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No resfolego da sanfona, cada nota musical é uma pessoa: rua, cultura e cidadania[1]

por Fernanda Almeida[2]

 

Dia desses, me peguei pensando: quantas páginas seriam necessárias para escrever 96 mil histórias de vida? Para muitas pessoas, a pergunta pode não ter qualquer sentido, pode até parecer absurda. Mas, se é de absurdo em absurdo que temos vivido nestes dias que desafiam nossas esperanças, é a partir desse delírio estatístico que gostaria de propor uma reflexão e um convite aos participantes desta segunda edição do Festival Pop Rua.

Antes de tudo, deixe-me explicar o parâmetro numérico: 96 mil é o número de pessoas que estão em situação de rua na cidade de São Paulo, segundo o estudo mais recente realizado pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicado em 23 de abril de 2025 no site do G1. Ainda segundo este estudo, o percentual representa quase um terço do total nacional de pessoas nesta situação.

O aumento expressivo da população em situação de rua vem desafiando os governos e a sociedade em geral. Segundo reportagem da Agência Brasil, só no estado de São Paulo, que representa 43% do total da população em situação de rua do país, esse número saltou de 106.857 em dezembro de 2023 рага 139.799 pessoas em dezembro de 2024. Essa quantidade é 12 vezes superior ao que foi observado em dezembro de 2013, quando eram 10.890. Em seguida, aparecem os estados do Rio de Janeiro, com 30.801, e Minas Gerais, com 30.244 pessoas.

Vale ressaltar que o Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da UFMG, vem sistematicamente publicando dados estatísticos e informações relevantes sobre o perfil e a quantidade de pessoas nessa situação, entre outras análises fundamentais. Trata-se de um trabalho imprescindível num cenário em que faltam dados: muitos municípios nem sequer possuem informações censitárias sobre esse grupo populacional e, quando possuem, em sua maioria, estão desatualizadas. Soma-se a isso a não inclusão dessa população nas pesquisas censitárias do IBGE.

As pesquisas quantitativas realizadas pelo Observatório baseiam-se nos dados do Cadastro Único da Assistência Social (CadUnico), um cadastro nacional das pessoas inscritas em programas de transferência de renda. Assim, os números refletem as informações descritas nas entrevistas locais realizadas com cada pessoa que se autodeclara em situação de rua. Ou seja, trata-se de uma estratégia que não descarta os censos locais, tampouco desconsidera a reivindicação histórica do movimento pela inclusão dessa população nas pesquisas do lBGE.

Explicada a magnitude numérica – 96 mil pessoas – vêm à mente as perguntas: como chegamos a essa situação? E possível estruturar políticas públicas que atenuem tamanha desigualdade social? E possível construir alternativas de transformação estrutural, e não apenas de abrigamento pontual e focalizado? Como construir políticas intersetoriais e integradas que considerem as múltiplas necessidades dessa população? Tais perguntas são necessárias e fundamentais para que os gestores formulem alternativas e respostas. No entanto, revelam-se incipientes diante da complexidade da questão na atual quadra histórica.

E é neste ponto que reside a questão que convido à reflexão. Estou certa de que toda e qualquer resposta massificada, imediatista e simplificada será ineficaz. As experiências nessa direção expressam isso, haja vista a alternância e a descontinuidade de programas e projetos nessa área. Com isso, defendo que é necessário um conjunto estruturado de políticas que aliem questões macroestruturais com as dimensões mais singulares de cada sujeito. Pois, além de enfrentarem condições de vida absolutamente precárias, as pessoas em situação de rua também sofrem com o profundo “despreparo” e “desconhecimento” por parte de certos gestores. Fruto de análises apressadas, intervenções generalizadoras e ações notadamente higienistas, a característica mais marcante dessa população, ou seja, sua heterogeneidade, é frequentemente ignorada.

Ao se elaborarem políticas públicas para essa população, é imprescindível uma articulação profunda entre as dimensões individuais e coletivas que se expressam no cotidiano das cidades. Quero reafirmar, com isso, que os sujeitos são únicos, portadores de histórias distintas.

Portanto, qualquer política pública que não articule essas dimensões, estruturais e singulares, e que, além disso, assuma um caráter imediatista, está fadada a operar em uma espécie de “modo autorreferente”, no qual o vício e a repetição se tornam protagonistas. Repete o gestor, espelha o usuário, reproduz a sociedade. Um modo de fazer política pública pautado no binômio abrigamento/repressão – isolamento/culpabilização.

É preciso encontrar as brechas nesse modelo. Criar fissuras no modo institucionalizado que cronifica e intensifica a situação de rua. Basta acompanhar o cotidiano de uma pessoa em situação de rua: o tempo é comprimido e gira em torno das necessidades mais imediatas e concretas da vida: comer, dormir, se abrigar. Assim, a vida se esvai. Um dia se confunde com o outro e, quando se percebe, já se foi um mês, um ano, uma década.

