{"id":3812,"date":"2025-09-08T22:23:16","date_gmt":"2025-09-09T01:23:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3812"},"modified":"2025-09-11T00:53:45","modified_gmt":"2025-09-11T03:53:45","slug":"uma-conversa-com-e-sobre-anne-dufourmantelle-e-suas-tradutoras-do-livro-inteligencia-do-sonho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2025\/09\/08\/uma-conversa-com-e-sobre-anne-dufourmantelle-e-suas-tradutoras-do-livro-inteligencia-do-sonho\/","title":{"rendered":"Uma conversa com e sobre Anne Dufourmantelle e suas tradutoras, do livro <em>Intelig\u00eancia do sonho<\/em>"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Uma conversa com e sobre Anne Dufourmantelle e<\/strong><br \/>\n<strong>suas tradutoras,\u00a0 do livro <em>Intelig<\/em><em>\u00eancia do sonho<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><em><sup>[1]<\/sup><\/em><\/a><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Daniela Athuil<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>Nas margens de um rio, ou na areia de alguma praia, voc\u00ea caminha contemplativa num percurso n\u00e3o planejado, liberando os p\u00e9s e a mente da tarefa de lev\u00e1-la a algum lugar pr\u00e9-estabelecido. Seu caminhar \u00e9 o pr\u00f3prio ponto de encontro com o sonho. <\/em>(sonho\/poema para Anne Dufourmantelle)<\/p>\n<p>Anne Dufourmantelle escreve como quem antecipa um movimento essencial, uma esp\u00e9cie de pr\u00e9-escrita. Escreve com os sentidos do corpo antes que o texto se torne palavra. <em>Ave Palavra<\/em>, diria Hilda Hilst. <em>Ave Sonho<\/em>, diria Dufourmantelle.<\/p>\n<p>Trazer para o campo da linguagem essa escritura voadora requer uma percep\u00e7\u00e3o e um sentir muito mais amplos do que nosso pensamento \u00e9 capaz de informar. \u00c9 preciso dilatar a palavra, estranhar o pr\u00f3prio pensamento, fechar os olhos para assim emergir o ser que sonha.<\/p>\n<p>Anne Dufourmantelle faz de seu mergulho nas \u00e1guas do sonho, um livro. Uma escrita po\u00e9tica e erudita que impressiona pela flu\u00eancia com que transita pelos saberes filos\u00f3ficos, psicanal\u00edticos, liter\u00e1rios e mitol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Paula e Danielle fazem de seu encanto pela autora, tradu\u00e7\u00e3o. Traduzir, diz o poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, \u00e9 desenhar uma escultura. Equil\u00edbrio fino entre ler, sentir, pensar e escolher as palavras sem fix\u00e1-las demais. E nesta noite nos convidam \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o desse trabalho.<\/p>\n<p>\u201cO sonho \u00e9 pura Intelig\u00eancia. O que pode o sonho \u00e9 imenso. Sonhar \u00e9 uma promessa\u201d. Assim prop\u00f5e a autora neste livro, interrogando e explorando todas as dimens\u00f5es do sonho.<\/p>\n<p>A verdade fundamental da psican\u00e1lise, a verdade do desejo, \u00e9 um enigma a ser decifrado; o psicanalista, aquele que suspeita; o sonho, sua estrada principal, nos disse Freud em <em>A Interpreta<\/em><em>\u00e7\u00e3o dos sonhos.<\/em> Todas as noites o sonho nos interpela radicalmente acerca da verdade de nossos desejos. Mas \u00e9 o sonho tamb\u00e9m que com sua intelig\u00eancia nos informa sobre o real, ao mesmo tempo que anuncia que alguma coisa est\u00e1 chegando, numa opera\u00e7\u00e3o que descostura o passado para que ele seja habitado de outra maneira. A essa outra temporalidade inaugurada pelo sonho, Dufourmantelle nomeou \u201cfuturo anterior\u201d (p. 16). Pensar o sonho depois de Freud, continuar essa aventura por suas vias r\u00e9gias, eis o convite de <em>Intelig<\/em><em>\u00eancia do sonho.<\/em><\/p>\n<p>Mais do que a realiza\u00e7\u00e3o alucinat\u00f3ria do desejo, o sonho \u00e9 tamb\u00e9m portador desse <em>continuum <\/em>de vida, experi\u00eancia criativa, reparadora, apaziguadora, mas tamb\u00e9m aterrorizadora. O sonho nos d\u00e1 sinal de que algo se anuncia, e embora n\u00e3o seja propriamente um press\u00e1gio, tamb\u00e9m n\u00e3o se trata somente do retorno do recalcado. Ele assim \u201cn\u00e3o estaria somente escondido, mas vivo organicamente em n\u00f3s\u201d (p. 67). O sonho \u00e9 criador, lugar de uma poss\u00edvel metamorfose de si. Desvela e inventa \u201coutras proposi\u00e7\u00f5es, outras figuras in\u00e9ditas que o sonhador n\u00e3o conhece ainda\u201d (p. 66).