Editorial
O que resta de uma Terra literalmente em transe? É setembro e as pesquisas qualitativas dizem que o eleitor geral não está nem aí. E nós, atentos ao andamento dos processos de radicalidade subjetiva da política de destruição, à espera? E eles, aceitarão nosso velho ideal democrático pela raiz? Esse o mal-estar atualizado com sucesso na leitura da precisa análise política empreendida por Tales Ab’Saber, especial para esta edição.
Na crônica de Déborah de Paula Souza, a aposta no poder curativo da Linguagem, essa que denuncia o feminicídio na morte planejada dos bosques, a danar o eixo do feminino, da fertilidade e do maravilhoso.
Faz escuro mas a gente escreve:
Da varanda disposta à franca participação institucional do Departamento de Psicanálise no Simpósio FLAPPSIP, nas vozes da diretiva assumida por Silvia Alonso, Danielle Breyton e Nanci de Oliveira Lima e no elogio ao desnorteamento (Emiliano David) de uma América invertida (Joaquín Torres García), segundo a interpretação oferecida em apresentação de trabalho de Fernanda Almeida e Tide Setubal (publicações reservadas à revista Intercambio Psicoanalitico);
Dos desafios colocados ao campo da psicanálise brasileira nos acessos e excessos abertos pelas políticas de formação (Ana Sigal) e em incompletudes e des/encontros entre termináveis e intermináveis traduções (Marina Bialer);
Do dispositivo das rodas de conversas antirracistas, atualizado em articulação entre estudantes e professores/as do Curso de Psicanálise com a participação das comissões de Reparação e Ações Afirmativas de nosso Departamento e de Sindicância do Instituto Sedes;
Da elegância do debate em torno da segunda colheita dos escritos publicados em Percurso de 40 anos do Departamento de Psicanálise (Carolina Moriyama), da apresentação do novo grupo de trabalho sobre transmissão psíquica e transgeracionalidade e das boas-vindas da Comissão de Admissão a novos/as membros/as;
Dos dilemas reencontrados nas viagens pelos caminhos expostos entre arte e moda (Rubia Delorenzo) e pelas tramas entre jogo e ficção (Daniela Athuil). Empilham-se leituras, emendam-se cerâmicas em visíveis cicatrizes (Adriana Dias).
Reincidentes nos erros, nutridos por metáforas (Murilo Mendes), resta habitarmos o campo de contradições e ambiguidades que nos é dado viver.
Abraços da
Equipe editorial
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