{"id":4247,"date":"2026-09-21T11:52:13","date_gmt":"2026-09-21T14:52:13","guid":{"rendered":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/?p=4247"},"modified":"2026-09-21T11:54:34","modified_gmt":"2026-09-21T14:54:34","slug":"relato-sobre-as-rodas-antirracistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/2026\/09\/21\/relato-sobre-as-rodas-antirracistas\/","title":{"rendered":"Relato sobre as rodas antirracistas"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Relato sobre as rodas antirracistas<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Bruno Spadoni<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a><strong>, Camila Hachul<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/a><strong>, Lu\u00edsa Godoy<\/strong><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><strong><sup>[3]<\/sup><\/strong><\/a><strong>, Raphael Rodrigues Martins<\/strong><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong><sup>[4]<\/sup><\/strong><\/a><strong> e Renata Greco<\/strong><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><strong><sup>[5]<\/sup><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As rodas aconteceram, a palavra circulou e os encaminhamentos come\u00e7aram a ser pensados.<\/p>\n<p>Foi bonito ver a sala 81 cheia: mais de 80 participantes em cada dia. Acreditamos que vieram mais pessoas do que as que assinaram a lista \u2014 foram 125 assinaturas. Faltaram cadeiras para acomodar o p\u00fablico; foi preciso colocar almofadas no ch\u00e3o e, ainda assim, algumas pessoas permaneceram de p\u00e9. Eram vis\u00edveis a aten\u00e7\u00e3o e a entrega de muitos ali, mas, sobretudo, o desejo coletivo de construir uma repara\u00e7\u00e3o conjunta. Ap\u00f3s a leitura da nossa <a href=\"#carta\">carta<\/a>, n\u00e3o demorou para que as falas come\u00e7assem a surgir. N\u00f3s e os demais alunes, a Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o, professores do Curso de Psican\u00e1lise, coordenadores e a dire\u00e7\u00e3o do Instituto Sedes Sapientiae \u2014 ningu\u00e9m detinha o saber. Todos tiveram a oportunidade de se colocar a partir do trauma subjetivo, coletivo e estrutural; da experi\u00eancia ou do conhecimento; do vivido ou do n\u00e3o vivido.<\/p>\n<p>Tratou-se de um movimento inaugural do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae. Aqueles que se pronunciaram marcaram que a roda constitu\u00eda um ato simultaneamente psicanal\u00edtico, pol\u00edtico, \u00e9tico e po\u00e9tico, oferecendo um espa\u00e7o coletivo de elabora\u00e7\u00e3o do mal-estar, da dor individual e do trauma cultural e estrutural. Muitos manifestaram al\u00edvio ao saber que existe, no Sedes, um espa\u00e7o onde o desconforto pode ser nomeado e sustentado, rompendo o silenciamento de viol\u00eancias historicamente deslegitimadas ou naturalizadas, que produzem abandono e exclus\u00e3o. As rodas chegaram a ser cogitadas como um dispositivo de acolhimento, perman\u00eancia e repara\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, refor\u00e7ando que a elabora\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ficar restrita ao \u00e2mbito intraps\u00edquico. Foi repetida, por muitos, a import\u00e2ncia da coletiviza\u00e7\u00e3o diante dessas viol\u00eancias \u2014 e de outras que tamb\u00e9m foram nomeadas. O racismo, o tema mais abordado, mas ao qual n\u00e3o podemos nos limitar, exige respostas que articulem sujeito, coletivo e institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Surgiu, com for\u00e7a, a necessidade de cria\u00e7\u00e3o de um outro dispositivo institucional permanente, capaz de orientar e conduzir situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia sem recorrer \u00e0 l\u00f3gica punitiva ou do cancelamento. Esse dispositivo apareceu nomeado de m\u00faltiplas formas \u2014 protocolo, escutadoria, mediador, comiss\u00e3o \u2014 justamente para evitar o engessamento e preservar a dimens\u00e3o da escuta psicanal\u00edtica. Entre os elementos consensuais para esse dispositivo, destacam-se:<\/p>\n<ul>\n<li>acesso direto e cuidado priorit\u00e1rio a quem sofreu a viol\u00eancia;<\/li>\n<li>car\u00e1ter orientador e reparativo;<\/li>\n<li>constru\u00e7\u00e3o coletiva e horizontal;<\/li>\n<li>participa\u00e7\u00e3o das tr\u00eas esferas institucionais: analistas em forma\u00e7\u00e3o, professores e diretoria;<\/li>\n<li>inspira\u00e7\u00e3o em pr\u00e1ticas de justi\u00e7a restaurativa;<\/li>\n<li>sustenta\u00e7\u00e3o do mal-estar como condi\u00e7\u00e3o \u00e9tica<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No campo da forma\u00e7\u00e3o, os participantes apontaram para a urg\u00eancia do letramento racial no curso \u2014 n\u00e3o como algo opcional, como j\u00e1 ocorre no Departamento: Oficinas de Aquilombamento Afetivo e Letramento \u2014, da amplia\u00e7\u00e3o das bibliografias de autores negros e da revis\u00e3o dos processos seletivos. No entanto, algumas pessoas levantaram a seguinte quest\u00e3o: ser\u00e1 que recorrer \u00e0 pedagogia \u00e9, por si s\u00f3, uma sa\u00edda?