Hoje, são gerações inteiras de famílias em situação de rua. Pais, filhos, avós… filhos dos filhos. Se, anteriormente, o fenômeno da rua estava mais diretamente ligado às condições econômicas e sociais, hoje a heterogeneidade (marca estrutural desse grupo populacional) se complexificou, exigindo muito mais articulação e formas sofisticadas de atendimento.

Se houver 96 mil pessoas em situação de rua, será preciso construir estratégias que levem em conta também a dimensão singular. As respostas políticas devem ser coletiva e estruturalmente articuladas, mas é necessário resgatar cada biografia. Se, de fato, queremos enfrentar seriamente a questão da população em situação de rua, é preciso reconhecer que cada uma dessas 96 mil “unidades” é uma pessoa. E cada pessoa é um sujeito portador de uma história de vida.

E quem são essas 96 mil pessoas?

Haverá entre elas exímios artistas, músicos, cantores, fotógrafos, diretores. Haverá escritores, bailarinos, dançarinos, cineastas, ilustradores, grafiteiros, restauradores, críticos de arte, curadores, galeristas. Haverá instrumentistas, maestros, arranjadores, roteiristas, produtores musicais… Dentre elas, haverá, ainda, apreciadores de arte. Em síntese: haverá público.

Haverá pessoas com sonhos, desejos e potencial criativo? Mesmo entre uma população cuja representação é sempre associada ao problema, aos dados estáticos negativos.

Pessoas cuja subjetividade é reduzida a (supostos) sintomas e vícios: o “nóia”, o bêbado, o encardido, o miserável, o desempregado, o infeliz… Será na arte e no acesso aos bens culturais produzidos pela cidade e suas instituições de fomento que reside a possibilidade de resgatar sentido e significado, e assim superar, ou ao menos mitigar, os estigmas que os definem? Muitos podem estar se perguntando: com tantas outras necessidades tão imediatas, nessa vida tão miserável, por que fazer um festival de arte?

Com seus pés sujos, corpos doentes e marcados por feridas, roupas encardidas e esfarrapadas, olhar cansado, cabelos ensebados. Vício, fracasso e inadequação. Estigmas não lhes faltam: “noias”, vagabundos, drogados, mendigos. Que sentido haveria em atribuir beleza às pessoas cuja vida é esmagada pela urgência brutal da subsistência? Como encontrar existência criativa em corpos marcados e surrados por relações sociais desumanizadoras?

Como podem perceber, não existem respostas simples para problemas altamente complexos. A complexidade exige um olhar singularizado. Muito mais do que um significado individual, a condição de rua é um fenômeno que expressa um modo de existir na cidade. E que modo tem sido esse?

Buscar as raízes históricas do fenômeno população em situação de rua é uma outra dimensão fundamental. Comumente tratadas de maneira desumana e dessubjetivada, as razões desse processo têm acento nas estruturas raciais e coloniais que marcaram a história da escravização de pessoas negras e pardas neste país. O racismo estrutural – não como mero preconceito de cor – mas sim como estrutura política, econômica e social, possibilitou (e ainda possibilita), em sua gramática ideológica, subjugar pessoas – pretas e pretos –, negando-lhes sua humanidade. Abdias do Nascimento, em 0 genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado, já denunciara que a abolição da escravatura no Brasil lançou nas ruas um contingente de pessoas à própria sorte.

Será “coincidência” que hoje sete em cada dez pessoas em situação de rua no Brasil se declaram negras ou pardas? Se 70% das pessoas em situação de rua são negras ou pardas, o que isso significa? Racializar a escuta, o acolhimento e a compreensão dos sofrimentos desses sujeitos é fundamental. Garantir-lhes direito é a tão reivindicada Reparação histórica? A “insistência insidiosa” de renegá-los à própria sorte é uma espécie de “extermínio de cor”? Não é coincidência, é continuidade histórica do processo de escravização, agora travestida de abandono. O asfalto, o viaduto, o papelão são a senzala (manicômio) reconfigurada de um país que nunca rompeu (estruturalmente) com seus alicerces racistas e coloniais, ainda que hoje vejamos conquistas significativas no campo racial, tais como a política de cotas e outras ações afirmativas. A rua pode ser lida como um “novo quilombo às avessas”, onde a liberdade é a ausência de direitos, e a sobrevivência se dá na dureza do concreto. O racismo molda os contornos do que chamamos de “vulnerabilidade”, mas que, na prática, é violência racial sistêmica.

