{"id":4096,"date":"2026-04-13T17:08:32","date_gmt":"2026-04-13T20:08:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=4096"},"modified":"2026-04-13T17:08:32","modified_gmt":"2026-04-13T20:08:32","slug":"a-vida-na-era-da-perplexidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2026\/04\/13\/a-vida-na-era-da-perplexidade\/","title":{"rendered":"A vida na era da perplexidade"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>A<\/strong><strong> vida na era da perplexidade<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por S<\/strong><strong>\u00e9<\/strong><strong>rgio de Gouv\u00ea<\/strong><strong>a Franco<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poder\u00edamos dizer que vivemos na era da perplexidade<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. H\u00e1 uma fam\u00edlia de acontecimentos que nos deixam em uma verdadeira <em>perplexidade<\/em> na contemporaneidade. N\u00e3o queremos tocar hoje apenas o tema da perplexidade. Queremos ver se conseguimos entender um pouco a condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica atual, em que se acentuam a experi\u00eancia do vazio, da fragmenta\u00e7\u00e3o e da incapacidade de conviver com o outro. Queremos tangenciar temas relativos \u00e0 psicopatologia que se expressam nas rela\u00e7\u00f5es sociais contempor\u00e2neas. Sempre estamos falando como psicanalistas, ainda que possamos estar olhando para o cen\u00e1rio mais amplo. N\u00e3o temos a pretens\u00e3o de um enfoque sociol\u00f3gico sobre o tema do fascismo ou neofascismo, por exemplo.<\/p>\n<p>Claro que o <em>inquietante<\/em> faz parte da experi\u00eancia humana, desde sempre. Freud escreve sobre isto em texto de 1919 intitulado, em alem\u00e3o, <em>Das<\/em><em> Unheimliche<\/em>, que poderia ser traduzido para o portugu\u00eas por<em> aquilo que n\u00e3o <\/em><em>\u00e9 <\/em><em>familiar<\/em>. O mal-estar est\u00e1 na civiliza\u00e7\u00e3o, faz parte da pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o humana. A refer\u00eancia \u00e9 o texto <em>O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>, escrito em 1929 e publicado em 1930. As condi\u00e7\u00f5es e express\u00f5es do mal-estar, precisamos dizer, s\u00e3o hist\u00f3ricas. Queremos exatamente examinar as condi\u00e7\u00f5es recentes que d\u00e3o contorno ao mal-estar. A elei\u00e7\u00e3o de Trump para presidente dos EUA em 2016 &#8211; e sua reelei\u00e7\u00e3o em 2024 &#8211;\u00a0 nos colocou em alerta, como sinal importante de que certos valores est\u00e3o em xeque na chamada civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, inclusive a democracia. Na era da perplexidade contempor\u00e2nea, a inquieta condi\u00e7\u00e3o humana tem cara de desorienta\u00e7\u00e3o e melancolia. Se fazemos alguma refer\u00eancia \u00e0 cena pol\u00edtica norte-americana, a refer\u00eancia pretende ajudar a pensar o que acontece entre n\u00f3s. O bolsonarismo brasileiro, em grande medida, \u00e9 uma repeti\u00e7\u00e3o do trumpismo norte-americano.<\/p>\n<p><strong>Perspectiva hist\u00f3<\/strong><strong>rica<\/strong><\/p>\n<p>Talvez seja poss\u00edvel dizer que o s\u00e9culo XIX se encerrou com inspira\u00e7\u00e3o e energia, em ambiente apoiado em avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e industriais importantes que mudaram o cen\u00e1rio no mundo ocidental e transformaram profundamente as fun\u00e7\u00f5es sociais. Mas ao t\u00e9rmino da Primeira Guerra Mundial, o otimismo que se apoiava nas revolu\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XIX come\u00e7ou a se esfarelar. Escritores e artistas passam a descrever o esfacelamento de certos ideais humanos e o desmoronamento de uma vis\u00e3o rom\u00e2ntica do que poder\u00edamos chamar de um <em>self<\/em> heroico. A Segunda Guerra Mundial aprofundou a crise e foi cada vez mais dif\u00edcil dar sentido \u00e0s perdas: o uso da bomba nuclear teve efeitos devastadores. O movimento existencialista exatamente pretendeu capturar a radical perplexidade diante da vida. Vale a pena?