<\/p>\n<p>Outra coloca\u00e7\u00e3o muito importante foi a lembran\u00e7a de que o Sedes e seus departamentos podem pensar diversos dispositivos para lidar com essas viol\u00eancias, mas n\u00e3o podem esquecer que o Instituto Sedes Sapientiae n\u00e3o est\u00e1 acima da lei e que determinadas situa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m precisam ser encaminhadas para essa inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Por fim, como j\u00e1 mencionado ao longo do texto, reconheceu-se que precisamos construir urgentemente dispositivos de elabora\u00e7\u00e3o horizontal e de repara\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sobretudo quando a viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 reconhecida por quem a comete. Em consenso, afirmamos que as viol\u00eancias sempre existir\u00e3o, mas a aposta est\u00e1 na constru\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de la\u00e7os, aquilombamentos e espa\u00e7os permanentes de escuta, sustentando a ideia de que algo precisa acontecer o tempo todo para que n\u00e3o sigam se repetindo do mesmo modo.<\/p>\n<p>Diante disso, conclu\u00edmos: a luta n\u00e3o acabou. Precisamos arrega\u00e7ar as mangas, somar for\u00e7as e trabalhar coletivamente.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carta-convite \u00e0s rodas<\/strong><\/p>\n<p>Come\u00e7amos esse evento com a fala da fundadora desse Instituto, Madre Cristina, no document\u00e1rio \u201cMem\u00f3rias da Psicologia&#8221;:<\/p>\n<p><em>\u201cEsse instituto, a proposta dele, n\u00e3o \u00e9 ser uma escola, \u00e9 tamb\u00e9m escola, mas infelizmente \u00e9 conhecido s\u00f3 como escola. A minha ideia era ser um instrumento, um local, um encontro, um espa\u00e7o, onde pessoas quisessem pensar a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade\u201d <\/em><\/p>\n<p>Sendo assim, estamos aqui.<\/p>\n<p>No dia 28 de outubro, vivemos uma situa\u00e7\u00e3o de racismo expl\u00edcito durante nossa supervis\u00e3o do 4\u00ba ano do curso de Psican\u00e1lise \u2014 uma situa\u00e7\u00e3o frente \u00e0 qual tivemos muitas dificuldades em lidar com a recusa, a nega\u00e7\u00e3o e outros desdobramentos.<\/p>\n<p>Diante disso, entendemos que n\u00e3o se tratava de um incidente isolado, mas de um sintoma estrutural. Pensamos que a melhor forma de responder seria elaborar coletivamente o ocorrido, buscando a\u00e7\u00f5es que escapem da l\u00f3gica punitivista \u2014 n\u00e3o voltadas apenas a eliminar o algoz, mas a produzir transforma\u00e7\u00f5es reais na estrutura e no cotidiano da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com essa inten\u00e7\u00e3o, fizemos uma convocat\u00f3ria e reunimos 125 assinaturas. Com isso em m\u00e3os, iniciamos negocia\u00e7\u00f5es com o grupo de professores e com a Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas, para que este encontro pudesse acontecer. E c\u00e1 estamos.<\/p>\n<p>Esse epis\u00f3dio ocorreu logo ap\u00f3s o XIII Congresso da FLAPPSIP, cujo tema foi <em>Eros, alteridade e criatividade em tempos de assombro<\/em>. Nesse evento, em Lima, n\u00f3s \u2014 analistas \u2014 nos colocamos \u00e0 frente das discuss\u00f5es sobre ra\u00e7a, g\u00eanero, classe e outros marcadores sociais da diferen\u00e7a. No entanto, bastou retornarmos ao cotidiano institucional para que ficasse evidente o abismo entre discurso e pr\u00e1tica. A dist\u00e2ncia entre a fala progressista e o enfrentamento real das viol\u00eancias segue escancarada.<\/p>\n<p>Somos a primeira turma do curso de Psican\u00e1lise beneficiada pelas cotas, fruto da luta iniciada pelo Grupo de Trabalho <em>A Cor do Mal-Estar<\/em>. Sentimos, portanto, um compromisso maior com essa hist\u00f3ria. Temos percebido que outros corpos, outras identidades, outras narrativas sociais e outras origens t\u00eam ocupado cada vez mais o Sedes \u2014 e que isso tem produzido movimenta\u00e7\u00f5es, novos discursos e novas perguntas.