{"id":4063,"date":"2026-04-13T16:12:16","date_gmt":"2026-04-13T19:12:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=4063"},"modified":"2026-04-16T08:06:39","modified_gmt":"2026-04-16T11:06:39","slug":"capturas-do-sofrimento-e-corpo-ciranda-pensamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2026\/04\/13\/capturas-do-sofrimento-e-corpo-ciranda-pensamento\/","title":{"rendered":"Corpo, ciranda&#8230; pensamento"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Corpo, ciranda&#8230; pensamento<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Rubens M. Volich<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>Agrade\u00e7o o convite de Maria Helena Fernandes, a querida Lena, para comentar e celebrar com ela e com tantos amigos e colegas queridos (como podemos aqui constatar) o nascimento de teu novo rebento.<\/p>\n<p>Um convite que me alegra imensamente, pela possibilidade de reiterar, a partir de mais um fruto de sua produ\u00e7\u00e3o, minha admira\u00e7\u00e3o, carinho e gratid\u00e3o por uma colega e amiga de longa data. Uma parceira de in\u00fameras realiza\u00e7\u00f5es profissionais, cl\u00ednicas, did\u00e1ticas, de escrita e de transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise, presen\u00e7a importante em v\u00e1rios momentos que compartilhamos, em meio a alegrias, d\u00favidas e mesmo dores, de um e de outro, nos quais pude contar com tua escuta sens\u00edvel e calorosa.<\/p>\n<p>Uma alegria que se estende ainda por estarmos aqui juntos em companhia de Maria Elisa Pessoa Labaki, Mar\u00ea, nossa companheira em parte de tais realiza\u00e7\u00f5es, com quem sempre vivi uma sintonia pessoal e de pensamento cl\u00ednico e te\u00f3rico que poucas vezes encontrei em meu percurso.<\/p>\n<p>\u00c9 realmente um enorme prazer participar deste momento, tendo claro que o tempo de que disponho para meus coment\u00e1rios \u00e9 absolutamente insuficiente para relatar em detalhes a criatividade e a riqueza de pensamento que encontramos nas p\u00e1ginas de <em>Capturas do sofrimento: corpo, alimenta\u00e7\u00e3o e ideais na cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/em>.<\/p>\n<p>Minha frustra\u00e7\u00e3o por essa limita\u00e7\u00e3o se apazigua, apenas em parte, por j\u00e1 ter deixado claro, nas imagens e sentimentos que evoquei nessas primeiras palavras, a ess\u00eancia e a inspira\u00e7\u00e3o dessa nova obra de Maria Helena Fernandes.<\/p>\n<p>Podemos senti-las ao longo de todas as suas p\u00e1ginas, infiltradas nas entrelinhas, permeando ideias e hip\u00f3teses, inspirando constru\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00f5es nas discuss\u00f5es cl\u00ednicas. Sempre reverberando em seu estilo e em sua escrita a melodia que nos faz alucinar a voz da autora, com seu (felizmente..) indefect\u00edvel e melodioso sotaque, que nos embala ao ritmo da ciranda e de lembran\u00e7as long\u00ednquas de Olinda, t\u00e3o presentes em sua vida.<\/p>\n<p>Com a mesma leveza, ela nos transporta para o outro lado do Atl\u00e2ntico, compartilhando conosco a riqueza e o rigor da psican\u00e1lise francesa, que ela soube transformar com a criatividade e a elasticidade necess\u00e1rias \u00e0 cl\u00ednica contempor\u00e2nea. Criatividade e elasticidade que, sabemos, constru\u00edmos aqui em muitas de nossas cenas psicanal\u00edticas paulistanas e brasileiras, solos f\u00e9rteis que fizeram germinar o pensamento e a escuta acolhedora e essencial de Lena, bem como seu desejo de transmitir e compartilhar os frutos preciosos dessa elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Reencontramos em <em>Capturas do sofrimento<\/em> o fio sens\u00edvel e consistente que perpassa toda sua obra. Desde suas primeiras experi\u00eancias cl\u00ednicas no Hospital Pedro II e no Hospital das Cl\u00ednicas, no Recife, j\u00e1 se anunciava a inspira\u00e7\u00e3o que marcaria seu percurso. Como ela aponta no livro: <em>\u201c<\/em>Ao corpo doente, a psican\u00e1lise deveria poder oferecer, acima de tudo, um espa\u00e7o de escuta, capaz de acolher com delicadeza as dolorosas surpresas com as quais as doen\u00e7as nos confrontam\u201d.