<\/p>\n<p>Ao final do s\u00e9culo XX, milh\u00f5es pareceram estar em uma transforma\u00e7\u00e3o, nem sempre reconhecida, nem sempre consciente, rumo a um estado de melancolia. O luto mal resolvido poderia estar conduzindo ao desespero, \u00e0 desorienta\u00e7\u00e3o e \u00e0 revolta. Chegamos ao nosso s\u00e9culo XXI com uma demanda, no ar, por uma solu\u00e7\u00e3o para esta desorienta\u00e7\u00e3o geral. Do <em>self <\/em>humanista s\u00f3 restaram vest\u00edgios. A intensa acelera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica constitui novas maneiras de pensar, ser e se relacionar.<\/p>\n<p>Um dos poss\u00edveis efeitos desta perda de sentido \u00e9 o senso de que a vida fica <em>okay <\/em>desde que n\u00e3o se fa\u00e7am perguntas demais. O consumo e a ostenta\u00e7\u00e3o de riqueza e poder s\u00e3o, para muita gente, o \u00fanico sentido poss\u00edvel. No campo religioso observa-se o avan\u00e7o do fundamentalismo, com um retorno a um Deus medieval e raivoso. Formas mais amadurecidas de espiritualidade ficam afastadas, substitu\u00eddas por uma f\u00e9 cega coligada a um descr\u00e9dito ao pensamento cr\u00edtico e cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Um elemento que merece considera\u00e7\u00e3o e destaque \u00e9 que estamos grandemente guiados pelas chamadas for\u00e7as de mercado. Poderosas for\u00e7as financeiras controlam muita coisa: h\u00e1 uma d\u00favida acerca da possibilidade de alguma media\u00e7\u00e3o sobre a pr\u00f3pria exist\u00eancia. Um senso de impot\u00eancia pode estar fortemente presente, colado a sentimentos intensos de perda, sem repara\u00e7\u00e3o. Ficam criadas as condi\u00e7\u00f5es para um funcionamento ps\u00edquico e social de forte nega\u00e7\u00e3o e mesmo de engajamento em processos de vingan\u00e7a. O uso intenso de ansiol\u00edticos e antidepressivos pode ser visto n\u00e3o apenas como uma quest\u00e3o pessoal, mas como um indicativo do que est\u00e1 acontecendo em nossa sociedade. Estamos testemunhando uma verdadeira epidemia de sofrimento mental e uma catastr\u00f3fica incapacidade de lidar com a crise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se tomarmos a elei\u00e7\u00e3o de Trump nos EUA em 2016 como um marco \u2013 um marco apenas did\u00e1tico e um tanto arbitr\u00e1rio \u2013, veremos depois dessa elei\u00e7\u00e3o um aprofundamento da ansiedade, depress\u00e3o e desorienta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas nos EUA, mas em toda a dita civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. A reflex\u00e3o sobre esta condi\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica n\u00e3o se prop\u00f5e como um substituto da reflex\u00e3o geopol\u00edtica, dos estudos econ\u00f4micos e dos estudos propriamente pol\u00edticos. A nega\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o psicodin\u00e2mica, no entanto, pode ser uma perda de um recurso importante que nos ajuda a compreender o que est\u00e1 acontecendo. Se quisermos ser ousados, os estudos dos fundamentos psicodin\u00e2micos do social podem sustentar alguma esperan\u00e7a de elabora\u00e7\u00e3o e sa\u00edda deste sofrimento que vivemos em tempos t\u00e3o sombrios.<\/p>\n<p>Profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade mental t\u00eam sido compreensivamente hesitantes em oferecer ju\u00edzos cl\u00ednicos sobre figuras pol\u00edticas proeminentes. Talvez haja circunst\u00e2ncias, no entanto, em que este princ\u00edpio deva ser relativizado, pois n\u00e3o se trata tanto de fazer um diagn\u00f3stico acerca de indiv\u00edduos e, sim, uma an\u00e1lise dos processos sociais em curso. Embora n\u00e3o se deva chamar um pol\u00edtico espec\u00edfico de paranoico, talvez seja correto falar em um processo paranoico em curso em nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Poder\u00edamos dizer que posi\u00e7\u00f5es extremadas na pol\u00edtica contempor\u00e2nea podem estar baseadas em um estado mental ativamente perturbado.