{"id":4189,"date":"2026-06-12T15:17:55","date_gmt":"2026-06-12T18:17:55","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=4189"},"modified":"2026-06-17T08:50:07","modified_gmt":"2026-06-17T11:50:07","slug":"palavras-para-as-que-escrevem-psicanalise-desejar-escrever-e-transmitir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2026\/06\/12\/palavras-para-as-que-escrevem-psicanalise-desejar-escrever-e-transmitir\/","title":{"rendered":"Palavras para As que escrevem psican\u00e1lise &#8211; desejar, escrever e transmitir"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Palavras para As que escrevem psican\u00e1lise: desejar, escrever e transmitir<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">Impress\u00f5es sobre o Dia FLAPPSIP 2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por J\u00falia Louzada<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 280px;\"><em>&#8220;Por que sou levada a escrever? Porque a escrita me salva da complac\u00ea<\/em><em>ncia que me amedronta. Porque n<\/em><em>\u00e3o tenho escolha. Porque devo manter vivo o esp\u00edrito de minha revolta e a mim mesma tamb\u00e9m. Porque o mundo que crio na escrita compensa o que o mundo real n\u00e3<\/em><em>o me d<\/em><em>\u00e1. No escrever coloco ordem no mundo, coloco nele uma al\u00e7a para poder segur\u00e1-lo. Escrevo porque a vida n\u00e3o aplaca meus apetites e minha fome. Escrevo para registrar o que os outros apagam quando falo, para reescrever as hist\u00f3rias mal escritas sobre mim, sobre voc\u00ea<\/em><em>.&#8221; <\/em>(Gloria Anzald\u00faa, &#8220;Falando em l\u00ednguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo&#8221;, 2000, p. 232).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os dias 22 e 23 de maio de 2026, o Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae e o Grupo de Apoio da FLAPPSIP realizaram o Dia FLAPPSIP. Foram dezoito mesas dedicadas a expor e discutir os trabalhos apresentados pelo Departamento em Lima, no Peru, durante o XIII Congresso da FLAPPSIP, realizado em outubro de 2025.<\/p>\n<p>Silvia Alonso abriu generosamente os trabalhos com fragmentos de textos escritos por colegas ap\u00f3s o congresso de Lima. Escut\u00e1vamos nossas pr\u00f3prias palavras retornarem pela voz de outra mulher. Antes disso, por\u00e9m, ela nos provocou. Ou talvez nos entregou uma tarefa para os pr\u00f3ximos anos. Convidou-nos a <em>&#8220;habitar a n\u00f3s mesmos, habitar o mundo que vivemos e o Outro como necessidade&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Passei os dois dias entre audit\u00f3rios, corredores, caf\u00e9s e salas paralelas. A programa\u00e7\u00e3o nos convocava simultaneamente ao encontro e \u00e0 ren\u00fancia. Escolher uma mesa era perder outra. Decidi priorizar aquilo que n\u00e3o havia conseguido escutar em Lima. Havia alegria nessa decis\u00e3o. E havia tamb\u00e9m uma pequena falta, inevit\u00e1vel companheira de todo desejo, produzida pelas mesas onde eu n\u00e3o estaria.<\/p>\n<p>Voltei para casa com anota\u00e7\u00f5es reunidas dessa vez em apenas um caderno<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. Releio agora essas palavras e percebo que esta cr\u00f4nica poderia falar de muitos assuntos. Poderia falar da cl\u00ednica, da forma\u00e7\u00e3o, da pol\u00edtica, dos debates que atravessaram as mesas ou das novas configura\u00e7\u00f5es da transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim como para as mesas de apresenta\u00e7\u00f5es dos trabalhos foi necess\u00e1rio fazer uma escolha, escolhi pela <em>escrita<\/em> que aparecia repetidamente, mesmo quando n\u00e3o era pronunciada. Dos textos apresentados, mas tamb\u00e9m escrita como desejo, trabalho, elabora\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o. Talvez porque muitos dos trabalhos apresentados, em suas linhas ou entrelinhas, parecessem responder \u00e0 mesma pergunta que vem sendo formulada h\u00e1 d\u00e9cadas por outras mulheres: por que escrevemos?