É nesse contexto que se desenha a crítica racial: o modo capitalista, em sua fase ultraneoliberal, transforma tudo em mercadoria, inclusive a vida, e produz não apenas pobreza, mas descarta os que não servem. O sistema que opera essa engrenagem é o mesmo que transforma a vida em mercadoria e o humano em estatística: o neoliberal, que concentra renda, precariza o trabalho e abandona os que não servem ao lucro. E quem são esses que o sistema descarta? A rua se torna o depósito dessa lógica. Ali não moram os “fracassados”, mas os que foram deixados para trás por uma engrenagem que exige produtividade, velocidade, consumo. Estar na rua é resistência diante da engrenagem que mói corpos e apaga histórias.

E nesse cenário de brutalidade cotidiana, feito de frio, fome, agressões, internações compulsórias, remoções violentas, que surgem outras formas de existência e resistência. Porque, se a sociedade falha, a rua inventa. Há redes de cuidado que não cabem nas planilhas e nos modelos pré-formatados. Há laços que se constroem entre aqueles que a sociedade insiste em separar. E há também cultura, arte viva, insurgente, que desafia o silêncio imposto. A cultura, nesse contexto, é mais que expressão: é redução de danos, é proteção simbólica, é a possibilidade de reconstrução de si.

Uma roda de rap, uma poesia falada, uma música compartilhada ao redor de um fogão improvisado, tudo isso é cena de vida e saúde, mesmo quando o fluxo e a cena de uso estão nos holofotes midiáticos. Saúde no sentido mais pleno: vínculo, reconhecimento, resgate da dignidade. A arte é o que humaniza quando o mundo tenta desumanizar. E território de encontro, onde cabem as singularidades que os serviços, algumas vezes, tentam silenciar.

Mas atenção: não se trata de romantizar a rua e suas relações. A rua adoece, machuca, mata. A rua não é liberdade, é o que resta quando a liberdade é negada. Por isso, qualquer política que pretenda enfrentar essa realidade precisa ser ao mesmo tempo estrutural e singular. Estrutural para garantir moradia, renda, acesso à saúde e educação, e singular para reconhecer que cada trajetória tem sua lógica, sua dor, seu tempo e, também, sua potência.

Há quem durma fora, mas ainda mantenha vínculos familiares. Há quem já construiu uma vida nas calçadas, com regras, afetos, rotinas. Há quem circula pela cidade, tentando fugir do desemprego. Há também quem está em sofrimento psíquico grave ou em uso abusivo de substâncias, e ainda assim segue tentando existir. Não há uma única rua, nem uma única resposta. Por isso, apostar na singularidade é um gesto radical. E isso não significa negar os aspectos coletivos, mas entendê-los a partir do que pulsa no corpo de cada pessoa. Uma política pública que ignora essa complexidade está fadada ao fracasso ou à violência institucionalizada.

Os modelos que colocam a moradia como ponto de partida, como o Housing first, demonstram que é possível fazer diferente. Dar casa antes de exigir estabilidade. Oferecer dignidade antes de cobrar contrapartida. A rua não pode ser o ponto final. A porta de saída precisa estar aberta, mas sem tranca, sem vigilância, sem humilhação. Uma casa não é só abrigo: é chão para reconstruir a vida.

A pergunta haverá futuro para quem vive nas ruas? é uma provocação. Porque o futuro não se constrói depois; se constrói em condições também imediatas. E somente haverá futuro possível se ele incluir os que estão supostamente de fora, se ele for atravessado pelas vozes silenciadas, pelos corpos esgotados, pelos desejos que resistem, mesmo na pedra dura do abandono.

Por fim, gostaria de fazer uma homenagem a uma dessas pessoas cuja rua foi desterro, palco e espaço de criação. Desde que comecei a escutar cotidianamente as pessoas em situação de rua, o absurdo parece figurar parte do cotidiano. Mas é também na escuta dessas pessoas que eu encontro a condição humana naquilo que ela tem de mais ambivalente: o amor e o ódio, a beleza e o horror.

Afrânio era um sujeito que adorava a palavra “adversidades”. Sempre que podia, ele a pronunciava com seu sotaque carioca e seu jeito sedutor. Homem de meia-idade, pessoa em situação de rua. Psicótico, alcoolista crônico, paciente de um CAPS-AD. Ele gostava de ouvir a música Detalhes, eternizada na voz de Roberto Carlos. Quando a escutava, fechava os olhos, mantinha um sorriso maroto no rosto e, com as mãos no peito e os olhos fechados, elevava a voz quando Robertão desafiava sua amada na canção: Se um outro cabeludo aparecer na sua rua/ E isto lhe trouxer saudades minhas/ A culpa é sua. Detalhe: Afrânio era calvo. Seu humor e modo despojado cativavam toda a equipe e os demais usuários da unidade. Quando suas resistências o impediam e/ou dificultavam a sustentação da contratualidade do seu Projeto Terapêutico Singular, ele argumentava que a vida era repleta de adversidades. Afrânio era uma personagem urbana, um flâneur. Mantinha inteligência, delicadeza no trato e cognição preservada, embora estivesse sempre (ou quase sempre) sob efeito do álcool.

