Editorial
Começamos o agitado e decisivo ano de 2026 em elogio às pequenas alegrias. Em tempo bom, “desfrutar da água e do sol, das pedras tépidas e do mar”. Depois, ao final de prolongados esforços coletivos, no tempo da pausa que nos consente ganhar consciência de estar tudo razoavelmente bem, recomeçamos, tal como na silenciosa alegria de um Sísifo cujo destino a si pertence, cuja rocha é sua casa (Albert Camus).
Assim nós, que somos este jornal, apresentamos algo do Departamento que nos habita ao partilharmos, tranquilas, os resultados de nosso trabalho para esta edição:
Na espiral que movimenta um sertão feminino que se sonha entre mar (Ana Suçuarana) e joia (Soraia Bento); num desejo de voo livre de pássaro (Rubia Delorenzo em conversação com Maria Tereza Horta) e de dança que avança do centro da terra ao fundo do coração (Camila Flaborea).
Nas passagens recriadas entre psicanálise e arte (Luiza Sigulem), entre a memória de René Kaës e a transmissão no grupo de grupos (Juliana Farah).
Na repercussão das representações do nosso Departamento extramuros, do Movimento Articulação à FLAPPSIP, e da voz de nossos membros em eventos externos – no Museu Freud, num ciclo de Leituras da psicanálise, num Café lacaniano e no congresso Tempos de violência e extremismos.
No registro de eventos que incluíram convidados externos (Anna Freud: a teoria tem seus prazeres), do marco de aniversários (10 anos do grupo Famílias no século XXI) e das apresentações públicas até aqui reportadas pela Comissão de Admissão ou nos encontros em lançamentos (Capturas do sofrimento psíquico, de Maria Helena Fernandes) e viagens (Caravana solidária a Cuba e jornada da Comunidade Psicanalítica de Moçambique).
Na insistência na força do comum, é chegado o tempo dessa colheita. Boas leituras.
Em breve, começamos outra vez.
Abraços da
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