<\/p>\n<p>Lima retorna enquanto escrevo. A experi\u00eancia naquele congresso nos ensinou que um povo escreve de muitas maneiras. Nem sempre com tinta, ou com livros. \u00c0s vezes escreve em barro, com tecido, com grafite. \u00c0s vezes com fortalezas, que sobreviveram \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o, suas ru\u00ednas parecem bibliotecas.<\/p>\n<p>Essa imagem me remeteu a uma indica\u00e7\u00e3o de leitura, que escutei durante o encontro, <em>Ru\u00ednas bem-comportadas<\/em>. No livro, H\u00e9l\u00e8ne Cixous realiza aquilo que poder\u00edamos chamar de uma escava\u00e7\u00e3o ficcional. Retorna \u00e0 cidade natal de sua m\u00e3e, atravessando mem\u00f3rias, sil\u00eancios, vest\u00edgios e aus\u00eancias. Sem o objetivo de restaurar o passado, ou recomp\u00f4-lo como quem remonta um objeto quebrado. Mas para produzir encontros entre tempos distintos. Escavar, para n\u00e3o esquecer. Me parece com o que fazemos quando escrevemos.<\/p>\n<p>Freud relata em &#8220;Lembrar, repetir e perlaborar&#8221; (1914\/2022) que, ao longo de sua experi\u00eancia cl\u00ednica, percebeu que nem tudo aquilo que constitui a hist\u00f3ria de um sujeito pode ser simplesmente recuperado pela lembran\u00e7a. H\u00e1 experi\u00eancias que retornam de outras formas. Reaparecem nos atos, nos sintomas, nas repeti\u00e7\u00f5es, nos impasses da transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>A cl\u00ednica o conduziu ao reconhecimento dos limites da rememora\u00e7\u00e3o como simples recupera\u00e7\u00e3o do passado. O sofrimento n\u00e3o desaparecia apenas porque era narrado. Certas experi\u00eancias pareciam manter uma consist\u00eancia pr\u00f3pria, insistindo em retornar por caminhos inesperados. O trabalho anal\u00edtico passou ent\u00e3o a envolver a constru\u00e7\u00e3o paciente de novas formas de rela\u00e7\u00e3o com aquilo que resiste \u00e0 simboliza\u00e7\u00e3o. Como escreve Freud, trata-se de<em> &#8220;fazer as pazes com o recalcado que surge nos sintomas&#8221; <\/em>(Freud, 1914\/2022, p. 157)<em>.<\/em><\/p>\n<p>Escrever talvez participe desse mesmo movimento, uma vez que n\u00e3o restaura o perdido, mas produz uma superf\u00edcie onde algo pode finalmente encontrar forma. Jeanne Marie Gagnebin aproxima-se dessa quest\u00e3o por outra trilha. Em <em>Lembrar Escrever Esquecer<\/em>, escreve:<\/p>\n<p>&#8220;[d]e um lado, na esteira de Walter Benjamin, n\u00e3o esquecer dos mortos, dos vencidos, n\u00e3o calar, mais uma vez, suas vozes [&#8230;]. De outro, agora seguindo as pegadas de Nietzsche, n\u00e3o cair na ilus\u00e3o narc\u00edsica de que a atividade intelectual e acad\u00eamica possa encontrar sua justifica\u00e7\u00e3o definitiva nesse trabalho de acumula\u00e7\u00e3o \u2013 pois o apelo do presente, da vida no presente, tamb\u00e9m exige que o pensamento saiba esquecer&#8221; (pp. 11-12).<\/p>\n<p>Gagnebin (2006) fala tamb\u00e9m do ato de escrever como \u201caguentar a ang\u00fastia\u201d (p. 1), recusando tanto a domestica\u00e7\u00e3o do sofrimento em categorias explicativas fechadas quanto os ideais de dom\u00ednio do pensamento sobre o real. A autora prop\u00f5e ainda \u201cresistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o, pr\u00f3pria ao intelectual, de oferecer sa\u00eddas totalizantes, solu\u00e7\u00f5es ou verdades estabilizadoras\u201d (p. 1), uma vez que essa estabilidade pode dissolver a pr\u00f3pria ang\u00fastia de quem escreve.