{"id":3760,"date":"2025-06-13T18:16:14","date_gmt":"2025-06-13T21:16:14","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3760"},"modified":"2025-06-17T11:43:12","modified_gmt":"2025-06-17T14:43:12","slug":"homenagem-a-oscar-cesarotto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2025\/06\/13\/homenagem-a-oscar-cesarotto\/","title":{"rendered":"Homenagem a Oscar Cesarotto"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Homenagem a Oscar Cesarotto<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">Homenaje a Oscar Cesarotto<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por<\/strong><strong> Liliana Emparan<\/strong><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3761 aligncenter\" src=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/b75_04a.jpg\" alt=\"\" width=\"186\" height=\"167\" \/><\/p>\n<p><strong>Sobre Oscar<\/strong><\/p>\n<p>Oscar \u00c1ngel Cesarotto, psicanalista, professor e artista, colega e compatriota argentino faleceu poucos dias atr\u00e1s (11-04-2025). Nasceu em Buenos Aires (26-01-1950), \u201cporte\u00f1o de origen, paulistano por opci\u00f3n y <em>acuariano\u201d,<\/em> como ele gostava de destacar. De predile\u00e7\u00f5es variadas, adorava rock, sorvetes, literatura, astrologia e o surrealismo.<\/p>\n<p>Ainda reverbera em n\u00f3s o impacto da morte s\u00fabita de um psicanalista com percurso marcante; por isso a necessidade de colocar em palavras este breve escrito sobre suas variadas atividades.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3762\" src=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/b75_04b.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"161\" \/><\/p>\n<p>Psicanalista lacaniano, disc\u00edpulo de Oscar Masotta (Escuela Freudiana de Buenos Aires), migrou para o Brasil em 1977 por conta da ditadura na Argentina. Criador do curso de Semi\u00f3tica psicanal\u00edtica &#8211; Cl\u00ednica da cultura na PUC-COGEAE junto a Geraldino Alves de Ferreira Neto (1935-2024) e M\u00e1rcio Peter de Souza Leite (1949-2012), de quem foi um grande amigo. Tamb\u00e9m foi docente na ECA-USP do curso <em>Cultura material e consumo: perspectivas semiopsicanal\u00edticas. <\/em><\/p>\n<p>Escreveu v\u00e1rios livros e publica\u00e7\u00f5es, algumas em coautoria: \u00a0<em>O que \u00e9 p<\/em><em>sican<\/em><em>\u00e1lise: 2\u00aa vis\u00e3o<\/em> (Brasiliense, 1984), <em>Lacan atrav\u00e9s do espelho <\/em>(Brasiliense, 1985), <em>Jacques Lacan<\/em><em> &#8211; uma biografia intelectual<\/em> (Iluminuras 1993), <em>Um <\/em>affair<em> freudiano<\/em><em> &#8211; os escritos de Freud sobre a coca\u00edna<\/em> (Iluminuras, 1989), <em>Ideias de Lacan <\/em>(Iluminuras, 1995), <em>No olho do Outro <\/em><em>&#8211; <\/em><em>\u2018O homem de areia\u2019 segundo Hoffmann, Freud e Gaiman<\/em> (iluminuras, 1996), entre outros.<\/p>\n<p>Como estilo ousado e irreverente, em seu livro <em>O que \u00e9 <\/em><em>psican<\/em><em>\u00e1<\/em><em>lise? <\/em><em>2\u00aa vis\u00e3o <\/em>(Cesarotto e Leite, 1987, p.8), provoca o leitor:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Este livro conta a hist\u00f3ria do exorcismo feito por um bruxo que quis trazer o esp\u00edrito de Freud de volta a esta velha senhora sem dentes, que, neste ato se rejuvenesceu.<br \/>\n<\/em><em>S\u00f3 que o elixir mefistof\u00e9lico que este feiticeiro produziu d\u00e1 tal barato que n\u00e3o conseguimos &#8211; nem foi nossa inten\u00e7\u00e3o &#8211; nos livrar de seus efeitos, e ent\u00e3o estamos aqui, formulando nossos abracadabras, para ver se, por sua vez, esse bruxo, ainda que morto, n\u00e3o morra, e tenha sempre o mesmo poder de manter Freud vivo.