Lou Andreas-Salomé: contribuições à psicanálise contemporânea
pela Comissão Organizadora do Evento Lou Andreas-Salomé[1]
“A vida humana – na verdade, toda a vida – é poesia. Nós a vivemos
inconscientemente, dia a dia, fragmento a fragmento, mas, na sua
totalidade inviolável, ela nos vive.” (Lou Andreas-Salomé)
“Durante a vida de Salomé (1861-1937), ela presenciou o fim da tradição
romântica e se tornou parte da evolução do pensamento moderno, que frutificou
no século XX. Salomé foi a primeira ‘mulher moderna’”. (Barbara Kraft)


O evento Lou Andreas-Salomé: contribuições à psicanálise contemporânea, organizado pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, ocorreu no dia 08 de agosto e contou com uma criativa articulação de elaborações teóricas em mesa-redonda – Marina Bialer, Renata U. Cromberg e Ricardo A. Hirata – e a experiência teatral da leitura dramática de trechos do monólogo Minha vida: Lou Andreas-Salomé. Texto de Ricardo Alvarenga Hirata, direção de Fernando Philbert e interpretação de Luciana Borghi – “uma elaboração conjunta à moda de Lou: reunir o pensamento reflexivo com a experiência vivida”.
A proposta do evento teve início no ciclo de encontros sobre a vida e a obra de Lou Andreas-Salomé (1865-1961) realizados na unidade do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP, em março e abril deste ano, e que teve como eixo central a questão: por que “desapagar” Lou Andreas-Salomé?[2] Autora de mais de cento e vinte ensaios e artigos, sete romances, livros de contos e peças de dramaturgia, além de obras e correspondências com Nietzsche, Rilke, Freud, cadernos dos anos da formação psicanalítica em Viena ao lado de Tausk, Abraham, Ferenczi, Jung, entre tantos outros, nomeada pelo próprio fundador como “a poeta da psicanálise”. Por que, aliás, ela foi esquecida?
Trata-se do resgate de vida e obra de uma mulher – filósofa, poeta, romancista e psicanalista – que ousou pensar e viver profundamente as questões da modernidade, não apenas no vértice do feminino, mas também, sob a lente complexa da conjugalidade homem e mulher, masculino e feminino, ser humano e natureza. Em aproximação com autores como Winnicott, Bion, Lacan e Milner; o finito, o infinito e um êxtimo, nos potenciais de integração presentes na (inter)subjetividade – os desafios de conjugar, por diversas linguagens, o si-mesmo-outro.
“Como alguém poderia assumir a autoridade sobre a própria vida interior antes de se tornar, ela mesma, dona de si? Como alguém poderia ousar se entregar a outra pessoa, antes de ser capaz de doar-se a si mesma?” (Lou Andreas-Salomé, 1892)[3]
As questões que levantou e abordou por meio de sua obra, tanto literária quanto psicanalítica, a forma autêntica com que buscou viver as relações amorosas e sociais, os pensadores e artistas célebres com os quais conviveu e compartilhou as produções, tamanha é a exuberância do material inspirador que Lou nos oferece ao nos aproximarmos da autora, mulher e obra. Desapagar Lou é nos depararmos com questões e criações acontecidas na aurora da modernidade e que se traduzem num material rico e imprescindível para a elaboração de conflitos contemporâneos, seja em nome da psicanálise ou nos bastidores emocionais da criação artística e filosófica, a religiosidade e o misticismo, inúmeras são as possibilidades de diálogo e as inspirações possíveis a quem ousar lhe sustentar o olhar, a interrogação e os sonhos.
A abertura do evento foi realizada por Ana Carolina Vasarhelyi de Paula Santos, articuladora da área de eventos do Departamento de Psicanálise, e seguiu com a apresentação da mesa-redonda. Renata Udler Cromberg deu início com a trajetória de vida e obra de Lou A.-Salomé e o destaque às articulações da autora entre o amor, a arte, o pensamento e a criatividade. A seguir, um breve resumo desses conteúdos.
