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jornal de membros, alunos, ex-alunos e amigos de psicanálise

Edição 79 - Junho 2026

Editorial

Editorial Boletim 79
Foto de Daniela Athuil
Editorial Boletim 79
Foto de Daniela Athuil

Existirmos, a que se destina? Eis a edição do boletim online que co-memora seus 19 anos de vida! Entre tantos, seguimos aprendendo:

Da pedra que entranha a alma nordestina (João Cabral de Melo Neto), a difundir sua versão do analista como sujeito que é tomado por sua análise, por sua escuta, por sua escrita e por sua ética (Lula Couto), na reverberação dos 50 anos do Círculo Psicanalítico de Pernambuco;

Das mulheres empurradas para longe pelos garotos que, sem choro, cobriram tudo com mentiras (The cure), essas mulheres que buscam na escrita sua função de barragem (Rubia Delorenzo), rumam às montanhas (Shosholoza) e dão a letra, ao fazer frente contra assédios e misoginia;

Da calada maneira como nos chega a surpreendente elaboração psíquica — Agora não sei bem o que fiz (Julián Fuks) —, nossa potência face às lutas e aos lutos que assumimos e que atravessamos;

Dos avanços desarmados nas caprichadas discussões em torno dos racismos nossos de cada dia: na jornada organizada pela Comissão de Reparação, no Projeto de supervisão clínica para estudantes negros e indígenas e em nossa interminável formação contínua brasileira;

Do deslocamento aos sítios onde se encontram os sujeitos de práticas clínicas assentadas nas diversidades territoriais;

Das rodas vivas que movimentam nossos posicionamentos históricos na Articulação por uma psicanálise não-regulamentada e socialmente compromissada no Brasil;

Do recurso das matérias fechadas, a preservar no interior de nossa associação de psicanalistas os assuntos devidos às nossas relações internas, tais como os registros da Comissão de Admissão em torno da chegada de novos membros ao Departamento (recupere sua senha com Claudia Dametta);

Dessa edição que toca à vida amorosa — da vida imortal de nós antes de nós a conjugar simultaneamente o contemporâneo e o atemporal (Déborah de Paula Souza) ao olhar armado (Murilo Mendes) para o filme Sirât e à imensidão dos lampejos do último azul — e é música para toda escuta que intente barrar desmesuradas violências;

De uma narrativa Noite e Dia FLAPPSIP. O que resta é pronomear (Julia Louzada).

Grande abraço da

Equipe editorial

Escritos

Onde tudo oscila e transborda, a palavra bordeja, estanca e vira poesia no sensível escrito de Rubia Delorenzo.
Contar a história dos inícios exige imaginação radical nas palavras de Déborah de Paula Souza.
Escritos
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o que resta
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Psicanálise e Política

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Notícias do Campo Psicanalítico
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Cinema

Partir da sobrevivência dos lampejos para seguir sonhando sempre. Por Luciana Mannrich.
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