{"id":3820,"date":"2025-09-08T22:42:53","date_gmt":"2025-09-09T01:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=3820"},"modified":"2025-09-11T00:50:49","modified_gmt":"2025-09-11T03:50:49","slug":"os-lacos-de-sangue-de-renoir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2025\/09\/08\/os-lacos-de-sangue-de-renoir\/","title":{"rendered":"Os la\u00e7os de sangue de Renoir"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Os la\u00e7os de sangue de Renoir<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>S<\/strong><strong>\u00e9<\/strong><strong>rgio Telles <\/strong><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recentemente estava num congresso de psicanalistas e um colega iniciou sua apresenta\u00e7\u00e3o mostrando a reprodu\u00e7\u00e3o do quadro <em>A banhista e o c\u00e3o griffon<\/em> (ou <em>Lise Tr<\/em><em>\u00e9hot \u00e0 beira do Sena<\/em>), 1870, de Renoir, que faz parte do acervo do MASP<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> e que eu n\u00e3o conhecia.<\/p>\n<p>No quadro se v\u00ea uma mulher despida no meio de arbustos e folhagens, as roupas das quais se desfez est\u00e3o a seus p\u00e9s e ela ainda mant\u00e9m em sua m\u00e3o direita uma \u00faltima pe\u00e7a, uma camisa, que ela segura por uma de suas extremidades. Na camisa h\u00e1 dois grandes la\u00e7os vermelhos. Deitado sobre as roupas que est\u00e3o no ch\u00e3o, o c\u00e3ozinho da ra\u00e7a griffon. A mulher aparenta seguran\u00e7a e tranquilidade, se exibe sem inibi\u00e7\u00f5es ou constrangimentos e n\u00e3o parece notar a presen\u00e7a de uma outra mulher vestida mais distante, que a observa do meio das \u00e1rvores.<\/p>\n<p>O colega, que usava o quadro de Renoir para fins de sua exposi\u00e7\u00e3o, pediu \u00e0 plateia (umas 120 pessoas), constitu\u00edda quase que exclusivamente por mulheres, que produzisse associa\u00e7\u00f5es em torno da imagem.<\/p>\n<p>Foram feitas algumas observa\u00e7\u00f5es e eu mesmo contribui, dizendo que a imagem me fazia pensar em menstrua\u00e7\u00e3o.\u00a0 Eu mal havia terminado de pronunciar a palavra \u201cmenstrua\u00e7\u00e3o\u201d quando ouvi uma inesperada e rumorosa gargalhada da plateia, gerando um certo burburinho.<\/p>\n<p>Eu nem tivera tempo de explicar por que a imagem me provocara tal associa\u00e7\u00e3o: os dois la\u00e7os vermelhos da pe\u00e7a branca, que a modelo segurava antes de deix\u00e1-la cair no ch\u00e3o, lembravam manchas de sangue que, para mim, remetiam \u00e0 menstrua\u00e7\u00e3o por sua localiza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao corpo feminino desnudo.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o interferir na apresenta\u00e7\u00e3o do colega, que tratava de assunto completamente diferente, nada mais disse, mas continuei pensando.<\/p>\n<p>Surpreso com a forte rea\u00e7\u00e3o da plateia, me dei conta de qu\u00e3o revelador dos mecanismos inconscientes era o que tinha acabado de acontecer. Era uma manifesta\u00e7\u00e3o de psicologia das massas, em que minha fala provocou uma rea\u00e7\u00e3o imediata e inconsciente do grupo, confirmando, de forma surpreendente, a pertin\u00eancia e veracidade do que eu dissera.<\/p>\n<p>A primeira coisa chamativa \u00e9 que a evoca\u00e7\u00e3o da menstrua\u00e7\u00e3o partira de mim, um homem, e n\u00e3o das mulheres ali presentes. Entretanto, a rea\u00e7\u00e3o que tiveram, a gargalhada compartilhada por todas, era bastante sintom\u00e1tica, confirmava a corre\u00e7\u00e3o de minha observa\u00e7\u00e3o. Em seu trabalho \u201cO chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente\u201d (1905), Freud mostra como os <em>witze<\/em>, os ditos de esp\u00edrito, as piadas, s\u00e3o recursos do discurso que driblam os impedimentos da censura e expressam o reprimido ou negado, liberando uma energia que \u00e9 descarregada atrav\u00e9s do riso.<\/p>\n<p>Entendendo que minha interpreta\u00e7\u00e3o fora validada pela rea\u00e7\u00e3o da plateia, pensei que o quadro de Renoir poderia ser visto como um curioso exemplo de representa\u00e7\u00e3o quase explicita da menstrua\u00e7\u00e3o, algo impens\u00e1vel no momento de sua execu\u00e7\u00e3o, tendo o artista usado inconscientemente dos mecanismos do processo prim\u00e1rio (deslocamento, condensa\u00e7\u00e3o, simboliza\u00e7\u00e3o) para faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Os ensinamentos de Freud ao analisar o \u201cMois\u00e9s\u201d de Michelangelo autorizam tal hip\u00f3tese. Diz ele que nenhum detalhe daquela escultura \u00e9 irrelevante, que todos e cada um deles corresponde a um desejo consciente e\/ou inconsciente do artista. Por exemplo, h\u00e1 uma motiva\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para Michelangelo ter representado Mois\u00e9s na posi\u00e7\u00e3o sentada e n\u00e3o de p\u00e9, cofiando sua barba de uma tal maneira, segurando as t\u00e1buas da lei de determinada forma, dispondo as pernas e os p\u00e9s visando sugerir determinados movimentos etc.