<\/p>\n<p>Em diferentes mesas, a escrita aparecia como personagem principal ou como presen\u00e7a discreta, \u00e0s vezes sentada \u00e0 mesa; noutras, permanecia escondida nas entrelinhas. Escrever n\u00e3o significa preservar tudo nem abandonar tudo, mas uma forma de elaborar e transmitir.<\/p>\n<p>Como nos ateli\u00eas, onde o fragmento cl\u00ednico que narrava a trajet\u00f3ria de Angelo e seu encontro com a universidade &#8211; essa casa tantas vezes habitada por palavras rebuscadas e c\u00f3digos nem sempre compartilhados &#8211; fazia emergir o t\u00edtulo contundente: <em>&#8220;isso n\u00e3o \u00e9 <\/em><em>lugar para gente como n<\/em><em>\u00f3<\/em><em>s&#8221;<\/em>. A for\u00e7a daquela formula\u00e7\u00e3o estava justamente em revelar o trabalho necess\u00e1rio para transformar espa\u00e7os de saber em espa\u00e7os de pertencimento e a sua implica\u00e7\u00e3o nisso tudo. Munir-se de palavras n\u00e3o como ac\u00famulo de vocabul\u00e1rio erudito, mas como produ\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es para que a palavra pudesse circular e para que a universidade se tornasse, efetivamente, casa de todos n\u00f3s. Algo semelhante aparecia nos trabalhos da Casa Diversa. As palavras n\u00e3o surgiam apenas como instrumento de descri\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia, mas como parte dos pr\u00f3prios dispositivos de cuidado. Da cozinha \u00e0 cl\u00ednica, passando por propostas como o <em>Chapa-Quente<\/em> e o <em>Banho-Maria<\/em>, elas organizavam encontros, sustentavam v\u00ednculos e criavam lugares poss\u00edveis para a escuta. Como se cada dispositivo nos lembrasse que cuidar \u00e9 tamb\u00e9m construir palavras habit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Foi nesse contexto que, no dia seguinte, a mesa<em> Psican<\/em><em>\u00e1lise, escrita e estilos emancipat\u00f3rios <\/em>me capturou. Miriam Chnaiderman falou da <em>&#8220;escrita como caminho de intensidade para afetos mil&#8221;<\/em>. Em seu texto \u201cA l\u00edngua libert\u00e1ria dAs travestis: bajub\u00e1 e Joyce\u201d, o A carregava muito mais do que uma diferen\u00e7a gramatical. Carregava uma hist\u00f3ria de luta ainda em constru\u00e7\u00e3o, uma hist\u00f3ria viva que continua sendo escrita nas ruas, nos corpos, nas pol\u00edticas p\u00fablicas, nos movimentos sociais e tamb\u00e9m nas cl\u00ednicas que habitamos. Aprendizagem da cl\u00ednica, aprendizagem das institui\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o que encontram, nas experi\u00eancias coletivas e nas lutas pol\u00edticas, a oportunidade de deslocar suas pr\u00f3prias formas de nomear ou <em>pronomear.<\/em><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o trabalho &#8220;O dispositivo grupal como um ente: a experi\u00eancia do grupo de trabalho Di\u00e1rios Cl\u00ednicos\u201d, fruto do trabalho de um grupo do Departamento, retornava repetidamente \u00e0 quest\u00e3o da transmiss\u00e3o. Escutando aquelas experi\u00eancias, pensei que talvez os di\u00e1rios sejam uma das formas de resist\u00eancia ao desaparecimento, porque registram o encontro entre algu\u00e9m que viveu algo e algu\u00e9m que tenta compreend\u00ea-lo depois. A escrita aparece como marca da paix\u00e3o pela transmiss\u00e3o, como esfor\u00e7o de fazer com que uma experi\u00eancia continue trabalhando para al\u00e9m do instante em que ocorreu.