{"id":16,"date":"2015-06-17T11:55:51","date_gmt":"2015-06-17T14:55:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sedes.org.br\/site\/\/?p=16"},"modified":"2016-03-02T14:49:59","modified_gmt":"2016-03-02T17:49:59","slug":"noticia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sedes.org.br\/site\/noticia-3\/","title":{"rendered":"Cineclube: \u201cEu, Mam\u00e3e e os Meninos\u201d"},"content":{"rendered":"<!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p class=\"rtejustify\">S&aacute;bado, 23 de Maio, o Departamento de Forma&ccedil;&atilde;o em Psican&aacute;lise realizou o seu primeiro evento aberto deste ano. O filme &ldquo;Eu, mam&atilde;e e os meninos&rdquo; inaugurou a retomada do cineclube em um novo formato: fora das depend&ecirc;ncias do Sedes, e al&eacute;m de um psicanalista para discutir o filme, um convidado das ci&ecirc;ncias humanas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Esperava-se um debate rico da psican&aacute;lise com pensadores de estudos afins e assim ampliar as possibilidades de interlocu&ccedil;&atilde;o, num momento onde acreditamos necess&aacute;ria a abertura e conv&iacute;vio com as diversidades, em todos os n&iacute;veis. E foi exatamente o que aconteceu neste encontro.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O local escolhido foi o Centro Cultural B&shy;_arco e optou-se pela exibi&ccedil;&atilde;o do filme antes da discuss&atilde;o. As convidadas para o debate foram a psicanalista Vera Warchavchik e a antrop&oacute;loga Carla Cristina Garcia que, a partir do filme, expuseram suas ideias sobre o eixo central do evento: <em>diferen&ccedil;a, g&ecirc;nero e sexualidade<\/em>.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O clima e o ambiente propiciaram uma atmosfera agrad&aacute;vel para o desenvolvimento do tema. Vera, a partir de um pensamento cl&iacute;nico, apresentou a complexidade do personagem dentro de um <em>romance familiar<\/em>, assim como os desdobramentos da sua <em>ang&uacute;stia de castra&ccedil;&atilde;o<\/em>. Contudo, questiona sobre o por qu&ecirc; do enredo oferecer, de forma quase caricatural, a possibilidade de ilustrar t&atilde;o facilmente a teoria freudiana. Nesse sentido, nos desafia repensar o que facilmente somos levados a &ldquo;formatar&rdquo; a partir de um pressuposto te&oacute;rico. J&aacute; Carla, aponta para o perform&aacute;tico na constru&ccedil;&atilde;o dual da identidade de g&ecirc;nero e sobre o quanto estamos submetidos &agrave; heteronormatividade, que empobrece o terreno para constru&ccedil;&atilde;o da subjetividade. Tamb&eacute;m em tom desafiador, prop&otilde;e a necessidade de uma desobedi&ecirc;ncia epist&ecirc;mica, expressando a import&acirc;ncia de questionarmos o j&aacute; estabelecido. Assim, os dois desafios lan&ccedil;ados se complementam.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Realmente curioso &eacute; pensar num filme que, facilitando o debate sobre a constru&ccedil;&atilde;o de identidade de g&ecirc;nero, d&aacute; pistas t&atilde;o claras para uma &ldquo;formata&ccedil;&atilde;o&rdquo; te&oacute;rica. O contraponto proposto nessa discuss&atilde;o coloca em destaque uma cena do filme citada por ambas as convidadas em que Gallienne, personagem central, monta no cavalo, objeto f&oacute;bico de antes e, cavalgando, solta as r&eacute;deas e abre seus bra&ccedil;os. Separa&ccedil;&atilde;o, liberdade e desamparo podem ser experi&ecirc;ncias que se atualizam quando soltamos as r&eacute;deas de nossas certezas, mas que abrem caminho para diferentes formas de pensarmos e habitarmos o mundo.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Por fim, pego emprestadas as interfaces mencionadas pela Vera: realidade e m&aacute;scara, par&oacute;dia e drama, romance e farsa. Perspectivas estas, lan&ccedil;adas a partir do encontro propiciado pelo Cineclube. N&atilde;o percam os pr&oacute;ximos!<\/p>\n<hr>\n<p>AUTOR: <em><strong>Giovana Viveiros Fernandes, aluna do curso de Forma&ccedil;&atilde;o em Psican&aacute;lise<\/strong><\/em><\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S&aacute;bado, 23 de Maio, o Departamento de Forma&ccedil;&atilde;o em Psican&aacute;lise realizou o seu primeiro evento aberto deste ano. O filme &ldquo;Eu, mam&atilde;e e os meninos&rdquo; inaugurou a retomada do cineclube em um novo formato: fora das depend&ecirc;ncias do Sedes, e al&eacute;m de um psicanalista para discutir o filme, um convidado das ci&ecirc;ncias humanas. 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