<\/p>\n<p>\u00c9 ent\u00e3o l\u00edcito pensar que, ao criar seu quadro, Renoir tamb\u00e9m deliberou cuidadosamente todos os detalhes, a posi\u00e7\u00e3o da modelo (Lise Tr\u00e9hot, ent\u00e3o sua amante), suas vestimentas, seus gestos etc. \u00c9 verdade que h\u00e1 muitos outros elementos do quadro, como a exist\u00eancia de uma outra mulher vestida que, dissimulada entre a folhagens, observa Lise com um olhar eventualmente homoer\u00f3tico, o pr\u00f3prio cachorrinho, o rio Sena, a vegeta\u00e7\u00e3o etc. Mas aqui nos detemos nos la\u00e7os vermelhos que lembram manchas de sangue menstrual na roupa branca que Lise segura no ar, como que para deix\u00e1-las bem evidentes. A delibera\u00e7\u00e3o de Renoir de assim representar a cena n\u00e3o \u00e9 fruto do acaso, ela \u00e9 sobredeterminada, e uma das determina\u00e7\u00f5es poderia ser justamente o desejo de expor a realidade menstrual da mulher. \u00c9 de se pensar at\u00e9 que ponto essa inconsciente representa\u00e7\u00e3o da menstrua\u00e7\u00e3o no quadro n\u00e3o teria sido captada da mesma forma por todos que o viram desde ent\u00e3o e que tamb\u00e9m calaram, dado que a menstrua\u00e7\u00e3o era um assunto tabu.<\/p>\n<p>O evento que aqui relato n\u00e3o ser\u00e1 uma evid\u00eancia de que a menstrua\u00e7\u00e3o permanece sendo um tabu? Ser\u00e1 relevante o fato de ter sido um homem e n\u00e3o uma mulher quem percebeu sua dissimulada representa\u00e7\u00e3o na pintura? A gargalhada que acolheu a men\u00e7\u00e3o \u00e0 menstrua\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria uma confiss\u00e3o de que havia uma percep\u00e7\u00e3o inconsciente reprimida que n\u00e3o pudera se manifestar at\u00e9 ent\u00e3o e que fora liberada naquele momento?\u00a0 O fato n\u00e3o fica ainda mais intrigante por serem psicanalistas todas as mulheres ali presentes?<\/p>\n<p>Como mostrou Freud em \u201cO tabu da virgindade\u201d (1917-18), o pavor que o homem sente frente ao sangue se origina do medo da menstrua\u00e7\u00e3o, que remete \u00e0 vagina dentada, \u00e0 castra\u00e7\u00e3o. O desprezo que o homem mostra contra a mulher e a menstrua\u00e7\u00e3o na verdade oculta o p\u00e2nico pelo amea\u00e7ador genital feminino que pode castr\u00e1-lo. A cultura machista imp\u00f5e \u00e0s mulheres tal vis\u00e3o equivocada e preconceituosa, impedindo-as de ver a menstrua\u00e7\u00e3o como express\u00e3o de sua fisiologia saud\u00e1vel, motivo de orgulho da sua condi\u00e7\u00e3o de mulher, marca pr\u00f3pria de sua sexualidade, ligada \u00e0 fertilidade e \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diz o ChatGPT que a pintura europeia do s\u00e9culo XIX, da qual Renoir faz parte, nunca representou explicitamente a menstrua\u00e7\u00e3o. Nela, o corpo da mulher aparece sempre idealizado e aspectos mais real\u00edsticos s\u00e3o suprimidos, o que ocorre tamb\u00e9m na arte cl\u00e1ssica. Ela aparece apenas nas artes muito arcaicas, ligada aos ritos de fertilidade e refer\u00eancias ao culto \u00e0 lua, que remete \u00e0 periodicidades dos ciclos da mulher.<\/p>\n<p>A representa\u00e7\u00e3o direta da menstrua\u00e7\u00e3o nas artes visuais s\u00f3 se concretiza na contemporaneidade, a partir de meados do s\u00e9culo XX, fruto do movimento feminista e empoderamento da mulher. Dois exemplos fundadores s\u00e3o a obra <em>Red Flag<\/em> (1971), da norte-americana Judy Chicago<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> e o conjunto <em>Menstrala<\/em> (2000), de Vanessa Tiegs<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. No primeiro caso, trata-se da foto de uma mulher retirando um absorvente \u00edntimo da vagina; no segundo, o uso que a artista faz de sangue menstrual para pintar e desenhar. Mais recentemente, artistas mulheres de v\u00e1rias partes do mundo t\u00eam a menstrua\u00e7\u00e3o como tema de inspira\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e milit\u00e2ncia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de repress\u00e3o e nega\u00e7\u00e3o da menstrua\u00e7\u00e3o pode tamb\u00e9m ser aferido no fato de que somente muito recentemente os absorventes \u00edntimos passaram a ser vistos como itens de higiene indispens\u00e1veis aos quais todas as mulheres devem ter direito. No Brasil, a distribui\u00e7\u00e3o gratuita de absorventes higi\u00eanicos data de janeiro de 2024, por meio do programa Farm\u00e1cia Popular, como parte do Programa de Prote\u00e7\u00e3o e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade e Dignidade Menstrual<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Concluo propondo a ideia de que o quadro de Renoir seja visto como uma das representa\u00e7\u00f5es inconscientes da menstrua\u00e7\u00e3o na pintura europeia do s\u00e9culo XIX, vencendo a barreira que ocultava essa que \u00e9 uma caracter\u00edstica essencial da sexualidade feminina, uma evid\u00eancia da realidade incontorn\u00e1vel da diferen\u00e7a dos sexos.