<\/p>\n<p>Sequestrado pela m\u00e1quina de produ\u00e7\u00e3o e consumo do capitalismo globalizado e pela ind\u00fastria farmacol\u00f3gica, o adormecer deixa de se constituir como experi\u00eancia subjetiva, ao pre\u00e7o do empobrecimento da vida. Perde-se assim, pouco a pouco, esse lugar e tempo de encontro do sujeito com seus sonhos. Tal redu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o do sonho, essa desconex\u00e3o n\u00e3o teria como efeito aquilo que o xam\u00e3 Yanomami Davi Kopenawa, denominou \u201cmodos curtos de sonhar e pensar\u201d dos nap\u00eb (brancos)?<\/p>\n<p>Um outro al\u00e9m do sonho freudiano reside na sua for\u00e7a de ser compartilhado, na abertura de suas fronteiras com outros sujeitos, no espa\u00e7o on\u00edrico comum. \u201cO que contar para aceitar estar junto?\u201d Indaga Dufourmantelle: \u201cSonhos\u201d (p. 17). O sonho \u00e9 pensado pela autora como for\u00e7a viva. Produzimos futuro sonhando, e \u201cos ind\u00edgenas sabiam disso\u201d (p. 56), nos relembra Dufourmantelle.<\/p>\n<p>Os povos origin\u00e1rios, para os quais o sonho \u00e9 uma experi\u00eancia coletiva, sabem que sonhar \u00e9 resgatar nossa ancestralidade para conectarmos com poss\u00edveis sa\u00eddas para o futuro. Um deslocamento da temporalidade, um sinal de que algo foi e, ainda que fugidio, de que algo ser\u00e1. Uma anuncia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo <em>Intercessores: g\u00eanios, daemom e anjos<\/em>, Dufourmantelle nos fala dessas arquiteturas simb\u00f3licas que portam o indiz\u00edvel, aquilo que excede nossa capacidade de pensar. Seriam os g\u00eanios po\u00e9ticos, assim como o sonho, essas figuras de intercess\u00e3o que nos permitem dizer o mundo? Freud, em <em>Escritores criativos e devaneios, <\/em>j\u00e1 se referia a esse segredo mais \u00edntimo dos sonhadores diurnos, os poetas e escritores. Dufourmantelle revisita esse caminho freudiano com habilidade rara, aproximando-nos dessa misteriosa narrativa, que pela voz do g\u00eanio, do anjo ou do sonho, o sujeito fala a si mesmo de um outro lugar.<\/p>\n<p>Nosso guardi\u00e3o insiste e sussurra ardida ou docemente ao sonhador. Cuidemos, nas palavras da autora, \u201cdaquilo que em n\u00f3s \u00e9 capaz de sonho\u201d (p. 56).<\/p>\n<p>Teria tanto a dizer sobre o que me causou a leitura do livro, mas deixo ao leitor a del\u00edcia de descobri-lo com os pr\u00f3prios sentidos.<\/p>\n<p>No mais, <em>Intelig<\/em><em>\u00eancia do sonho<\/em> realiza para mim a for\u00e7a de uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao sonho. Agrade\u00e7o a Paula Francisquetti e a Danielle Blanchard por essa revela\u00e7\u00e3o e por esse encontro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Breve apresenta\u00e7\u00e3o para o lan\u00e7amento do livro de Anne Dufourmantelle <\/strong><strong><em>Intelig\u00eancia do sonho \u2013 fantasias, apari\u00e7\u00f5es e inspira\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Paula Francisquetti<\/strong><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong><sup>[3]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cN\u00e3o nos refazemos da surpresa de estar no mundo\u201d<br \/>\n<em>Anne Dufourmantelle<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesses tempos de intelig\u00eancia artificial e de fim do sono, momento em que o sonho est\u00e1 amea\u00e7ado, queremos celebrar o livro de Anne Dufourmantelle sobre a intelig\u00eancia do sonho, lindo elogio \u00e0 dimens\u00e3o on\u00edrica do mundo.<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o do livro nasceu de um duplo encanto, da Danielle Blanchard e meu, com a escrita de Anne Dufourmantelle. A autora nos surpreendeu com sua sensibilidade, \u00e9tica, liberdade, erudi\u00e7\u00e3o, escrita po\u00e9tica e intimidade com o mundo dos sonhos. Ela faz a psican\u00e1lise dialogar sobretudo com a filosofia, mas tamb\u00e9m com a literatura, a hist\u00f3ria e a antropologia. Notamos algu\u00e9m que cultivava outra forma de intelig\u00eancia, aquela que vem da noite, um saber que s\u00f3 se aprende de si mesmo no compartilhamento com outros. Ela chamou essa forma de intelig\u00eancia de vida dentro da vida.<\/p>\n<p>A cada semana seu livro nos levava a lugares surpreendentes, o que renovava nosso encanto e nos convidava a oferecer hospitalidade aos nossos pr\u00f3prios sonhos. Para ela um sonho n\u00e3o acolhido, n\u00e3o escutado, \u00e9 como uma carta que n\u00e3o chegou a seu destinat\u00e1rio e isso teria um pre\u00e7o para o sonhador. Ela frisa: sem a intelig\u00eancia do sonho ser\u00edamos como o cego andando \u00e0 beira do abismo.