Uma das psicanalistas contemporâneas que mais tem realizado um trabalho primoroso de recuperação do lugar esquecido das primeiras psicanalistas, Cromberg nos brindou com uma apresentação da relevância de Lou A-Salomé nos primórdios do campo psicanalítico. Foi assim que ela nos ofereceu um retrato de como Lou foi uma figura intelectual pioneira: desde cedo o talento intelectual e literário a impulsionou à independência frente à aristocracia russa e os modelos destinados à mulher – marido, filhos, casa e igreja. Profundamente influenciada pela filosofia e o estudo das religiões comparadas, encontrou na figura do mentor, o pastor Gillot, um vínculo emancipador. Rompido, entretanto, quando o religioso se apaixonou pela jovem pupila e a pediu em casamento. Uma espécie de padrão que se repetiria por diversas vezes.
Lou tornou-se uma figura central nos círculos intelectuais europeus, relacionando-se com grandes nomes dos séculos XIX e XX, em diversos campos do conhecimento e das artes – a exemplo de Malwida von Meysenbug, primeira mulher indicada ao Nobel – e autores de referência ainda aos tempos atuais, como Nietzsche, Rilke e Freud. Recusando os papéis tradicionais impostos às mulheres, adotou um estilo de vida independente, vivendo um casamento aberto com Friedrich Carl Andreas (1887) e mantendo relações intensas com intelectuais e artistas de diversos países da Europa. Aos trinta e seis anos de idade (1897) conheceu com o poeta Rilke a dimensão genital do amor, o que transformou profundamente sua visão da sexualidade e criatividade.
Seu encontro com a psicanálise ocorreu em 1911, durante o 3º Congresso Internacional de Psicanálise. Tornou-se discípula fiel de Freud, com quem travou uma intensa troca epistolar e contribuiu para o desenvolvimento da teoria psicanalítica. Apesar das dificuldades financeiras após a Primeira Guerra Mundial, dedicou-se à prática clínica e ao atendimento psicanalítico, inclusive de crianças.
Lou é reconhecida como uma das primeiras mulheres psicanalistas e uma das poucas mulheres membro do comitê secreto fundado por Freud – ao lado de Anna Freud e Ruth Mack Brunswick. Autora de vasta obra que mescla literatura, filosofia e psicanálise, explorou de modo original, e ainda pouco estudado, temas como o erotismo anal, o narcisismo de dupla direção e a criatividade nos limites da espiritualidade. Enfatizou o amor erótico como força criadora capaz de transformar, tanto o indivíduo, quanto as relações com o mundo. Embora tenha enfrentado rejeições no movimento psicanalítico, seja pelo estilo literário subjetivo ou a própria perspectiva feminina, Freud e Anna Freud reconheceram amplamente suas contribuições. Os volumes das cartas com ambos, pai e filha, atestam a natureza íntima e acolhedora com que mantinham laços de grande amizade e troca de ideias.
Lou A.-Salomé teve a biblioteca confiscada pelos nazistas e destruída pela Gestapo, mas sua herança intelectual permanece viva. Lou é lembrada como uma mulher à frente de seu tempo, símbolo de liberdade e autonomia, cuja vida foi marcada pelo desejo de criar e existir plenamente. Como “poeta da psicanálise” deixou o legado de alguém que criou/encontrou beleza na vida cotidiana e que viveu a existência como uma obra poética. Sua morte em 1937 marcou o fim de uma era, mas sua influência persiste como inspiração às apostas na tríade amor, arte e criatividade.