<\/p>\n<p>Mulher e analista comprometida, Maria Helena cumpre sua palavra ao faz\u00ea-lo neste livro.<\/p>\n<p>Rec\u00e9m-chegada a S\u00e3o Paulo, terra onde viria a enraizar-se, Maria Helena passou a desenvolver uma reflex\u00e3o que n\u00e3o cessou de se desdobrar e adensar ao longo dos anos. Vieram os artigos sobre o acompanhamento terap\u00eautico e o trabalho no hospital geral, sobre o lugar do corpo e a hipocondria, sobre a constru\u00e7\u00e3o do corpo na anorexia das meninas, sobre o feminino, os ideais, a metapsicologia. Sua tese de doutorado, <em>L\u2019hypocondrie du r\u00eave et le silence des organes: une clinique psychanalytique du somatique<\/em> (<em>A hipocondria do sonho e o sil\u00eancio dos \u00f3rg\u00e3os: o corpo na cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/em>), orientada por Pierre F\u00e9dida e publicada em 1999, tornou-se refer\u00eancia e inspira\u00e7\u00e3o para grande parte de sua produ\u00e7\u00e3o: in\u00fameros artigos, colet\u00e2neas como <em>Limites de Eros, <\/em>organizado em parceria com Eliane M. Marraccini e Marta R. Cardoso (Blucher, 2022)<em>,<\/em> al\u00e9m de in\u00fameros trabalhos apresentados em congressos, jornadas e simp\u00f3sios no Brasil e no exterior, em muitos dos quais tanto eu quanto Mar\u00ea e v\u00e1rios aqui presentes tivemos o prazer de estar ao seu lado em mesas redondas, discutindo esses e outros temas.<\/p>\n<p>Essas reflex\u00f5es literalmente ganharam corpo em livros fundamentais, como <em>Corpo<\/em> (Casa do Psic\u00f3logo, 2003) e <em>Transtornos alimentares: anorexia e bulimia<\/em> (Casa do Psic\u00f3logo, 2006), que revelam uma escrita em que cl\u00ednica, teoria e experi\u00eancia subjetiva se entrela\u00e7am com rara sensibilidade. <em>Capturas do sofrimento<\/em> inscreve-se como continuidade desse percurso, mas tamb\u00e9m abre novas perspectivas: nele reconhecemos a mesma aten\u00e7\u00e3o ao corpo e \u00e0s armadilhas dos ideais, agora ampliada por uma cl\u00ednica mais madura e por uma escuta que nos mostra a capacidade de Maria Helena de transformar as feridas do sofrimento em cria\u00e7\u00e3o e pensamento.<\/p>\n<p>Desde cedo encantada pela \u201cfeiticeira metapsicol\u00f3gica\u201d (Freud) e instigada pela riqueza desse caminho que Pierre F\u00e9dida inoculou em muitos de n\u00f3s, nessa nova obra ela nos estimula e inspira a acompanh\u00e1-la nas tentativas de compreender e lidar com enigmas e desafios do sofrimento humano. Enigmas que ora se manifestam pelo corpo e suas fun\u00e7\u00f5es, como as alimentares, ora pela mente, ora ainda em experi\u00eancias ligadas ao feminino, \u00e0 maternidade e a tantas outras formas de express\u00e3o, inclusive socioculturais.<\/p>\n<p>Maria Helena convida-nos \u00e0 parceria e \u00e0 cumplicidade na constru\u00e7\u00e3o de seu pensamento. Com ela, compartilhamos o encanto das descobertas reveladas em seus textos, nos quais se entrela\u00e7am poesia, sutileza te\u00f3rica e rara aten\u00e7\u00e3o ao que muitas vezes passa despercebido em meio \u00e0 enganosa cacofonia e aos simulacros da cl\u00ednica&#8230; e dos modos de vida contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>Por meio deles, descobrimos a import\u00e2ncia na cl\u00ednica de um exerc\u00edcio de equil\u00edbrio, sutil e necess\u00e1rio, entre a <em>desconfian\u00e7a<\/em> e a <em>delicadeza<\/em>. A <em>desconfian\u00e7a, <\/em>que pode proteger o analista das armadilhas do suposto saber, t\u00e3o tentadoras para nosso narcisismo amea\u00e7ado, sobretudo no acompanhamento dos casos mais dif\u00edceis, um tributo a uma de suas primeiras mentoras nesse campo, Edilnete Siqueira<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Quanto \u00e0 <em>delicadeza, <\/em>ela \u00e9 imprescind\u00edvel ao acolhimento de sujeitos narcisicamente esgar\u00e7ados e fragmentados, seja por excessos, seja por