<\/p>\n<p>No trabalho <em>\u201c<\/em>Minha Gradiva: uma lembran\u00e7a descobridora do erotismo como destino de prazer\u201d<em>, <\/em>apresentado por S\u00edlvia Nogueira, a figura de Gradiva reaparecia n\u00e3o apenas como personagem analisada por Freud, mas como presen\u00e7a capaz de nos ajudar a pensar tantas mulheres que caminham entre n\u00f3s, gradivas brasileiras, como ela descreveu. A mulher que avan\u00e7a, que faz mover, que conduz o olhar para aquilo que permanecia soterrado. A Gradiva de Freud nasce de uma escava\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m de uma escava\u00e7\u00e3o do desejo, ela caminha sobre ru\u00ednas sem se deixar capturar por elas. Enquanto escutava a apresenta\u00e7\u00e3o, outra figura feminina surgia ao seu lado em minha fantasia. Medusa, aquela cujo olhar petrifica. Gradiva, aquela cuja passagem convoca ao movimento. Uma transforma a vida em est\u00e1tua, a outra restitui \u00e0 experi\u00eancia sua condi\u00e7\u00e3o de travessia. Talvez porque ambas habitem, de modos distintos, o imagin\u00e1rio que cerca as mulheres e seus corpos, me vi pensando que muitas das escritas que atravessaram o encontro pareciam mover-se justamente nessa tens\u00e3o entre a paralisa\u00e7\u00e3o e o gesto, entre o silenciamento e a palavra, entre aquilo que aprisiona e aquilo que faz caminhar.<\/p>\n<p>Escrevi para n\u00e3o esquecer: as escritas de mulheres habitam o mundo entre a Medusa e a Gradiva.<\/p>\n<p>Nos trabalhos e palavras tamb\u00e9m habitavam movimentos vivos que atravessam a sociedade, a cl\u00ednica, o Departamento e a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o Sedes. A campanha Levante!, e a quest\u00e3o racial como exig\u00eancia para pensar a cl\u00ednica e a forma\u00e7\u00e3o no Brasil contempor\u00e2neo. Da mesma forma, as quest\u00f5es da diversidade sexual e de g\u00eanero como presen\u00e7a transformadora, produzindo deslocamentos na escuta e na linguagem. Escutando os trabalhos, tive a impress\u00e3o de que os assombros de Lima haviam atravessado o oceano e encontrado morada entre n\u00f3s. N\u00e3o mais como surpresa diante do novo, mas como a percep\u00e7\u00e3o de que algo est\u00e1 mudando. Mudan\u00e7as que nascem dos afetos e dos encontros, da coragem de sustentar conflitos e da urg\u00eancia de transformar aquilo que produz exclus\u00e3o, silenciamento e morte.<\/p>\n<p>Enquanto escutava essas experi\u00eancias, retornava continuamente \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o sobre a necessidade de habitar a si mesmo, habitar o mundo e habitar o Outro. Talvez escrever seja uma das formas de realizar essa tarefa. Foi assim que comecei a perceber que muitas das mulheres presentes naquele encontro escreviam cidades, cl\u00ednicas, corpos, travessias, mem\u00f3rias, ru\u00ednas e cozinhas. Escreviam, sobretudo, para transmitir aquilo que as havia transformado.<\/p>\n<p>Este texto, mais uma vez, foi convocado pela voz e pelas palavras de mulheres. E talvez por isso eu queira termin\u00e1-lo retornando a H\u00e9l\u00e8ne Cixous: &#8220;\u00c9 preciso que a mulher se escreva: que a mulher escreva sobre a mulher, e fa\u00e7a as mulheres virem \u00e0 escrita&#8221;.<\/p>\n<p>Nesse encontro, Silvia Alonso escreveu e abriu a primeira mesa no audit\u00f3rio no segundo dia de plen\u00e1ria. Eram tr\u00eas as mulheres em transmiss\u00e3o: C\u00e9lia Klouri com <em>\u201c<\/em>O universal em quest\u00e3o: descolonizando a escuta das fam\u00edlias<em>\u201d<\/em>; Isildinha Baptista Nogueira com <em>\u201c<\/em>Efeito do racismo no narcisismo do sujeito negro\u201d e Renata Cromberg com <em>\u201c<\/em>A criatividade como devir transformacional<em>\u201d<\/em>. Nas 18 mesas de trabalhos, havia 51 trabalhos, 40 deles escritos por mulheres. Me peguei, ao longo desta escrita, dialogando com a ep\u00edgrafe de Gloria Anzald\u00faa, tomada por fragmentos que comp\u00f5em a pergunta: Por que somos levadas a escrever? Acho que s\u00e3o muitos os \u2018porqu\u00eas\u2019, assim como s\u00e3o muitos os \u2018comos\u2019 e \u2018quandos\u2019 escrevemos. Espero