A vida humana – ah! a vida mesma – é poesia [Dichtung]. Inconscientemente, nós a vivemos, dia após dia, ato por ato; mas, em sua inviolável totalidade, ela nos vive, ela cria poesia em nós. (Lou Andreas-Salomé, Carta aberta a Freud)
Ricardo Alvarenga Hirata apresentou o trabalho intitulado: “Lou Andreas-Salomé: por uma psicanálise cosmofílica”, uma análise de conceitos da autora em diálogo com psicanalistas pós-freudianos, como Winnicott, Bion e Milner. Criatividade, fé, narcisismo e transcendência foram relançados como pontos de articulação de um vértice “cosmofílico”, isto é, voltado para a zona-limite entre o desconhecido, o infinito e o numinoso.
Principais pontos do texto incluíram: (1) Lou Andreas-Salomé e a visão poética da existência: a vida humana como uma expressão de poesia (Dichtung) vivida de forma inconsciente no cotidiano, mas que, em sua totalidade, cria significados profundos. A valorização da experiência emocional e a criatividade como formas de conexão com o mistério e a fé psicanalítica. (2) Narcisismo de dupla direção (1921) e a dimensão do infinito na natureza de pensamentos selvagens à procura de um pensador: a expansão da teoria freudiana do narcisismo, a partir do contato com Rilke, explorando a dupla tendência do aprisionamento egocêntrico e da expansão criativa, busca de vínculo emocional com o cosmos e o desconhecido. (3) Fé e espiritualidade: Lou A.-Salomé como defensora de uma fé não-religiosa baseada na liberdade criativa (Spielraum) e na prática psicanalítica, distante de dogmas rígidos. Para ela, Deus não era uma figura transcendente, mas uma força presente na natureza e na criação. Alinhada à noção spinoziana de “Deus, ou seja, a natureza”, como expresso no seu ensaio pré-psicanalítico Jesus, o judeu (1897), ao conhecer o pensamento freudiano, afirmou: “Spinoza é o filósofo da psicanálise”. (4) Cosmofilia e a busca pelo desconhecido no setting analítico: a valorização do encontro/transformação na dimensão ontológica, a partir de uma abertura ao desconhecido e ao inominável – noção presente na poética de Rilke, foi ilustrada por meio de referências ao cinema, à literatura e às artes, como os filmes Encontros com homens notáveis (Peter Brook) e Baba Aziz (Nacer Khemir). (5) Autobiografia e criação literária: Lou A.-Salomé via a escrita autobiográfica como um ato de fé, uma forma de tornar-se si mesmo (estar-onde-se-é). Seus diários e cartas revelam uma busca constante por integração entre o eu e o cosmos, o que marcou o pensamento psicanalítico de matizes poético-oníricas de modo pioneiro, ainda que pouco reconhecido e valorizado. (6) Reflexões sobre arte e transcendência: a arte como uma forma de acesso ao numinoso, a coisa-em-si. O poeta e o sacerdote como figuras originariamente unidas, capazes de nos fazer “musear” (meditar, refletir) – uma fonte de inspiração criativa e espiritual. A exemplo dos ícones religiosos russos, modelos pictográficos enigmáticos que buscou conhecer nas viagens que fez com Rilke à Rússia, em 1899 e 1900, exemplos do que o polímata Pavel Florensky denominou “perspectiva inversa”. Referência que se liga também à ideia de um narcisismo de dupla direção.
“Só aquele que permanece inteiramente ele próprio/ela própria pode, com o passar do tempo, permanecer objeto do Amor. Porque só ele/ela é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser entendido como uma força vital.” (Lou Andreas-Salomé, Diário dos últimos anos)
O estudo de Hirata ressaltou Lou Andreas-Salomé como uma figura central da tríade psicanálise-artes-espiritualidade, cujo pensamento continua relevante para se pensar questões contemporâneas acerca do feminino, da criatividade e dos limites “oceânicos” da transcendência. Ao integrar poesia, filosofia, natureza e psicanálise, Lou A.-Salomé nos oferece uma abordagem que vai além das dicotomias tradicionais e propõe uma clínica que valoriza o encontro estético com o selvagem, o desconhecido, a fé psicanalítica e o infinito.
