Resumo
Nesse artigo faço uma reflexão sobre a presença do analista na sessão quando esse se encontra tomado pelo seu narcisismo, o que pode impedi-lo de estar em contato com o desconhecido. Para tal lanço mão dos conceitos de empatia, rêverie e vínculo.
Utilizarei recortes clínicos de duas sessões de grupos terapêuticos distintos realizados no ambulatório do Setor de Saúde Mental da Pediatria da UNIFESP. Ambos os recortes revelam o meu distanciamento do que realmente estava acontecendo, na tentativa de responder a minha demanda narcísica.
No primeiro recorte, mostro a minha vivência em situação de turbulência, em houve uma inversão do fluxo das identificações projetivas. No segundo recorte, pudemos, analisandos e eu, conter a frustração e retomar a possibilidade de pensar.
Palavras-chave: Analista, Angústia, Narcisismo, Vínculo.
|