<\/em><\/p>\n<p>Publicou tamb\u00e9m o livro <em>Contra Natura &#8211; Ensaios de psican\u00e1<\/em><em>lise e antropologia surreal<\/em> (Iluminuras, 1999). Anos depois, j\u00e1 como doutor em Comunica\u00e7\u00f5es e Semi\u00f3tica pela USP e a partir da tese: <em>El lunfardo, lengua paterna de los argentinos<\/em>, publica o livro: <em>Tango Malandro<\/em> (Iluminuras, 2003). Neste livro, as ra\u00edzes argentinas ganham destaque, numa an\u00e1lise inovadora. Ao referir-se ao lunfardo como l\u00edngua dos argentinos, destaca:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Como uma brincadeira infantil, capaz de se burlar do mundo adulto e sisudo, o <\/em>lunfardo <em>permite encarar a vida sob o \u00e2ngulo da galhofa, mesmo que a gravidade da exist\u00eancia nunca fique exclu\u00edda da sua concep\u00e7\u00e3o do mundo. Por isso, o alcance criativo dos seus termos poderia ser equiparado aos processos do<\/em> witz<em>, os <\/em>chistes<em> ou ditos espirituosos que Freud exibia em 1905 para ilustrar a fertilidade significante do inconsciente.<\/em> (Cesarotto, 2003, p. 93).<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia publica <em>O ver\u00e3o da lata<\/em> (Iluminuras, 2005), <em>Sedi<\/em><em>\u00e7\u00f5es<\/em> (Iluminuras, 2008) e <em>Inconsci<\/em><em>\u00eancias<\/em> (Iluminuras, 2020). \u00c9 deste \u00faltimo livro que extraio a an\u00e1lise, citada logo abaixo, sobre os ataques \u00e0 psican\u00e1lise e seu campo de saber, onde seu estilo perspicaz e articulador de v\u00e1rios saberes fica revelado.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Na alvorada do terceiro mil\u00eanio, o inconsciente se encontra sob fogo cruzado, atacado pelo capitalismo predat\u00f3rio, o mal-estar na cultura, a sociedade depressiva, as religi\u00f5es totalit\u00e1rias, o consumismo gozoso, aliados ao discurso da ci\u00eancia, mais cego do que nunca. Alguma vez Lacan disse que a psican\u00e1lise era um sintoma da civiliza\u00e7\u00e3<\/em><em>o, at<\/em><em>\u00e9 chegar um dia em que esta \u00faltima se curaria dela. Paranoia ou profecia?<\/em> (Cesarotto, 2019, p.26).<\/p>\n<p>O Oscar artista fica evidente a partir do ano 2000 com as <em>ikebanas lacanianas<\/em>. Como relata Mario Puj\u00f3:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Desde el a\u00f1o 2000, una nueva pasi\u00f3n se apodera de \u00e9l. Comienza a coleccionar objetos que considera sugerentes o curiosos, adquiri\u00e9ndolos en puestos de la calle, ferias artesanales y mercados de antig\u00fcedades. Una rutina que practica sistem\u00e1ticamente en sus paseos de domingo y en sus viajes al exterior. Con ellos, reuni\u00e9ndolos de a tres, construye por pegado o injerto un objeto absolutamente nuevo y original, inexistente hasta el momento de su creaci\u00f3n, que posee habitualmente un alto atractivo est\u00e9tico. Como el todo es m\u00e1s que la suma de las partes, el nuevo objeto se convierte en un cuarto elemento que enlaza o contiene a los otros tres. Algo que evoca, en alguna medida, el anudamiento borromeo que propone Lacan para sus tres registros (real, simb\u00f3lico e imaginario), y que, en su armon\u00eda, explica el nombre con que decide bautizarlos Oscar: \u201cikebanas lacanianas\u201d.