{"id":3595,"date":"2025-04-11T10:24:03","date_gmt":"2025-04-11T13:24:03","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3595"},"modified":"2025-04-11T10:29:00","modified_gmt":"2025-04-11T13:29:00","slug":"mulheres-da-boca-e-outras-historias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2025\/04\/11\/mulheres-da-boca-e-outras-historias\/","title":{"rendered":"Mulheres da Boca e outras hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Mulheres da Boca e outras hist\u00f3rias<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Maria Aparecida Kfouri Aidar<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, com alguma abertura pol\u00edtica em andamento, surgem grupos feministas que foram crescendo e se desdobrando ao longo do tempo, cujas hist\u00f3rias est\u00e3o registradas e seus efeitos nos atravessam at\u00e9 hoje. Foi no feminismo que me engajei na luta por direitos, das mulheres \u00e9 claro. Mas tamb\u00e9m contra a ditadura, por elei\u00e7\u00f5es livres e diretas, pelo fim das opress\u00f5es. Os grupos dos quais participei estiveram sempre alinhados a\u00ed.<\/p>\n<p>Em 1975, ano internacional da mulher, fiz parte de um coletivo rec\u00e9m surgido, com mulheres que vinham de diferentes lugares. \u201cO chamado\u201d foi de companheiras do Partido Comunista, ent\u00e3o totalmente clandestino, e a\u00ed se juntaram jornalistas, ativistas de diferentes origens, estudantes \u2013 como eu \u2013 e mulheres exiladas que tinham acabado de voltar ao Brasil. Fizemos alguns debates, mas era um coletivo muito grande, com propostas que nem sempre convergiam. Rendeu diferentes frutos e se dispersou. Fundamental esclarecer que esse relato \u00e9 sobre minha experi\u00eancia e impress\u00f5es e como sabemos que a mem\u00f3ria sempre falha, o que pretendo aqui \u00e9 relatar o que lembro, o que ficou na minha mem\u00f3ria dessa parte de minha hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Desse grup\u00e3o sa\u00edram parte das fundadoras do <em>N<\/em><em>\u00f3<\/em><em>s Mulheres<\/em> (eu inclusive), o primeiro jornal a se declarar feminista. De 1976 a 1978, seu tempo de dura\u00e7\u00e3o, publicamos oito n\u00fameros, dispon\u00edveis na internet, para quem se interessar<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Foi a\u00ed que conheci e fiquei amiga da In\u00eas Castilho, jornalista, com quem dirigi o curta-metragem <em>Mulheres da Boca<\/em><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><em>,<\/em> que inspirou esse relato.<\/p>\n<p>Fomos constituindo uma rede de grupos e institui\u00e7\u00f5es que, se n\u00e3o eram feministas, se identificavam com a luta das mulheres. Papel fundamental teve a Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas, que dotava bolsas para pesquisas sobre a mulher. Aqui come\u00e7a a hist\u00f3ria do filme.<\/p>\n<p>In\u00eas e eu recebemos essa bolsa para fazermos uma pesquisa sobre prostitui\u00e7\u00e3o na ent\u00e3o chamada <em>Boca do Lixo paulistana<\/em>, localizada nas imedia\u00e7\u00f5es da antiga rodovi\u00e1ria, onde a rua do Triunfo era um ponto fundamental. A\u00ed localizava-se tamb\u00e9m a \u201cboca do lixo\u201d do cinema marginal paulistano, endere\u00e7o das produtoras desses filmes. Origem dos filmes de Ozualdo Candeias, por exemplo.<\/p>\n<p>Por que fazer um filme? O meu amor pelo cinema vem do ber\u00e7o. Em um primeiro momento da vida, influenciada pelo amor de minha fam\u00edlia de origem pelo cinema americano e franc\u00eas. Depois, no come\u00e7o da vida adulta aprendi a amar o cinema brasileiro, atrav\u00e9s de minha conviv\u00eancia familiar com Paulo Em\u00edlio Sales Gomes. Aqui conheci tamb\u00e9m o cinema de arte, ou cinema autoral. Tenho marcada em minha retina a impress\u00e3o da c\u00f3pia colorizada de <em>Iv<\/em><em>\u00e3 <\/em><em>o terr<\/em><em>\u00ed<\/em><em>vel<\/em>, de Einseinstein.\u00a0 Al\u00e9m disso, In\u00eas e eu \u00e9ramos pr\u00f3ximas, amigas, namoradas, colegas do pessoal das produtoras independentes paulistanas. Assim, com o desejo de fazer um filme, de contar uma hist\u00f3ria atrav\u00e9s do audiovisual, de seguir a luta feminista atrav\u00e9s do cinema, nossa pesquisa rapidamente transformou-se no projeto de um curta-metragem.<\/p>\n<p>Para sua realiza\u00e7\u00e3o montamos um grupo de mulheres. Al\u00e9m de In\u00eas e eu, Sarah Feldman, Sarah Yakhni, Jacira de Melo e Marcia Vicente. Nos associamos \u00e0 produtora Tatu filmes e fomos \u00e0 luta, fomos a campo.