<\/p>\n<p>Quando Trump anunciou que os mexicanos e centro-americanos, amontoados nas fronteiras norte-americanas, eram criminosos e predadores sexuais, ele teria projetado suas pr\u00f3prias perturba\u00e7\u00f5es sexuais e criminosas nos latino-americanos. Quando ele se prop\u00f4s a construir um muro, ele projetou um muro psicol\u00f3gico na arena pol\u00edtica. O muro psicol\u00f3gico \u00e9 muito anterior a qualquer muro de concreto ou a\u00e7o; h\u00e1 muito ele j\u00e1 tinha constru\u00eddo, dentro de si, um muro ps\u00edquico que o protegia de perceber suas responsabilidades em suas transgress\u00f5es. As deriva\u00e7\u00f5es para a pol\u00edtica brasileira ficam a\u00ed para serem feitas e para serem explicitadas.<\/p>\n<p><strong><em>Selves<\/em><\/strong><strong> fraturados<\/strong><\/p>\n<p>A devasta\u00e7\u00e3o das duas Guerras trouxe \u00e0 tona sentimentos complexos \u2013 muitas pessoas, levando em conta a devasta\u00e7\u00e3o de seus pa\u00edses e de suas pr\u00f3prias vidas, podem ter passado a um sentimento de revolta frente \u00e0s idealiza\u00e7\u00f5es perdidas. Uma das consequ\u00eancias que queremos assinalar \u00e9 que pode ser que este ambiente tenha contribu\u00eddo para acentuada cis\u00e3o da personalidade. Talvez n\u00e3o seja uma coincid\u00eancia que, desde meados do s\u00e9culo passado, se passou a falar tanto de personalidades lim\u00edtrofes. Ainda que se possa criticar um excesso deste diagn\u00f3stico, a cis\u00e3o parece real, n\u00e3o apenas no campo pessoal, mas tamb\u00e9m social. O diagn\u00f3stico de personalidade lim\u00edtrofe d\u00e1 mostras desta cis\u00e3o, que pode ser pensada como um efeito dos grandes desenvolvimentos sociais das \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX e in\u00edcio do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Para o indiv\u00edduo, a divis\u00e3o consolidada n\u00e3o funciona bem; o sujeito est\u00e1 em constante conflito; os movimentos tornam-se amb\u00edguos em rela\u00e7\u00e3o aos objetos. Na escala de uma na\u00e7\u00e3o, podemos pensar como os EUA t\u00eam mantido uma pol\u00edtica externa e posi\u00e7\u00f5es culturais arrogantes que t\u00eam sido muito ofensivas para muitos povos. A experi\u00eancia de 11 de setembro foi de genu\u00edna perplexidade para norte-americanos: \u201cPor que tanta gente nos odeia?\u201d Parece que n\u00e3o podem compreender a correla\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do imperialismo americano no p\u00f3s-guerra e o resultante antiamericanismo em boa parte do planeta.<\/p>\n<p>Quando n\u00f3s nos voltamos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o brasileira, podemos perguntar: ser\u00e1 que sabemos dizer o que acontece entre n\u00f3s? Compreendemos a escravid\u00e3o, os abusos dos povos origin\u00e1rios, os abusos contra a mulher? Entendemos os efeitos do regime de 1964? Ou perdemos o contato com a realidade de modo intenso e estamos marcados por um viver dissociado?<\/p>\n<p>Ainda que a vida continue nas universidades, nas reda\u00e7\u00f5es dos jornais e nas muitas ONGs espalhadas pelo planeta, h\u00e1 um perceptivo decl\u00ednio do interesse em temas human\u00edsticos e nas artes. O que se assiste \u00e9 a um decl\u00ednio do mundo interior. A medica\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica pode estar ajudando muitos a se afastarem dos temas mais sens\u00edveis e se voltarem a uma vida totalmente pr\u00e1tica. A subjetividade para onde vai: o humano ficou p\u00f3s-humano, o humano ficou n\u00e3o humano?