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3763 aligncenter\" src=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/b75_04c.jpg\" alt=\"\" width=\"120\" height=\"154\" \/>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre mim<\/strong><\/p>\n<p>Quando soube de seu falecimento algumas cenas passaram pela minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao pensar no Oscar Cesarotto uma imagem da minha inf\u00e2ncia me assalta e persegue: a brincadeira infantil <em>La gallina ciega<\/em>. Se trata de uma brincadeira livre na qual uma pessoa fica de olhos vendados e precisa tentar pegar pessoas que correm ao seu redor; ao faz\u00ea-lo, precisa ainda tentar descobrir quem \u00e9. A dificuldade consiste em reconhecer nos tra\u00e7os do outro, como cabelo, rosto ou algum elemento em destaque, quem \u00e9 esse companheiro\/a; para quem \u00e9 pego, o desafio \u00e9 n\u00e3o rir, falar, ou evitar qualquer pista que facilite sua descoberta. \u00c9 um jogo de descoberta, no qual se reconhece e se \u00e9 reconhecido pelo outro. \u00c9 muito comum que se diga espontaneamente qual foi a caracter\u00edstica que provocou o \u00eaxito. Assim, nesta met\u00e1fora da brincadeira <em>La gallina ciega<\/em>, falar sobre Oscar Cesarotto \u00e9 tamb\u00e9m falar um pouco sobre mim e sobre a minha descoberta e constru\u00e7\u00e3o como psicanalista, reconhecer-me e ser reconhecida como tal, tamb\u00e9m a partir dele.<\/p>\n<p>Oscar foi meu primeiro supervisor cl\u00ednico, quando eu estava construindo um lugar, uma posi\u00e7\u00e3o como analista; Oscar era um psicanalista muito admirado por mim. Ele me recebeu, percebendo minha cl\u00ednica incipiente, e lembro de come\u00e7ar a produzir em mim o desmonte de uma ideia que eu tinha da psican\u00e1lise como algo extremamente s\u00e9rio e ortodoxo. Acredito que o escolhi para iniciar minha cl\u00ednica a partir do lugar geogr\u00e1fico de onde eu vinha, da nossa mesma nacionalidade, com uma hist\u00f3ria semelhante de migra\u00e7\u00e3o e por consider\u00e1-lo ousado e com humor. Uma certa familiaridade me impulsionou a procur\u00e1-lo e a estranheza de sua escuta me interrogou.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel ser psicanalista em terras estrangeiras?<\/p>\n<p>A metapsicologia seria a rede de prote\u00e7\u00e3o que sustentaria um estilo de escuta e manejo anal\u00edtico que, conjuntamente com a an\u00e1lise pessoal e a supervis\u00e3o, comporiam os alicerces da constru\u00e7\u00e3o de uma analista. Caberia, tamb\u00e9m, o humor e sobretudo a <em>estrangeiridade.<\/em><\/p>\n<p>Para minha surpresa, posteriormente ele aceitou um convite e compareceu ao Museu da Imigra\u00e7\u00e3o (ent\u00e3o Memorial do Imigrante) onde junto com a minha amiga e colega Tatiana Inglez-Mazzarella realizamos uma exposi\u00e7\u00e3o chamada: <em>Ra\u00edzes da cidade: o testemunho de uma \u00e1rvore<\/em>, na qual apresent\u00e1vamos a hist\u00f3ria de uma \u00e1rvore estrangeira (a figueira de bengala, \u00e1rvore indiana) na hist\u00f3ria da cidade de S\u00e3o Paulo.\u00a0 No museu, catalogamos as variadas \u00e1rvores ex\u00f3ticas (estrangeiras) que compunham o jardim do museu. Sua ida \u00e0 nossa exposi\u00e7\u00e3o foi um gesto sens\u00edvel que indicou presen\u00e7a e testemunho de um percurso.<\/p>\n<p>Algum tempo depois trabalhamos juntos na organiza\u00e7\u00e3o do evento chamado <em>Libertango: Identidades no Mercosul: Di\u00e1logos Brasil-Argentina<\/em>. Era a semana Brasil-Argentina organizada na PUC-SP junto a Luis Esteban Dom\u00ednguez, Claudio Montoto, Florencia Ferrer e Antonio Rago Filho. Eram confer\u00eancias, mesas e debates sobre cultura, educa\u00e7\u00e3o, m\u00fasica, cinema, pol\u00edtica e economia de ambos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Destaco aqui, dentro desse grupo do evento, os seus grandes amigos: Luis Esteban Dom\u00ednguez, arquiteto e historiador argentino. Amigo de Oscar de toda a vida literalmente,\u00a0 j\u00e1 que suas m\u00e3es eram amigas anteriormente. Segundo Luis Esteban, Oscar gostava muito de conversar: \u201c<em>eran charlas interminables sobre pol\u00edtica, marxismo, astrolog\u00eda, esoterismo.\u00a0 <\/em><em>Eran v\u00e1rios d\u00edas as\u00ed, era muy divertido.