experi\u00eancias de priva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao longo do livro, acompanhamos Maria Helena em suas elabora\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, sempre impregnadas pela cl\u00ednica, e descobrimos com ela a fun\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas hipocondr\u00edacas. Sinto-me especialmente pr\u00f3ximo \u00e0 autora quando revela que, longe de se reduzirem a manifesta\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas, elas apontam para a import\u00e2ncia estruturante de uma forma primitiva de investimento no corpo, sem a qual a constitui\u00e7\u00e3o do psiquismo n\u00e3o se realiza.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, somos conduzidos pelas diferentes manifesta\u00e7\u00f5es da pulsionalidade em seu estado mais arcaico: entre o <em>sil\u00eancio dos \u00f3rg\u00e3os<\/em> \u2014 sil\u00eancio que, como bem aponta Maria Helena, n\u00e3o \u00e9 paz, mas cat\u00e1strofe \u2014 e o <em>transbordamento<\/em> dos excessos que n\u00e3o encontram conten\u00e7\u00e3o nem organiza\u00e7\u00e3o no campo representativo. Nesse ponto, cruzam-se nossos olhares desconcertados diante dessa cl\u00ednica, buscando compreender esses fen\u00f4menos. Enquanto Lena os vislumbra \u201cpara al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o\u201d, eu costumo reconhec\u00ea-los, como sabem, nos \u201cterrit\u00f3rios do aqu\u00e9m\u201d: aqu\u00e9m da palavra, aqu\u00e9m do recalcamento, aqu\u00e9m do narcisismo, nas formas mais primitivas de express\u00e3o da economia psicossom\u00e1tica.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil nos reencontrarmos quando, em seu texto, ela oferece tantos elementos para reconhecer o corpo como palco privilegiado de embates contempor\u00e2neos: a imposi\u00e7\u00e3o dos ideais de beleza e performance, a press\u00e3o incessante do \u201cmais alguma coisa\u201d e as consequ\u00eancias delet\u00e9rias dos excessos e dos transbordamentos pulsionais. Nesse cen\u00e1rio, a autora nos faz apreender a dimens\u00e3o profunda do sofrimento inscrito nos transtornos alimentares e, em especial, as implica\u00e7\u00f5es da tripla recusa observada na anorexia: recusa do tempo, recusa da morte e recusa do outro.<\/p>\n<p>Em seu livro, Maria Helena nos conduz pelos meandros do feminino e da maternidade, revelando as particularidades das viv\u00eancias corporais que atravessam todas essas quest\u00f5es. Mostra como fantasias inconscientes se entrela\u00e7am \u00e0s press\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e raciais, instaurando um debate \u00e9tico e pol\u00edtico t\u00e3o necess\u00e1rio quanto urgente.<\/p>\n<p>Cabe ainda lembrar que os oito cap\u00edtulos da obra s\u00e3o abra\u00e7ados por uma introdu\u00e7\u00e3o e por uma se\u00e7\u00e3o final de agradecimentos que transbordam gratid\u00e3o e generosidade. Ali se revela uma verdadeira cartografia dos afetos, transferenciais, relacionais, geogr\u00e1ficos e institucionais, que inspirou e sustentou a constru\u00e7\u00e3o da obra. Descrevendo seu percurso, Maria Helena nomeia, reverencia e agradece a cada interlocutor, analista, mestre, supervisor, colega, amigo e familiar que acompanhou a gesta\u00e7\u00e3o de sua obra, em realidade escrita ao longo de sua vida.<\/p>\n<p>Relembrando os corredores da Universidade de Paris VII, pelos quais circulamos em \u00e9pocas diferentes (infelizmente&#8230;), Lena evoca a \u201cclareza cristalina\u201d de Jean Laplanche, com quem alguns de n\u00f3s pudemos tanto aprender, sobretudo, sobre o m\u00e9todo e a pesquisa psicanal\u00edtica e seu grande desafio: a responsabilidade de cada analista em \u201cfazer trabalhar a psican\u00e1lise\u201d, tamb\u00e9m uma quest\u00e3o que me toca de forma muito especial. O desafio de promover um verdadeiro trabalho de apropria\u00e7\u00e3o e de transforma\u00e7\u00e3o por meio do qual o analista constr\u00f3i seu percurso, sua escuta, suas interlocu\u00e7\u00f5es, sua escrita para desenvolver