<\/p>\n<p>Joyce McDougall falou em pacientes <em>normop\u00e1ticos<\/em> h\u00e1 d\u00e9cadas. O termo, e outros equivalentes, d\u00e1 conta de reconhecer as multid\u00f5es que se escondem do mundo interior em uma vida de conforto material e recrea\u00e7\u00e3o; neste contexto, a globaliza\u00e7\u00e3o acentua o processo. Winnicott j\u00e1 tinha mostrado que al\u00e9m das personalidades que se retiram, que se tornam esquizoides, h\u00e1 um crescente n\u00famero que se lan\u00e7a e se ancora na realidade objetivamente percebida. H\u00e1 uma fuga da realidade, como destacou Freud, mas h\u00e1 tamb\u00e9m, de modo intenso nas \u00faltimas d\u00e9cadas, uma fuga para a realidade, com sens\u00edvel perda do contato com o mundo subjetivo. Os <em>normopatas<\/em> t\u00eam uma vida anormalmente normal. H\u00e1 uma inclina\u00e7\u00e3o, no mundo contempor\u00e2neo, para se tornar tamb\u00e9m um objeto em mundo objetivo, um mundo das m\u00e1quinas e da tecnologia.<\/p>\n<p>Estamos dizendo que, em um ambiente que carece de sentido e se melancoliza, h\u00e1 uma rea\u00e7\u00e3o anormalmente normal. Os eventos tr\u00e1gicos ficam esquecidos, negados; toda vulnerabilidade parece estar afastada: do supermercado ao <em>pet shop<\/em>, ningu\u00e9m suporta sofrer, as redes sociais atestam isto. H\u00e1 entusiasmo, que pode ser chamado de mec\u00e2nico, que emerge no mundo dos aplicativos e no ambiente da chamada classe m\u00e9dia. Podemos dizer que este mundo do <em>normopata<\/em> \u00e9 um mundo com perda de habilidades humanas essenciais. Dizemos que h\u00e1 um empobrecimento do ego, acompanhado de uma menor ou maior experi\u00eancia de depress\u00e3o, espec\u00edfica ou difusa. Alguns se viram para o \u00e1lcool, para o uso de medica\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica, para os excessos v\u00e1rios, como a pandemia da COVID-19 atestou e amplificou.<\/p>\n<p>Personalidades lim\u00edtrofes, dissociadas e <em>normop\u00e1ticas<\/em> comp\u00f5em um quadro de uma sociedade com perda radical da vida interior: prevalece a dificuldade de se perceber o valor e o sentido do esfor\u00e7o cotidiano. Personalidades voltadas para a objetividade se tornam indiferentes ao sofrimento humano ao seu redor. H\u00e1 uma deteriora\u00e7\u00e3o importante das fun\u00e7\u00f5es mentais e da capacidade emp\u00e1tica: o mundo subjetivo ficou mais pobre. Infelizmente temos sido devastadoramente governados por pessoas assim no Brasil; a triste experi\u00eancia segue em v\u00e1rias partes do planeta.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Este texto corresponde a fala em Mesa Redonda no 1\u00ba Congresso da Relapso: <em>Tempos de viol\u00eancia e extremismos. Interroga\u00e7\u00f5es e p<\/em><em>erspectivas <\/em>no Instituto de Psicologia da USP, no dia 12 de mar\u00e7o de 2026.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Psicanalista, membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae, onde \u00e9 coordenador do GT <em>Pensamento e cl\u00ednica n\u00e3o mec\u00e2nicos de Christopher Bollas<\/em>. Doutor pela Unicamp e p\u00f3s-doutor em Psicologia cl\u00ednica pela PUC-SP, \u00e9 atual presidente da Associa\u00e7\u00e3o Universit\u00e1ria de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental (AUPPF).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>\u00a0 O texto se inspira no livro <em>Meaning and melancholia \u2013 Life in the age of bewilderment,<\/em> de Christopher Bollas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via de regra, nonsense &#8211; terra arrasada, teu nome \u00e9 normalidade. Uma reflex\u00e3o de Sergio de Gouv\u00eaa Franco sobre o ponto de fuga da atualidade.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[348],"tags":[126],"edicao":[367],"autor":[298],"class_list":["post-4096","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-o-que-resta","tag-psicanalise-e-politica","edicao-boletim-78","autor-sergio-de-gouvea-franco","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4096","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4096"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4096\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4097,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4096\/revisions\/4097"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4096"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4096"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=4096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}