<\/em>\u201d Destaco, ainda, seu amigo Claudio C\u00e9sar Montoto, tamb\u00e9m argentino, psicanalista e professor da PUC-SP. Segundo Claudio: \u201c<em>nos encontr\u00e1bamos a menudo para charlar y almorzar<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Enfim, algumas lembran\u00e7as deste grande psicanalista e ser humano; ser\u00e1 lembrado por todos n\u00f3s psicanalistas que admiramos sua obra, coragem e humor.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, cabe destacar que Oscar foi analista e tamb\u00e9m professor de muitos colegas do Departamento, nos grupos de estudos em que realizou, por d\u00e9cadas, a transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavras Finais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Homenagem surrealista: em mem\u00f3ria do Oscar<\/strong><\/p>\n<p>Dali e o Surrealismo recebem fortes influ\u00eancias da psican\u00e1lise, tentando afastar-se de um tipo de l\u00f3gica racional para aproximar-se da l\u00f3gica e o tempo do inconsciente. Surgem, assim, ao longo de sua obra, trabalhos compostos por v\u00e1rios tipos de objetos que funcionam como s\u00edmbolos, representantes singulares e sociais. A sua obra \u00e9 extremamente on\u00edrica e audaz.<\/p>\n<p>No quadro <em>A persist<\/em><em>\u00eancia da mem\u00f3ria<\/em> (1931), os rel\u00f3gios retratam principalmente o ef\u00eamero do tempo e da vida, e a import\u00e2ncia da mem\u00f3ria: <a href=\"https:\/\/www.moma.org\/collection\/works\/7901\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.moma.org\/collection\/works\/79018<\/a><\/p>\n<p>Provavelmente, por tudo isso, Oscar adorava o surrealismo.<\/p>\n<p>\u00a1Gracias y hasta siempre Oscar!<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>#LacanEmancipa (28 de abril de 2025). OSCAR CESAROTTO-IN MEMORIAM# <em>Lacan emancipa Revista de la izquierda lacaniana<\/em>. Recuperado 22 de mayo de 2025 de <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.58079\/13stv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.58079\/13stv<\/a><\/p>\n<p>Cesarotto, O e Leite, M. P. de S.<em>O que \u00e9 p<\/em><em>sican<\/em><em>\u00e1<\/em><em>lise?<\/em> 2a vis\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Editora Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p>Cesarotto, O. <em>Tango Malandro<\/em>. S\u00e3o Paulo: Iluminuras, 2003.<\/p>\n<p>___________<em>Inconsci<\/em><em>\u00eancias:<\/em><em> psican<\/em><em>\u00e1<\/em><em>lise, semi<\/em><em>\u00f3tica, cultura material<\/em>. S\u00e3o Paulo: Iluminuras, 2019.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae. Doutora em\u00a0 Ci\u00eancias (Psicologia Cl\u00ednica) pelo IPUSP. Mestre em Psicologia e Educa\u00e7\u00e3o pela FEUSP. Coordenadora do Projeto Ponte. Professora do curso Cl\u00ednica com Migrantes do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mem\u00f3rias e gestos sens\u00edveis, marcas de uma presen\u00e7a no percurso de uma analista. Por Liliana Emparan.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[169],"tags":[179],"edicao":[317],"autor":[333],"class_list":["post-3760","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-in-memoriam","tag-in-memoriam","edicao-boletim-75","autor-liliana-emparan","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3760","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3760"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3760\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3781,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3760\/revisions\/3781"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3760"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3760"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}