ansiosa para ouvir e ler mais sobre as hip\u00f3teses que formulamos individual e coletivamente como possibilidades de respostas, ou de novas perguntas. Que as nossas escritas sigam habitando os encontros, o blog, o boletim, as supervis\u00f5es, os grupos de estudo, as pesquisas e as cl\u00ednicas. Que habitem tamb\u00e9m o XIV Congresso da FLAPPSIP, em S\u00e3o Paulo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00ea<\/strong><strong>ncias:<\/strong><\/p>\n<p>ANZALD\u00daA, Gloria. Falando em l\u00ednguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Tradu\u00e7\u00e3o de \u00c9dna de Marco. <em>Revista Estudos Feministas<\/em>, Florian\u00f3polis, v. 8, n. 1, p. 229-236, 2000.<\/p>\n<p>CIXOUS, H\u00e9l\u00e8ne. <em>O riso da Medusa<\/em><em>.<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o de Natanael da Costa e Silva. In: BRAND\u00c3O, Izabel (org.). <em>A quest<\/em><em>\u00e3o da escrita: linguagens, corpo e subjetividade<\/em>. Macei\u00f3: EDUFAL, 2004. p. 123-159.<\/p>\n<p>CIXOUS, H\u00e9l\u00e8ne. <em>Ru\u00ednas bem-comportadas<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o e posf\u00e1cio de Marcelo Jacques de Moraes. Belo Horizonte: Relic\u00e1rio Edi\u00e7\u00f5es, 2025.<\/p>\n<p>FREUD, Sigmund. Lembrar, repetir e perlaborar (novas recomenda\u00e7\u00f5es sobre a t\u00e9cnica da psican\u00e1lise II) (1914). In: FREUD, Sigmund. <em>Fundamentos da cl\u00ed<\/em><em>nica psicanal<\/em><em>\u00ed<\/em><em>tica<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2022. p. 147-164.<\/p>\n<p>GAGNEBIN, Jeanne Marie. <em>Lembrar Escrever Esquecer<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2006.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Psic\u00f3loga e psicanalista. Ex-aluna do curso Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica: Conflito e Sintoma, foi aprimoranda na Cl\u00ednica do Instituto Sedes. Mestranda no programa de Psicologia Cl\u00ednica da USP e pesquisadora vinculada ao PSOPOL \u2013 Laborat\u00f3rio de Psican\u00e1lise, Sociedade e Pol\u00edtica, no eixo de pesquisa: Psican\u00e1lise, Pol\u00edtica e Crise Clim\u00e1tica. Comp\u00f5e o Grupo de Trabalho de Pr\u00e1ticas Psicanal\u00edticas Situadas na RedIPPol \u2013 Rede Interamericana de Pesquisadores em Psican\u00e1lise e Pol\u00edtica.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Em refer\u00eancia \u00e0 cr\u00f4nica &#8220;O assombro: uma maneira de escutar o mundo&#8221;, publicada na edi\u00e7\u00e3o 77 deste boletim online, novembro 2025. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2025\/11\/16\/eros-alteridade-e-criatividade-em-tempos-de-assombro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2025\/11\/16\/eros-alteridade-e-criatividade-em-tempos-de-assombro\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque cuidar \u00e9 tamb\u00e9m construir palavras habit\u00e1veis. Impress\u00f5es sobre o Dia FLAPPSIP 2026 por Julia Louzada, especial para o boletim <span style=\"color: #a21616;\">on<\/span>line.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[348],"tags":[395,49,361],"edicao":[379],"autor":[394],"class_list":["post-4189","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-o-que-resta","tag-escrita","tag-flappsip","tag-o-que-resta","edicao-boletim-79","autor-julia-louzada","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4189"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4200,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4189\/revisions\/4200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4189"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4189"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=4189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}