipientes do que ser\u00e1 <\/em><em>a psicologia individual<\/em><em>\u201d<\/em><a href=\"#_ftn41\" name=\"_ftnref41\"><sup>[41]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Algo desse trabalho em movimento pode ser conhecido por voc\u00eas atrav\u00e9s da recomend\u00e1vel leitura dos tr\u00eas artigos que, sob diferentes composi\u00e7\u00f5es, nossa equipe de professores elaborou para os eventos que designamos Entretantos. Eles se encontram publicados na edi\u00e7\u00e3o 71 do <em>Boletim <span style=\"color: #990000;\">on<\/span>line, <\/em>de junho de 2024, a partir da parceria estabelecida com nosso curso por ocasi\u00e3o da despedida de Luc\u00eda Barbero Fuks, e se intitulam: \u201cConflito e sintoma: uma abordagem da teoria psicanal\u00edtica\u201d<a href=\"#_ftn42\" name=\"_ftnref42\"><sup>[42]<\/sup><\/a> (2014); \u201cDesaliena\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e psican\u00e1lise\u201d<a href=\"#_ftn43\" name=\"_ftnref43\"><sup>[43]<\/sup><\/a> (2016); \u201cTransmiss\u00e3o da teoria psicanal\u00edtica no curso Conflito e Sintoma\u201d<a href=\"#_ftn44\" name=\"_ftnref44\"><sup>[44]<\/sup><\/a> (2023).<\/p>\n<p>Como sujeitos leitores, nossa concep\u00e7\u00e3o de trabalho tamb\u00e9m poder\u00e1 ser acompanhada a partir da rela\u00e7\u00e3o cotidiana que nos propomos a estabelecer com o texto freudiano, no interjogo entre reconhecimento e compreens\u00e3o, entre interpreta\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es<a href=\"#_ftn45\" name=\"_ftnref45\"><sup>[45]<\/sup><\/a> que desconcertam e afetam nossas subjetividades. Sobre a <em>pol\u00edtica de leitura<\/em> que adotamos, escutaremos a seguir a companheira colega Daniela Danesi.<\/p>\n<p>Calculando, por fim, um desfecho para essa interven\u00e7\u00e3o, sugiro dela extrairmos certa opera\u00e7\u00e3o de soma: 100 anos de &#8220;Um estudo autobiogr\u00e1fico&#8221; de Freud (1925) + 48 anos de Instituto Sedes (1977) + 40 anos do Departamento de Psican\u00e1lise (1985) + 29 anos de Conflito e Sintoma (1997) perfazem os 217 anos que prazerosamente lhes dispomos. Que nos sirvam de inspira\u00e7\u00e3o para vivermos um bom ano juntos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bibliografia consultada:<\/p>\n<p>Berardi, F. (2009). <em>Depois do futuro<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ubu, 2019.<\/p>\n<p>Birman, J. (1996). <em>Por uma estil\u00edstica da exist\u00eancia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora 34.<\/p>\n<p>________. (2021). <em>Ser justo com a psican\u00e1lise: ensaios de psican\u00e1<\/em><em>lise e filosofia. <\/em>Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Cytrynowicz, M. M.; Cytrynowicz, R. (2006). <em>Hist\u00f3ria do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae. <\/em>S\u00e3o Paulo: Narrativa Um. Dispon\u00edvel em\u00a0 <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/arquivos_comunicacao\/Sedes Miolo Final dupla.pdf\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/arquivos_comunicacao\/Sedes Miolo Final dupla.pdf<\/a><\/p>\n<p>Freud, S. (1912). Recomenda\u00e7\u00f5es ao m\u00e9dico para o tratamento psicanal\u00edtico In <em>Fundamentos da cl\u00ed<\/em><em>nica psicanal<\/em><em>\u00ed<\/em><em>tica<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017.<\/p>\n<p>________ (1917). Confer\u00eancia 18: Fixa\u00e7\u00e3o no trauma. O inconsciente In <em>Obras completas, v. 13: Confer\u00eancias introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise (1916-1917).<\/em> S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 2014.<\/p>\n<p>_______ (1925). Autobiografia In <em>Obras completas v.16: O Eu e o Id, \u2018Autobiografia\u2019 e outros textos (1923-1925).<\/em> S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 2011.<\/p>\n<p>_______ (1933).\u00a0 Confer\u00eancia 35: Acerca de uma vis\u00e3o de mundo In <em>Obras completas v. 18: O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o, Novas confer\u00eancias introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise e outros textos (1930-1936). <\/em>S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 2010.<\/p>\n<p>Gabarron-Garcia, F. (2021). <em>Uma hist<\/em><em>\u00f3<\/em><em>ria da psican\u00e1lise popular.<\/em> S\u00e3o Paulo, Ubu, 2023.<\/p>\n<p>Martin, N. (2019). <em>Escute as feras<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2021.<\/p>\n<p>Mbembe, A. (2020). <em>Brutalismo<\/em>. S\u00e3o Paulo: n-1, 2021.<\/p>\n<p>Nascimento, M. <em>Minas.<\/em> EMI-Odeon, 1975.<\/p>\n<p>Pessoa, F. (1997). <em>Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 1999.<\/p>\n<p>Roudinesco, E.; Plon, M. (1998). <em>Dicion\u00e1rio de Psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.