um estilo que lhe \u00e9 pr\u00f3prio. Inspirado no convite de Laplanche, j\u00e1 o parafraseei uma vez para descrever o esmero do querido Fl\u00e1vio Ferraz, diretor da cole\u00e7\u00e3o que acolhe <em>Capturas do sofrimento<\/em>, ao \u201cfazer prosear a psican\u00e1lise\u201d. Permitindo-me abusar da par\u00e1frase, descobrimos que, com seu livro Lena, dedicou-se a \u201cfazer <em>cirandar<\/em> a psican\u00e1lise\u201d&#8230;<\/p>\n<p>Em sua roda de mem\u00f3rias, experi\u00eancias, estudos, casos cl\u00ednicos, viagens e institui\u00e7\u00f5es, ela convida a participar uma infinidade de autores, colegas e amigos permitindo-nos reencontrar o legado das gera\u00e7\u00f5es que nos precederam e aquelas com quem convivemos. Colocando nessa grande ciranda Zeferino Rocha e Foucault, Deleuze e Guattari, Edilnete Siqueira e Freud, David Levisky e Leon Kreisler, Luiz Ant\u00f4nio Nogueira Martins e Pierre Marty, Laplanche, Andr\u00e9 Green e Joyce McDougall, Joel, Birman e F\u00e9dida, Augusto Boal e Renato Mezan, Paul-Laurent Assoun e Mario Fuks entre muitos e muitos outros e outras, ela convoca nossas pr\u00f3prias mem\u00f3rias, e incita-nos a novas descobertas, novos movimentos.<\/p>\n<p>Ao final da leitura, senti-me particularmente feliz ao reencontrar, uma vez mais, Maria Helena compartilhando generosamente conosco sua capacidade de sustentar o rigor metapsicol\u00f3gico sem se afastar da cl\u00ednica viva; de dialogar com as manifesta\u00e7\u00f5es do presente sem perder a profundidade da tradi\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica; de nos convidar, enfim, a assumir a coragem de transform\u00e1-la, de criar novos conceitos e dispositivos, sempre que nossa cl\u00ednica nos desafia a assim proceder.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Coment\u00e1rios sobre <em>Capturas do sofrimento. Corpo, alimenta\u00e7\u00e3o e ideais na cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/em>, de Maria Helena Fernandes (SP,: Blucher, 2025), por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento em 04\/10\/25, na Livraria da Vila SP. Mantive no texto o tom coloquial do original, buscando refletir o clima caloroso entre o grande p\u00fablico ali presente para receber o livro.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Psicanalista. Doutor pela Universidade de Paris VII &#8211; Denis Diderot. Membro do Departamento de Psicossom\u00e1tica Psicanal\u00edtica do I. Sedes Sapientiae e professor da Especializa\u00e7\u00e3o. Autor de\u00a0 Psicossom\u00e1tica &#8211; De Hip\u00f3crates \u00e0 Psican\u00e1lise , de <em>Impasses da alma, desafios do corpo. Figuras da hipocondria<\/em>\u00a0 e de <em>Tempos de encontro. Escrita, escuta, psican\u00e1lise<\/em> (SP, Blucher, 2022, 2024 e 2021) e co-organizador e autor dos livros da s\u00e9rie\u00a0 <em>Psicossoma<\/em> (SP, Casa do Psic\u00f3logo).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> \u201cAo imperativo de <em>tudo compreender<\/em> e de <em>tudo interpretar<\/em>, que parecia dominar nossa escuta defendida e assustada, diante da novidade do contato com a cl\u00ednica, Edilnete opunha uma firme resist\u00eancia e nos ensinava a <em>desconfiar\u201d<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rubens Volich. Leia na \u00edntegra.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[81],"tags":[83],"edicao":[367],"autor":[371],"class_list":["post-4063","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura","tag-leituras","edicao-boletim-78","autor-rubens-volich","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4063"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4063\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4110,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4063\/revisions\/4110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4063"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4063"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=4063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}