Marina Bialer, em sequência, fechou a mesa-redonda com reflexões a partir de seu trabalho “Escritas do feminino em Lou Salomé”. Bialer propôs que transcendendo as imagens estereotipadas de “mulher sedutora”, ou “femme fatale”, Lou A.-S. deve ser reconhecida não apenas como aquela que inspirou titãs que deram inestimáveis contribuições à literatura, filosofia e psicanálise, mas pela influência que ela mesma exerceu na vida e obra de Nietzsche, Rilke e Freud e pelas suas próprias elaborações e produções.
Bialer retratou como, de maneira totalmente inédita, Lou A.-Salomé recusou com veemência as visões normativas do feminino — aquelas que o confinavam à sombra do falo ou o subordinavam ao desejo masculino. Em sua obra e em sua vida, o feminino se desenha como um espaço de abertura. Ela mergulhou profundamente nos terrenos do feminino, do erotismo, da criação artística e do narcisismo: lugares de onde retornou trazendo elaborações fundamentais tanto para a época quanto para questões contemporâneas. Neste âmbito, Bialer enfatizou uma leitura do narcisismo teorizado por Lou a partir do feminino – que pode ser encontrado em O narcisismo como dupla direção – redesenhando o conceito freudiano de narcisismo.
Embora não se declarasse feminista, sua trajetória inscreve-se entre os movimentos que reivindicavam a emancipação das mulheres: Salomé viveu entre vanguardas, dialogou com figuras como Ellen Key e Helene Stöcker, e fez de sua própria existência um manifesto de liberdade.
Sua relação com Freud foi, antes de tudo, um diálogo entre mundos: ciência e arte, em uma troca fecunda, onde cada um reconhecia no outro a possibilidade de expandir as fronteiras do pensamento. Antidogmática, avessa a rótulos, ela encarnou uma forma de viver e pensar que recusou qualquer aprisionamento. A própria escrita da psicanalista foi debatida como uma manifestação do feminino, caracterizada por sua abertura de sentido, plasticidade e estilo poético, retrato de como, em sua obra, o pensamento é sempre atravessado pelo sopro da criação; e no âmago da criação, um retrato da sua inspiradora liberdade.
O debate final retomou a importância do resgate e do aprofundamento das ideias originais de Lou A.-Salomé, bem como a importância da reunião de esforços em prol da tradução e análise das obras ainda inéditas da autora, em português. Lou Andreas-Salomé foi uma figura inovadora que desafiou convenções e ampliou os horizontes do pensamento moderno. Sua obra articula temas como feminino, erotismo, narcisismo e criação artística, sempre em diálogo com o universal e o transcendente. Salomé não apenas inspirou seus contemporâneos, mas também deixou um legado que continua a provocar reflexões.
Na segunda parte do evento, sob a direção de Fernando Philbert, a atriz Luciana Borghi apresentou trechos do monólogo Minha vida: Lou Andreas-Salomé, da autoria de Ricardo A. Hirata. De profundo impacto emocional, a encenação realçou a força de uma mulher, poeta e intelectual que celebra ao mesmo tempo em que revela a luta e a aceitação de uma vida que não fez “concessões ao vazio”, e que se manteve fiel à realização ousada de, verdadeiramente, estar-onde-se-é.
O roteiro nos transportou para o universo poético e filosófico de Lou, onde as palavras ressoam como uma sinfonia de ideias. Sedução intelectual, busca incessante por liberdade, a reverência pela criação artística e a conexão com uma dimensão ontológica existente na natureza. Camadas e camadas da complexidade feminina se relevam assim, progressivamente, na temática do amor, transcendência, criatividade e identidade da mulher moderna, de maneira que o público deixou o evento emocionalmente tocado pelas falas densas alternadas por leveza e humor.