<\/p>\n<p>Sigal, A. M. Transmiss\u00e3o da teoria psicanal\u00edtica no curso Conflito e Sintoma In <em>Boletim<\/em> <em><span style=\"color: #990000;\">on<\/span>line<\/em> 71, junho 2024. Dispon\u00edvel em\u00a0 <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/transmissao-da-teoria-psicanalitica-no-curso-conflito-e-sintoma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/transmissao-da-teoria-psicanalitica-no-curso-conflito-e-sintoma\/<\/a><\/p>\n<p>Urribarri, F. Contribuciones al psicoan\u00e1lisis del malestar contempor\u00e1neo: Aportes a una genealog\u00eda del psicoan\u00e1lisis argentino. <em>Percurso<\/em> 62 &#8211; Hist\u00f3ria, criatividade e resist\u00eancia &#8211; ano XXXI &#8211; Junho 2019. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/percurso.openjournalsolutions.com.br\/index.php\/ojs\/article\/view\/146\/144\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/percurso.openjournalsolutions.com.br\/index.php\/ojs\/article\/view\/146\/144<\/a><\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Apresentado como aula inaugural do curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma em 20 de mar\u00e7o de 2025 no audit\u00f3rio Madre Cristina do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Psic\u00f3loga, analista institucional, psicanalista. Membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, editora de seu jornal digital <em>Boletim <span style=\"color: #990000;\">on<\/span>line<\/em> e professora coordenadora do curso <em>Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma<\/em>. Foi cofundadora e integrante dos grupos Arte e Psican\u00e1lise (2007-2019) e Partilhas da Cl\u00ednica (2017-2019) no Espa\u00e7o Brasileiro de Estudos Psicanal\u00edticos de S\u00e3o Paulo (EBEPSP). Comp\u00f4s o coletivo Escuta Sedes (2018-2023), ganhador do 12o Pr\u00eamio Carrano de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos em 2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ana Maria Sigal \u00e9 psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, professora do Curso de Psican\u00e1lise desde 1976, cofundadora do curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma em 1997, que coordenou at\u00e9 o final de 2024. Foi representante do Departamento de Psican\u00e1lise no movimento Articula\u00e7\u00e3o das Entidades Psicanal\u00edticas Brasileiras por quase 20 anos, desde sua funda\u00e7\u00e3o no ano 2000. Autora de <em>Escritos m<\/em><em>etapsicol<\/em><em>\u00f3<\/em><em>gicos e c<\/em><em>l\u00ed<\/em><em>nicos<\/em> (Casa do Psic\u00f3logo 2009), <em>O lugar dos pais na psican<\/em><em>\u00e1<\/em><em>lise de crian<\/em><em>\u00e7as<\/em> (Escuta 2002) e <em>O origin\u00e1rio e o recalque prim\u00e1rio: considera\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o do sujeito ps\u00edquico e as novas patologias <\/em>(Blucher 2025, no prelo). Coorganizadora de <em>Of\u00ed<\/em><em>cio do<\/em> <em>psicanalista II: porque n\u00e3o regulamentar a psican\u00e1lise<\/em> (Escuta 2019). Foi entrevistada pela revista Percurso 73.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Luc\u00eda Barbero Fuks \u00e9 psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, professora do Curso de Psican\u00e1lise desde 1976, cofundadora do curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma em 1997, que coordenou at\u00e9 o final de 2023. Autora de<em> Narcisismo e v\u00ednculos <\/em>(Casa do Psic\u00f3logo 2008). Coorganizadora de 4 dos livros da cole\u00e7\u00e3o de debates do Curso de Psican\u00e1lise: <em>A cl\u00ednica conta hist\u00f3rias<\/em> (Escuta 2000); <em>Desafios para a psican\u00e1lise contempor\u00e2nea <\/em>(Escuta 2003); <em>O sintoma e suas faces<\/em> (Escuta 2006); <em>Psican\u00e1lise em trabalho <\/em>(Escuta 2012). Testemunhou seu trajeto na psican\u00e1lise para a se\u00e7\u00e3o Depoimento da revista Percurso 70, ano XXXV, junho 2023, dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/percurso.openjournalsolutions.com.br\/index.php\/ojs\/article\/view\/1429\/1486\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/percurso.openjournalsolutions.com.br\/index.php\/ojs\/article\/view\/1429\/1486<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes (Dodora) \u00e9 psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae. Foi diretora eleita pela comunidade Sedes nos per\u00edodos sequenciais de 2001 a 2003 e de 2004 a 2006 e, depois, de 2016 a 2018 e de 2019 a 2021. Militante pol\u00edtica desde o ensino secundarista, foi agraciada com diversos pr\u00eamios e ocupou a Coordenadoria-Geral de Combate \u00e0 Tortura, da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, em 2009 e 2010. Mestre em psicologia cl\u00ednica e doutora em ci\u00eancias sociais pela PUC-SP, teve seus trabalhos acad\u00eamicos respectivamente publicados nos livros <em>Pacto re-velado: psican<\/em><em>\u00e1<\/em><em>lise e clandestinidade pol<\/em><em>\u00ed<\/em><em>tica <\/em>(Escuta, cole\u00e7\u00e3o Plethos, 1999) e <em>Tortura: testemunhos de um crime demasiadamente humano <\/em>(Casa do Psic\u00f3logo 2013). Coorganizadora do livro <em>Ditadura civil-militar no Brasil: o que a psican<\/em><em>\u00e1<\/em><em>lise tem a dizer<\/em> (Escuta: Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae 2016).