GRUPOS DE TRABALHO

EXISTE UMA PSICANÁLISE BRASILEIRA?


A pergunta foi formulada inicialmente dentro do GT Matrizes Clínicas, ao qual Marcelo Vial e Marcelo Lábaki (ambos aspirantes a membro) pertencem e acabou por instigar o primeiro a apresentar esta proposta à Incubadora de Ideias. Anne Egídio (membro do departamento) demonstrou interesse em participar deste movimento e assim os três reuniram-se e decidiram lançar a proposta como oficial: desejamos criar este GT para pesquisar e estudar o tema.

 

Este desejo não vem sem dúvidas e nós as entendemos como bastante saudáveis, uma vez que a proposta do GT é justamente pensar sobre o tema em questão: temos uma matriz teórica que poderíamos dizer ser Brasileira? Temos manejos clínicos (ou traços técnicos) que poderiam apontar determinadas características da nossa cultura? Escutamos os nossos pacientes de um lugar comum, por sermos brasileiros? O que nos diferencia, enquanto psicanalistas, dos colegas de outros países? E o que nos aproxima (e ainda assim, nos diferencia?) enquanto Brasileiros de raças, classes, regiões e origens diferentes em um país de proporções continentais? A história do Brasil nos afeta? Se sim, como? Se não, como não? Parte da psicanálise, em terra Brasilis, ao se afiliar ao mito da democracia racial teria corroborado para uma psicanálise sem corpo? A diversidade racial, ou a corporeidade que indica diferentes territórios é ou não é contemplada pela psicanálise? (Klein e Andrade, 2025). Estas são algumas das dúvidas que fazem parte do que o grupo se propõe a discutir.

 

Na Revista Percurso 20 em 1998, Miriam Chnaiderman escreveu que "Há, sim, uma psicanálise brasileira. Há um caminho próprio já percorrido, com as marcas de uma história que é nossa". Se ela estiver certa (e certamente ela estará para alguns, mas não para todos), qual o caminho da psicanálise "no e do Brasil" desde que a sua prática por aqui foi iniciada? Que marcas seriam estas, decorrentes da nossa história?

 

O grupo pretende se estruturar da seguinte forma:

Nome: GT - Existe uma Psicanálise Brasileira?

Dia e frequência: encontros mensais sempre na primeira sexta-feira do mês

- Horário: das 16h às 18h

Formato: on-line (para recebermos alguns participantes de fora de São Paulo e com isso enriquecer nossas reflexões e debates com a diversidade do grupo)

Quantidade inicial de membros para o GT: até 30 pessoas (contando externos e ações afirmativas)

Ponto de Partida: o livro "Psicanálise à Brasileira", organizado por Fernanda Canavêz e Joel Birman, Editora Devires, 2024 - temos aqui um exemplo de produção atual sobre o tema realizada pelo Grupo de Trabalho Psicanálise, Subjetivação e Cultura Contemporânea da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP/UFRJ)

Observação: Os demais conteúdos e o percurso de estudos e pesquisas serão definidos em conjunto com aqueles que se interessarem pelo tema e se juntarem ao GT (consideramos como conteúdos possíveis: publicações, artigos, livros, vídeos, filmes, entrevistas etc).

Coordenação: Anne Egídio (membro do Departamento), Marcelo Vial e Marcelo Lábaki (aspirantes).

Interlocução com o Departamento de Psicanálise: a ser definida (é necessário que esta função seja desempenhada por uma pessoa que seja membro do Departamento de Psicanálise).

 

Interlocutora

Eva Wongtschowski (evawongtschowski5@gmail.com)

 

Proponentes:

Anne Egídio (annegidio@hotmail.com) e Marcelo Vial (marcelo.vial@gmail.com)


Articuladora da Área de Formação Contínua:
Cristina Ribeiro Barczinski



 


 

   
Departamento de Psicanálise - Sedes Sapientiae
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