<\/p>\n<p>Chegamos na rua do Triunfo com nossos amigos da Tatu que logo nos apresentaram ao Sat\u00e3, produtor e ator de filmes realizados ali, e uma esp\u00e9cie de pr\u00edncipe do peda\u00e7o. Foi amor \u00e0 primeira vista, nos demos muito bem e Sat\u00e3, com seu jeito suave e gentil, nos levou para dar uma volta na regi\u00e3o, para nos mostrar o peda\u00e7o, mas fundamentalmente para avalizar nossa presen\u00e7a ali. Bastou essa volta, a partir dela, pudemos circular tranquilamente por l\u00e1, entre as trabalhadoras do sexo, cafet\u00f5es, e toda popula\u00e7\u00e3o. Fizemos nossa pesquisa que se transformou em um trabalho de campo e de loca\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o do filme. E filmamos, montamos e finalizamos o <em>Mulheres da Boca<\/em>,\u00a0 entre 1980 e 1982.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se \u00e9 poss\u00edvel relatar a experi\u00eancia dessa imers\u00e3o que fizemos na \u201cboca do lixo\u201d tantos anos depois. In\u00eas e eu fizemos um relat\u00f3rio escrito, exig\u00eancia de nosso contrato com a Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas, mas esse relat\u00f3rio \u00e9 pouco, comparado ao que conseguimos alcan\u00e7ar com o filme. Talvez o que fique mais forte seja a naturalidade com que nos aproximamos, a generosidade com que fomos recebidas, o \u201combro a ombro\u201d que vivemos com essas mulheres. Nossa abertura e respeito por seus trabalhos foi um ingrediente fundamental para o bom encontro que tivemos. Mudei para sempre meu imagin\u00e1rio, minhas ideias preconcebidas sobre as trabalhadoras do sexo. \u00c9 \u00f3bvio que as diferen\u00e7as gritantes, de classe principalmente, sempre estiveram. Mas naquele hiato de tempo fomos mulheres engajadas, cis, heteros e homossexuais, brancas e negras, lado a lado no <em>setting<\/em> de filmagem, em um mesmo projeto. Experi\u00eancia \u00fanica, inesquec\u00edvel. Ultimamente\u00a0 assisti a um document\u00e1rio maravilhoso sobre o Ingmar Bergman<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Uma passagem importante do filme trata de seu olhar como diretor, ele faz o \u201celogio da c\u00e2mera\u201d e diz \u201cela capta a alma das pessoas\u201d. Acho que conseguimos algo disso no <em>Mulheres da Boca<\/em>.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, eu j\u00e1 era psic\u00f3loga e fazia meu caminho e forma\u00e7\u00e3o pela psican\u00e1lise. Fiz outros trabalhos em v\u00eddeo e filme mas mergulhei mesmo no of\u00edcio de psicanalista. Com o tempo, o <em>Mulheres <\/em>foi ficando distante, nunca esquecido, faz parte de minha hist\u00f3ria, mas distante.<\/p>\n<p>Dois anos pra c\u00e1, o filme voltou \u00e0 tona em minha vida e venho atualizando essa parte de minha hist\u00f3ria. Surgiu a partir de um chamado de In\u00eas, que vinha cuidando do filme, acompanhando sua digitaliza\u00e7\u00e3o e mantendo contato com jovens mulheres ligadas ao cinema e seu trabalho de resgate e estudo dos filmes de mulheres na \u00e9poca da ditadura civil-militar.<\/p>\n<p>Depois de <em>Mulheres da Boca<\/em>, nos engajamos em outro projeto que resultou no curta-metragem <em>Histerias<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>, de 1983, dirigido por In\u00eas, para quem fiz assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o. O filme, tamb\u00e9m considerado experimental, \u00e9 um olhar de mulheres para mulheres, passando por sua sa\u00fade mental, opress\u00f5es, encenado com coreografia de Juliana Carneiro da Cunha.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, come\u00e7o dos anos 1980, eu fazia parte de um grupo de estudos com amigas psicanalistas, que deu origem\u00a0 ao coletivo N\u00facleo de Psican\u00e1lise, Cinema e V\u00eddeo. O grupo era constitu\u00eddo por mim, Heidi Tabacof, Marta Azzolini e Maria L\u00facia Arroyo Lima (amiga muito querida, que infelizmente j\u00e1 se foi para outras dimens\u00f5es). Durante um tempo, Maria Rita Kehl tamb\u00e9m esteve conosco, mas logo saiu para seguir sua carreira solo, que conhecemos bem.