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> A precis\u00e3o deste sentido da <em>universitas<\/em> foi indicada pelo fil\u00f3sofo Plinio Prado Jr. na comunica\u00e7\u00e3o intitulada <em>O trabalho da cultura contra o culto da guerra<\/em>, em realiza\u00e7\u00e3o do Departamento de Psican\u00e1lise de 24 de setembro de 2019, e se encontra reportada por Maria Aparecida Kfouri Aidar, Nanci de Oliveira Lima e Sergio de Gouvea Franco na edi\u00e7\u00e3o 52 do <em>Boletim <span style=\"color: #ff0000;\">on<\/span>line<\/em>, de novembro daquele ano.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/movimentoarticulacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/movimentoarticulacao\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Movimento Articula\u00e7\u00e3o das Entidades Psicanal\u00edticas Brasileiras: not\u00edcias do <em>front<\/em>, por Ana Patitucci. Boletim <span style=\"color: #990000;\">on<\/span>line 62, abril 2022. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/04\/11\/movimento-articulacao-noticias-do-front\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2022\/04\/11\/movimento-articulacao-noticias-do-front\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> <a href=\"https:\/\/flappsip.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/flappsip.net\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Gabarron-Garcia 2021\/2023, cap. 4, pp. 117-140.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Vianna, H. B. (1994). <em>N\u00e3o conte a ningu\u00e9m: contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria das Sociedades Psicanal\u00edticas do Rio de Janeiro.<\/em> Rio de Janeiro: Imago.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Urribarri 2019, p. 34.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Roudinesco e Plon 1998, p. 91.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/arquivos_comunicacao\/Sedes Miolo Final dupla.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/arquivos_comunicacao\/Sedes Miolo Final dupla.pdf<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/index.php<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Sobre isto, ver o artigo &#8220;Abstin\u00eancia&#8221;, de Ana Maria Sigal, no prelo da edi\u00e7\u00e3o 74 do <em>Boletim <span style=\"color: #990000;\">on<\/span>line<\/em>, que ser\u00e1 lan\u00e7ada em abril pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Meu convite anterior \u00e0 leitura de um legado latinoamericano foi proferido na Livraria da Vila Madalena em 20 de outubro de 2023 por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento p\u00f3stumo do livro <em>Psicopatologia psicanal\u00edtica e subjetividade contempor\u00e2nea,<\/em> de Mario Pablo Fuks (Blucher 2023), intitulado &#8220;Cem vezes Mario&#8221; e publicado na edi\u00e7\u00e3o 69 do <em>Boletim <span style=\"color: #990000;\">on<\/span>line<\/em>, novembro 2023. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2023\/11\/17\/cem-vezes-mario-convite-a-leitura-de-um-legado-latinoamericano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2023\/11\/17\/cem-vezes-mario-convite-a-leitura-de-um-legado-latinoamericano\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Dispon\u00edveis no canal do YouTube: Entretantos convida 1: democratizar a psican\u00e1lise no Brasil: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/mQPPGKPeugE?feature=shared\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/mQPPGKPeugE?feature=shared<\/a>; Entretantos convida 2: democratizar a psican\u00e1lise no Brasil: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/xh9GxqLtFMI?feature=shared\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/xh9GxqLtFMI?feature=shared<\/a>; Entretantos convida 3: democratizar a psican\u00e1lise no Brasil: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/rWOwDyRGbq8?si=3LKU4a64WHqMmeBE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/rWOwDyRGbq8?si=3LKU4a64WHqMmeBE<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Freud 1912\/2017, p. 101.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/imagens_comunicacao\/231211_GDP2023_digital.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/imagens_comunicacao\/231211_GDP2023_digital.pdf<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> <a href=\"https:\/\/percurso.openjournalsolutions.com.br\/index.php\/ojs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/percurso.openjournalsolutions.com.br\/index.php\/ojs<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> <a href=\"https:\/\/deptodepsicanalise.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/deptodepsicanalise.