<\/p>\n<p>No decorrer do livro, a autora nos lembra de in\u00fameras civiliza\u00e7\u00f5es que puderam se pensar atrav\u00e9s do sonho, fazer dele o ber\u00e7o no qual repousa o mundo. E, ainda, que o sonho humano seria destinado \u00e0 narra\u00e7\u00e3o, ao la\u00e7o social, ao compartilhamento; ele anuncia algo da vida individual e coletiva, processa traumas individuais e coletivos, como guerras. Tem uma dimens\u00e3o hist\u00f3rica-mundial, como tem o del\u00edrio para Deleuze. Charlotte Beradt, no livro em que documenta os sonhos do momento da ascens\u00e3o do Terceiro Reich, nos mostra in\u00fameros exemplos de sonhos que apontam para essa dimens\u00e3o hist\u00f3rica, dentre eles alguns sonhos que alertavam aos sonhadores para sa\u00edrem da Alemanha naquele momento.<\/p>\n<p>Dufourmantelle insiste que para al\u00e9m de nos apresentar a cifra do desejo recalcado, o sonho seria uma forma de intelig\u00eancia com o real que se d\u00e1 atrav\u00e9s das imagens do sonho. O novo \u00e9 inicialmente figurado antes de ganhar a palavra. Resulta de uma convers\u00e3o, de uma metamorfose, de uma mudan\u00e7a de estado. O sonho desenha o que ainda n\u00e3o p\u00f4de ser pensado, \u201c\u00e9 o revelador daquilo que come\u00e7a a vir a se fazer presente para n\u00f3s mesmos\u201d (Dufourmantelle, 2025, p. 14). Pode at\u00e9 mesmo salvar uma vida, mudar o destino de algu\u00e9m, se houver porosidade, sensibilidade, ao que vem na noite nos visitar quando a raz\u00e3o adormece.<\/p>\n<p>O sonho n\u00e3o seria algo alheio ou distante da realidade que nos cerca, mas \u00e9 real, um acontecimento que nos escapa, um ato n\u00e3o autorizado por nossa consci\u00eancia e um instrumento capaz de desdobrar o mundo, ao possibilitar outra percep\u00e7\u00e3o do presente. Ele n\u00e3o tiraria nossos p\u00e9s do ch\u00e3o, como prop\u00f5e o senso comum, mas ao contr\u00e1rio, tem a pot\u00eancia de nos ajudar a fincar os dois p\u00e9s no ch\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o do desejo, de intensificar nossa rela\u00e7\u00e3o com o mundo.<\/p>\n<p>O mundo \u00e9 sonho e o sonho, mundo, como vimos na apresenta\u00e7\u00e3o inicial. Queremos convid\u00e1-los \u00e0 leitura desse livro que nos faz reavivar essa vida dentro de nossa vida. Vida que, como diria Anne Dufourmantelle, apaga-se, devora-se, se esquece de si, escapa-nos e nos desperta, nos impulsiona atrav\u00e9s dos elementos do passado, do vis\u00edvel e do invis\u00edvel, ao presente, na dire\u00e7\u00e3o do futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bibliografia<\/p>\n<p>Dufourmantelle, A. <em>Intelig\u00eancia do sonho \u2013 fantasias, apari\u00e7\u00f5es, inspira\u00e7\u00e3o.<\/em> S\u00e3o Paulo, SP: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, 2025.<\/p>\n<p>Beradt, Charlotte. <em>Sonhos no Terceiro Reich \u2013 com o que sonham os alem\u00e3es depois da ascens\u00e3o de Hitler<\/em>. S\u00e3o Paulo, SP: Tr\u00eas Estrelas, 2017.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Texto apresentado no lan\u00e7amento da tradu\u00e7\u00e3o do livro, realizada por Danielle Ortiz Blanchard e Paula Francisquetti, publicado pela Editora Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, no dia 18 de agosto de 2025, na Livraria da Travessa.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, articuladora da \u00e1rea de Publica\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00e3o no Conselho de Dire\u00e7\u00e3o, integrante da equipe editorial deste Boletim <span style=\"color: #993300;\">on<\/span>line e da Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas do Departamento de Psican\u00e1lise.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, professora no Curso de Psican\u00e1lise, integrante da Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas e do GTACME.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que dizer sobre a escrita e sua tradu\u00e7\u00e3o do sonhar? Por Daniela Athuil, seguido da apresenta\u00e7\u00e3o para o lan\u00e7amento, por Paula Francisquetti.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[81],"tags":[83,44],"edicao":[335],"autor":[61,70],"class_list":["post-3812","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura","tag-leituras","tag-sonhos","edicao-boletim-76","autor-daniela-athuil","autor-paula-francisquetti","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3812"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3812\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3898,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3812\/revisions\/3898"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3812"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3812"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}