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segunda-feira, 06 de março de 2017 - 12h15
08 de março – DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Intelectuais e ativistas feministas do mundo todo propõem para 2017 um 08 de Março de paralisação geral. A ideia é mobilizar mulheres, incluindo mulheres trans, e todos os que as apoiam num dia internacional de luta: pelo fim da violência contras as mulheres; contra o desmantelamento de direitos trabalhistas, e em favor de garantias à saúde e à velhice com segurança. Numa agenda expandida anti-racista, anti-imperialista, anti-heterossexista e anti-neoliberal.
Momento privilegiado para análise das injustiças historicamente cometidas contra as mulheres e, também, para destacar os múltiplos movimentos femininos que lutam pela igualdade de direitos, pelas condições adequadas de trabalho e pela existência digna da vida.
Há diferentes versões sobre a definição dessa data específica, mas as suas raízes estão no início da Revolução Industrial e nos movimentos de resistência às práticas de exploração contra as mulheres (15 horas diárias de trabalho e salários abusivos) e contra as crianças que trabalhavam nas fábricas naquela época.
Em 8 de março de 1917, ocorreu na Rússia, um grande protesto que ficou conhecido como “Pão e Paz”; uma manifestação de mais de 90.000 mulheres contra as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra. A data foi oficializada, 4 anos depois, em 1921 e somente em 1977 foi reconhecida pelas Nações Unidas, como o Dia Internacional da Mulher.
No Brasil a luta feminina em defesa do direito ao voto, obtido com a Constituição de 1932, e outras manifestações promovidas pelos movimentos feministas, tornou mais evidente a legitimidade dos direitos das mulheres e a sua discriminação.
A violência contra as mulheres continua:
- Feminicídio. O Brasil ocupa o quinto lugar no mundo, segundo a OMS (4,8 para 100 mil mulheres).
Os assassinatos de mulheres negras cresceram 54% entre 2003 e 2013. - Violência doméstica e sexual
- Violência do mercado, das relações de propriedade capitalistas, dos direitos trabalhistas
- Violência da criminalização estatal dos movimentos migratórios
- Violência institucional contra os corpos das mulheres. Criminalização do aborto e falta de cuidados à saúde
- Violência de políticas discriminatórias devido à orientação sexual
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