<\/p>\n<p>Faz tempo que penso em escrever sobre minha experi\u00eancia no N\u00facleo, chegou o bom momento para isso. Depois da assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o do <em>Histerias<\/em>, segui meu trabalho como psicanalista e o grupo de estudos logo se transformou num grupo de trabalho, \u00e0 medida que decidimos falar sobre a psican\u00e1lise atrav\u00e9s do cinema e do v\u00eddeo, baseadas no desejo de democratizar a psican\u00e1lise. A concretiza\u00e7\u00e3o desse desejo aconteceu por ocasi\u00e3o de um primeiro encontro, ocorrido em Havana, da psican\u00e1lise com a psicologia marxista, como os cubanos a denominavam. Encontro memor\u00e1vel entre cubanos, brasileiros, argentinos e uruguaios, principalmente. Fomos o primeiro grupo de brasileiros a entrar oficialmente em Cuba, com quem o Brasil acabara de reatar rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas \u2013 ainda existia diplomacia\u2026<\/p>\n<p>E fizemos o primeiro filme, o curta-metragem <em>Psycuba<\/em><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, produzido por n\u00f3s e dirigido por Heidi Tabacof. A experi\u00eancia em Havana, de alguma forma, me remete ao que vivi no <em>Mulheres da Boca<\/em>; fomos a campo com a cara e a coragem, viv\u00eancia intensa, divertida, de grande aprendizagem sobre o encontro com a diferen\u00e7a, com nossos mestres, pares e colegas. O <em>Psycuba<\/em> \u00e9 um material raro, com passagens como a bela entrevista com Marie Langer, de mai\u00f4 preto na beira da piscina do hotel Habana Libre, antigo Hilton. A imagem dela, sua voz, sua fala, est\u00e3o coladas em mim para sempre.<\/p>\n<p>Foi na realiza\u00e7\u00e3o do <em>Psycuba <\/em>que nomeamos o N\u00facleo de Psican\u00e1lise, Cinema e V\u00eddeo.<\/p>\n<p>De volta ao Brasil, levamos um bom tempo na montagem do <em>Psycuba<\/em> e come\u00e7amos a semear a ideia de fazer um filme de fic\u00e7\u00e3o, a partir de um conto de Maria L\u00facia Arroyo Lima, <em>A mulher do atirador de facas<\/em><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Em 1988 o projeto saiu do papel. Tivemos a verba de um edital, a parceria com a Super Filmes, e dessa vez vivemos uma experi\u00eancia in\u00e9dita entre n\u00f3s, fazer um filme de fic\u00e7\u00e3o com atores, Carla Camuratti e Ney Latorraca. Nilson Villas-Boas assinou a dire\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica do filme e o N\u00facleo, a dire\u00e7\u00e3o de projeto. Filme com direito a exibi\u00e7\u00e3o e pr\u00eamio de melhor trilha original de Jos\u00e9 Miguel Wisnik, no festival de Gramado no mesmo ano.<\/p>\n<p>Em 1993, em parceria com o Departamento de Psican\u00e1lise, fizemos o document\u00e1rio <em>Traduzir: Jean Laplanche e Haroldo de Campos<\/em>. Trata-se de uma bela conversa sobre tradu\u00e7\u00e3o, nas perspectivas do psicanalista e do poeta, material precioso sobre o tema<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Nosso trabalho seguinte foi contar um pouco da hist\u00f3ria da psican\u00e1lise brasileira e latino-americana atrav\u00e9s das filmagens que fizemos por ocasi\u00e3o do evento realizado para o lan\u00e7amento da biografia de Freud escrita por Emilio Rodrigu\u00e9, em Salvador, 1995. Trabalhamos em parceria com Mois\u00e9s Rodrigues da Silva. Trata-se de entrevistas com o pr\u00f3prio Emilio e com psicanalistas de v\u00e1rias partes do mundo, que estiveram presentes no evento. Nesse material, temos um relato de grupo sobre a psican\u00e1lise em nosso Departamento. O document\u00e1rio, <em>N\u00f3s outros e a psican\u00e1lise,<\/em> foi lan\u00e7ado em 2000<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Foi o \u00faltimo trabalho do N\u00facleo, cada uma seguiu seu caminho.<\/p>\n<p>Filmar \u00e9 uma experi\u00eancia intensa, trabalhosa, admir\u00e1vel mesmo, mas n\u00e3o \u00e9 algo que quis seguir fazendo.<\/p>\n<p>Em 2003, fechei definitivamente minha produ\u00e7\u00e3o em cinema e v\u00eddeo com uma entrevista realizada com minha tia, Nadir Kfouri, sobre sua experi\u00eancia de vida como assistente social e reitora da PUC<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. Fiz esse trabalho com minha prima querida, Maria Luiza Kfouri, jornalista, especialista em MPB, que infelizmente j\u00e1 se foi. A sugest\u00e3o muito bem-vinda foi da Maria Auxiliadora Cunha Arantes, nossa colega Dodora, que foi a entrevistadora. Tenho uma enorme alegria em ter registrado esse material que tem servido como mem\u00f3ria e fonte para trabalhos sobre a Nadir.<\/p>\n<p>Temos acompanhado muitos filmes de resist\u00eancia, como est\u00e3o sendo chamados, como \u00e9 o <em>Mulheres da Boca, <\/em>que vem participando de mostras como a <em>Experimenta<\/em><em>\u00e7\u00f5<\/em><em>es feministas, cinema, v<\/em><em>\u00ed<\/em><em>deo e democracia no Brasil (1972-1995),<\/em> ocorrida no Cinesesc em fevereiro \u00faltimo. E ent\u00e3o, o convite para que eu escrevesse esse texto para o Boletim.