As interações entre Lou e figuras como Gilot, Rée e Nietzsche formaram um acesso à dimensão transformadora presente nas relações. Ao contrário de um mero exercício biográfico, a peça questiona limites da cultura e do pensamento da época, convidando o espectador a participar ativamente de uma jornada de questões, ainda hoje, atuais e necessárias. A atmosfera intimista e poética formada nos aproximou do próprio mundo íntimo da protagonista. A vida de Lou, em si, uma obra poética vivida em gestos, sensibilidade, contestação e o silêncio da ousadia de viver a vida, dos detalhes às últimas fronteiras.
A força motriz de Lou pôde ainda ser sentida na atuação sensível e refinada de Luciana Borghi, ambas em “identificação cênica”, figura histórica e atriz. A energia criativa de Eros, o amor à arte e relações fertilizantes. Um manifesto sobre a conjunção de liberdade, autenticidade e coragem – fé cênica com fé psicanalítica.
Por fim, vale destacar o ineditismo do roteiro, a partir do legado de Lou Andreas-Salomé como figura humana. Sem idealizar ou romantizar a protagonista, ao buscar nas fragilidades, dúvidas e conflitos, a angústia fragmentária/emancipatória do sujeito (ainda hoje) moderno. Não apenas uma homenagem, mas a atualização e o destaque aos necessários resgate e valorização de uma Lou vivente e questionadora em nós, hoje.
“Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesma ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes. Se você quer uma vida, roube-a! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!” (Do monólogo Minha vida: Lou Andreas-Salomé)
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[1] Texto produzido pela Comissão Organizadora do Evento Lou Andreas-Salomé: contribuições à psicanálise contemporânea. Ricardo Alvarenga Hirata, Marina Bialer, Renata Udler Cromberg e Luciana Borghi.
Luciana Borghi: atriz, com 30 anos de carreira e trabalha na televisão e no teatro, no eixo São Paulo e Rio de Janeiro. Participou de inúmeros espetáculos de sucesso sob a direção de Amir Haddad, José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi, Renato Santos, Tato Consorti, Filipe Vidal, Renato Icaraí e Moacir Chaves. Coordena com Ricardo A. Hirata o projeto Desapagar Lou Andreas-Salomé (www.lousalome.com.br)
Marina Bialer: psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, Mestre e Doutora pela Université Paris 7 e Pós Doutora pelo Instituto de Psicologia da USP, suas mais recentes publicações são: Lou-Salomé: a poeta da psicanálise (Ed. Zagodoni) e Psicologia das multidões digitais: as fake news na pandemia (Ed. Blucher).
Renata Udler Cromberg: psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, onde é interlocutora do Grupo Winnicott – estudos e pesquisa, e membro do grupo de estudos Comunidade de destino – Ferenczi e Freud. É doutora e pós doutora pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Professora convidada do Curso de Teoria Psicanalítica do COGEAE/PUC-SP. É graduada em Psicologia e Filosofia pela Universidade de São Paulo. Autora dos livros Paranoia, Cena Incestuosa – abuso e violência sexual (Artesã) e Sabina Spielrein, uma pioneira da psicanálise, obras completas, vol. 1, vol.2 e vol.3 (Blucher). Coorgnizadora de Mulheres pioneiras da psicanálise: uma antologia (Autêntica).
Ricardo Alvarenga Hirata: psicanalista e escritor. Membro do Espaço Potencial Winnicott (EPW-SP. Instituto Sedes Sapientiae). Membro filiado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). Professor do curso de formação em psicanálise do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP-SP), onde também coordena, desde 2015, os Laboratórios de Escrita Psicanalítica. Coordenador do Grupo de Escrita Associativa (a partir da filmografia de Hamlet) e do Grupo de Estudos sobre a obra de Lou Andreas-Salomé. Em 2022 publicou o romance de autoficção O órfão na estante (Ed. Paraquedas).
[2] https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/lou-andreas-salome-dialogos-entre-a-obra-e-o-legado
[3] ANDREAS-SALOMÉ, LOU. Henrik Ibsens Frauen-Gestalten (1892). Tradução livre: Ricardo A. Hirata.