<\/p>\n<p>ADENDO \u2013 Pouco tempo depois do evento e tendo j\u00e1 escrito esse texto, encontrei uma colega que estivera ali presente e lhe perguntei como tinha entendido a gargalhada que se seguiu \u00e0 minha interven\u00e7\u00e3o sobre menstrua\u00e7\u00e3o. Mais uma vez, para minha surpresa, ela inicialmente disse n\u00e3o recordar esse acontecimento, mas logo recuperou a lembran\u00e7a, sem saber explicar por que riram, nem porque havia esquecido.<\/p>\n<p>Dias depois voltamos a nos falar e ela disse ter refletido sobre seu esquecimento. Achou que talvez se devesse ao fato de estar naquele momento cercada por mulheres na menopausa. Em sua fantasia, para elas a men\u00e7\u00e3o \u00e0 menstrua\u00e7\u00e3o n\u00e3o gerava apenas o constrangimento pr\u00f3prio \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o censurada de um tema tabu, remeteria tamb\u00e9m a uma dimens\u00e3o melanc\u00f3lica ligada \u00e0 perda da menstrua\u00e7\u00e3o, da fertilidade, o advento da idade, a velhice. De fato, somente quando ela mencionou essa interpreta\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio esquecimento \u00e9 que me dei conta que naquela plateia de mulheres, grande parte dela n\u00e3o mais menstruava<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bibliografia<\/p>\n<p>Freud \u2013 Moises de Michelangelo<\/p>\n<p>Freud \u2013 O tabu da virgindade<\/p>\n<p>Ortiz, Natalia Delatim &#8211; Luto e desejo na menopausa: contribui\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas \u2013- Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental \u2013 26 \u2013 2023<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rlpf\/a\/LVvvmHZmpM3dRBRTcPTY8jj\/\">SciELO Brasil &#8211; Luto e desejo na menopausa: contribui\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas Luto e desejo na menopausa: contribui\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas<\/a><\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Psicanalista e escritor, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae. Coordenador do grupo Psican\u00e1lise e Cultura, e parte do corpo editorial da revista Percurso. Respons\u00e1vel pela Se\u00e7\u00e3o Psican\u00e1lise no Mundo. Autor, entre outros livros, de <em>O psicanalista vai ao cinema<\/em>, volumes 1, 2, 3 e 4.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/masp.org.br\/acervo\/obra\/a-banhista-e-o-cao-griffon-lise-a-beira-do-sena\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/masp.org.br\/acervo\/obra\/a-banhista-e-o-cao-griffon-lise-a-beira-do-sena<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.tate.org.uk\/art\/artworks\/chicago-red-flag-artist-proof-4-p15227\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.tate.org.uk\/art\/artworks\/chicago-red-flag-artist-proof-4-p15227<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.menstrala.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.menstrala.org\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a>A menopausa \u00e9 um territ\u00f3rio pouco visitado pela psican\u00e1lise. Freud, Helena Deutsch abordaram as importantes mudan\u00e7as libidinais e narc\u00edsicas ocorridas ent\u00e3o. Mais recentemente Marie-Christine Laznik fez desdobramentos, falando do mito de Medusa e do complexo de Jocasta como manifesta\u00e7\u00f5es t\u00edpicas desse momento. Cf Ortiz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leitura simbolista de S\u00e9rgio Telles prop\u00f5e aplicar a psican\u00e1lise do tabu da menstrua\u00e7\u00e3o e da psicologia das massas ao olhar de <em>A banhista e o c\u00e3o griffon<\/em> (1870), do acervo do MASP.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[334],"tags":[38,83],"edicao":[335],"autor":[227],"class_list":["post-3820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","tag-arte","tag-leituras","edicao-boletim-76","autor-sergio-telles","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3820"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3820\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3896,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3820\/revisions\/3896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3820"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3820"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=3820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}