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/departamento.depsicanalise\/?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/departamento.depsicanalise\/?locale=pt_BR<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/departamentodepsicanalise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/departamentodepsicanalise\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@departamentodepsicanalise336\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/@departamentodepsicanalise336<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a> <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9MEez72WTyQ7xPTJ1b\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9MEez72WTyQ7xPTJ1b<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a> Freud 1933\/2010, p. 323.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a> idem, p. 324.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a> Sigal 2024.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a> Freud 1925\/2011, p. 77.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a> Birman 2021, p. 24 et seq.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a> Freud 1917\/2014, p. 310.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a> \u201c(\u2026) a ironia atravessa dois est\u00e1dios: o est\u00e1dio marcado por S\u00f3crates, quando disse &#8216;sei s\u00f3 que nada sei&#8217;, e o est\u00e1dio marcado por Sanches, quando disse &#8216;nem sei se nada sei&#8217;. O primeiro passo chega \u00e0quele ponto em que duvidamos de n\u00f3s dogmaticamente, e todo o homem superior o d\u00e1 e atinge. O segundo passo chega \u00e0quele ponto em que duvidamos de n\u00f3s e da nossa d\u00favida, e poucos homens o t\u00eam atingido na curta extens\u00e3o j\u00e1 t\u00e3o longa do tempo que, humanidade, temos visto o sol e a noite sobre a v\u00e1ria superf\u00edcie da terra\u201d. Pessoa 1997\/1999.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a> F\u00e9 cega, faca amolada, Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1975.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a> Mbembe 2020\/2021, pp. 14-15.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a> Berardi 2009\/2019, p. 20.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref38\" name=\"_ftn38\">[38]<\/a> Idem, p. 86.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref39\" name=\"_ftn39\">[39]<\/a> Martin 2019\/2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref40\" name=\"_ftn40\">[40]<\/a> Mbembe 2020\/2021, p. 19.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref41\" name=\"_ftn41\">[41]<\/a> Sigal 2024.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref42\" name=\"_ftn42\">[42]<\/a> Por Eliane Berger e Soraia Bento. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/conflito-e-sintoma-uma-abordagem-da-teoria-psicanalitica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/conflito-e-sintoma-uma-abordagem-da-teoria-psicanalitica\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref43\" name=\"_ftn43\">[43]<\/a> Por Alessandra Sapoznik, Ana Maria Sigal, Christiana Freire, Daniela Danesi, Iso Ghertman, Luc\u00eda Barbero Fuks, Maria Marta Azzolini, Natalia Gola, Noemi Moritz Kon, S\u00edlvia Nogueira de Carvalho e Soraia Bento, Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/desalienacao-transmissao-e-psicanalise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/desalienacao-transmissao-e-psicanalise\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref44\" name=\"_ftn44\">[44]<\/a> Por Ana Maria Sigal. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/transmissao-da-teoria-psicanalitica-no-curso-conflito-e-sintoma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2024\/06\/15\/transmissao-da-teoria-psicanalitica-no-curso-conflito-e-sintoma\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref45\" name=\"_ftn45\">[45]<\/a> Birman 1996, p. 59 et seq.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria fina, cristalina, aula inaugural convida 29a turma do curso \u00e0 transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise em audit\u00f3rio lotado. Por S\u00edlvia Nogueira de Carvalho.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[262],"tags":[53],"edicao":[301],"autor":[133],"class_list":["post-3590","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-conflito-e-sintoma","tag-conflito-e-sintoma","edicao-boletim-74","autor-silvia-nogueira-de-carvalho","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3590"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3590\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3653,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3590\/revisions\/3653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3590"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3590"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}