<\/p>\n<p>O que emerge dessa presen\u00e7a quando essas pessoas passam a ocupar a institui\u00e7\u00e3o como sujeitos de fala, e n\u00e3o como objetos de estudo? Muito mal-estar, ao que parece. Mas o que se perturba quando os \u201cmonstros e lixos\u201d falam? \u2014 parafraseando L\u00e9lia Gonzalez e Paul Preciado.<\/p>\n<p>O assombro que surge da presen\u00e7a desses corpos ultrapassa o Instituto Sedes. \u00c9 um sintoma amplo, que exige aten\u00e7\u00e3o e cuidado urgentes. Se n\u00e3o resistirmos ou criarmos algo novo diante desse conflito, corremos o risco de retroceder ou de reduzir tudo \u00e0 mera gest\u00e3o do capitalismo em crise.<\/p>\n<p>Por isso, propomos deslocar essa quest\u00e3o de um campo exclusivamente metapsicol\u00f3gico para um ato p\u00fablico e pol\u00edtico, que marque como o racismo e outras discrimina\u00e7\u00f5es est\u00e3o presentes e podem explodir nas situa\u00e7\u00f5es mais inusitadas \u2014 inclusive em uma supervis\u00e3o.<\/p>\n<p>O encontro de hoje nasce de um movimento nosso, enquanto analistas em forma\u00e7\u00e3o, que decide ocupar o espa\u00e7o de supervis\u00e3o para pensar coletivamente o que o curso e o Departamento podem fazer diante de uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o violenta quanto persistente. Trata-se de um movimento articulado ao grupo de professores e \u00e0 Comiss\u00e3o de Repara\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00f5es Afirmativas do Departamento de Psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Estamos propondo que o Departamento seja atravessado por essas quest\u00f5es t\u00e3o candentes, abrindo espa\u00e7o para nos perguntarmos o que \u00e9 intoler\u00e1vel e o que precisa ganhar dimens\u00e3o de conversa p\u00fablica e institucional.<\/p>\n<p>O que fazer diante de algo assim?<\/p>\n<p>Se muitos de n\u00f3s, psicanalistas, n\u00e3o desejamos que o Estado regule nossa pr\u00e1tica, como agir diante de posturas como essa? Como encaminhar quest\u00f5es t\u00e3o graves e urgentes de modo a afirmar uma psican\u00e1lise encarnada e inserida no mundo \u2014 em oposi\u00e7\u00e3o a uma pr\u00e1tica que \u201cpaira\u201d acima de tudo isso?<\/p>\n<p>Freud, em entrevista em 1930, j\u00e1 nos advertia:<\/p>\n<p><em>\u201cTudo compreender n\u00e3o \u00e9 tudo perdoar. A psican\u00e1lise nos ensina n\u00e3o apenas o que podemos suportar, mas tamb\u00e9m o que devemos evitar. Ela nos diz o que deve ser eliminado. A toler\u00e2ncia para com o mal n\u00e3o \u00e9 de maneira alguma um corol\u00e1rio do conhecimento.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Esperamos que, a partir deste epis\u00f3dio \u2014 e de outras situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia dessa natureza \u2014 todas as inst\u00e2ncias do Sedes, do Departamento e do curso possam ser retrabalhadas, como por exemplo: entrada e perman\u00eancia de alunes, contrata\u00e7\u00f5es, bibliografias, programas de semin\u00e1rios e protocolos institucionais.<\/p>\n<p>Abrimos, assim, esta roda para essa conversa, pois acreditamos na m\u00fasica Prel\u00fadio do Raul Seixas:<\/p>\n<p><em>\u201cSonho que se sonha s\u00f3<br \/>\n\u00c9 s\u00f3 um sonho que se sonha s\u00f3<br \/>\nMas sonho que se sonha junto \u00e9 realidade.\u201d<\/em><\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Aspirante a membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Aspirante a membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Aspirante a membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Aspirante a membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Aspirante a membro do Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Testemunho de Bruno Spadoni, Camila Hachul, Lu\u00edsa Godoy, Raphael Martins e Renata Greco.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":""},"categories":[396],"tags":[116,57],"edicao":[397],"autor":[403,304,331,292,404],"class_list":["post-4247","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reparacao","tag-curso-de-psicanalise","tag-politica-de-reparacao","edicao-boletim-80","autor-bruno-spadoni","autor-camila-hachul","autor-luisa-godoy","autor-raphael-rodrigues-martins","autor-renata-greco","pmpro-has-access"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4247"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4250,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4247\/revisions\/4250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4247"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4247"},{"taxonomy":"autor","embeddable":true,"href":"https:\/\/sedes.org.br\/Departamentos\/Psicanalise\/boletimonline\/wp-json\/wp\/v2\/autor?post=4247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}