Em uma manhã gelada, uma mensagem no celular me faz lembrar que o inverno pode ser mais que uma estação do ano: ele expressa o nível da desigualdade social, quando nem todos têm abrigo. Por mensagem, uma colega busca informações sobre “um corpo” que havia sido encontrado, ao que tudo indicava, era uma pessoa em situação de rua. Pelo levantamento obtido até aquele momento, era de um homem em situação de rua e que talvez seu nome fosse Afrânio. Mesmo com os privilégios do meu corpo aquecido, eu gelei. Não podia acreditar. Nosso paciente, nosso carioca, o Seu Afrânio, ou para os seus companheiros de calçada, o Véio do Largo. Querido pelos demais usuários do CAPS-AD, conhecido por todos os profissionais da rede. Justo ele, que amava a palavra “adversidade”… Teria sido levado por uma “adversidade climática”… Difícil acreditar.

Naquela manhã fria, a constatação de que todo trabalho técnico pode ser insuficiente diante da ausência de políticas públicas estruturantes que assegurem o direito de não morrer de frio (ou de abandono). Judith Butler, em seus estudos sobre a violência, problematiza que algumas vidas não possuem valor, por isso precisam ser afirmadas como importantes – a exemplo da palavra de ordem “Vidas Negras Importam”. Ao problematizar a banalização e a desumanização da violência contra os corpos que não são passiveis de produzir sofrimento na sociedade, a filósofa elucida a importância do trabalho de luto como sentido político e coletivo.

Às vezes eu me sinto como Dora, a personagem da Fernanda Montenegro no filme Central do Brasil. Sei que sou portadora e, de alguma maneira, escritora de cartas e histórias que nunca chegaram ao seu destino. Dora, por mesquinharia e sordidez, embora soubesse os destinos das cartas que escrevia, não as endereçava. Já no meu caso, as histórias quase nunca possuem um destino. Por isso eu as guardo, e quando tenho a oportunidade, as publico com respeito e carinho, possibilitando que elas tenham algum lugar em alguém.

Sociabilidade, cultura, arte, luto: atributos e criações humanas. Reivindicar tais direitos e lhes atribuir humanidade. E preciso devolver a palavra a quem a cidade mandou calar. Feita a reflexão, finalizo com o convite: escutar, antes de prescrever. Partilhar, antes de intervir. Construir, juntos, saídas que respeitem as diferenças e enfrentem o que é comum: a urgência de transformar uma política de descaso em uma política de cuidado.

Enquanto isso não acontecer, cada barraca sob o viaduto e cada maloca em praça pública será uma denúncia viva de que a justiça social ainda não tem onde morar.

Recentemente, descobri o sentido poético da expressão “resfolego da sanfona”. Essa imagem ficou famosa na canção Vem morena, do músico Gerson Filho, eternizada na voz do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Tomemos o resfolego da sanfona como metáfora: cada sanfoneiro toca de um jeito, e о controle do fole é a marca que diferencia os músicos. Por ser uma técnica que reúne constância, precisão e repetição, o “resfolego” permite ao músico imprimir sua emoção, sua personalidade à sua música, criando um som singular e único. A forma como um sanfoneiro utiliza o “resfolego” pode ser uma característica distintiva de seu estilo e de sua identidade musical. O que estamos propondo é mais ou menos isso: que cada pessoa em situação de rua tenha a oportunidade de encontrar seu ritmo, seu estilo no resfolego da vida. Ora, não é isso que nos ensina a redução de danos como ética do cuidado?

Assim, o Festival Pop Rua e o Encontro Tecendo Redes: Rua, Cultura e Cidadania nascem como sopro de mobilização, um chamado coletivo para tecer, a muitas mãos, estratégias que unam os fios dos direitos humanos, do direito à cidade e à cultura. Todos entrelaçados com práticas éticas, emancipatórias e antirracistas de cuidado com quem vive a cidade desde suas frestas. Apostamos que é a arte e a cultura como este tear, que se erguem como abrigo, voz, resistência e direito.

 

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[1] Originalmente publicado na Cartilha do Festival PopRua: População em situação de rua e o direito à cultura. 28 a 30 de agosto de 2025. Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura,  Economia e Indústria Criativas, e SESC – Serviço Social do Comércio.

[2] Psicanalista e assistente social, aspirante a membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, onde integra a equipe editorial deste boletim online e a Comissão de Reparação e Ações Afirmativas.

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