<\/p>\n<p>Quero agradecer a Camila Flaborea que deu a ideia, a Adriana Dias que encampou e oficializou o convite e a S\u00edlvia Nogueira que faz tempo me incentiva a escrever sobre minha experi\u00eancia com o cinema e v\u00eddeo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, tanto o jornal <em>N<\/em><em>\u00f3<\/em><em>s Mulheres<\/em>, quanto o filme, hoje chamado de experimental, t\u00eam sido objeto de estudo, de recupera\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da luta feminista no Brasil.<\/p>\n<p>Penso que com esse registro encerrei muito bem minha carreira de fazedora de filme e v\u00eddeo. Sigo amando o cinema como espectadora e com a certeza de que o bom cinema pode mobilizar afetos, trazer \u00e0 tona mem\u00f3rias individuais e coletivas, como bem temos visto! Meu campo de atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica segue sendo a psican\u00e1lise, pr\u00e1tica civilizat\u00f3ria, mais necess\u00e1ria do que nunca nos tempos que vivemos.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, professora no Curso de Psican\u00e1lise e integrante do Conselho editorial da revista Percurso.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.fcc.org.br\/conteudosespeciais\/nosmulheres\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.fcc.org.br\/conteudosespeciais\/nosmulheres\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/mubi.com\/pt\/br\/films\/mulheres-da-boca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/mubi.com\/pt\/br\/films\/mulheres-da-boca<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Bergman 100 anos<\/em>. Trailer dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/youtu.be\/uH1TPmlVzS0?si=WHyVVM3LlqJNx1kr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/uH1TPmlVzS0?si=WHyVVM3LlqJNx1kr<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/pt\/title\/tt21855410\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.imdb.com\/pt\/title\/tt21855410\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cM2h6lBxUpk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cM2h6lBxUpk<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UKG3pNxcjJE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UKG3pNxcjJE<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> A transcri\u00e7\u00e3o desse debate foi publicada pelo N\u00facleo de Psican\u00e1lise, cinema e v\u00eddeo em Percurso, 56\/57 \u2014 Jean Laplanche \u2013ano XXIX, jun-dez2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/percurso.openjournalsolutions.com.br\/index.php\/ojs\/article\/view\/255\/274\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/percurso.openjournalsolutions.com.br\/index.php\/ojs\/article\/view\/255\/274<\/a>. Filme dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/_s38R-BEht8?si=xF6C5JTxVtyyi-yS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/_s38R-BEht8?si=xF6C5JTxVtyyi-yS<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/RFQekdQHrMg?si=jU7Y7_YZiz6iGcFQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/RFQekdQHrMg?si=jU7Y7_YZiz6iGcFQ<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Trechos do document\u00e1rio <em>Nadir Kfouri<\/em>, de mar\u00e7o de 2012, dispon\u00edveis em <a href=\"https:\/\/youtu.be\/1zJadOt9_ZY?si=vzwj7fEHt0FI8Zxi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/1zJadOt9_ZY?si=vzwj7fEHt0FI8Zxi<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um relato de Cida Aidar sobre sua rela\u00e7\u00e3o com o cinema. Especial para o boletim <span style=\"color: #990000;\">on<\/span>line.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[142],"tags":[145,87],"edicao":[301],"autor":[313],"class_list":["post-3595","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cinema","tag-cinema","tag-feminismo","edicao-boletim-74","autor-cida-aidar","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3595","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3595"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3595\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3601,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3595\/revisions\/3601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3595"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3595"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}